Você pode denunciar crimes de PRECONCEITO RELIGIOSO no Rio de Janeiro

Você sofre agressão, perseguição, coação ou qualquer ameaça por motivo religioso?

Denuncie através do site http://www.policiacivil.rj.gov.br na aba "DENÚNCIA"

Não é preciso se identificar!

A Constituição da República Federativa do Brasil determina, em seu Art. 5º, inciso VI: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias"

Seja Cidadão, defendendo seus direitos! Denuncie crimes de preconceito religioso!

Você também é uma vítima da CORRUPÇÃO!
Lembre-se disso nas próximas eleições...

30 setembro 2008

29 setembro 2008

Enquanto a platéia interessada saliva ao longe, pelas bandas de cá a cena é esta...

22 setembro 2008

Caminhada pela Liberdade Religiosa na mídia
Tribuna da Imprensa on line, de 22/09/08:
Muitos credos, uma só crença
Cerca de 10 mil pessoas participaram na orla de Copacabana de caminhada contra a intolerância religiosa

Marcelo Copelli
A luta pelo direito de cada cidadão poder manifestar livremente a sua fé, praticar seu culto e exercer plenamente sua religião levou, ontem, cerca de 10 mil pessoas a participarem da "Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa", na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio.
O evento reuniu católicos, umbandistas, judeus, muçulmanos, hare-krishnas, ciganos, instituições militantes dos Direitos Humanos, setores evangélicos e candomblecistas, além de intelectuais, artistas e representantes políticos.

As instituições presentes ao encontro tiveram como objetivo reafirmar a defesa do direito constitucional de liberdade de culto e exigir das autoridades uma posição efetiva no que diz respeito à prática da intolerância religiosa por alguns segmentos que são amparados, segundos elas, por uma campanha difamatória veiculada em vários canais de TV.
A iniciativa foi tida com uma resposta dos praticantes das religiões afro-brasileiras que, em conjunto com outros setores, se mobilizaram contra o fanatismo e o preconceito.

O atual cenário, segundo o babalawo Ivanir dos Santos, um dos organizadores da caminhada, com o aumento da intolerância religiosa no Brasil, principalmente em relação aos praticantes da umbanda e do candomblé, não pode mais permanecer sem o devido direito de resposta e punição. "Há pouco tempo, por exemplo, houve um caso grave com uma companheira nossa em que num litígio com seu ex-companheiro e pai do seu filho na Justiça recebeu a visita da assistente social em sua casa. Foi feito o laudo dizendo que havia assentamento de santo no local. Isso serviu de base para que o promotor solicitasse a perda da guarda temporária dessa mãe. E a juíza acatou. Se não tivéssemos nos movimentando, e revertido a situação, ela teria perdido a guarda do filho", relatou.

Invasão e depredação
Em junho deste ano, quatro jovens da Igreja Evangélica Geração Jesus Cristo foram responsáveis pela invasão e a depredação do Centro Espírita Cruz de Oxalá, no Catete, na Zona Sul, que mistura conceitos de religiões afro-brasileiras e do kardecismo.
Após insultarem os fiéis presentes, quebraram imagens religiosas e utensílios.Mesmo autuados por dano e insulto a culto religioso, foram liberados.
Na última semana, foram condenados tão somente a pagar multa, distribuir cestas básicas e prestar serviços comunitários durante quatro horas semanais, por quatro meses.


Outros alvos
Os casos, entretanto, não são só recentes ou direcionados apenas às religiões de matriz africana.
Em 1995, a TV Record transmitiu durante um programa da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) cenas nas quais o pastor Sérgio Von Helde chutava a imagem de Nossa Senhora de Aparecida, padroeira católica do Brasil, causando comoção nacional e protestos de outros credos.
Na época, Von Helde alegou que o povo brasileiro não podia depositar suas esperanças em uma imagem, já que ídolos não tinham poder algum.


Providências
Presente ao evento, o ministro da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Edson Santos, afirmou que a liberdade de manifestação religiosa é amparada legalmente pela Constituição e que na condição de representante do governo federal, entendia que o Estado tem o dever de oferecer mais a quem tem menos. "Não podemos permitir o prosperar desse `ovo da serpente' representado por algumas correntes religiosas, hoje minoritárias, e que querem impor um padrão de credo ao conjunto da população brasileira", afirmou, acrescentando que irá expor a situação ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, visando a um encontro, em breve, com os líderes religiosos, para novas discussões.

Diálogo
Antes da caminhada, os representantes religiosos se confraternizaram em um café da manhã, e decidiram criar uma comissão inter-religiosa.
A mesma irá se reunir no dia 31 de outubro para dar continuidade ao diálogo aberto pelo evento."
Na nossa visão, a convivência entre as religiões é saudável. O ser humano amplia a consciência quando compreende que Deus é muito mais gracioso, é muito maior do que um Deus fechado em uma igreja", disse o bispo anglicano Celso Franco de Oliveira.
Ivanir dos Santos, complementou e afirmou que cada uma escolhe o caminho que quer seguir, e cabe às pessoas respeitar essa posição. "Liberdade religiosa é um dos príncipios da democracia. É só o que nós queremos. Nada mais", concluiu .

18 setembro 2008

Um tributo ao Sistema Educacional Brasileiro que, como nunca antes "neztepaiz", está quase perfeitinho...

