Você pode denunciar crimes de PRECONCEITO RELIGIOSO no Rio de Janeiro

Você sofre agressão, perseguição, coação ou qualquer ameaça por motivo religioso?

Denuncie através do site http://www.policiacivil.rj.gov.br na aba "DENÚNCIA"

Não é preciso se identificar!

A Constituição da República Federativa do Brasil determina, em seu Art. 5º, inciso VI: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias"

Seja Cidadão, defendendo seus direitos! Denuncie crimes de preconceito religioso!

Você também é uma vítima da CORRUPÇÃO!
Lembre-se disso nas próximas eleições...

30 março 2012

A melhor homenagem em charge que vi...


MILLÔR E AS BOAS COMPANHIAS
Trovoadas de março
O Brasil perdeu, na última terça-feira, uma de suas vozes mais críticas e independentes. O brilhante, multitalentoso e bem-humorado Millôr Fernandes nos deixou, aos 88 anos.

Fica sua extensa obra de escritor, artista plástico, humorista, dramaturgo, cartunista, jornalista e homem antenado com o seu tempo. Seu humor inteligentíssimo nos fazia rir ao mesmo tempo em que denunciava, com acidez, as mais variadas falácias.

Fica a lição do "guru do Méier" de que é preciso sempre olhar para a realidade sob uma perspectiva crítica.

Quem dera tivéssemos todos essa mesma perspicácia. O estilo debochado de Millôr desnudava os políticos de sorrisos congelados e intenções inconfessáveis. Vai fazer muita falta, principalmente em ano de eleição, quando promessas vazias são potencializadas pelo marketing frio e calculado.

Cada vez mais, os que se acham espertos usam os mesmos truques já tão conhecidos, como se a sociedade cumprisse apenas um papel secundário de plateia. Pior, em um espetáculo em que os mágicos se contentam com truques amadores, os malabaristas nem ligam se muitos dos seus pratos se espatifam no chão e a maquiagem dos artistas se mostra borrada, revelando sua face nada engraçada.

É mais ou menos o que se vê agora no Congresso Nacional. Um projeto que acaba com a proteção das florestas do Brasil é apresentado como o "novo" Código Florestal.

Para diminuir o constrangimento, falou-se em deixar a votação para depois da conferência Rio+20, mas a sanha voraz da motosserra estabelece prazos e exigências.

O governo acata, afinal a governabilidade hoje se sustenta não em ideias ou projetos para o país, mas em interesses de partidos que, em grande parte, já se apresentam sem máscaras.
Entretanto, como bem escreveu Millôr certa vez, entre suas muitas frases brilhantemente sarcásticas, "tome nota, amigo: as aparências não enganam".

Chegamos ao Saara da política. Nesse deserto desolador, sobressai a beleza do gesto do operário e do sociólogo, que, por duas vezes, se visitaram em situações de grande dificuldade. Uma para fortalecer a luta pela democracia e a outra para trocar o abraço que, apesar das muitas divergências, não se priva da arte de dar e receber, da imprescindível dose de respeito e afeto que ajuda a produzir boas porções de bálsamo capaz de enfraquecer até a doença. De resto, tudo parece estéril e sem vida.

Perdemos, em um mesmo mês, a graça de Chico Anysio e de Millôr Fernandes. Já chega. Basta, março. Para com teus relâmpagos e trovoadas e manda logo tuas águas. Traz o outono da calma que anima o coração.
Marina Silva (Folha de S. Paulo, sexta-feira, 30 de março de 2012)


(extraído do SAITE do MILLÔR)

18 março 2012

Lá vai o Velhinho discordar...


A matéria é do Estadão on line e trata de uma visão de determinados juristas que acreditam que a pena de restrição de liberdade - ou seja, cadeia, detenção, cana-dura - não resolve o problema da corrupção.
A palavra-chave da afirmação é "resolve". Convenhamos que nem a certeza de que haveria punição, mesmo que dura, resolveria esse problema; é uma questão de (falta de) caráter do corrupto, ora bolas! Mesmo que a punição por corrupção venha a ser duríssima, se o corrupto e o corruptor aceitarem o risco de se dar mal, fatalmente a corrupção apresentará sua face nojenta.
O enfoque, no entender do Velhinho, deveria ser outro. Uma lei que instituir penas severas para casos de corrupção tende a inibir mais sua prática do que a lei mais branda. Não é lógico?
Abaixo segue o texto, entremeado de algumas considerações do Velhinho.

