Você pode denunciar crimes de PRECONCEITO RELIGIOSO no Rio de Janeiro

Você sofre agressão, perseguição, coação ou qualquer ameaça por motivo religioso?

Denuncie através do site http://www.policiacivil.rj.gov.br na aba "DENÚNCIA"

Não é preciso se identificar!

A Constituição da República Federativa do Brasil determina, em seu Art. 5º, inciso VI: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias"

Seja Cidadão, defendendo seus direitos! Denuncie crimes de preconceito religioso!

Você também é uma vítima da CORRUPÇÃO!
Lembre-se disso nas próximas eleições...

28 dezembro 2011

Exclusão Social? Uma ova!

Leiam o que vai na seção Opinião, do Estado de São Paulo on line. O Velhinho comenta em seguida:


A multiplicação dos flanelinhas
28 de dezembro de 2011


Com o movimento provocado pelas festas de fim de ano na capital paulista aumentou o número de guardadores de carros, que exploram o espaço público e se aproveitam para isso da insegurança da população e do desinteresse do poder público em combater esse tipo de extorsão. Nos corredores comerciais e nos pontos em que a decoração de Natal se tornou atração turística, como, por exemplo, o Parque do Ibirapuera, para estacionar numa vaga de rua, o motorista tem de passar por um corredor de flanelinhas que o intimidam, fecham o caminho e encaminham o veículo para um dos espaços disponíveis, cobrando o que bem entendem por um suposto serviço de vigilância. Quem não paga corre o risco de sofrer agressões e ter o veículo danificado ou roubado.
O loteamento das ruas de São Paulo é feito por grupos que as tratam como sua propriedade e que são formados, em grande parte, por pessoas que colecionam passagens pela polícia. Há alguns anos, a assessoria policial da Assembleia Legislativa organizou uma blitz no Parque do Ibirapuera e 70% dos 38 guardadores conduzidos à delegacia tinham antecedentes criminais, a maioria por prática de roubo e furto.
Hoje, grupos de guardadores ocupam, em atitude intimidadora, pontos do parque e de outras regiões da cidade, exigindo dos motoristas que procuram estacionar o pagamento de valores que variam conforme a demanda. É uma atividade de alta lucratividade numa cidade onde a escassez de estacionamento só aumenta.
O descontentamento e a revolta da população contra tal situação nunca foram devidamente considerados pelo poder público, que não reprime como deveria aquela prática ilegal. Ao comentar a ação dos flanelinhas nas redondezas do Parque do Ibirapuera, o capitão Cleodato Moisés Nascimento, porta-voz do Comando de Policiamento da Capital da Polícia Militar, explicou que pedir dinheiro para "olhar" os veículos não é crime. "O crime é a extorsão; é o flanelinha obrigar o motorista a pagar ou não deixá-lo estacionar na vaga", afirmou em entrevista ao Estado. Segundo ele, é difícil provar a prática da extorsão nesse caso.
O problema não é esse, mas o comportamento do poder público, que não protege o cidadão da ação dessas gangues. Se pedir dinheiro para "olhar" o carro não é crime, atuar como guardador dele sem o devido registro na Delegacia Regional do Trabalho, como estabelece lei federal, caracteriza exercício ilegal de profissão ou atividade. Além disso, mesmo que a atividade seja regularizada, o guardador não pode, conforme análise de juristas, exigir o pagamento de um valor por ele determinado ou usar formas discutíveis de cobrança. Ao impedir o uso de vagas nas ruas, o flanelinha comete ato de constrangimento ilegal - são inúmeros os casos em que cones são utilizados pelos guardadores para impedir que motoristas estacionem em locais públicos onde o estacionamento é permitido.
Essas gangues fazem tudo isso usando como desculpa o argumento da "exclusão social" e da dificuldade de ingresso no mercado de trabalho. A Prefeitura de São Paulo, a Polícia Militar e o Ministério Público Estadual (MPE), infelizmente, não demonstram interesse em reprimir essa atividade ilegal.
Há um ano e meio, convencidos de que a exigência do cadastramento dos guardadores afastaria aqueles com antecedentes criminais e facilitaria o combate à extorsão, os promotores da 3.ª Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo decidiram elaborar um plano de regularização da atividade. Abriu-se também inquérito para apurar a atuação dos flanelinhas e foram cobradas ações conjuntas da Prefeitura e da Polícia Militar.
Até agora, a iniciativa em nada mudou a rotina de quem achaca os motoristas e ameaça a integridade física dos que insistem em exercer o direito de estacionar seus veículos em local permitido, sem sofrer constrangimentos. E essa situação não vai mudar enquanto esse problema for tratado com medidas administrativas, quando ele é de natureza policial. É inaceitável essa espécie de regularização da prática de extorsão e do uso indevido de espaço público.


Comentário do Velhinho: Embora não more mais na cidade de São Paulo, esse problema é bem conhecido do Velhinho.
Antigamente, quando havia poucos veículos em circulação a via pública era... pública! Somente existia lugares onde podia ou não estacionar, devidamente identificados pela sinalização de trânsito. Mas o chamado "flanelinha" já existia de forma sazonal, em especial na época de Finados nas proximidades de cemitérios. Ainda assim, em geral eram adolescentes que buscavam ganhar algumas moedinhas, muitos deles com a caixa de engraxate ao lado.
Os tempos mudaram e os tais "excluídos sociais" viram no empreendimento uma forma de ganhar uma grana, em especial nas proximidades de locais onde ocorriam eventos esportivos ou festivos. E empurraram, na marra, aqueles primeiros adolescentes, ou aliciaram menores para exercer tal ocupação. Num determinado momento, a alguém do poder municipal pensou: "Ora, a via é pública! Nada mais correto do que o município ganhar esse dinheiro do contribuinte". Assim foram criadas as chamadas zonas azuis e muitos "flanelinhas" foram substituídos por pessoas contratadas pelo poder público para vender o talão que permitia o estacionamento do veículo por determinado período. Os "excluídos sociais" se reorganizaram e passaram a atuar fora das zonas azuis ou fora do horário de funcionamento delas. Nem a zona azul, nem os "flanelinhas" garantiam a segurança do veículo, competência dos órgãos policiais.
Assim, a situação é a seguinte: o cidadão, eleitor e contribuinte, paga tributos para ter um veículo, para a conservação da via pública, para estacionar na via pública, para a segurança pública. Paga ainda um "por fora", a título de taxa dos "excluídos sociais" para não ser agredido e não ter seu patrimônio danificado ou roubado. Os libertários políticamente corretos incentivaram os "excluídos sociais" - eles existem, bem sei! - legalizando uma "profissão" marginal que, como comprovado, é praticada por criminosos. Mas fiscalizar que é bom, ninguém quer e, politicamente incorreto, não é interessante para o negócio da manipulação de massas.
Quem se lasca mesmo não são os ricos ou a "elite" como querem muitos progressistas libertários, mas a grande maioria trabalhadora que compõe a classe média e boa parte da classe baixa, também trabalhadora e pagadora de tributos.
A prática de boa parte dos tais "flanelinhas", talvez possa se equiparar a um tipo de terrorismo psicológico, podendo chegar à agressão, vandalismo e roubo. E você, cidadão, eleitor e contribuinte, paga a conta e ainda tem de dizer: "obrigado por mais este nabo..."

Nenhum comentário: