Você pode denunciar crimes de PRECONCEITO RELIGIOSO no Rio de Janeiro

Você sofre agressão, perseguição, coação ou qualquer ameaça por motivo religioso?

Denuncie através do site http://www.policiacivil.rj.gov.br na aba "DENÚNCIA"

Não é preciso se identificar!

A Constituição da República Federativa do Brasil determina, em seu Art. 5º, inciso VI: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias"

Seja Cidadão, defendendo seus direitos! Denuncie crimes de preconceito religioso!

Você também é uma vítima da CORRUPÇÃO!
Lembre-se disso nas próximas eleições...

02 agosto 2009

Aplausos para Fagundes...O Velhinho nota nessa reportagem que Antonio Fagundes fala de tudo aquilo que essa lei draconiana antifumo impõe a uma sociedade acostumada abaixar a cabeça e empinar o traseiro. Ele fala de Censura, da perda de direitos, de preconceito, de patrulhamento ideológico (vamos deixar claro: hoje é contra o fumante, não contra o tabaco; amanhã, poderá ser contra os gordos - recordem Hitler! - não contra a alimentação fast food) que encobre a ineficiência e ineficácia do Estado perdulário em prestar a contrapartida de serviços públicos pelo que se paga em tributos.
Só falta nessa lei a imposição aos fumantes de um dístico como o acima, para ser usado em locais públicos e privados na altura do peito ou em braçadeiras.
Não se dão conta que se trata de Autoritarismo beirando o Totalitarismo. Pior que as patrulhas - vamos dar o nome correto! - antifumante são compostas por funcionários públicos e muitos contribuintes que estão pagando para hoje discriminar o fumante. Esquecem que, amanhã, poderão ser eles os descriminados.
A matéria é da Folha on line.

Para encarnar fumante em peça, Antonio Fagundes diz que vai "peitar" lei
LUCAS NEVES
da Folha de S.Paulo

Se todo ator incorpora traços dos tipos que interpreta, parece que Antonio Fagundes, 60, escolheu o que levar de seu personagem em "Restos", de Neil LaBute, antes da estreia no dia 20, em São Paulo, no teatro Faap: o ataque à patrulha antitabagista.
Em cena, dirigido por Márcio Aurélio ("Agreste"), ele encarna um fumante inveterado que repassa --com suspiros saudosistas e certa birra dos modos contemporâneos-- as fases de sua relação com a mulher cujo corpo está sendo velado.
Ela morreu de câncer, ele está na fila. Pouco importa. "Guardem seus panfletos ou qualquer outra merda sobre o assunto, ok? A vida é minha, pelo menos o que resta dela", diz à plateia.
O texto de LaBute é farto em rubricas que pedem um cigarro à mão. Mas a Lei Antifumo que entra vigor na sexta no Estado de São Paulo impede que atores fumem em cena sem autorização judicial. É aí que Fagundes toma emprestado o tom incisivo do personagem:
"Vou peitar isso e fumar. Temos um problema de censura. É um precedente grave se a gente não fala nada. Fiquei surpreso que os fumantes tenham ficado quietos. O brasileiro está muito quieto para tudo. Espero que os fumantes não votem nas pessoas que aprovaram essa lei. É engraçado, porque parece que o [governador José] Serra é ex-fumante. Não tem coisa pior do que ex".
Para Fagundes, "começa assim; amanhã, vão dizer que não pode beijar na boca porque passa gripe suína; depois, não pode mostrar assassinato [em cena], porque é contra a lei. As pessoas ainda não perceberam, a liberdade não se perde de uma vez. Os puritanos proibiram o teatro na Inglaterra por décadas pois achavam que era satânico. Caminhamos para isso".
Sem patrocínio para a montagem de "Restos", o ator também tece críticas ao debate sobre a reforma da Lei Rouanet, que concede às empresas que investem em produções artísticas isenção de parte do Imposto de Renda devido.
"As pessoas que redigem a lei deveriam entender o mecanismo de produção de teatro, saber quanto custa manter um espetáculo em cartaz, anunciar num jornal. Não tem ninguém nessas comissões que já tenha feito teatro? [Quando se fala em mudar a lei] Dá a impressão de que é um movimento rancoroso, do tipo 'só estes caras que não precisam [por serem famosos] recebem dinheiro'. É claro que precisam!"
Por conta das restrições previstas na Rouanet aos gastos com divulgação, os espetáculos estreiam, segundo Fagundes, com "morte anunciada". "Você fica em cartaz por pouco tempo. Ou seja, se antes se falava em espetáculos de elite, agora são peças para a elite da elite, porque não são só para quem pode pagar, mas para quem corre para pagar", observa.

Seu Zé e Dona Maria
Ao longo dos 43 anos de carreira teatral, transitou com desenvoltura entre a dramaturgia engajada do Teatro de Arena, musicais da Broadway, montagens de clássicos (como "Macbeth" e "Gata em Teto de Zinco Quente") e empreitadas de risco, como "Carmem com Filtro", estreia de Gerald Thomas na cena paulistana. Sempre com uma piscada de olhos para "seu Zé e dona Maria" --como se refere ao espectador pouco familiarizado com teatro.
"Estamos acostumados a ensinar filosofia a quem não sabe ler. Parte-se do princípio de que quem foi lá [ao teatro] sabe tudo", afirma. "Defendo a tradição teatral para um público que não a conhece. Sempre pensei assim: só vou fazer experiência na minha vida quando tiver feito o resto todo. No Brasil, parte-se para a inovação antes de se ter experiência."
Daí seu descontentamento com o abandono "da cortina, da sala convencional". "Criaram-se espaços que não são teatros. Você pode inovar sem deixar de dar ao público conforto. Já cansei de sentar em cima de prego. Não acho interessante. A gente não tem mais maquiagem, grandes figurinos, cenários, efeitos. O próprio texto deixou de ter surpresas."
Não é o caso de "Restos", dotado de uma reviravolta que, nos momentos finais, atira no colo do público um segredo oculto pela cortina de fumaça.

Nenhum comentário: