Você pode denunciar crimes de PRECONCEITO RELIGIOSO no Rio de Janeiro

Você sofre agressão, perseguição, coação ou qualquer ameaça por motivo religioso?

Denuncie através do site http://www.policiacivil.rj.gov.br na aba "DENÚNCIA"

Não é preciso se identificar!

A Constituição da República Federativa do Brasil determina, em seu Art. 5º, inciso VI: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias"

Seja Cidadão, defendendo seus direitos! Denuncie crimes de preconceito religioso!

Você também é uma vítima da CORRUPÇÃO!
Lembre-se disso nas próximas eleições...

10 maio 2009

Inversão de valores...Dias atrás, por conta da lei Antifumo, o Velhinho perguntava ao governador do Estado de São Paulo:
"O Estado vê alguma diferença entre o consumo do tabaco, que pode ser um dos componentes que contribui para doenças respiratórios na coletividade, mas não deve ser o único, e o consumo de maconha - uma droga ilícita - e que está diretamente ligada a outros crimes, inclusive de morte? Ou do uso abusivo de bebidas alcoólicas que levam a alteração significativa de comportamento, podendo inclusive contribuir para outros crimes? Existe ação semelhante à que se quer praticar contra os fumantes de tabaco, em intenção e intensidade, para os consumidores de crack, maconha, ectasy, cocaína e demais drogas ilegais? Quais aparelhos de medição são usados nesses casos? O crackcrômetro? O Maconhômetro?"
Hoje, saiu a seguinte matéria no G1:

Minc participa de marcha pela legalização da maconha no Rio
Ministro do Meio Ambiente foi ovacionado após discurso na orla carioca.
Evento realizado em diversas partes do mundo está na décima edição.
Dessa vez não houve liminar que impedisse que a Marcha da Maconha fosse realizada no Rio de Janeiro: milhares de pessoas caminharam pela Avenida Vieira Souto, em Ipanema, na Zona Sul, na tarde deste sábado (9), para pedir a legalização da droga. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou do movimento.
“Hoje a guerra das drogas mata mais do que a overdose. Só a hipocrisia não vê isso”, gritou o ministro, sendo aplaudido e ovacionado por todos.
Segundo os organizadores, o protesto foi realizado em mais de 250 cidades do mundo, incluindo Berlim, Madri e França. Outras regiões do Brasil também participaram do evento. No Rio, os organizadores esperavam reunir, pelo menos, duas mil pessoas.
“Não é porque eu sou ministro que ia deixar de fazer o que eu acredito. Grande parte da violência que nós sofremos é por causa do tráfico. Usuário não pode ser tratado como criminoso”, completou Minc.
Os manifestantes distribuíram cerca de 500 guias informativos sobre os princípios do movimento. A Polícia Militar montou um esquema especial para o evento. Pelo menos 70 policiais reforçaram a segurança e auxiliaram os moradores.
Só quem não ficou muito satisfeito foram os motoristas. Com duas das três pistas fechadas, o engarrafamento se prolongou pela orla de Ipanema e do Leblon.
Proibição em 2008
Em 2008, o Tribunal de Justiça do Rio proibiu a realização da Marcha da Maconha atendendo a um pedido do Ministério Público Estadual, que entrou com uma medida cautelar para impedir o evento.
Para garantir a realização da marcha deste ano, os organizadores conseguiram, em abril, um habeas corpus preventivo. Segundo os manifestantes, o objetivo do ato é, ainda, chamar a atenção para a discussão de políticas de leis sobre drogas no país e estimular o diálogo em relação ao uso da planta, inclusive com fins lucrativos.

Comentário do Velhinho:
O (espero que por pouco tempo!) ministro Carlos Minc chafurda na própria hipocrisia que pretende atribuir a outros. Para justificar a descriminação da maconha, tornando-a uma droga lícita para, digamos, fins terapêuticos e recreativos, Minc afirma que "Hoje a guerra das drogas mata mais do que a overdose".
Errado, senhor ministro. Essa frase é que é hipócrita! Hoje, o resultado da tímida reação da sociedade, aliado à inação do Estado e ação dos traficantes, é a somatória das mortes provocada pela guerra entre traficantes, dos drogadictos que consomem qualquer coisa vinda da mão do traficante, dos que não pagam as dívidas com o tráfico, dos que para sustentar seu vício praticam latrocínios, dos que - drogados - se suicidam ou se tornam violentos a ponto de matar alguém, dos que contraem doenças - muitas incuráveis! - enquanto se drogavam ou estavam sob efeito de drogas, dos que morrem em hospitais, clínicas ou em casa por conta de doenças contraídas, do resultado do inevitável confronto entre policiais e traficantes, dos que servem de mulas para o tráfico e de inúmeras outras causas, todas ligadas ao tráfico e consumo de drogas ilícitas.
Por falar em hipocrisia, voltem a olhar a charge acima. A da esquerda é a original e a da direita é a que foi censurada pelos organizadores dessa malfadada passeata. Querem saber a opinião do autor da charge sobre o assunto? Basta clicar aqui.
Aliás, é de causar estranheza que nenhum juiz tenha concedido limitar contra essa passeata e, se o fez, que a força policial não se tenha feito presente para impedí-la,mas apenas para acompanhá-la. Nem um ministro de Estado deve ir contra a lei, não é mesmo?
Cabe perguntar: ministro de Estado tem imunidade semelhante ao parlamentar? É sensato um ministro de Estado apoiar esse tipo de movimento, quando vários tribunais pelo país proibiram a passeata em seus Estados por entender que faz apologia às drogas ilícitas? O presidente Lula irá pedir que o ministro Minc se demita, ou vai fingir que ali não estava um ministro do Estado, mas apenas um cidadão e que ele, presidente, não tem nada a ver com isso?
No Estado de São Paulo os fumantes de cigarro, uma droga por enquanto lícita e que não leva a alteração de comportamento que induz ao crime, são francamente discriminados pelo Governo. No Rio de Janeiro, os fumantes de maconha, uma droga ilícita que gera mortes demais, realizam uma passeata com o apoio ostensivo de um ministro de Estado.
Estão transformando o Brasil num país de hipócritas que não conseguem distinguir o legal do ilegal, o lícito do ilícito, o público do privado.
Que merda!

P.S.: Dando destaque ao comentário da Fã Nº 1

1- ao elenco de consequências do tráfico e uso de drogas ilícitas, acrescente-se a cooptação de crianças (cada vez menores) e adolescentes, tanto como mão de obra, quanto como usuários;


2- adictos e filhos de adictos tornam-se responsabilidade da saúde pública, vez que, na sua maioria, desenvolvem sequelas físicas e mentais, além de psico e sociopatias, amplamente divulgadas pela comunidade médica e facilmente verificada nas escolas, como graves comprometimentos na aprendizagem e/ou no comportamento;


3- estas mesmas consequências podem ser aplicadas aos alcoólatras e seus conviventes. No entanto, o uso de bebidas alcoólicas em locais públicos é livre e estimulado por propagandas bastante criativas;


4- o exemplo das afirmações acima está na própria charge usada na passeata: faltou aos sequelados, a coordenação motora fina necessária para apagar apenas o trema (além da assimilação de uma nova regra ortográfica, hehe).

Um comentário:

Fã nº 1 disse...

Senhor Vehinho,
1- ao elenco de consequências do tráfico e uso de drogas ilícitas, acrescente-se a cooptação de crianças (cada vez menores) e adolescentes, tanto como mão de obra, quanto como usuários;
2- adictos e filhos de adictos tornam-se responsabilidade da saúde pública, vez que, na sua maioria, desenvolvem sequelas físicas e mentais, além de psico e sociopatias, amplamente divulgadas pela comunidade médica e facilmente verificada nas escolas, como graves comprometimentos na aprendizagem e/ou no comportamento;
3- estas mesmas consequências podem ser aplicadas aos alcoólatras e seus conviventes. No entanto, o uso de bebidas alcoólicas em locais públicos é livre e estimulado por propagandas bastante criativas;
3- o exemplo das afirmações acima está na própria charge usada na passeata: faltou aos sequelados, a coordenação motora fina necessária para apagar apenas o trema (além da assimilação de uma nova regra ortográfica, hehe).
Abraços da Fã nº 1