Você pode denunciar crimes de PRECONCEITO RELIGIOSO no Rio de Janeiro

Você sofre agressão, perseguição, coação ou qualquer ameaça por motivo religioso?

Denuncie através do site http://www.policiacivil.rj.gov.br na aba "DENÚNCIA"

Não é preciso se identificar!

A Constituição da República Federativa do Brasil determina, em seu Art. 5º, inciso VI: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias"

Seja Cidadão, defendendo seus direitos! Denuncie crimes de preconceito religioso!

Você também é uma vítima da CORRUPÇÃO!
Lembre-se disso nas próximas eleições...

24 julho 2009

Mais uma crônica de Briguet...
O Velhinho precisa escrever para o autor e informá-lo que o seu número de leitores aumentou em mais um! O link é do Jornal de Londrina.

Posso ser visto
24/07/2009 | Paulo Briguet

Posso ser visto todas as manhãs levando o meu cachorro Francisco para passear. Levanto cedo; Cisco aprecia pontualidade. Carrego um saco plástico para recolher eventuais resíduos do meu colega de passeio. Qual é a raça do Cisco? A melhor de todas: nenhuma. É meu amigo vira-lata.

Mas não posso ser visto defendendo a construção do teatro municipal com dinheiro público. Ninguém, ou quase ninguém, concorda comigo. Todos, ou quase todos, querem que o teatro seja construído com a grana dos impostos. Não tem problema; estou acostumado a ficar sozinho em termos de política cultural (política cultural, para mim, é contradição em termos). Agora que o prefeito aceitou fazer o tal teatro no Marco Zero, um novo grupo de cidadãos defende outro local, mais próximo do centro. Se os empresários querem tanto o teatro, por que eles mesmos não o fazem com recursos próprios?

Posso ser visto andando de ônibus. Às vezes pego a linha normal, às vezes pego o Psiu. Quando estou com pressa chamo o táxi, mas não dá para chamar todo dia. Pelo jornal, fiquei sabendo que haveria problemas jurídicos com o Psiu. Isso deve ser corrigido, mas fica o pedido de um modesto usuário: mantenham o serviço. É confortável, é simpático, é útil. Nesses anos todos, os micro-ônibus azuis foram uma das poucas boas notícias relacionadas ao transporte público. O Psiu poderia ser ampliado, e não extinto.

Mas não posso ser visto ao volante de um carro, pelo simples motivo de que não sei dirigir.

Posso ser visto na Biblioteca Municipal. De vez em quando, pego emprestado algum livro que pertenceu ao saudoso arquiteto Luiz César da Silva. Fico feliz em saber que temos gostos literários parecidos.

Mas não posso ser visto defendendo a Lei Rouanet ou o tal Vale-Cultura, que acaba de ser lançado. Mais um financiamento público para a cultura! Ah, passa amanhã, Lula.

Posso ser visto revendo um filme antigo do Woody Allen.

Mas não posso ser visto vendo o documentário sobre o Caetano Veloso.

Posso ser visto lendo, mais uma vez, um discurso do escritor John Updike a uma subcomissão do governo americano, em 1978:

“Numa família onde todos os filhos recebem bombons regularmente, negar este prêmio torna-se uma reprimenda. Um totalitarismo cultural impõe-se através de tais negações mais frequentemente do que com penalidades ostensivas. (...) Como é que comissões de concessão de verbas poderão não se sentir atraídas pelo sociologicamente cativante e ludicamente comunitário? Como é que os legisladores podem não começar a pensar em ‘diretrizes’ que insidiosamente irão se aproximando da censura? Não existe o perigo de que os humanistas se tornem lobbistas, e de que as estratégias da política substituam as estratégias da mente?”

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