Você pode denunciar crimes de PRECONCEITO RELIGIOSO no Rio de Janeiro

Você sofre agressão, perseguição, coação ou qualquer ameaça por motivo religioso?

Denuncie através do site http://www.policiacivil.rj.gov.br na aba "DENÚNCIA"

Não é preciso se identificar!

A Constituição da República Federativa do Brasil determina, em seu Art. 5º, inciso VI: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias"

Seja Cidadão, defendendo seus direitos! Denuncie crimes de preconceito religioso!

Você também é uma vítima da CORRUPÇÃO!
Lembre-se disso nas próximas eleições...

28 fevereiro 2012

Eles são equivocados...

O Velhinho gostaria de ver esses jovens que protestam, cometendo excessos, contra aumento de passagem de ônibus, protestarem contra a carga tributária, sem confronto com as forças policiais...

A piada de péssimo gosto...


26 fevereiro 2012

Para onde vai mesmo nossa suada grana?



O Velhinho é CONTRA a descriminalização da maconha!


Por ser contra, por acreditar que usuário de maconha sustenta o trafico de drogas (e não apenas da maconha!), o Velhinho continua a postar as "pequenas" apreensões desse lixo feitas pelos órgãos policiais. Só para se ter uma idéia, EM TONELADAS, do poder "recreativo" e "medicinal" da maconha em nosso país.
Pode demorar alguns dias, talvez, poucas semanas, mas não falha. Quando o uso "recreativo e medicial" da maconha sensibiliza traficantes, eles nem pensam na grana dos usuários que sustenta o narcotráfico, não é mesmo?
Dise de Campinas apreende 6,5 toneladas de maconha na Grande SP
Droga, trazida do Paraguai, estava em uma carvoaria em Mairiporã.
A Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas, interior de São Paulo, apreendeu seis toneladas e meia de maconha na madrugada deste domingo (26) em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Cinco pessoas, incluindo uma mulher, foram presas pelos policiais, que investigavam os traficantes há sete meses. Com as prisões, a polícia acredita ter desmantelado um dos maiores esquemas de tráfico no Estado de São Paulo, já que o entorpecente trazido do Paraguai abastecia parte do interior e do litoral paulista.
A droga estava em uma carvoaria na Estrada do Convento, que servia de fachada para os traficantes, segundo o delegado titular da Dise de Campinas, Oswaldo Diez Júnior. Os pacotes com os entorpecentes estavam em um caminhão, forrado com carvão. As inscrições nas embalagens da droga indicam que a origem é do Paraguai. Entre os presos estão dois irmãos, considerados pela polícia os chefes da quadrilha.
"Conseguimos prender os chefes e o pessoal da comercialização", diz Diez Júnior. Segundo o delegado, a quadrilha fazia uma espécie de consórcio da droga, trazendo o produto de toneladas do Paraguai e distribuindo de acordo com os pedidos feitos pelos traficantes nas regiões atendidas.
A Rota
Segundo o delegado, depois de chegar ao Brasil, o entorpecente passava por Ponta Porã, Campo Grande e Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. Já no Estado de São Paulo, o itinerário incluia Miriporã, Araçatuba e Botucatu. Ainda segundo a polícia, para chegar até a Grande São Paulo, a droga passava por rodovias como a Castelo Branco e a Régis Bittencourt. Para se garantir, a quadrilha mandava um pessoal antes de carro pelas estradas, para informar sobre a presença da polícia.

20 fevereiro 2012

Censura, alimento do totalitarismo, veneno para a democracia...


São dois textos para reflexão do porquê o chamado "controle social da mídia" (leia-se CENSURA!) não é nada democrático. O primeiro texto refere-se à idolatrada Cuba que ainda está muito longe de ser uma democracia (se alguém tiver dúvidas, tente consultar a Constituição castrista), para onde o governo brasileiro remeterá recursos oriundos de nossos tributos. Estranho que nunca chamam Fidel Castro de ditador e o enalteçam, junto com Chê "porco fedorento" Guevara, como libertário. Uma piada de mau gosto sobre direitos humanos.
O segundo, demonstra que no Brasil há aqueles que preferem penalizar a imprensa em geral E A SOCIEDADE, para beneficiar alguém que é acusado de praticar um crime, ignorando que já existe lei que define excessos do mau jornalismo com os crimes de injúria, difamação e calúnia. A proposta apresentada beneficiaria um acusado, caso venha a ser considerado culpado pelo crime que lhe foi imputado, com redução de pena, como se a imprensa fosse responsável pelos atos cometidos pelo réu. Caso essa proposta prospere, quem mais se beneficiaria seriam os corruptos de alto escalão na política, essa elite do neocoronelismo ideológico. O que propõe não é apenas uma idéia asinina, mas uma mordaça para a liberdade de expressão. Essa gente tem medo de que o povo saiba da realidade, que analise dados, que pense por si mesmo, mas principalmente, que pense e aja de forma diferente que eles...
Sopa, Sinde e o cabo de fibra ótica
19 de fevereiro de 2012
Yoani Sánchez
São 10 horas no Hotel Plaza, a poucos metros do Capitólio de Havana. Um cheiro de creme hidratante emana dos turistas que tomam seu café para sair e conhecer a cidade. Ao lado do lobby do hotel, várias pessoas fazem fila para entrar num pequeno salão onde há seis computadores conectados à internet.
Dentro, fixada na parede, uma câmera de segurança está focalizada diretamente nos teclados e rostos dos usuários que utilizam o serviço. Ninguém fala. Todos parecem muito concentrados. Qualquer página da web pode demorar alguns minutos para abrir e alguns desistem depois de uma hora sem conseguir nem sequer ler seus e-mails. Mas o mais surpreendente é que a maioria das pessoas ali sentadas não é estrangeira, mas cubanos em busca de oxigênio informativo. Que estão mesmo dispostos a sacrificar um terço do seu salário mensal por 60 minutos de mergulho na grande rede mundial.
Enquanto fora de nossas fronteiras cresce a polêmica entre permitir ou controlar a internet, nós, 11 milhões de cidadãos, nos perguntamos se 2012 será o ano em que finalmente vamos nos converter em internautas.
A sensação é que estamos abandonados e imóveis no canal por onde os kilobytes correm velozes e incansáveis. Volta e meia o prazo anunciado para termos acesso integral ao ciberespaço é descumprido, nos deixando isolados e em atraso com relação ao restante do mundo.
Julho de 2011 foi a última data oficial para o cabo de fibra ótica instalado entre Cuba e Venezuela começar a funcionar e multiplicar por 3 mil a exígua conectividade da ilha. Mas, no momento, a execução do projeto é um dos segredos mais bem guardados do país, comparado apenas ao estado de saúde do ex-presidente Fidel Castro.
