Você pode denunciar crimes de PRECONCEITO RELIGIOSO no Rio de Janeiro

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Não é preciso se identificar!

A Constituição da República Federativa do Brasil determina, em seu Art. 5º, inciso VI: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias"

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07 maio 2009

O Velhinho é um espírito de porco selvagem...A matéria é da Agência Estado, pelo site do Yahoo,com grifos nossos:
Serra: 'espíritos de porco' vão recorrer da Lei Antifumo
Antevendo a corrida à Justiça dos opositores da Lei Antifumo, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse não ter dúvida de que haverá recursos contra as restrições ao tabaco sancionadas hoje. "Alguns espíritos de porco vão fazer isso (recorrer). Não tenha dúvida", disse após cerimônia para assinatura da lei, no Hospital do Câncer, na Capital. Daqui a 90 dias, a regra passa a valer e fica proibido fumar em qualquer lugar fechado de uso coletivo do Estado, como bares, restaurantes, casas noturnas e condomínios. Os fumódromos deverão ser extintos. São exceções à regra as tabacarias, estádios de futebol, prisões, locais de culto religioso em que o fumo seja parte do ritual e casas de saúde com pacientes autorizados a fumar.
Entidades representantes de donos de bares e restaurantes argumentam que a lei de Serra tenta se sobrepor à legislação federal e, por isso, seria inconstitucional. Os empresários dizem ainda que a restrição ao fumo pode diminuir a procura por bares, restaurantes e casas noturnas, ocasionando demissões. Para Serra, a ideia do impacto no emprego não passa de "mito". "O movimento nos estabelecimentos não cai. Ninguém deixou de ir ao cinema ou de andar de Metrô porque é proibido fumar lá dentro", disse. O governador negou caráter autoritário em seu ato. "Não estamos proibindo o fumo nem estigmatizando o fumante."
O secretário estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania, Luiz Antonio Marrey, disse estar seguro sobre a validade da lei. Marrey apóia-se em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre um lei paulista que proíbe o uso de amianto em construções. "O STF reconheceu o poder do Estado de produzir leis mais severas de proteção à saúde pública", disse o secretário. "A lei é plenamente constitucional."
A fiscalização da Lei Antifumo ficará a cargo de 500 agentes do Centro de Vigilância Sanitária do Estado e da Fundação Procon. Para ajudar na tarefa, a Vigilância vai comprar 20 monoxímetros, aparelhos capazes de detectar partículas da fumaça de cigarro no ar. O "fumômetro" vai ajudar os fiscais a flagrar irregularidades mesmo quando os fumantes apagarem o cigarro. Serra deixou claro que cinzeiros e bitucas de cigarro encontrados pelos agentes serão consideradas evidências de descumprimento da lei. "Para ser multado, um restaurante não precisa ter alguém fumando. Basta ter um toco de cigarro no chão", disse o governador.
Segundo diretora técnica da Vigilância Sanitária, Maria Cristina Megid, o órgão já adquiriu 20 monoxímetros que detectam o monóxido de carbono no hálito, para fazer uma pesquisa ao longo de um ano com trabalhadores de bares, restaurantes e casas noturnas. A Vigilância Sanitária quer medir o impacto da lei direto nos pulmões dos funcionários do setor.
Os donos dos estabelecimentos serão os responsáveis por exigir dos clientes ou condôminos o cumprimento da lei. Eles estão sujeitos a multas de R$ 792 a R$ 3 milhões, em caso de reincidência. Na segunda vez em que for flagrada alguma irregularidade, a multa dobra (R$ 1.595). Os empresários flagrados pela terceira vez terão o comércio fechado por 48 horas. Da quarta vez em diante, a suspensão das atividades será por 30 dias. Os estabelecimentos terão de afixar cartazes informando sobre a proibição. Não haverá punição para os fumantes.
Caso o cliente ou condômino se recuse a apagar o cigarro, o empresário ou síndico pode chamar a polícia, informou Serra. "Se tiver alguém fumando, quem tem de dissuadi-lo é o dono do restaurante", disse o governador. "Se o sujeito não quer largar de fumar de nenhum jeito, será removido, pode chamar a força policial."

Comentário do Velhinho:

Fumante pode ser um drogadicto, ou é apenas falta de vergonha na cara?

Se o Estado estimula ou permite, num momento, o consumo de drogas lícitas como o fumo e o álcool, pode ser considerado co-responsável pelo processo de a dicção de um indivíduo, ainda mais se lucra através dos impostos cobrados sobre a droga lícita?


Se o Estado, em outro momento, inibe o consumo de drogas lícitas através de leis que penalizam o drogadicto estaria agindo com Justiça e de acordo com os direitos constitucionais do indivíduo, sem contudo oferecer alternativa de Saúde gratuita para desintoxicar todos os drogadictos que, por omissão ou conivência, colaborou para formar?


Em se tratando de drogas lícitas, é correto ao Estado estimular o uso de força policial para impedir que um drogadicto faça uso do fumo ou do álcool, desde que não represente real ameaça à vida de outrem? Pode o Estado se acionado por dano moral?


Ao justificar sua ação contra os fumantes de drogas lícitas como sendo iniciativa para proteger a saúde da coletividade, mais especificamente o representante do Governo do Estado de São Paulo nada faz para impedir, por exemplo, a poluição provocada por veículos automotores que também agridem a saúde da coletividade, não existe uma discriminação contra os fumantes?


Ao se referir como "espíritos de porco" àqueles que ousarem recorrer da Lei Antifumo, o governador Serra não está demonstrando uma forma de estigmatizar o fumante? Essa lei não transforma o fumante em inimigo da sociedade, ao invés de vítima dos interesses do Estado?


O Estado vê alguma diferença entre o consumo do tabaco, que pode ser um dos componentes que contribui para doenças respiratórios na coletividade, mas não deve ser o único, e o consumo de maconha - uma droga ilícita - e que está diretamente ligada a outros crimes, inclusive de morte? Ou do uso abusivo de bebidas alcoólicas que levam a alteração significativa de comportamento, podendo inclusive contribuir para outros crimes?


Existe ação semelhante à que se quer praticar contra os fumantes de tabaco, em intenção e intensidade, para os consumidores de crack, maconha, ectasy, cocaína e demais drogas ilegais? Quais aparelhos de medição são usados nesses casos? O crackcrômetro? O Maconhômetro?

Se o fumante não vai ser punido, qual o motivo de se utilizar força policial para retirá-lo de um local? Criar a possibilidade de desacato à autoridade? Isso não é induzir a uma punição?

Será que estes questionamentos dão sustentação para uma ação que garanta o direito do fumante ter seu espaço para fumar em ambientes privados que o permitam, sem que sejam tutelados forçosamente pelo Estado?

Governador Serra, de boas intenções, dizem, o inferno está cheio!

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