Você pode denunciar crimes de PRECONCEITO RELIGIOSO no Rio de Janeiro

Você sofre agressão, perseguição, coação ou qualquer ameaça por motivo religioso?

Denuncie através do site http://www.policiacivil.rj.gov.br na aba "DENÚNCIA"

Não é preciso se identificar!

A Constituição da República Federativa do Brasil determina, em seu Art. 5º, inciso VI: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias"

Seja Cidadão, defendendo seus direitos! Denuncie crimes de preconceito religioso!

Você também é uma vítima da CORRUPÇÃO!
Lembre-se disso nas próximas eleições...

20 agosto 2009

O que move a política no Brasil...
Ensino Público + Educação Religiosa = Desperdício legislativo, Prejuízo de alunos...
Vamos combinar? O Estado deve respeitar a liberdade de crença religiosa, mas não deve propiciar qualquer forma de ensino religioso. Esse papel pertence às estruturas formais e comunitárias das diversas religiões. Não é responsabilidade do Estado. A responsabilidade do Estado é oferecer condições físicas, materiais e administrativas para haver um Ensino de QUALIDADE PARA TODOS. Nada mais que isso. Nesse quesito, o Estado deixa muito a desejar...

15 agosto 2009

Terminal Rodoviário Barra Funda - Um exemplo de descriminação ao fumante...
Independente da lei antifumante do senhor Serra, os responsáveis do Terminal Rodoviário Barra Funda se esmeraram.
Antes da lei antifumante não havia restrições para se fumar na área de espera de embarque.
Hoje, após essa lei autoritária e preconceituosa que não acaba com o fumo, mas descrimina o fumante, os responsáveis por aquele Terminal Rodoviário foram além.
Embora existam áreas abertas, sem paredes e coberturas que poderiam, de acordo com a lei do senhor Serra, atender as necessidades dos fumantes, os administradores do Terminal BLOQUEARAM o acesso a tais áreas, de maneira que para fumar, se tem que sair fora do Terminal.
Essa ação demonstra o caráter discriminatório e autoritário da lei do senhor Serra.
Incentiva que se vá além do que a lei proibe e permite.
Não se trata de impedir o livre direito de ir e vir?
Agora, nem fumante, nem não fumante podem frequentar as sacadas do Terminal Rodoviário Barra Funda, por uma imensa hipocrisia da lei e da interpretação da lei pelos administradores.
O Velhinho repete: falta à lei a imposição do uso de um dístico ou braçadeira para todo fumante, onde refulgiria uma letra "F" maiúscula em amarelo. Bem ao estilo do nazismo.
Dúvido que o senhor Serra e os deputados da Assembléia Legislativa de São Paulo aprovem uma lei realmente ANTIFUMO: aquela que proibe o plantio de tabaco e a industrialização, distribuição e comercialização de seus derivados. FALTA CORAGEM POLÍTICA!!!
Mais fácil discriminar o fumante, claro.

14 agosto 2009

Melão esclarece o que o presidente Lula nunca deixa claro em seus dircursos de palanque.
É bom que se preste atenção, pois Melão não fala nada estranho.
Apenas declara em alto e bom som as respostas das perguntas que a mídia, quem também faz parte da zelite, tem medo de fazer, sabe-se lá por qual razão.
Leiam, reflitam e comecem a pensar nas próximas Eleições. Elas não estão tão longe assim...
O artigo está no Estadão on line, seção Opinião:

As elites somos nós
João Mellão Neto

Se você tem um bom automóvel, uma casa confortável e uma renda folgada, parabéns! Mesmo sem saber, você faz parte "da zelite".
Você argumentará que seu carro é financiado, sua casa está hipotecada e sua renda provém de salário. Ou poderá dizer que é um profissional liberal que sua a camisa por cada centavo que amealha. Tanto faz. Em qualquer das condições acima, você, inapelavelmente, é "da zelite".
No caso de você possuir um negócio próspero e empregar alguns funcionários, aí, então, a coisa piora. De nada adianta você evocar a sua origem humilde e afirmar que tudo o que possui provém de seu próprio esforço. Em qualquer circunstância você faz parte "da zelite" mesmo.
E o que é, afinal, "a zelite"?
Segundo o discurso oficial, trata-se de uma gente míope, egoísta e inconsequente que - a partir de uma visão muito particular da História - esteve no poder nos últimos cinco séculos e é, portanto, responsável por todas as mazelas nacionais.
No caso de você ser branco e ter olhos azuis, a coisa piora. Segundo o líder maior, você é um sujeito irresponsável e ganancioso, que, - fazendo parte de uma congregação maior - por sua cupidez e volúpia, acabou criando um clima propício para que se instalasse a atual crise mundial. Afinal, onde já se viu banco quebrar? Só pode ser porque era dirigido por gente cega como você.
Pelo sim, pelo não, vá a uma ótica e trate de comprar e colocar, ao menos, umas lentes de contato que mudem a cor de seus olhos.
"A zelite" é egoísta e voluptuosa. Dispõe-se a "explorar" todos, desde a coitadinha da doméstica até profissionais de nível superior.
Não tem como escapar disso. Quanto mais pessoas você emprega, mais explorador você é.
Qual é a lógica que preside e dá sentido a tudo isso?
Simples. Trata-se de uma espécie de marxismo cuidadosamente apurado e adequado às circunstâncias próprias a um clima tropical.
O raciocínio, devidamente resumido, é o seguinte: um trabalhador que labore 40 horas semanais acaba não recebendo do patrão um salário equivalente ao seu esforço. Recebe menos. A diferença fica com o patrão. É o lucro dele. E é por isso que ele é rico.
E o mérito?
Não há lugar para mérito nesse processo. O patrão é sempre um explorador.
O que fazer para identificar um membro "da zelite"?
Fácil. Basta reparar no relógio ou nas roupas com que costuma se apresentar. É tudo coisa "de grife", como se diz. Coisa que os pobres não podem usar. É muito cara e, portanto, supérflua.
Gente "da zelite" frequenta lugares da moda e costuma esbanjar dinheiro. O preço, por exemplo, de uma única refeição num restaurante chique daria para alimentar pelo menos uns dez meninos de rua. E "a zelite" ainda tem o desplante de reclamar quando esses desvalidos, num momento de desespero, tomam uma arma e a assalta nos semáforos. Exige punição. Acontece que a polícia não está aí para acudi-la. Ela deve, isso sim, é trabalhar nos bairros periféricos para garantir a segurança dos pobres.
Aliás, é justamente na área pública que se identificam os marxistas tropicais.
Ninguém propõe, pura e simplesmente, o massacre, a extinção "da zelite". Isso é coisa do marxismo antigo e não existe mais em lugar nenhum. Ela deve continuar existindo, ao menos para pagar impostos e, assim, garantir a arrecadação. Cabe ao Estado apossar-se desses recursos e redistribuí-los a quem deles precisa.
Agora, beneficiar "a zelite" com políticas públicas, jamais.
O preço a pagar pelo status de pertencer a ela é bastante elevado. Paga-se, no mínimo, um terço do que se ganha em tributos. A carga tributária nacional é de 38%.
Se for considerado que os membros "da zelite" pagam tudo em dobro, o peso do Estado em sua vida é muito maior. Paga-se pelo ensino gratuito e pela escola particular. Custeia-se a saúde pública e paga-se convênio pela assistência médica privada. Sustenta-se a segurança pública e mantém-se também um serviço de segurança das nossas ruas ou dos nossos condomínios.
Ninguém se recusa a pagar impostos, mas se entende que seria de bom alvitre se se visse o retorno disso em obras e serviços para os menos favorecidos. Qual o quê! Afora o Bolsa-Família, tudo o que mais existe não passa de discurso. Esse programa mesmo - menina dos olhos do atual governo - é puro assistencialismo, pois de nada serve para que os pobres possam deixar de sê-lo.
O discurso que se pratica é de ressentimento contra "a zelite". Seu surgimento é de longa data. Mas foi inaugurado publicamente em 1989, quando o atual presidente - então candidato ao cargo pela primeira vez - logrou passar para o segundo turno. Mesmo que os comunistas, no mundo, estrebuchassem em seus derradeiros estertores, aqui, no Brasil, suas palavras de ordem haviam obtido alento. Foi com esse discurso que elas deixaram os bancos das universidades para ganhar as ruas.
Esse tipo de discurso tem servido apenas para disfarçar e justificar a inatividade e a incompetência de quem o faz.
"A zelite", ou as elites, somos eu, você, todos nós que, pelo estudo ou pelo trabalho, logramos nos destacar dos demais. Todo povo tem elites. E nós, agora, além das elites tradicionais temos uma nova. Que se moldou nos sindicatos e nas universidades e pretende se firmar justamente por meio de um discurso antielites.
Nós nunca cobiçamos as casas dos nossos vizinhos. Trabalhamos e lutamos para construir as nossas. E esperamos dos nossos vizinhos que não as cobicem, também.

João Mellão Neto, jornalista, deputado estadual, foi deputado federal, secretário e ministro de Estado.
E-mail: j.mellao@uol.com.br
Blog: www.blogdomellao.com.br
Enquanto houver otário, malandro não passa fome e abunda...
Serve para qualquer um que use da fé religiosa para ganhar dinheiro, pois na mente dessas pessoas, aqueles que têm fé são otários que merecem ser enganados. Pensando bem, serve também para a política. Até porque, o que tem de dirigente religioso na política defendendo os interesses de seus templos (e não da religião!), não é pouco.
Acorda, Zé Povinho! Vote diferente nas próximas Eleições! Vejam as charges abaixo e digam se não sentem uma vontade danada de moralizar este País.
Uma justa homenagem (fazer o quê?) aos Legislativos e Executivos Brasil, que já estão correndo atrás de votos para as próximas eleições.
Muitos querem se reeleger ou apóiam um(a) candidato(a) que será o(a) novo(a) pai(mãe) do povo.
Então, Zé Povinho, Acorda!
Não votem nesses mandriões e nem naqueles que eles apóiam.
Escolha outro candidato(a). Grita Brasil, no VOTO, e muda!

13 agosto 2009

Tamiflu para gripeTome tú, no SenadoTamos Fu..., mas aguardem as próximas eleições!

12 agosto 2009

Continua a procura...A matéria é da Folha on line:

Em meio à crise, Lula propõe concessão de rádio a filho de Renan

Hoje na Folha Em plena crise no Senado, o presidente Lula encaminhou ao Congresso o processo para aprovação de uma concessão de rádio FM para a família de Renan Calheiros, líder do PMDB e um dos comandantes da tropa de choque para a manutenção de José Sarney na presidência da Casa, informa reportagem de Elvira Lobato para a Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Lula enviou a mensagem ao Congresso na sexta, um dia após violento bate-boca, no plenário, entre Renan e Tasso Jereissati (PSDB-CE). Renan nega ter influenciado a tramitação. O senador não figura como acionista da JR Radiodifusão, mas sim seu filho, José Renan Calheiros Filho, prefeito de Murici (AL). O principal acionista, Carlos Ricardo Santa Ritta, é assessor de Calheiros no Senado. Outro acionista, Ildefonso Tito Uchoa, também foi seu assessor no Senado.
O consultor jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, disse que a crise no Senado não influenciou na decisão do governo de enviar o processo de autorização da rádio ao Congresso.

Comentário do Velhinho: Eis outra OPORTUNIDADE para a Oposição demonstrar que existe; para quem perdeu voto na OPORTUNIDADE passada, vir a recuperá-lo; para demonstrar que compadrio não é moeda de troca no Congresso Nacional.
Procura-se Senadores e Senadoras que honrem seus mandatos. Há alguém de plantão?
Procura-se Senadores e Senadoras sem medo de ventilador...A matéria é do Estadão on line. Só se tem a lamentar.

Sai acordo entre PT e oposição pelo fim da crise
Articulação do pacto para encerrar conflito no Senado é comandada por Sérgio Guerra, Mercadante e Jucá
Sob ataque do grupo do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que é comandado pelo peemedebista Renan Calheiros (AL), a oposição fechou ontem um acordo com os líderes da base aliada do governo. Pelo acordo, a oposição encerrou a guerra dos discursos no plenário, o que devolve a Sarney as condições políticas para presidir a Casa.
O acordo prevê também que todas as questões jurídicas e disputas políticas em torno das representações contra Sarney e o líder dos tucanos, Arthur Virgílio (AM), ficam circunscritas ao Conselho de Ética. Não há mais espaço político para fazer acusações a Sarney no plenário - o que minava a autoridade do presidente da Casa. Quem for derrotado no Conselho de Ética também não vai recorrer ao plenário.
"Ninguém pode cobrar de ninguém um acordo de mérito, mas podemos definir um acerto de procedimento e encerrar tudo no Conselho de Ética, sem contaminar o plenário", disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ao explicar o entendimento.
O sinal mais evidente de que a oposição depôs as armas e parou de acuar Sarney no plenário foi o tom dos discursos tucanos feitos ontem à tarde.
Tal como fora acertado no almoço da bancada do PSDB poucas horas antes, em seu gabinete, Tasso Jereissati (CE) subiu à tribuna e falou em tom moderado e conciliador. Tasso desculpou-se pelo bate-boca da semana passada, quando chamou Renan de "cangaceiro de terceira categoria" e ganhou de volta um "coronel de merda". O tucano afirmou ter certeza de que "aquele episódio foi superado" e o diálogo será recuperado. "Vou fazer o possível para que não se repita o que aconteceu."
Atento a cada palavra do tucano, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) lamentou. "O que me preocupa é que, diante da brutalidade, a paz é sinônimo de covardia." Tasso destacou, no entanto, que continuará sua luta contra o que chamou de "indignidade da existência de tropas de choque, de posições menores".
Sérgio Guerra (PE), presidente dos PSDB, disse que é preciso moderar palavras e evitar adjetivos. "Ou vamos todos afundar, no plural." Guerra declarou ainda que, se o clima beligerante prevalecer, não será candidato a mais nada, revelando a preocupação que tomou conta do Senado depois do embate da semana passada. "Tenho a certeza de que o povo não vota mais em nenhum de nós", afirmou, referindo-se ao termo geral de uma campanha do tipo "não vote em senador para o Senado".

Comentário do Velhinho: Não existe mais Oposição no Brasil. Assim como, aparentemente, não existem senadores ou senadoras que possam ficar perto de um ventilador. Porque se ligam o ventilador...
Ligaram o ventilador no Senado através de uma chamada tropa de choque. A Oposição recuou.
A pergunta que não quer calar: Recuaram por medo de quê? De algo que ameaçam denunciar aparecer?
Ora, senhores senadores e senhoras senadoras, a população, o Eleitor e Contribuinte querem saber de tudo. O que se teme? Existe algo a temer? Se não há nada a temer, por qual razão, resguardados pela imunidade parlamentar que lhes dá uma liberdade de expressão e opinião que a maioria da população não tem, não começam a ouvir as denúncias e igualmente, se de algo grave souberem, denunciar?
Receio das próximas eleições? De perderem votos os que pretendem se reeleger?
Perderam a OPORTUNIDADE de comprovar para a Nação que os senhores e senhoras, realmente, nada devem. Qual a moral e a estória de vida dos senhores e senhoras e, realmente ilibada.
Perderam votos, acreditem!
Meu saudoso pai recomendava: Se você estiver errado, abaixe a cabeça. Mas não muito, porque senão o fiofó aparece!