'Cadeia não resolve o problema da corrupção', defendem juristas em SP
Bruno Lupion - estadão.com.br
SÃO PAULO - Se houvesse a 'Copa do Mundo' da ética pública, que premiasse a nação menos corrupta, o Brasil estaria em maus lençóis. Em 2011, o País perdeu quatro posições no Índice de Percepção de Corrupção, desenvolvido pela ONG Transparência Internacional: caiu do 69° para o 73° lugar, entre 182 países pesquisados. Na escala de 0 a 10, levamos nota 3,8, bem abaixo de outros países do continente. O Chile recebeu nota 7,2 e está no 22° lugar, e o Uruguai, com nota 7, tem a 25° posição.
Para juristas e cientistas políticos reunidos no II Congresso contra a Corrupção, que ocorre neste sábado, 17, na Câmara Municipal de São Paulo, é ilusão acreditar que esse cenário será revertido enviando mais corruptos para a cadeia - pois a chance de isso ocorrer, no Brasil, é mínima. O caminho para reduzir a impunidade, segundo eles, é criar mecanismos de mediação e conciliação entre acusados e Ministério Público (MP), aplicando penas alternativas, como devolução do dinheiro desviado, perda dos direitos políticos e proibição de sair do País.
"A Justiça brasileira não manda o rico preso. Se o juiz de baixo manda prender, o do tribunal manda soltar. Não nos iludamos com o discurso do cadeião", alertou o jurista Luiz Flávio Gomes, membro da Comissão de Reforma do Código de Processo Penal. Ele se diz "descrente" com a Justiça brasileira e afirma que só com soluções mais dinâmicas, como o acordo entre acusação e acusado, será possível punir corruptos com rapidez e reduzir a sensação de impunidade.
Comentário do Velhinho: Começando pelo segundo parágrafo. O Velhinho também acredita que a Justiça é mais rígida para os pobres (revendo a célebre frase dos 3 Pês), mas tão somente porque pessoas pobres (branco, amarelos, vermelhos ou pretos; putas e não putas; veados e não veados e por aí vai) são... pobres! Não tem condições de bancar o serviço de advogados ou escritórios de advocacia muito qualificados; além do que, a Defensoria Pública está aquém de sua capacidade - incluindo verbas! - de oferecer serviços que se equiparem àqueles advogados e escritórios de advocacia. Ora, a Justiça e os juízes das instâncias superiores não julgam de acordo com a declaração de renda do acusado, mas sobre o que diz os autos e em função das argumentações sobre aspectos legais produzidas pelas promotorias e advogados de defesa. O que o jurista Luiz Flávio está insinuando? Que os juízes de instâncias superiores não cumprem a Lei? Muito estranho e perigoso esse raciocínio.
O Velhinho acredita que a pena para corrupção deveria incluir SEMPRE uma passagem pelo xilindró e que devolução do dinheiro desviado, perda de direitos políticos e proibição de sair do país comporiam penas complementares dado os agravantes e atenuantes (se os houver!) do crime de corrupção.

Esse modelo já é utilizado em países como os Estados Unidos, Itália e Alemanha. Neles, a Promotoria, munida de provas da corrupção, pode chamar o acusado para uma negociação com o objetivo de ressarcir os danos ao erário público e aplicar uma pena alternativa. Se o corrupto concorda, os efeitos são imediatos e o processo é extinto. O Brasil tem um mecanismo semelhante, chamado "transação penal", mas só para crimes de menor potencial ofensivo, com pena máxima inferior a dois anos. Para os juristas reunidos no Congresso, esse caminho precisa ser ampliado.
Comentário do Velhinho: Ou seja, é mais fácil tentar mudar a lei para abrandar crime de corrupção, do que endurecê-la. Afinal de contas, e se o corrupto for um legislador ou um governante?

Gomes cita como exemplo o julgamento do Mensalão, que tramita desde 2007 no Supremo Tribunal Federal e ainda não tem data para terminar. Dos quarenta réus denunciados pelo Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, apenas um já cumpriu sua pena, beneficiado pela transação penal: o ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira. Ele fechou um acordo com o MP pelo qual se comprometeu a prestar 750 horas de serviço comunitário, se apresentar mensalmente perante um juiz e informar a Justiça sobre viagens longas ou para fora do País. "Se todos tivessem tido a possibilidade de acordo, pode ser que há seis anos todos já estivessem punidos. E hoje estaríamos falando de outros mensalões", disse Gomes.
Comentário do Velhinho: É certo que o julgamento do mensalão deixa a desejar devido à morosidade mas, ainda assim, obedece a rito do STF, pois não? Que tal sugerir uma PEC em que, nos casos de corrupção envolvendo figuras do primeiro escalão da Presidência da República, de Governos estaduais e municipais, bem como na estrutura de presidência e diretoria dos partidos políticos, serão criados tribunais especiais para julgamento exclusivo, sem que se cerceie o amplo direito de defesa dos acusados? Ah, tá! É muito mais fácil ampliar as chamadas penas alternativas, condicionadas a alguma negociação. Isso não quer dizer que os corruptos serão "punidos" brandamente, ou seja, que o risco de se deixar corromper e se corromper valeria a pena?

