Você pode denunciar crimes de PRECONCEITO RELIGIOSO no Rio de Janeiro

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Não é preciso se identificar!

A Constituição da República Federativa do Brasil determina, em seu Art. 5º, inciso VI: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias"

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Lembre-se disso nas próximas eleições...

23 maio 2011

Se pelo menos ensinassem Português (2)...
Continuação do (estupendo!) texto da semana passada de Carlos Alberto Sardenberg, no Opinião do Estadão on line.
Carlos Alberto Sardenberg - O Estado de S.Paulo
A coluna da semana passada, com esse título, gerou uma enorme quantidade de e-mails. Li todos, agradeço a atenção dos leitores e peço desculpas por não ter conseguido responder via e-mail. E, por isso, deixo aqui algumas observações, algo como uma resposta geral.
Na ampla maioria das mensagens, os leitores, incluindo muitos escritores, professores e linguistas, apoiaram a coluna e acrescentaram argumentos.
Voltarei ao assunto em outros artigos.
As críticas, como era de esperar, partiram de professores e de linguistas alinhados na tese de que não há o certo e o errado no uso da língua. Haveria apenas o adequado e o inadequado.
Assim, "nós pega o peixe" não está errado. E, se alguém disser que é, sim, errado, ou ensinar que isso está errado, estará cometendo "preconceito linguístico". É o ponto de vista que se encontra no livro Por Uma Vida Melhor, da Coleção Viver, Aprender (Editora Global), que foi adotado, comprado e distribuído pelo Ministério da Educação (MEC) a milhares de alunos - a origem de toda a polêmica.
Nossa crítica a essa tese, no essencial, está na coluna da semana passada. Mas o que chamou a atenção, em muitos dos e-mails, foi a exposição de uma versão mais radical dessa tese. Na verdade, uma versão claramente política e ideológica.
Por esse ponto de vista, o Português oficial (a norma culta, a língua normatizada) é apenas mais um modo de falar, entre vários outros, todos igualmente válidos.
Mais do que isso: a língua, digamos, oficial aparece como o modo de falar da classe dominante. E que "impor a norma culta para todos", como escreveu um linguista, é mais uma forma de dominação social. A gramática seria a polícia.
Ou seja, há a língua das elites e as línguas do povão. A diferença vai pela classe social ou pela posição política.
Ora, está errado: os ricos falam mais a língua normatizada não porque sejam ricos, mas porque puderam estudar em boas escolas. E falam exatamente a mesma língua que um aluno pobre que tenha tido a sorte de cair numa escola pública de boa qualidade.
Nem é preciso procurar muito para encontrar ricos ignorantes que passaram não por escolas, mas por fábricas de diplomas. Eles falam tão mal quanto os pobres que não puderam ir às boas escolas. E acham que, por serem ricos, não precisam estudar.
Na verdade, o estudo e a busca da qualidade profissional são mais um valor das classes médias, que precisam ganhar a vida pelo esforço próprio.
De todo modo, essa "linguística ideológica" é uma das causas do péssimo ensino de língua, especialmente nas escolas públicas. Em muitas faculdades de Letras e de Educação, professores, alunos e linguistas se concentram muito mais nessas teorias da língua do que nos métodos de ensinar Português (e Matemática e Ciências) para crianças e jovens.
Assim como muitas escolas de Jornalismo se concentram em estranhas teorias da notícia e se esquecem de ensinar como apurar e publicar notícias.

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