11 agosto 2009

Antiga, mas continua atual. Pena que o reclamo não encontra vontade... política!
Feita em 2005 para condenar a prática do Executivo em barrar CPI, a charge está mais atual que nunca, devido às crises no Senado, nos PACs, na Petrobras, na submissão ao totalitarismo bolivariano, na Saúde Pública ainda imperfeita demais, na INSegurança Pública, na alta carga tributária, et coetera, et coetera, et coetera...

08 agosto 2009

Nas próximas ELEIÇÕES, é questão de dar o troco!
Alguém afirma: "Perderam a vergonha"... O Velhinho pergunta: "Desde quando que têm vergonha"?

07 agosto 2009

Parabéns, senhoras e senhores parlamentares!
A elite brasileira, não aquela de cabelos loiros e olhos azuis!, mas a que teve um pouco de instrução para se libertar das amarras da ignorância e do assistencialismo, essa elite que não é rica e sim trabalhadora, contribuinte e que busca obedecer as leis que suas excelências aprovam, essa elite que raciocina, constata, a cada dia que passa, o valor do voto.
Essa elite, senhoras e senhores, pode até não fazer diferença frente a população menos instruída e mais carente, dependente - infelizmente! - do assistencialismo de Estado e do ranço coronelista que ainda perdura Brasil afora, porém, tenho a sensação que nas próximas eleições o nosso voto será um diferencial.
Parabéns pelos exemplos de moralidade, honradez e cuidado com que as senhoras e senhores separam o público do privado, pela maneira ímpar com que seus conselhos de ética investigam de forma isenta e realmente punem aqueles seus pares que cometeram desvios de comportamento, inadmissíveis em um cargo eletivo como de Senador(a) da República.
Parabéns pelos resultados sempre impecáveis das Comissões Parlamentares de Inquérito que são, em geral por unanimidade, abertas em defesa do bem público e, por extensão, em respeito ao cidadão brasileiro, eleitor e contribuinte.
Parabéns por manterem o Senado brasileiro impoluto, livre de conchavos e escândalos que poderia macular a integridade dessa Casa do Povo.
Parabéns pelo exemplo de seus mandatos, alguns findando, que apenas dignificam não somente suas biografias pessoais, mas a confiança dos brasileiros no Estado Democrático e de Direito hoje vigente no Brasil.
É justamente esse exemplo que não será jamais esquecido por essa elite de trabalhadores e contribuintes que não militam a soldo, antes labutam com o suor de seus rostos para contribuir prazerosamente ao Estado, de maneira que parcos subsídios e ínfimas regalias possam ser revertidas para as funções que suas excelências galhardamente exercem e enobrecem.
Parabéns e até as próximas eleições.

Comentário do Velhinho: Esse é o teor do e-mail enviado por este Velhinho Rabugento a todos os senadores e senadoras da República.
Nas próximas eleições, lembre-se:
Criminoso condenado tem mais direitos que o cidadão comum.Seria uma piada, caso não foose trágico.
Você, Otário, oops, digo, Eleitor e Contribuinte, que se rala no trabalho para pagar tributos excorchantes, que sofre no transporte coletivo precário e enfrenta congestionamentos absurdos, que paga aluguel porque não consegue moradia própria com um financiamento mais justo, que pena nas filas de atendimento do SUS e acha caro o preço de remédios, que acredita que a Segurança Pública está perdendo a guerra para o crime organizado e desorganizado, que vê as drogas se espalharem nas cidades como se fosse doce, que paga cada vez mais pedágios - inclusive urbanos, saiba, Otário, que um criminoso condenado e detido tem muito mais direitos que você.
Afinal de contas, os presos são tutelados pelo Estado e você, Otário, é ordenado. Como tutelado do Estado, o preso recebe assistência médica e dentária, alimentação, local para visitas conjugais, assistência judiciária, atendimento religioso, alguma forma de lazer e tudo de graça. Mais ainda, eles podem fazer rebeliões e queimar colchões e cobertores, pois esses serão repostos pelos impostos que você, Otário, paga.
Eles também podem fumar, a despeito da lei antifumante do Sr. Serra. E podem fumar derivados de tabaco, maconha e crack, bem como usar outras drogas que costumam entrar, não se sabe como, nas unidades penitenciárias. Muitos presos tem celulares, laptops e tvs em suas celas. E armas...
Alguém dirá: "Ah. Mas as condições carcerárias são péssimas e eles perderão a liberdade".
Ora, se perderam a liberdade, é porque algum crime praticaram. Se as condições carncerárias são péssimas - e não é de hoje - o Estado deve ser responsabilizado para corrigir a situação.
Agora, se eles são tão cidadão quantos os Otários que trabalham e pagam tributos, ao menos deveriam cumprir as mesmas leis, pois não?
Ou os criminosos, por nova definição, também não são cidadãos comuns?
Sr, Serra, não conte com o meu voto nunca mais!
A matéria é do G1:

Governo de SP isenta presos, mas proíbe funcionário de fumar no presídio
Lei antifumo entrou em vigor no estado nesta sexta-feira (7).
SP tem cerca de 150 mil presos, 40% da população carcerária do país.
Mariana Oliveira Do G1, em São Paulo

Presos podem fumar no interior dos estabelecimentos penais do estado de São Paulo, mas funcionários estão proibidos de fazer uso do cigarro nas prisões, informou a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado.
A lei que proíbe o cigarro em ambientes de uso coletivo - privados ou públicos - em todo o estado entrou em vigor nesta sexta-feira (7).
O texto da legislação diz apenas que "os estabelecimentos prisionais e as unidades de cumprimento de medidas socioeducativas se sujeitarão às normas próprias de execução penal".
De acordo com a assessoria da secretaria, os presos não precisam seguir a lei antifumo porque já têm a liberdade restrita.
"O fato de a lei antifumo não ser aplicada nos presídios é justamente pelo fato desse tipo de população já estar sujeita a regras de restrição de conduta, ou seja, por não estar em liberdade. É importante lembrar que os funcionários dos presídios não poderão fumar, apenas os presos (não existe proibição)", disse a assessoria por e-mail.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Justiça e Cidadania do estado - pasta responsável pela elaboração e aplicação da lei -, informou ainda que o governo julgou "complicado" mexer com as regras já existentes dentro das penitenciárias.
Atualmente, segundo a Secretaria da Administração Penitenciária, São Paulo tem cerca de 150 mil detentos, que representam aproximadamente 40% da população carcerária do país.
Para cuidar desse contingente, há 23 mil agentes penitenciários, de acordo com o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de São Paulo. A entidade estima que 40% dos servidores sejam fumantes.

Agentes penitenciários
Para Daniel Grandolfo, diretor do sindicato, os servidores serão prejudicados com a medida.
"Eu acho que tem que valer para todo mundo. Se vale para preso, tem que valer para todo mundo. Preso pode fumar à vontade, dentro das celas, e inclusive prejudicar os outros presos. Então, eles deveriam permitir o cigarro só no pátio externo."
Grandolfo diz acreditar que cerca de 80% dos presos no estado fumam. Ele disse que, mesmo considerando que a lei deveria ser para todos, administrar a restrição também para os detentos seria "inviável".
"A lei é linda, seria muito bacana. Sou a favor da lei, mas reconhecemos que não tem como aplicar. Eles fumam em todo lugar, dentro das celas, no pátio de sol. A gente trabalha num ambiente altamente insalubre, é só fumaça. Você chega perto da cela e vem uma nuvem de fumaça."

