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27 dezembro 2011

Fala sério! É para comemorar o quê?

Primeiro, o que foi noticiado, com grifos do Velhinho


26/12/2011 21h43
Brasil já é a sexta maior economia do mundo, segundo consultoria britânica
De acordo com a empresa, o PIB do Brasil superou o inglês em cerca de US$ 37 bilhões.

O Brasil passou a Grã-Bretanha e ocupa o posto de sexta maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e da França. A informação é de uma empresa de consultoria britânica, que apontou a mudança como uma tendência de crescimento dos países emergentes.
De acordo com a empresa de consultoria, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil supera o inglês em cerca de US$ 37 bilhões. O PIB é a soma de tudo que é produzido pela economia de um país.
Os jornais britânicos afirmaram que a troca no ranking se deveu mais à crise econômica que afeta o país desde 2008 do que ao crescimento brasileiro.
Dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostram que o PIB per capita da Grã-Bretanha ainda é muito superior ao do Brasil.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a tendência é que o Brasil se mantenha entre as maiores economias do mundo nos próximos anos. Mas lembrou que o Brasil vai demorar até 20 anos para ter um padrão de vida europeu.
26/12/2011 - 16h43
Mantega diz que pode levar 20 anos para Brasil ter padrão de vida europeu


O ministro Guido Mantega (Fazenda) comentou nesta segunda-feira estudo que aponta o Brasil como a sexta maior economia do mundo, ultrapassando o Reino Unido.
Para o ministro, o país tende a consolidar a posição diante da crise que atinge economias de países desenvolvidos, mas prevê que pode demorar de 10 a 20 anos para ter um padrão de vida europeu.
"Isso significa que nós vamos ter que continuar crescendo mais do que esses países, aumentar o emprego e a renda da população", disse o ministro, reconhecendo que o país ainda precisa investir mais nas áreas social e econômica.
O comentário foi feito sobre projeções do CEBR (sigla em inglês para Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios) de que o Brasil deve terminar o ano como a sexta maior economia do mundo.
A subida do Brasil no ranking das maiores economias, no entanto, já era prevista pelo Fundo Monetário Internacional e pelas consultorias EIU (Economist Intelligence Unit) e BMI (Business Monitor International), conforme noticiou a Folha em outubro deste ano.
Para Mantega, o país tende a se consolidar na posição porque continuará a crescer em um ritmo maior que as outras economias.
"Os países que mais vão crescer são os emergentes como o Brasil, a China, a Índia e a Rússia. Dessa maneira, essa posição vai ser consolidada e a tendência é de que o Brasil se mantenha entre as maiores economias do mundo nos próximos anos", disse o ministro, de acordo com nota divulgada pelo Ministério da Fazenda.


ECONOMIA
De acordo com a consultoria britânica especializada em análises econômicas, a queda do Reino Unido no ranking das maiores economias continuará nos próximos anos, com Rússia e Índia empurrando o país para a oitava posição.
A entidade prevê ainda que a economia britânica vai superar a francesa até 2016.
O estudo aponta que a economia da zona do euro encolherá 0,6% em 2012, "se o problema do euro for resolvido", ou 2%, caso a crise financeira que assola os países que adotam a moeda não encontre solução.
O executivo-chefe da CEBR, Douglas McWilliams, disse, em entrevista à BBC, que esta mudança de posições entre Brasil e Reino Unido faz parte de uma tendência mundial.
"Eu acho que isto é parte da grande mudança econômica, onde não apenas estamos vendo uma mudança do Ocidente para o Oriente, mas também estamos vendo que países que produzem commodities vitais --comida e energia, por exemplo-- estão se dando muito bem, e estão gradualmente subindo na 'tabela do campeonato econômico'", afirmou.


PROJEÇÕES
Como a economia brasileira cresce em ritmo menor que a de outros emergentes asiáticos, em 2013, o país deverá perder a sexta posição para a Índia, de acordo com a EIU (Economist Intelligence Unit). Mas voltará a recuperá-la em 2014, ano da Copa do Mundo, ao ultrapassar a França.
Até o fim da década, o PIB brasileiro se tornará maior do que o de qualquer país europeu, de acordo com projeções da EIU. Depois de passar Reino Unido e França, a economia brasileira deverá deixar a alemã para trás em 2020.
A tendência de ascensão dos emergentes já era esperada por especialistas há anos, mas tem ganhado velocidade devido à crise global.
Quando o banco Goldman Sachs inventou o acrônimo Brics (que se refere a Brasil, Rússia, Índia e China) em 2003, previa que a economia brasileira ultrapassaria a italiana por volta de 2025 e deixaria os PIBs francês e britânico para trás a partir de 2035.
Comentário do Velhinho: Não há o que comemorar, quando resta evidente que essa posição no ranking se deve mais à crise européia do que do comportamento de nossa economia; também não dá para comemorar quando o ministro da Fazenda afirma que o Brasil levará cerca de 20 anos para equiparar nosso padrão de vida ao dos europeus; principalmente que, mesmo com crise, nesses 20 anos haverá melhorias naquelas bandas, ou alguém acha que a Europa vai regredir para a Idade Média? Nesse quadro de comparações e considerando o padrão de vida da população, alguém se habilita a confrontar as cargas tributárias entre o Brasil e os países da Europa? Ou ainda o quanto se gasta nas estruturas do Legislativo, Executivo e Judiciário? 
Por último, estão apostando muito em resultados positivos para a nossa economia, em função dessa Copa Mundial de Futebol. Será que no frigir dos ovos, o que os contribuintes estão bancando retornará com reais dividendos nos serviços públicos que o Estado tem a obrigação de prestar para a população? Duvi-D-O-DÓ!!!

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