Alguns afirmam que a corrupção, a imperícia técnica e a má gestão deixaram a moderna fiação - cujo custo foi de US$ B70 milhões (precisa conferir o valor) - fora de funcionamento. Outros dizem em voz baixa que o sistema já está funcionando, mas ao alcance apenas de organismos e instituições muito confiáveis, como o Ministério do Interior. Mas parece mais confiável a versão de que o governo cubano não adotou o sistema ainda por temor do fluxo informativo que chegaria à nação. Teme, ao que parece, que o castelo de cartas do seu poder, erigido à custa de segredos e notícias censuradas, venha abaixo.
Os jornalista oficiais foram aconselhados a não tocar no assunto e o preço para acessar a internet a partir dos hotéis oscila entre 4 e 10 a hora. Contar com uma conexão doméstica é um privilégio concedido somente aos mais confiáveis politicamente ou, então, o resultado da audácia daqueles que pirateiam uma conta estatal. Em vez de autorizar o uso de redes sociais e outras ferramentas interativas, as autoridades oferecem, nas escolas e centros de trabalhadores, versões in vitro de websites no estilo da Wikipédia e Facebook.
São gastos milhares de pesos do orçamento nacional na criação de programas e interfaces bastante controladas e de uso apenas local para manter os leitores afastados da algaravia democrática da internet. Cada dia que nosso ingresso na aldeia virtual é retardado, o capital acadêmico e profissional do país despenca alguns metros mais. E também significa um atraso de nosso desenvolvimento como cidadãos, mantendo-nos alheios aos debates e tendências que estão se verificando no mundo.
Neste exato momento ganha força longe dos nossos ouvidos a polêmica entre propriedade intelectual e o livre intercâmbio de arquivos na rede. Com grandes manchetes foi anunciada na imprensa de todo o planeta a prisão de vários diretores do website Megaupload e envergonha saber que a grande maioria dos cubanos nem mesmo sabia da existência desse portal. Até aqui nos chegam ecos apagados das críticas aos novos controles do conteúdo de serviços como Twitter, mas não podemos decifrar suas reais implicações já vez que não temos um marco referencial.
Quando conseguimos ler as análises críticas da chamada lei Sopa (Stop Online Piracy Act) ou a controvertida lei Sinde, nos lembramos de perguntar como se chama a diretiva ministerial - ou presidencial - que nos mantém distantes da rede mundial. Que ministro, deputado ou diretor, no nosso caso, é o responsável por continuarmos à margem dessa autoestrada. E o pior é que não podemos nos queixar destas limitações enchendo os fóruns de textos e imagens de protesto ou decretando um dia de blecaute nas redes sociais.
Eles têm razão em temer os cibernautas e também muitos motivos para se manter atentos e ativos diante do que ocorre. Porque não só os tempos de compartilhar música, filmes e programas de computador podem estar chegando ao seu fim. A luta contra a pirataria converteu-se em uma luta contra a própria web 2.0, colocando em risco a parte mais cidadã e dinâmica dela.
E a dúvida que toma conta de nós, cubanos, é se a internet - como se conhece hoje - vai morrer antes de conseguirmos experimentá-la integralmente ou se transformará numa jaula antes de podermos usá-la como asa.