Dificuldades para aplicar
Na avaliação do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Mário de Oliveira Filho, o fato de a lei não valer para os detentos "mostra que o governo não tem condições de cuidar de quem está preso".
"Seria impossível com essa administração penitenciária que temos restringir o cigarro. É absurdo pensar nisso porque o cigarro na cadeia é mais que vício, é moeda de troca. É uma demonstração da inoperância do estado em gerir assuntos do sistema penitenciário."
A assessoria da Secretaria de Justiça afirmou que o objetivo de isentar os detentos do cumprimento da lei foi manter as regras já existentes para não tornar mais difícil a vida do preso.
O advogado criminal e professor de direito penal da Universidade de São Paulo (USP) David Teixeira de Azevedo concorda com a decisão do governo de não incluir os presos.
"Apesar de ser uma instituição de segurança pública, é uma espécie de misto, porque é também domicílio do réu, do condenado. E a lei não pode ter interferência de alcançar a privacidade no domicílio da pessoa. Uma cela é um local público, mas é de habitação também."
Além disso, o professor destaca que a restrição poderia causar revolta entre os presos. "É incontrolável. Já se faz vista grossa a muitas coisas porque senão a cadeia fica de difícil controle. Acho que, se proibisse, a cadeia explodiria. Mesmo se fosse só no pátio, não iria satisfazer os fumantes inveterados."

Gradativamente
O coronel José Vicente da Silva Filho, ex-secretário nacional de segurança, concordou com o professor, mas disse ser favorável à aplicação da lei gradativamente.
"Medidas que mexem com a população carcerária devem ser tomadas com cautela. São hábitos, não são infrações. Deveriam ser impostas sim, mas com gradualismo maior do que no ambiente externo."
Silva Filho considera "adequada" a decisão do governo paulista. Para ele, a condição dos servidores é diferenciada em relação à dos presos porque eles estão em ambiente de trabalho.
O discurso demagógico
Numa matéria da Folha on line, se lê o que segue:
A diretora do Centro Estadual de Vigilância Sanitária (CVS), Maria Cristina Megid, que participa da blitz educativa em diversos estabelecimentos do Estado, diz que a restrição não é contra o fumante, mas a favor das pessoas que não fumam.
O Velhinho quer entender.
Se existem dois lados, ambos com direitos e interesses próprios, quando o Estado se declara a favor de um lado, não está se declarando contra o outro? Quando o Estado aprova os direitos e interesses de um lado, não está contrariando os direitos e interesse do outro?
Qual é a lógica dessa senhora?
Essa lei tem uma clara e manifesta linha de ação: é antifumante, não antifumo.
Fosse antifumo, a lei proibiria a fabricação, distribuição e comercialização de derivados do tabaco. Simples assim.

06 agosto 2009

Zé Ramalho em dois tempos, mas falando sobre o mesmo assunto, para o mesmo gado...
No final dos anos 70, período da Ditadura Militar no Brasil, Zé Ramalho sacode o país com a música "Admirável Gado Novo".

No Youtube, O Velhinho encontrou esta versão:


Em 2000, no álbum "Nação Nordestina", Zé Ramalho mostra toda a indignação do povo brasileiro, com a música: O Meu País.
Abaixo seguem três adaptações de vídeos para essa música, também encontrados no Youtube. Escolha a sua favorita.
Mas reflita se, ao final de cada um desses vídeos, ainda não deveria ser ouvir o refrão: ê-ê-ô Vida de gado. Povo marcado, povo feliz...





05 agosto 2009

Vomite, não segure! Vomite!
Militância a Soldo. Ou, como dizem, a "sociedade organizada"...Diskgent - motoboy - maior - Spacca
O Velhinho acompanha o movimento sindical desde a época em que o termo pelego era atirado nas fuças, umas nas outras, de vertentes ideológicas opostas que disputavam o mercado do imposto sindical.
A prática de se remunerar desde o chamado "bate pau", a claque em assembléias para aprovar uma decisão em nome da "maioria", até os "voluntários" que vinham de outros rincões para engordar passeatas, a título de solidariedade.
Nunca antes neste país, alguém se deu ao trabalho de investigar essa prática e expor para a opinião pública, em especial para se saber de onde vem os recursos para as remuneração pontual.
Isso é importante, caso a fonte para tais pagamentos seja de um recurso público como um imposto ou subsídio concedido pelo Estado para a organização sindical.
Também serve para desmascarar essa estória da voz das ruas, caso se comprove que essa voz somente alcança alto e bom som, desde que comprada.
Portanto o Velhinho recomenda a leitura da matéria abaixo, extraída do site da Conjur:

Sindicatos compram manifestantes em Brasília

Por Rodrigo Haidar e Filipe Coutinho

Sindicalistas de Brasília inventaram um método prático, econômico e seguro de fazer protestos e promover manifestações sem precisar deslocar manifestantes do resto do país ou de convencer ninguém sobre a causa a ser defendida. Para isso criram o manifestante profissional. Com R$ 40 por cabeça, é possível reunir até duas mil pessoas na Esplanada dos Ministérios, para defender ou atacar qualquer coisa, tomar partido contra ou favor de qualquer um.

Uma das maiores especialistas no novo método de manifestação sob encomenda é a Nova Central Sindical. Por R$ 80 mil, a nova entidade conseguiu, em duas oportunidades, mobilizar pessoas por algumas horas em defesa de “suas causas”. Tudo pago com notas de R$ 20. Encomendas de manifestantes podem ser feitas com tranquilidade e sem qualquer relutância pelo telefone, por qualquer pessoa. Além dos manifestantes, a organização fornece todo o know-how da manifestação.

Em seu site, a Nova Central Sindical diz que representa sete confederações, 136 federações, três mil sindicatos e quase 12 milhões de trabalhadores em todo o país. Mesmo assim, precisou recorrer ao aluguel de manifestantes, em parceira com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh), uma das associadas. Como diz o nome, a Nova Central se propõe a fazer um sindicalismo diferente — de fato, está conseguindo. Faz sindicalismo sem sindicalistas.

Para saber mais sobre os protestos de fachada, a revista Consultor Jurídico ligou para a Contratuh para pedir dicas de como fazer um bom barulho e parar o trânsito em frente ao Congresso Nacional. O repórter afirmou que gostaria de fazer um “Fora Sarney” na volta do recesso parlamentar. Ou seja, protesto sem qualquer qualquer relação com o trabalhismo.

Sem se identificar como jornalista, a reportagem da ConJur foi apresentada a uma mini indústria de aluguel de manifestantes. “O que posso dizer pela vivência sindical é que, quando você está fazendo uma passeata, você contrata pessoas para fazer. Se quer 600, 800 ou mil pessoas, você paga essas pessoas. Porque fica muito caro trazer dirigente sindical do Brasil inteiro”, explicou Otton Bendixen, um dos funcionários da Contratuh. (clique aqui para ler a gravação da conversa)

Na mesma ligação, Rogério Soares Dias, outro funcionário da Contratuh, diz que a entidade sempre terceiriza as manifestações com Sandra Ribeiro, responsável por conseguir as pessoas na periferia de Brasília. “A Sandra é a pessoa que, toda vez que a gente vai fazer alguma manifestação em Brasília, arruma essas pessoas”, afirma. E completa: “Ela presta serviço para a gente há muito tempo. É de confiança, garantido mesmo. Não precisa se preocupar”. Rogério Dias oferece, inclusive, o e-mail da secretaria da Contratuh para tratar dos preços e passar os contatos de Sandra. (clique aqui para ler a gravação da conversa)

Sandra é uma cidadã comum, que mora na região mais violenta de Planaltina, a 32 km da Praça dos Três Poderes. De uns anos para cá, ela uniu o útil ao agradável e virou recrutadora de sindicalistas postiços. Assim, ela consegue levantar uns trocados para si mesma e para outros desempregados da vizinhança e, de quebra, ajuda a vitaminar o anêmico engajamento sindical brasileiro. Na capital do país, sindicalistas preferem contratar massas de desempregados para reivindicar em nome dos trabalhadores que, entre outras coisas, querem legalizar os bingos e reduzir as horas de trabalho. (clique aqui para ler trecho da conversa do repórter com Sandra)

A ConJur ligou para a Nova Central Sindical para confirmar a história. Bruno Maciel diz, com tranquila naturalidade, que é assim mesmo que se faz sindicalismo na Nova Central. “Já fizemos trabalhos (com Sandra) diversas vezes, já contratamos de 50 a 800 pessoas. Tudo em paz”, diz. “Fique tranquilo, pode ir na confiança que ela é gente nossa”.(clique aqui para ler a gravação da conversa)

A relação da Contratuh com a Nova Central é umbilical. O presidente da Contratuh, Moacyr Roberto Tesch Auersvald, também é o secretário-geral da central. Segundo Sandra, as duas entidades “trabalham juntas”, na hora de contratar manifestantes. Ela, aliás, chama Moacyr de “meu chefe”. Não por coincidência, foi Moacyr quem respondeu à reportagem da ConJur, em nome das duas entidades.

O presidente da Contratuh e secretário-geral da Nova Central confirmou que as entidades, sim, compram manifestantes. A justificativa de Moacyr é uma velha desculpa para esse tipo de prática indesculpável: todo mundo faz. “Você tem que pegar também a CUT, a Força Sindical, você está sendo parcial e não foi no lugar certo (para descobrir). Todos as entidades sindicais e partidos políticos fazem isso”, disse.

A ConJur perguntou ainda se o sindicalista achava ético pagar manifestante e como as entidades fizeram para sacar mais de R$ 80 mil. A resposta foi a mesma. “Isso é um negócio interno nosso. Não tem nenhum interesse de vir a público”, disse. “Interessa para a categoria a atividade que a gente faz. Os meios, as pessoas que vêm, isso é uma coisa interna”. Por fim, Moacyr disse que a ConJur “não está autorizada a dar qualquer tipo de informação referente à Contratuh e à Nova Central”.

Folha de pagamento
Pela tabela de preços sindical, cada manifestante custa R$ 40 por meio período. Se a negociação for bem feita, é possível esticar a jornada de trabalho pelo mesmo preço. Os ônibus, para 45 pessoas, custam R$ 350 cada. Há também um coordenador por ônibus, que recebe o dobro de um manifestante. Ou seja, numa matemática simples, 800 manifestantes, quantidade contratada pelas entidades, custam mais de R$ 40 mil. E isso não aconteceu uma vez só.

Segundo Sandra, o dinheiro é pago em envelopes grampeados, com duas notas de R$ 20 a serem distribuídas aos coordenadores e manifestantes nos ônibus. “A gente resolve assim, já vem grampeado. A gente não tem tempo de ficar contando, é muito corrido”, explica. Vale lembrar que as informações são de Sandra, chamada por funcionários das duas entidades de “gente nossa e de confiança”.

Na 5ª Marcha dos Trabalhadores, 35 mil pessoas — segundo as centrais — lotaram a Esplanada dos Ministérios em dezembro. No evento, Moacyr, em bom sotaque paranaense, se disse “emocionado” com a presença de tanta gente. Dos milhares de manifestantes, Moacyr pagou com dinheiro da Contratuh para pelo menos 800 pessoas fazerem volume e caminharem dez quilômetros debaixo de chuva, com camisetas das duas entidades.

Sandra também citou nominalmente uma passeata a favor da legalização dos bingos, em 2007. Segundo Sandra, as duas entidades contrataram 800 pessoas para protestar em nome dos sindicalistas.

Orçamento
Criada no ano de 2005, a Nova Central Sindical se classifica como uma entidade que nasceu da “luta por uma alternativa independente, classista e em defesa da unicidade”. Nesse ano, a Nova Central receberá, no total, R$ 7,5 milhões do imposto sindical, contribuição obrigatória descontada do bolso do trabalhador.

Além disso, a central cobra mensalidades de R$ 75 a R$ 1.500 dos sindicatos. O valor varia coforme o número de filiados. Em relação às confederações, como é o caso da Contratuh, a Nova Central não cobra conforme o número de trabalhadores. Cobra-se de acordo com a quantidade de delegados a que têm direito. A confederação com dez delegados tem de pagar mensalmente R$ 2 mil, enquanto a que tem direito a 40 delegados paga R$ 6 mil. Com todo esse dinheiro, a Nova Central prefere pagar manifestantes, em vez de mobilizar trabalhadores em defesa de suas idéias.

04 agosto 2009

O Estado Tirano: Da "herança maldita" de FHC à "maldita herança" de Lula.
Cada vez mais o Eleitor e Contribuinte vai se tornando refém do Estado, em especial no quesito Tributo. Cada vez mais o Estado firma posição como caloteiro ao recusar-se a cumprir decisões judiciais já transitadas em julgado, cujos beneficiários são os Eleitores e Contribuintes.
De novo, a novela dos precatórios, que poderia ser chamada de "Estado Patrão".
A informação vem do site da OAB de Londrina:

04/08 - Para OAB, propostas de Lula e FHC podem criar "tirania estatal" no País

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, classificou ontem (03) de "tirania estatal" a conjugação da Proposta de Emenda à Constituição 351 (antiga PEC 12, do Calote dos Precatórios), que tramita na Câmara, e o Projeto de Lei Complementar 125, que está na mesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aguardando sanção. Para Britto, a PEC dos Precatórios, ao adiar indefinidamente o pagamento de dívidas do Estado para com o Cidadão, e o PLC 125, que cria a exigência do depósito recursal prévio para concessão de liminares em mandado de segurança, "estabelecem uma tirania estatal que nem os regimes mais autoritários ousaram conceber".
Em nota da entidade, Cezar Britto voltou a cobrar o veto presidencial ao PLC 125 e afirmou que "poucas vezes viu-se agressão maior à cidadania e à democracia, sobretudo num regime que se proclama de Estado Democrático de Direito". O PLC 125 foi proposto pelo governo Fernando Henrique Cardoso, enquanto a PEC do Calote dos Precatórios foi apresentada em 2006, sob o primeiro governo Lula, pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL) - inspirada em proposta do ex-deputado, ex-ministro do STF e atual ministro da Defesa Nelson Jobim.

A seguir, a íntegra da nota emitida hoje pelo presidente nacional da OAB:

"A conjunção da PEC dos Precatórios, em tramitação na Câmara dos Deputados, que adia indefinidamente o pagamento de dívidas do Estado para com o cidadão, com o projeto de lei complementar nº 125, que cria a exigência do depósito recursal prévio para concessão de liminares, estabelece uma tirania estatal que nem os regimes mais autoritários ousaram conceber.
De um lado, no caso dos precatórios, cerceia-se direito líquido e certo, já transitado em julgado, beneficiando o devedor e consagrando o calote; de outro, no caso presente dos mandados de segurança, criam-se obstáculos econômicos, intransponíveis à imensa maioria dos contribuintes, para que exerçam o direito elementar de acionar um instrumento jurídico consagrado pela civilização.
Poucas vezes, viu-se agressão maior à cidadania e à democracia, sobretudo num regime que se proclama de Estado Democrático de Direito. Como está, a LC 125 impede o cidadão de poucas posses que se utilize do mandado de segurança.
A OAB, que já se opôs de maneira veemente à PEC dos Precatórios, renova seu protesto contra a LC 125, denunciando três de seus dispositivos como lesivos à democracia. E apela ao presidente da República para que os vete.
São eles: 1) artigo 7º, inciso III, e parágrafo 2º, do artigo 22, que condicionam a concessão de liminares em mandado de segurança à prestação de garantia, na forma de depósito prévio; 2) o dispositivo que proíbe liminares em favor de servidores públicos, no que diz respeito a matéria remuneratória; 3) a parte do projeto que veda a concessão de honorários advocatícios.
A sanção da lei como está é um atentado ao espírito da Constituição cidadã, no ano em que chega à maioridade".
Incrível como o jornalismo anda submisso no Brasil...
Infelizmente temos um presidente com incontinência na oralidade.
Portando-se como se estivesse num palanque, é capaz de dizer irrealidades e haver que nelas acredite.
A última delas é a fala dessa reportagem do G1:

‘Hoje, nós é que estamos dizendo o que o FMI deve fazer’, afirma Lula
Ele falou de empréstimo de US$ 10 bilhões ao fundo em coluna semanal.
‘Cansei de carregar faixas de protesto e de gritar: fora FMI’, diz presidente.
Do G1, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em sua coluna semanal publicada em 132 jornais nesta terça-feira (4), que o empréstimo de US$ 10 bilhões do Brasil ao Fundo Monetário Internacional (FMI) tornou o país mais independente em relação ao órgão financeiro. “A verdade é que passamos a ser ouvidos. Hoje, nós é que estamos dizendo o que o FMI deve fazer e não o contrário, como sempre acontecia”, disse Lula.
Para ler a íntegra da matéria, clique aqui.

Comentário do Velhinho:
Não é preciso ser gênio, ter prática ou habilitação. Basta ir ao site do FMI para se verificar que a porcentagem de votos a que o Brasil tem direito é de 1,38%, correspondendo a um numeral de 30.611 de um total de 2.217.033, considerando todos os países membros.
Ter direito a uma fração tão ínfima de votos NÃO REPRESENTA PODER DIZER AO FMI O QUE FAZER, COISA NENHUMA.
A China tem um percentual de voto de 3,66%.
A França, de 4,85%.
A Alemanha, de 5,88%.
A Itália, de 3,19%.
O Japão, de 6,02%.
A Holanda, 2,34%.
A Arábia Saudita, 3,16%.
A Inglaterra, 4,85%.
Os Estados Unidos, 16,77% (e ainda com direito exclusivo de veto!)
Como o Brasil, que tem apenas 1,38% poderia dizer ao FMI o que fazer, senhor presidente?
Como que os jornalistas não apresentam, além da declaração oficial do presidente, os dados reais da situação do Brasil no FMI?
Brasil: Um País de Tolos!
Bola oito, caçapa do meio...Se o postado hoje no Blog do Josias se concretizar, a população de Eleitores e Contribuintes deveria exigir renúncia coletiva do Senado.
Estará mais que claro que os senhores parlamentares não representam nada, nem ninguém, além de seus próprios interesses.

Denúncias contra Sarney serão mandadas ao arquivo
Fábio Pozzebom/ABr
Reúne-se nesta quarta (5) o Conselho de (a)Ética do Senado.
Na pauta, 11 representações e denúncias contra José Sarney.
A 24 horas do início da partida, o jogo do conselho está jogado.

Os lances estão programados para acontecer assim:
1. Escalado por Renan Calheiros para presidir o colegiado que deveria zelar pela ética, Paulo Duque (PMDB-RJ) empurrará a encrenca com a barriga.
2. Informará ao conselho que, de acordo com o regimento do Senado, dispõe de cinco dias para analisar as representações.
3. Na noite desta segunda (3), Sarney disse a um interlocutor, em privado, que nada será decidido antes da próxima segunda (10).
4. Vencido o prazo, Duque revelará ao conselho e ao país a decisão que Renan e Sarney já tomaram por ele: as acusações serão enviadas ao arquivo.
5. A manobra tem amparo no regimento. O presidente do conselho tem poderes para arquivar denúncias ineptas sem ouvir o plenário.
6. Duque não deve nem mesmo oficiar Sarney para a apresentação de defesa. Dirá que as acusações são ineptas. E ponto.
7. Farejando o cheiro de queimado, a oposição já preparou o contra-ataque. Reza o regimento que as decisões do presidente são passíveis de recurso.
8. Com as assinaturas de cinco dos 15 integrantes do Conselho de Ética, pode-se exigir que a decisão de Paulo Duque seja levada a voto.
9. José Agripino Maia já dispõe de requerimento subscrito por cinco conselheiros –dois tucanos e três ‘demos’.
10. Sarney e Renan estimam que, submetido a voto, o arquivamento a ser proposto por Duque prevalecerá por dez a cinco.
11. O regimento faculta à oposição novo recurso, dessa vez ao plenário do Senado.
12. Esboçada antes do recesso, a tática do grupo de Sarney foi reiterada em reunião realizada na noite do último domingo (2).
13. Deu-se numa reunião na casa do próprio Sarney. Participaram, além do anfitrião, Renan Calheiros, Gim Argello e o ministro Edison Lobão (Minas e Energia).
14. Participou da conversa também o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.
15. Acionado por Sarney, Kakay analisara a fundamentação das acusações feitas contra o presidente do Senado.
16. O advogado informou a Sarney e Cia. que, do ponto de vista estritamente jurídico, as representações levadas ao Conselho de Ética têm peso zero.
17. Na noite desta segunda (3), Kakay voltou à casa de Sarney. Saiu de lá convencido de que não terá de redigir memoriais nem fazer a defesa oral do cliente.
18. De resto, Kakay encontrou um Sarney animado para o embate. Nada fazia crer que flertasse com a renúncia.
19. Antes, em diálogos privados que mantivera com milicianos de sua tropa de choque, Sarney já havia se apresentado de lanças em punho.
20. Sarney animara-se com a refrega que eletrificara o plenário do Senado na sessão vespertina.
21. Refugiado em seu gabinete, acompanhara pela TV a refrega entre Renan Calheiros, Fernando Collor e Pedro Simon.
22. Para Sarney, Collor e Renan lograram levar às cordas o desafeto Simon. Planeja-se fazer o mesmo com todos os que se aventurarem a pedir a sua renúncia.
23. Nesta terça (4), deve subir à tribuna o líder tucano Arthur Virgílio. No dizer de Renan, trata-se de um “réu confesso”.
24. O PMDB arma contra Virgílio uma representação no Conselho de Ética. O tucano identifica no gesto uma “chantagem”. Diz que não vai calar.
25. Até que as acusações contra Sarney cheguem ao plenário, a rotina do Senado deve se resumir a isso: discursos de ataque e apartes de defesa.
26. Em meio à anormalidade, a bancada governista tentará retomar a normalidade das votações.
O dia em que o Governador tremeu...Bastou uma pessoa como Antonio Fagundes, que tem mais carisma com o distinto público - e que também são eleitores! -, se posicionar claramente contra uma lei autoritária que fere direitos, para o Governador de São Paulo contrariasse toda a lógica da Campanha Anti-Fumante (de novo, é preciso deixar claro que não se está combatendo o Fumo, mas o fumante).
Será que ao se aproximar as eleições o comportamento do Governador mudará de novo?
A matéria é do Estadão on line e a pitada de humor do Charges.com:

Cigarro está liberado em cena de peças de teatro de São Paulo

Apesar da liberação em cena, cigarro continua proibido nas outras dependências dos teatros e casas de show