A jurista Ada Pellegrini Grinover, em vídeo transmitido no Congresso, reforçou a defesa dos acordos entre o Ministério Público e corruptos. "É muito melhor que haja uma punição menor, que vai afetar de alguma forma a vida e a personalidade daquele que aceita a pena, do que a impunidade que temos hoje", disse.
A reforma do Código de Processo Penal, atualmente em trâmite no Congresso Nacional, é uma "oportunidade de ouro" para incluir na lei mecanismos mais céleres de combate à corrupção, segundo o promotor de Justiça Roberto Tardelli. "Hoje não há vantagem para alguém confessar seu crime. Só vamos conseguir agilizar os processos se dermos ao Ministério Público a possibilidade de negociação", disse.
Comentário do Velhinho: Será que esses juristas não compreendem, ou não querem divulgar, que toda e qualquer verba pública desviada atinge os beneficiários da contrapartida obrigatória que o Estado deve para a sociedade nas áreas de Educação, Saúde, Segurança, Transporte, Moradia e et coetera? E que os prejuízos para a população são enormes, pois a degrada com o péssimo serviço público oferecido diante do que atualmente se arrecada? Quantas pessoas passam fome, perdem oportunidades para criar um futuro para si e sua família, adoecem ou morrem por conta de um corrupto? Essa visão apresentada pelo juristas, no entender do Velhinho, é, no mínimo, leviana. Quem sabe desenhando se compreenda melhor?
Movimento. O II Congresso contra a Corrupção é realizado pelo movimento NASRUAS, deflagrado há um ano com o objetivo de organizar passeatas no dia 7 de setembro de 2011 em diversas cidades do País. Desde então, o movimento tem articulado entidades e ONGs que trabalham com o tema da corrupção e organizado congressos com especialistas para debater e definir propostas de atuação.
Para 2012, o NASRUAS definiu como prioridades a defesa da Lei da Ficha Limpa, a pressão por maior celeridade no julgamento de casos de corrupção, a defesa do voto aberto obrigatório no Congresso, o acompanhamento da evolução patrimonial de gestores públicos e a inclusão da disciplina "Cidadania, Ética e Ensino Político" na grade curricular do Ensino Médio.
Comentário do Velhinho: Aula de "cidadania, ética e ensino político" remete a "educação moral e cívica", que nunca deveria ter sido extinta da grade curricular. Por que, ao fim e ao cabo, o que se quer mesmo falar é sobre direitos e deveres e de como um é interdependente do outro... Grande novidade, pois não?

12 março 2012

Profissão de risco: Professor.



Onde estão os sindicatos de professores que ainda não exigem, no mínimo, um adicional de periculosidade para a categoria?
Outro dia, uma diretora foi chutada pelas costas por um aluno, agora é tapa na cara. Quantos profissionais de ensino são agredidos, verbal e fisicamente, sem que nada ocorrar para de fato punir o adolescente e seus pais ou responsáveis, meramente porque o ECA não permite punição mais rígida, pois pode abalar o emocional desses jovens violentos?
Criança e adoloscente devem ser protegidos, sim, da sanha de molestadores e pais violentos. Mas se para garantir essa proteção, negam a necessidade de reprimir agressões que os jovens praticam contra adultos, o que estamos criando? Futuros delinquentes? É o ó do borogodó!
Vídeo mostra aluna dando tapa no rosto de professora dentro de sala
Agressão foi em uma escola em Coronel Fabriciano. Motivo seria um bilhete apreendido pela professora.
Do G1 MG
Uma professora foi agredida dentro da sala de aula em Coronel Fabriciano, na Região do Vale do Aço, em Minas Gerais. Um vídeo mostra o momento em que uma aluna dá um tapa no rosto da professora.
A agressão aconteceu na Escola Estadual Rotildino Avelino. Um aluno tentou controlar a confusão, mas a agressora ainda deu outro tapa no rosto da professora, ao sair da sala. Segundo a superintendente de ensino de Coronel Fabriciano, Maria do Carmo Silva Melo, a estudante se irritou porque a professora pegou um bilhete que estaria sendo passado pela aluna a uma colega de classe.
O conteúdo do bilhete não foi revelado. A superintendente disse ainda que foram tomadas medidas educativas e que a professora já desculpou a aluna. O Conselho Tutelar disse que vai levar o caso ao conhecimento do Ministério Público.

11 março 2012

Chute, que o traseiro é nosso...


Pagamos a conta, assumimos os riscos, gastamos em estádios desnecessários, mas não na segurança, saúde e educação públicas, permitimos que alterem provisoriamente nossas leis por interesses comerciais de terceiros e novamente pagaremos a conta, engolimos insultos de representantes da FIFA... é... merecemos que nos chutem o traseiro e chamem de idiotas...