* É JORNALISTA CUBANA, AUTORA DO BLOG GENERACIÓN Y. EM 2008, RECEBEU O PRÊMIO ORTEGA Y GASSET DE JORNALISMO
/ TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO
Uma ideia asnática
20 de fevereiro de 2012
O Estado de S.Paulo
É inacreditável a criatividade de quem, em nome de causas supostamente nobres e elevadas, preconiza restrições à liberdade de imprensa. Um subgrupo da comissão especial criada no Senado para apresentar um projeto de reforma do Código Penal, segundo noticiou o jornal O Globo, está propondo introduzir no projeto uma cláusula que estabeleça que um suposto "abuso da imprensa" na cobertura de um crime poderá ser considerado atenuante, para reduzir em até um sexto a pena do condenado. A justificativa consegue ser ainda mais asnática: seria uma "compensação" ao criminoso por eventuais excessos dos meios de comunicação.
Não resta dúvida de que, em função de seu enorme apelo popular, crimes, especialmente de morte, que ocorrem em circunstâncias particularmente singulares, costumam ser um prato cheio para os veículos de comunicação, principalmente aqueles que exploram a miséria humana para alavancar tiragens e índices de audiência.
Veículos de comunicação que vivem de forçar os limites da legalidade existem no mundo inteiro. Poucos meses atrás, em Londres, o centenário tabloide News of the World, do magnata da comunicação Rupert Murdoch, viu-se obrigado a deixar de circular, acuado por denúncias de comportamento criminoso na produção de matérias sensacionalistas. É um exemplo extremo que não honra o verdadeiro jornalismo. Mas nem por isso os ingleses cogitaram de medidas de cerceamento à liberdade de imprensa.
No Brasil, o grupo mais radical do PT, apesar de reiteradamente desautorizado pela atual chefe do governo, não se cansa de preconizar o "controle social da mídia", que recentemente, com mais cautela, passou a chamar de "democratização dos meios de comunicação".
E esse novo episódio revela que também no Poder Judiciário e nos meios jurídicos há ouvidos sensíveis a essa pregação autoritária - ou à conveniência política de prestar atenção à direção em que o vento sopra -, pois a ideia de compensar o prejuízo que abusos da mídia eventualmente tenham causado à imagem de criminosos condenados partiu de uma subcomissão de quatro especialistas que está estudando a Parte Geral do novo código: um advogado criminal, um promotor de Justiça, um jurista e um desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Falando em nome do grupo, este último garantiu que a proposta não tem nada a ver com censura. Trata-se apenas de uma compensação moral à vítima dos "excessos da imprensa".
No relatório já apresentado pelo subgrupo está consignado: "O que se quer afirmar é que, por vezes, se verifica que a condenação do autor da infração penal se fez em escala bem menor àquela (sic) atingida pela divulgação dos fatos, notadamente quando com evidente abuso a ponto de afrontar a dignidade da pessoa humana".
Assim, como a pena a que um réu venha a ser condenado poderá não ter para ele "consequências tão dramáticas e trágicas quanto aquelas produzidas pela divulgação abusiva dos fatos (...) minimizar a sanção penal é uma forma de compensação".
O magistrado fluminense e os outros três ilustres especialistas certamente têm conhecimento de que o Código Penal em vigor define os crimes e comina penas para calúnia, difamação e injúria. E de que até os réus de outros crimes podem se apresentar como vítimas desses três.
A propósito, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), membro da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, manifestou-se contra a ideia da redução de pena com o argumento óbvio de que, tal como qualquer cidadão, se o réu ou o condenado entender que foi vítima de excessos e abusos da imprensa, pode acionar a Justiça e entrar com uma ação de danos morais.
Felizmente, a obtusa sugestão do grupo dos quatro tem provocado um grande número de reações negativas no Congresso Nacional. Também já se manifestou contra a esdrúxula proposta o próprio presidente da comissão especial, o ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça. Coube ao deputado Miro Teixeira resumir a questão: "É uma ideia medieval".