SÃO PAULO - O fumo está liberado em cenas de peças de teatro de São Paulo. Em nota, a Secretaria de Justiça de São Paulo informa que para garantir a liberdade artística, "aplica-se o princípio da insignificância". A nota foi divulgada nesta segunda-feira, 3, quatro dias antes de a lei antifumo entrar em vigor no Estado de São Paulo. Apesar da liberação em cena, o fumo continua proibido nas outras dependências dos teatros e casas de show.
A polêmica sobre o fumo no teatro começou quando o ator Antonio Fagundes afirmou que faria campanha contra os antitabagistas. O ator vai interpretar um fumante no monólogo Restos, que entra em cartaz no dia 20 de agosto. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Fagundes disse que ia "peitar a lei antifumo". Antes, só seria permitido fumar no teatro com uma autorização judicial.
A Lei 13.541/2009 entra em vigor no dia 7 de agosto e proíbe o fumo em todos os locais públicos fechados de São Paulo, como escritórios, bares, restaurantes, escolas e shoppings. Os fumódromos também estão proibidos no Estado. As excessões são parques, ruas, avenidas e locais ao ar livre.
Pesquisa InformEstado divulgada nesta segunda mostra que a lei antifumo, a mais restritiva ao uso do cigarro já existente, vai interferir muito pouco no comportamento do fumante de São Paulo. Dos 148 fumantes consultados, 85,5% afirmou que não vão deixar de sair nem de frequentar bares, restaurantes, casas noturnas e teatros. A maioria (86,5%) também alega que vai respeitar as novas determinações.
É necessário, Arthur, mas...Convenhamos que punição para valer não ocorrerá, não é?
Na pior das hipóteses, o desembargador que ignorou o Código de Processo Civíl seria afastado de suas funções, com direito a aposentadoria plena. Isso seria punição?
De qualquer forma, essa liminar haveria de ser cassada com urgência.
CENSURA, NÃO!
A matéria é do Estadão on line:

Virgílio abre ação contra juiz que censurou 'Estado'
NÉLIA MARQUEZ - Agencia Estado

BRASÍLIA - O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), entrou hoje com representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o desembargador Dácio Vieira, que proibiu o jornal O Estado de S. Paulo de publicar reportagens com informações da Operação Faktor, originalmente denominada Boi Barrica, da Polícia Federal (PF). No texto protocolado hoje no CNJ, Virgílio pede a instauração de sindicância contra Dácio Vieira e explica que sua representação está baseada em "indubitáveis indícios do cometimento de infração disciplinar, em respeito ao atendimento dos preceitos da Constituição Federal e da legislação vigente".
Segundo o texto assinado pelo senador, a decisão do desembargador de censurar o jornal "é flagrantemente inconstitucional, afrontando um dos princípios basilares do Estado Democrático de Direito que é liberdade de imprensa". O parlamentar sustenta ainda que o "ato praticado pelo desembargador Dácio Vieira é incompatível com a sua conduta funcional, colocando em suspeição a imparcialidade de suas decisões".
O senador citou, no texto protocolado no CNJ, informações sobre as relações pessoais do desembargador com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e com Agaciel Maia, ex-diretor-geral da Casa, suspeito de irregularidades. Virgílio lembrou que José Sarney compareceu à posse de Dácio Vieira como desembargador em 12 de fevereiro. "Sua indicação para o Tribunal deveu-se ao apoio que teve de José Sarney e do ex-diretor-geral Agaciel Maia", afirmou Virgílio.
O voto do Eleitor e Contribuinte não é papel higiênico!A matéria é do Estadão on line:

Sarney diz que fica e tropa de choque ameaça oposição com dossiê
Aliados do presidente do Senado decidem 'vazar' denúncias de irregularidades praticadas por desafetos
Eugênia Lopes e Vera Rosa

Apoiados pelo Palácio do Planalto, os aliados do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), cumpriram à risca a estratégia montada na semana passada e voltaram do recesso acuando a oposição, que pede sua renúncia do cargo. O próprio Sarney, após indicar para aliados e familiares, na semana passada, que iria renunciar, ontem mudou de ideia, reforçou a corrente de resistência da tropa de choque e negou que vá deixar o cargo. "Isso não existe, isso não existe", repetiu, ao deixar o plenário.
Na sessão, os aliados de Sarney revelaram abertamente que preparam "dossiês" sobre senadores da oposição. Também "vazaram" denúncias de irregularidades praticadas por desafetos do presidente da Casa. "Eu peguei todos os atos. Xeroquei do original. Tem a assinatura de cada um dos líderes lá avalizando as atitudes tomadas pelo presidente. Eu tenho os documentos", avisou Wellington Salgado (PMDB-MG), da tropa de Sarney, em plenário. Pelo raciocínio do grupo, se ele cair, não será sozinho.A senha para o ataque foi o discurso do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que pediu a renúncia de Sarney da presidência. Liderada por Renan Calheiros (PMDB-AL), a reação contou com a adesão de Fernando Collor (PTB-AL), que reeditou o estilo "bateu levou", da época em que presidiu o Brasil, entre 1990 e 1992, antes de ser alvo de processo de impeachment e ter o mandato cassado.
Momentos antes de o clima de beligerância tomar conta do plenário, Sarney saiu e se recolheu a seu gabinete. "Estou com um espírito muito bom. Nunca deixei de estar confiante", afirmou, ao ser indagado se estava tranquilo para enfrentar os 11 pedidos de investigação protocolados no Conselho de Ética.
Desde que assumiu, em fevereiro, Sarney vem sendo alvo de denúncias que envolvem emprego de familiares, uso de atos secretos no Senado e desvios da fundação que leva seu nome.
Os aliados passaram o início da tarde tentando pôr panos quentes na crise e refutando a hipótese de renúncia. "Isso aqui não é como time de futebol, que troca de técnico a toda hora", disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). "Não existe possibilidade de renunciar", emendou Salgado.
Ao ser indagado sobre a nota do PMDB, divulgada anteontem, que aconselhou os dissidentes a saírem da legenda, em uma referência a Simon e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Jucá tentou amainar a crise. "Se estamos trabalhando para desidratar a crise, não há como jogar mais combustão", disse.
A decisão do Palácio do Planalto de apoiar Sarney foi tomada com base na certeza de que, se ele cair agora, a derrota será debitada pelo PMDB na conta do PT. O argumento é que o senador pode até não resistir à guerra e renunciar ao cargo, mas não é inteligente o PT empurrá-lo para o abismo. Ao contrário, trata-se, no diagnóstico do governo, de "tática suicida".Na tentativa de baixar a temperatura da crise, o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, reuniu ontem para jantar os senadores Renan, Aloizio Mercadante (PT-SP), Gim Argello (PTB), Jucá, Ideli Salvatti (PT-SC) e o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP). A mesa era a expressão das divergências na base aliada. Berzoini criticou em tom duro a nota divulgada na semana retrasada por Mercadante pedindo o afastamento de Sarney.

Comentário do Velhinho:

Atenção, senhores aliados de Sarney! Se existem dossiês de irregularidades e falcatruas contra seus pares, os senhores parlamentares têm o dever moral de divulgá-los amplamente no plenário e na imprensa. Mas do que dever moral, têm o compromisso com as Instituições e com o povo brasileiro.DIVULGUEM! Os Eleitores e Contribuintes querem saber de TUDO!
Seria muito bom se todos os parlamentares escancarassem OS PODRES UNS DOS OUTROS, ANTES DAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES.
A depender da quantidade de parlamentares envolvidos em falcatruas, o caso deixaria de ser a necessária renúncia de Sarney, PARA UM RENÚNCIA COLETIVA DO SENADO E CONVOCAÇÃO IMEDIATA DE NOVA ELEIÇÃO PARA O CARGO DE SENADOR.
Se a Câmara dos Deputados seguir o exemplo, AS ELEIÇÕES PODERIAM SER TAMBÉM PARA DEPUTADOS FEDERAIS.
Chega de bandalheira, senhores parlamentares!
COMECEM A CONTAR TUDO O QUE SABEM E EXPOR AS PROVAS QUE TÊM!

NÃO SE AMEDRONTEM! CONTEM TUDO! MAS TUDO MESMO!
E aí? Vão encarar?
Enquanto isso, na ditadura vizinha...A nova versão dos camisas pardas, agora vermelhas, do "Führer" Chávez, mostram seus dentes como bons cães que são.
A matéria é do Estadão on line e o vídeo que a segue é do Youtube.

