Você pode denunciar crimes de PRECONCEITO RELIGIOSO no Rio de Janeiro

Você sofre agressão, perseguição, coação ou qualquer ameaça por motivo religioso?

Denuncie através do site http://www.policiacivil.rj.gov.br na aba "DENÚNCIA"

Não é preciso se identificar!

A Constituição da República Federativa do Brasil determina, em seu Art. 5º, inciso VI: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias"

Seja Cidadão, defendendo seus direitos! Denuncie crimes de preconceito religioso!

Você também é uma vítima da CORRUPÇÃO!
Lembre-se disso nas próximas eleições...

25 maio 2009

Um crônica de Paulo Briguet
O Velhinho aprendeu a gostar de Londrina-PR, cidade que esbanja cultura, apesar de todos os problemas comuns a qualquer cidade com cerca de quinhentos mil habitantes.
Também aprendeu a gostar de Paulo Briguet, cuja crônica, publicada hoje no Jornal de Londrina, é reproduzida abaixo. Leitura que se recomenda.

Por que Deus não destrói o mundo
25/05/2009 | Paulo Briguet

Por que Deus não destrói o mundo? É fácil para Ele. Com uma palavra fez; com uma palavra pode desfazer. E não seriam necessárias as tormentas descritas no Livro do Apocalipse, pois elas já aconteceram ou estão acontecendo precisamente agora. João estava certo. Viu tudo com absoluta clareza.

Agora, bastaria ao Criador um pensamento – e acaba-se o mundo. É um piscar de olhos. Num momento existimos, no outro não existimos. Por que Ele não o faz (ou melhor, o desfaz)? Seria o fim da nossa culpa.

Digamos que Ele já teve motivos suficientes para acabar com tudo. Só no século 20, tivemos o Holocausto, o Holodomor, o Grande Salto e o Khmer Vermelho. Em qualquer um desses casos, Ele poderia apertar o botão e desligar o mundo (modo de dizer, é claro; Ele não precisa de botão).

Mas Deus tem um olhar, digamos assim, mais amplo do que podemos sequer imaginar. Se destruísse o mundo por Auschwitz, destruiria também Primo Levi e o mais pungente relato do Holocausto, “É isto um homem?” O fato de ainda existirem negacionistas do extermínio de judeus, apesar do ridículo e da náusea, não destrói o orgulho por ter Primo Levi e Viktor Frankl entre a espécie humana.

Se eliminasse Stálin e Jdanov com uma palavra, a mesma palavra eliminaria Anna Akhmátova e Bóris Pasternak. Se fulminasse Mao com um raio, o mesmo raio atingiria milhões de chineses que Mao não conseguiu matar.

Deus tem dó. Quando assiste a um capítulo da novela das oito, tem mais dó ainda. Ele não destrói o mundo porque ainda há gente que adota crianças abandonadas, dando-lhes amor e educação. E porque algumas pessoas cuidam de cachorros doentes e feridos. E porque há abnegados cuidando de velhinhos sem fazer nenhuma propaganda disso (“...não saiba a tua mão direita o que fez a tua mão esquerda”, Mateus 6:3).

Deus não destrói o mundo porque pensa nas crianças, nos bebês de colo, nos filhotes, nos velhinhos e nos 36 santos ocultos que andam por aí.

Ele não destrói o mundo porque ainda existe uma mulher inteligente chamada Barbara Heliodora, que acabou de lançar a tradução completa do teatro de Shakespeare. Barbara diz: “Não se pode fazer a variação antes do tema”. Deus deve ler com muito orgulho as críticas teatrais dessa brasileira notável.

O Criador também teria a opção de destruir o mundo em duas etapas: no primeiro dia, o anúncio do fim; no segundo dia, o fim propriamente dito. Mas esse método apocalíptico ocasionaria sérios problemas.

Imagine os guardadores de carro. Na certa, eles sairiam às ruas perseguindo os motoristas: “Vai ver o fim do mundo, doutor? Pode deixar que eu cuido do carro. É dé real adiantado!”

Sem contar que a CUT, a UNE, a ABI e o MST organizariam uma Marcha Contra o Fim do Mundo. Afinal de contas, para a claque do Lula, acabar com o universo não passa de manobra das elites para a privatização da Petrobras!

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