19 fevereiro 2012

Para onde vão os recursos arrecadados com os tributos brasileiros?

O Brasil tem uma carga tributária tida como uma das maiores do mundo. A cada ano, a Receita Federal declara recorde de arrecadação. O Brasil poderia ser considerado de primeiríssimo mundo, função do que arrecada em tributos, no entanto é miserável, de terceiro mundo, função da precária contrapartida do Estado nas áreas de infraestrutura, Educação, Saúde, Transportes, Segurança, Emprego, Moradia, do nível de corrupção e da falta de ética pública. Este ano haverá eleições e em quem votaremos, heim?

Ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil...


Leiam a notícia abaixo, com grifo do Velhinho.
Pequeno traficante não vai mais para prisão
Nova resolução suspende trecho da lei que proibia trocar cadeia por pena alternativa
19 de fevereiro de 2012
Rodrigo Burgarelli, de O Estado de S. Paulo
Uma resolução do Senado publicada nesta semana abriu brecha para que pequenos traficantes possam cumprir penas alternativas, em vez de ficar na prisão. O ato suspendeu um trecho da legislação de entorpecentes que proibia a conversão do cumprimento de pena na cadeia nos casos de tráfico de drogas em punições mais leves, como a prestação de serviços comunitários. A decisão foi tomada a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu que essa proibição da troca de penas era inconstitucional.
Aprovada em 2006 pelo Congresso e envolta em polêmicas discussões, a lei de entorpecentes ficou famosa por endurecer as punições a traficantes – a pena mínima para o tráfico subiu de 3 para 5 anos, por exemplo – enquanto abrandava as penas voltadas aos usuários de drogas.
O objetivo era combater o tráfico e, ao mesmo tempo, focar na recuperação do usuário. A nova resolução, porém, relativiza essas diferenças, permitindo que pequenos traficantes que sejam réus primários com bons antecedentes e não tenham vínculos comprovados com organizações criminosas também possam prestar serviços comunitários, de acordo com o julgamento de cada caso.
O STF já havia decidido em alguns casos que penas alternativas poderiam ser aplicadas aos traficantes – o entendimento é de que a Convenção Contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e de Substâncias Psicotrópicas, ratificada pelo Brasil em 1991, é de hierarquia superior à lei e permite a adoção de sanções mais brandas. Agora que a resolução do Senado foi editada, todos os juízes estão obrigados a seguir esse entendimento – o que causou polêmica entre juristas, advogados e magistrados. "Isso é um desserviço ao combate ao tráfico. Estamos vivendo uma situação muito difícil, porque as penas restritivas de direitos são extremamente benevolentes", afirma o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo José Damião Cogan.
Segundo ele, a possibilidade de reduzir a pena de traficantes não é necessariamente ruim, mas deve ser usada com "parcimônia". "Conheço dois ou três juízes que aplicam penas mínimas sempre, não só em casos excepcionais. Vedar as penas restritivas foi longe demais. Acho que, do jeito que as coisas estão crescendo no Brasil, com droga a gente não pode brincar."
Liberais
Advogados e juristas que defendem a diminuição das prisões por causa de crimes mais leves, por outro lado, são favoráveis à mudança. "Defendo plenamente a conversão da pena em casos específicos. Quando são pequenas quantidades de drogas e não se trata de um traficante conhecido ou que tenha tido condenações reiteradas, a pena alternativa de prestar serviços à comunidade acaba sendo mais útil tanto ao próprio condenado quanto à sociedade", rebate o advogado criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira.
Para ele, a pena de prisão deve ser exclusiva para quem causa graves riscos à sociedade. "A prisão pode ser uma escola do crime para pequenos traficantes sem antecedentes."
Comentários do Velhinho: Não, não li a sentença do STF. Não, não li a resolução do Senado. Mas o senso comum do Velhinho acredita que algo fede nesta estória. A Lei Nº 11.343, de 23 de agosto de 2006, tipifica o crime em seus arts. 33 a 39:
"Art. 33.  Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar:
Pena - reclusão de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa.
§ 1º Nas mesmas penas incorre quem:
I - importa, exporta, remete, produz, fabrica, adquire, vende, expõe à venda, oferece, fornece, tem em depósito, transporta, traz consigo ou guarda, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, matéria-prima, insumo ou produto químico destinado à preparação de drogas;
II - semeia, cultiva ou faz a colheita, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, de plantas que se constituam em matéria-prima para a preparação de drogas;
III - utiliza local ou bem de qualquer natureza de que tem a propriedade, posse, administração, guarda ou vigilância, ou consente que outrem dele se utilize, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, para o tráfico ilícito de drogas.
§ 2º Induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga:
Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa de 100 (cem) a 300 (trezentos) dias-multa.