Chavistas atacam TV oposicionista na Venezuela
RAYMOND COLITT E ANA ISABEL MARTINEZ - REUTERS

CARACAS - Dezenas de seguidores do presidente Hugo Chávez invadiram na segunda-feira a sede da TV oposicionista Globovisión, que está sob ameaça de ser fechada pelo governo.
Imagens da própria Globovisión mostraram militantes do partido esquerdista UPV dominando os seguranças e atirando bombas de gás lacrimogêneo dentro da emissora.
A Globovisión é um canal pequeno, que transmite noticiários críticos ao governo. Um ministro de Chávez condenou o ataque, embora os proprietários da emissora tenham acusado o presidente de estar por trás do incidente.
Os invasores agitavam bandeiras do UPV e usavam boinas vermelhas que identificam os chavistas. Funcionários do canal disseram ter sido ameaçados com armas de fogo, e a Globovisión disse que um policial que vigia o local foi ferido.
No mesmo dia, o governo assumiu temporariamente o controle de duas empresas de torrefação de café, as quais ameaçou nacionalizar.
"Em nome do governo bolivariano, queremos em primeiro lugar condenar esse ataque energicamente e rejeitar esse tipo de ação violenta contra a Globovisión", disse o ministro do Interior, Tareck El Aissami, pelo canal público VTV. "Não aceitamos que a violência seja o instrumento para resolver nossas diferenças."
O presidente da Globovisión, Guillermo Zuloaga, disse achar que "isso foi uma ordem (do palácio presidencial) de Miraflores".
Nas últimas semanas, o governo intensifica seus ataques para controlar a mídia privada. No fim de semana, as autoridades fecharam 34 rádios e disseram estar investigando supostas irregularidades em outras 120.
Críticos dizem que o governo está tentando silenciar a oposição e cercear a liberdade de expressão.
No mês passado, a Globovisión recebeu uma multa de 2 milhões de dólares por irregularidades fiscais, e agentes do governo invadiram duas vezes imóveis pertencentes ao presidente do canal, acusado de revender carros ilegalmente e manter animais silvestres empalhados. O governo diz estar estudando outras medidas contra a Globovisión.
Em 2007, o governo recuou-se a renovar a concessão do canal RCTV, que também fazia críticas frequentes a Chávez.

02 agosto 2009

Próximo passo do governo de São Paulo: criar um gueto para fumantes!
Obviedade...
Aplausos para Fagundes...O Velhinho nota nessa reportagem que Antonio Fagundes fala de tudo aquilo que essa lei draconiana antifumo impõe a uma sociedade acostumada abaixar a cabeça e empinar o traseiro. Ele fala de Censura, da perda de direitos, de preconceito, de patrulhamento ideológico (vamos deixar claro: hoje é contra o fumante, não contra o tabaco; amanhã, poderá ser contra os gordos - recordem Hitler! - não contra a alimentação fast food) que encobre a ineficiência e ineficácia do Estado perdulário em prestar a contrapartida de serviços públicos pelo que se paga em tributos.
Só falta nessa lei a imposição aos fumantes de um dístico como o acima, para ser usado em locais públicos e privados na altura do peito ou em braçadeiras.
Não se dão conta que se trata de Autoritarismo beirando o Totalitarismo. Pior que as patrulhas - vamos dar o nome correto! - antifumante são compostas por funcionários públicos e muitos contribuintes que estão pagando para hoje discriminar o fumante. Esquecem que, amanhã, poderão ser eles os descriminados.
A matéria é da Folha on line.

Para encarnar fumante em peça, Antonio Fagundes diz que vai "peitar" lei
LUCAS NEVES
da Folha de S.Paulo

Se todo ator incorpora traços dos tipos que interpreta, parece que Antonio Fagundes, 60, escolheu o que levar de seu personagem em "Restos", de Neil LaBute, antes da estreia no dia 20, em São Paulo, no teatro Faap: o ataque à patrulha antitabagista.
Em cena, dirigido por Márcio Aurélio ("Agreste"), ele encarna um fumante inveterado que repassa --com suspiros saudosistas e certa birra dos modos contemporâneos-- as fases de sua relação com a mulher cujo corpo está sendo velado.
Ela morreu de câncer, ele está na fila. Pouco importa. "Guardem seus panfletos ou qualquer outra merda sobre o assunto, ok? A vida é minha, pelo menos o que resta dela", diz à plateia.
O texto de LaBute é farto em rubricas que pedem um cigarro à mão. Mas a Lei Antifumo que entra vigor na sexta no Estado de São Paulo impede que atores fumem em cena sem autorização judicial. É aí que Fagundes toma emprestado o tom incisivo do personagem:
"Vou peitar isso e fumar. Temos um problema de censura. É um precedente grave se a gente não fala nada. Fiquei surpreso que os fumantes tenham ficado quietos. O brasileiro está muito quieto para tudo. Espero que os fumantes não votem nas pessoas que aprovaram essa lei. É engraçado, porque parece que o [governador José] Serra é ex-fumante. Não tem coisa pior do que ex".
Para Fagundes, "começa assim; amanhã, vão dizer que não pode beijar na boca porque passa gripe suína; depois, não pode mostrar assassinato [em cena], porque é contra a lei. As pessoas ainda não perceberam, a liberdade não se perde de uma vez. Os puritanos proibiram o teatro na Inglaterra por décadas pois achavam que era satânico. Caminhamos para isso".
Sem patrocínio para a montagem de "Restos", o ator também tece críticas ao debate sobre a reforma da Lei Rouanet, que concede às empresas que investem em produções artísticas isenção de parte do Imposto de Renda devido.
"As pessoas que redigem a lei deveriam entender o mecanismo de produção de teatro, saber quanto custa manter um espetáculo em cartaz, anunciar num jornal. Não tem ninguém nessas comissões que já tenha feito teatro? [Quando se fala em mudar a lei] Dá a impressão de que é um movimento rancoroso, do tipo 'só estes caras que não precisam [por serem famosos] recebem dinheiro'. É claro que precisam!"
Por conta das restrições previstas na Rouanet aos gastos com divulgação, os espetáculos estreiam, segundo Fagundes, com "morte anunciada". "Você fica em cartaz por pouco tempo. Ou seja, se antes se falava em espetáculos de elite, agora são peças para a elite da elite, porque não são só para quem pode pagar, mas para quem corre para pagar", observa.

Seu Zé e Dona Maria
Ao longo dos 43 anos de carreira teatral, transitou com desenvoltura entre a dramaturgia engajada do Teatro de Arena, musicais da Broadway, montagens de clássicos (como "Macbeth" e "Gata em Teto de Zinco Quente") e empreitadas de risco, como "Carmem com Filtro", estreia de Gerald Thomas na cena paulistana. Sempre com uma piscada de olhos para "seu Zé e dona Maria" --como se refere ao espectador pouco familiarizado com teatro.
"Estamos acostumados a ensinar filosofia a quem não sabe ler. Parte-se do princípio de que quem foi lá [ao teatro] sabe tudo", afirma. "Defendo a tradição teatral para um público que não a conhece. Sempre pensei assim: só vou fazer experiência na minha vida quando tiver feito o resto todo. No Brasil, parte-se para a inovação antes de se ter experiência."
Daí seu descontentamento com o abandono "da cortina, da sala convencional". "Criaram-se espaços que não são teatros. Você pode inovar sem deixar de dar ao público conforto. Já cansei de sentar em cima de prego. Não acho interessante. A gente não tem mais maquiagem, grandes figurinos, cenários, efeitos. O próprio texto deixou de ter surpresas."
Não é o caso de "Restos", dotado de uma reviravolta que, nos momentos finais, atira no colo do público um segredo oculto pela cortina de fumaça.