§ 3º Oferecer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu relacionamento, para juntos a consumirem:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e pagamento de 700 (setecentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa, sem prejuízo das penas previstas no art. 28.
§ 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1º  deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa.
Art. 34.  Fabricar, adquirir, utilizar, transportar, oferecer, vender, distribuir, entregar a qualquer título, possuir, guardar ou fornecer, ainda que gratuitamente, maquinário, aparelho, instrumento ou qualquer objeto destinado à fabricação, preparação, produção ou transformação de drogas, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar:
Pena - reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e pagamento de 1.200 (mil e duzentos) a 2.000 (dois mil) dias-multa.
Art. 35.  Associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou não, qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1o, e 34 desta Lei:
Pena - reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e pagamento de 700 (setecentos) a 1.200 (mil e duzentos) dias-multa.
Parágrafo único.  Nas mesmas penas do caput deste artigo incorre quem se associa para a prática reiterada do crime definido no art. 36 desta Lei.
Art. 36.  Financiar ou custear a prática de qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1o, e 34 desta Lei:
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 20 (vinte) anos, e pagamento de 1.500 (mil e quinhentos) a 4.000 (quatro mil) dias-multa.
Art. 37.  Colaborar, como informante, com grupo, organização ou associação destinados à prática de qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e § 1o, e 34 desta Lei:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e pagamento de 300 (trezentos) a 700 (setecentos) dias-multa.
Art. 38.  Prescrever ou ministrar, culposamente, drogas, sem que delas necessite o paciente, ou fazê-lo em doses excessivas ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e pagamento de 50 (cinqüenta) a 200 (duzentos) dias-multa.
Parágrafo único.  O juiz comunicará a condenação ao Conselho Federal da categoria profissional a que pertença o agente.
Art. 39.  Conduzir embarcação ou aeronave após o consumo de drogas, expondo a dano potencial a incolumidade de outrem:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, além da apreensão do veículo, cassação da habilitação respectiva ou proibição de obtê-la, pelo mesmo prazo da pena privativa de liberdade aplicada, e pagamento de 200 (duzentos) a 400 (quatrocentos) dias-multa.
Parágrafo único.  As penas de prisão e multa, aplicadas cumulativamente com as demais, serão de 4 (quatro) a 6 (seis) anos e de 400 (quatrocentos) a 600 (seiscentos) dias-multa, se o veículo referido no caput deste artigo for de transporte coletivo de passageiros".
Esta Lei tem por objetivos instituir "o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas - Sisnad"; prescrever "medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e dependentes de drogas"; estabelecer "normas para repressão à produção não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas".
Existe, na Lei, uma proteção ao usuário e dependentes de drogas, atenuando em muito as sanções punitivas como se eles não formassem um elo importante na cadeia do tráfico de drogas: o consumidor. Pode-se alegar que muitos usuários e dependentes merecem tal proteção devido ao cultivo "caseiro" de determinadas drogas ilegais, como a maconha ou cogumelos. Esses casos são exceções, não a regra, e como tal devem ser tratados.
Contudo, mesmo que dependente, quando o cidadão adquire drogas ilícitas nas mãos de traficantes, indubitavelmente faz parte e alimenta a cadeia do tráfico. Dificilmente o usuário vai comprar a droga para sua dependência do chamado grande traficante, mas sim do pequeno, justamente este que, função da resolução, a meu ver equivocada, do Senado passará a ficar impune. Até parece que os preclaros (ou infames?) senadores ignoram como funciona o centro de distribuição desses produtos ilícitos.
Alguns defensores dessa medida aludem as condições desumanas das unidades prisionais como justificativa para não se apenar, de imediato, o pequeno traficante. Ora, este é outro problema que, então, não será resolvido. Ao invés de corrigir o que se acredita errado, se abranda a Lei e as medidas punitivas. É mais fácil, porém injusto para com a sociedade que paga caro em tributos para que o Estado a proteja de criminosos.
Esquecem, também, que assim como o usuário se alimenta do pequeno traficante, este depende do médio e do grande traficante. Traficar drogas, senhores, é um negócio ilegal que deveria ser duramente combatido por leis severas para todos que a ele se associarem, direta ou indiretamente.
Ou o Brasil acaba com o tráfico de drogas, ou o tráfico de drogas acaba com a sociedade brasileira, como vem fazendo pérfidamente ao longo de décadas. Não será abrandando a lei que se acabará com o tráfico, mas sim, penalizará mais ainda a sociedade e, gradativamente, aumentará o número de usuários, mortos-vivos, crimes sucedâneos e, indubitavelmente, vítimas.

03 fevereiro 2012

Político não me faz rir...

Complementando a postagem anterior, alguma associação de jornalistas se disporá a processar o político?

Politicamente correto ou censura?

Sim, respeito o trabalho da Apae e entendo suas razões. 
Não, não gosto do trabalho do Rafinha. 
Todavia, se essa visão extremada do politicamente correto já existisse no século passado, Noel Rosa não comporia a música Gago Apaixonado, Luiz Caldas não cantaria Nega do Cabelo Duro, Jose de Vasconcelos não imitaria um gago narrando partida de futebol, Costinha não faria piadas (e trejeitos!) de "bichinha", Alvarenga e Ranchinho não criticariam políticos, inclusive Vargas. 

A seguir nesse ritmo, contar piada será exclusividade de políticos com imunidade parlamentar, o que seria lamentável, pois de longa data os acho sem graça. 
O humor de Rafinha é ruim? Há quem goste e compre. Não só estão dando importância demasiada ao Rafinha, como, aparentemente, se pretende aniquilá-lo na sua profissão. Se isso não for censura, é o quê?
A matéria é do Conjur:


Justiça paulista proíbe DVD de Rafinha Bastos
Por Rogério Barbosa
Liminar da 2ª Vara Cível da Capital de São Paulo determinou que seja retirado de circulação o DVD A Arte do Insulto do humorista Rafinha Bastos. A ação foi proposta pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) por entender que houve insulto “à honra e à imagem” das pessoas com deficiência intelectual que foram chamadas de “retardados” no vídeo. Cabe recurso.
Com a decisão Rafinha não só terá que retirar o DVD de comercialização, como também tomar as medidas necessárias para que o material não seja veiculado na TV e internet. Após recolher as cópias, ele deve apresentar à Justiça comprovantes de que tomou a providência.
Caso não o faça em 20 dias, a multa diária será de R$ 20 mil. Rafinha também terá que pagar R$ 30 mil por cada menção que fizer a Apae ou portadores de necessidade especiais, de forma de maneira degradante, por palavras, escritos, objetos, gestos ou expressões corporais.
Além disso, o juiz determinou a expedição de ofícios às Lojas Americanas, FNAC, Submarino, Saraiva e Livraria Cultura, para que não comercializem de A Arte do Insulto.
De acordo com os autos, a Apae reclama que em dado momento do show, Rafinha Bastos faz a seguinte piada: “Um tempo atrás eu usei um preservativo com efeito retardante ... efeito retardante ... retardou ... retardou ... retardou ... tive que internar meu pinto na Apae... tá completamente retardado hoje em dia ... eu tiro ele prá fora e ele (grunhidos ininteligíveis).” Durante os grunhidos, ele faz gestos desconexos simulando ter alguma doença mental.
A associação afirma que Rafinha, com o objetivo de obter lucro financeiro pessoal, denegriu de forma violenta e degradante a imagem não apenas da Apae, enquanto instituição, mas de toda a coletividade de pessoas com deficiência intelectual. “A lastimável performance do réu imitando uma pessoa com deficiência intelectual atinge de modo frontal e violento a honra subjetiva das pessoas com tão triste deficiência, degradando-lhes a imagem”.
Ressalta a Apae, que o artigo 1º, III da Constituição Federal traz como fundamento do Estado Democrático de Direito, a dignidade da pessoa humana, sendo dever deste mesmo Estado protegê-la em suas diversas esferas, sob pena de ruir em si mesmo.
E, ainda que, o artigo 5º da Carta Magna, em seu inciso X, assegura que são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.
“Zombar a deficiência alheia, de modo vexatório, humilhante, degradante, não pode ser considerado como arte, não podendo ser, ainda, tolerado o insulto perpetrado e admitido — inexplicavelmente com indisfarçável orgulho — pelo próprio réu”, afirma a Apae. A entidade explica que na instituição não se “internam” órgãos sexuais, “não podendo a pessoa com deficiência ser equiparada a algo inútil, imprestável, como sinaliza com clareza o Réu em sua performance artística aqui verificada ao se referir à genitália ‘retardada’”.
Conclui a Apae que a concepção atual da doutrina orienta-se no sentido de que a responsabilização do agente causador do dano moral opera-se por força do simples fato da violação. E que, verificado o evento danoso, surge a necessidade de reparação, não havendo que se cogitar da prova do prejuízo, se presentes os pressupostos legais para que haja a responsabilidade civil (nexo de causalidade e culpa). "Não há falar em prova do dano moral, mas, sim, na prova do fato que gerou a dor, o sofrimento, sentimentos íntimos que o ensejam. Provado assim o fato, impõe-se a condenação, sob pena de violação ao artigo 334 do Código de Processo Civil", entende a Apae.

02 fevereiro 2012

Não é isso mesmo?


Propaganda Eleitoral NEGATIVA...


E viva a natureza, né???


Parabéns! Acabaram com as sacolinhas plásticas nos supermercados do Estado de São Paulo. Em breve, prometem os feirantes, nas feiras livres elas também não existirão.
As perguntas que não querem calar são:
No Estado de São Paulo, quantos aterros sanitários existem?
Quantas usinas de processamento de lixo para compostagem?
Quantas usinas para produção de energia através da queima de lixo?
Quantas cidades já implantaram a coleta seletiva?
Quando outras embalagens plásticas deixarão de ser utilizadas e substituidas por materiais recicláveis ou biodegradáveis?
Dizem que acabar com as sacolinhas é um começo..., pois é, SERIA se já tivéssemos avançado em outras frentes, onde lixões fossem exceção, a coleta seletiva uma realidade e o lixo que produzimos pudesse, ao menos, gerar energia e adubo.
Enquanto isso não ocorrer, e dada a natureza de nossos políticos, o Velhinho acredita que muita gente está lucrando nessa estória..., menos o consumidor, aquele que também é eleitor, contribuinte e cidadão, mas que, volta e meia, uma corja o toma por otário...