17 setembro 2008

Indicado por Etiene Sales (um dos muitos amigos que o Velhinho reconheceu nesta jornada)

14 setembro 2008

11 setembro 2008

Já deu merda... e vai feder mais ainda...
Um balão de ensaio perigoso...
O Velhinho estava terminando mais uma madrugada insone, passando os olhos pelos jornais on line e talvez tenha tido uma pequena epifania (veja lá no Houaiss, acepção 3.1).
A América Latina se transformou em um balão de ensaio para uma experiência perigosa (para os sulamericanos, claro): a guerra.
Mas não uma guerra convencional, com a mobilização de contigente militar entre alguns países, embora esse risco não esteja descartado a médio prazo, a depender de alguns "salvadores da pátria" que ocupam cargos presidenciais neste continente.
Trata-se de um desdobramento, se é que se pode dizer, um aperfeiçoamento da chamada guerra de guerrilha.
O nível é outro dos idos de 60, mas as motivações, ah!, essas o Velhinho acredita que ainda são as mesmas.
Consideremos o seguinte.
Fora pequenas guerras intestinas, a América do Sul sempre esteve longe do palco das chamadas grandes guerras, que prevaleceram na Europa, Ásia, África e Oriente.
Houve participação com envio de tropas - o Brasil se fez presente nas duas grandes guerras mundiais - mas os acontecimentos trágicos e principais eram além-mar.
O que motivou as guerras anteriores?
Riquezas minerais, portanto o controle de territórios, seja por ocupação, seja por zona de influência, acabavam sendo o móvel principal, sempre edulcorado por palavras bonitas como Liberdade, Autonomia, Soberania, enfim, Democracia e, muitas vezes, por ideologias que cotejavam na essência o totalitarismo, como o fascismo, o comunismo e o socialismo.
Na África isso foi e é uma realidade cruel, onde tiranetes ainda imperam em meio a democracias razoalvemente estáveis.
Mas a América do Sul, sempre promissora em riquezas, foi sendo deixada de lado, ou em "banho-maria"
As riquezas deste continente sulamericano começaram a ficar em evidência nas últimas décadas. Desde o petróleo à minerais considerados raros para o desenvolvimento de energia nuclear, indo para as reservas florestais e mananciais de água (a ponto de existir movimentos na Europa e Estados Unidos que pretendem a tutela da região amazônica).
E o que andou acontecendo nos países deste continente?
Um aumento da produção, distribuição e consumo de drogas, com conseqüente reflexo no aumento da violência urbana; uma queda vertiginosa na qualidade do ensino publico na região, talvez com honrosas exceções das quais o Brasil não faz parte; um aumento dos chamados "movimentos sociais", que crescem ano a ano, sem uma efetiva solução de continuidade das causas de distorções (como se interessasse manter contingente como massa de manobra, e até transformando parte de alegadas minorias em quase milícias, quando não descambando para o crime sob o pretexto da "luta social",como é o caso das FARC).
Politicamente, e oportunamente, existe um ressurgimento do populismo de um lado, e um agravamento de vícios de corrupção de outro. Afinal de contas, legislar e governar uma nação sempre abre oportunidades de negócios com as riquezas do país, conforme o interesse de muita gente, mas contrário ao do verdadeiro interessado: o povo.
E muitos países, como que em retaliação aos regimes mais duros do passado, as forças armadas foram deliberadamente "esquecidas", reduzindo-se investimentos essenciais e dando tempo para altas patentes se afastarem, por aposentadoria ou por julgamentos de excessos cometidos outrora. Com isso, propiciou-se também uma renovação de quadros ao mesmo tempo que se implantou uma doutrina mais liberal e democrática ou "politicamente correta".
E essa doutrina principia naquele mesmo ensino público que teve uma queda de qualidade.
Em alguns países, onde seus presidentes se acham semi-deuses, começa-se a investir maciçamente numa "nova" forças armadas (e milícias para militares).
Como discurso de mudança social, ao invés de se garantir direitos iguais para todos - como deveria ser em uma democracia - se estimula cada vez mais as ditas "minorias" e se dá a elas direitos especiais e compensatórios, cujos demais cidadãos não podem ter.
Aumenta-se as diferenças e o sentimento de preconceito de forma ardilosa.
Então, nessa guerra de guerrilha modificada, temos parcela do povo desses países que tenta sobreviver ao caos da violência urbana provocada especialmente pelo narcotráfico, ao aumento de preconceitos, aos movimentos sociais que fomentam também a violência como se fosse o único meio de luta por direitos, ao aumento deslavado de tributos, e às excentricidades de bufões eleitos presidentes - algumas excentricidades bem perigosas, como se percebe em Venezuela com o bobo da corte cubana Chávez e seu esbirro boliviano Evo, bem como o aloprado Rafael Correa, do Equador.
E essa parcela da população paga a conta. Ou o pato.
As riquezas da América Latina estão aí, aguçando a gula de quem luta pelo poder em seu próprio país e atiçado por quem as quer controlar lá de fora.
Na última década, o termômetro da violência que essa guerra de guerrilha disfarçada promove, vem aumentando gradativamente, com momentos de pico, como se fosse um teste, um balão de ensaio para ver a reação interna, circunvizinha e externa.
Os escândalos nesses países neo-populistas abundam, o que igualmente estimula a revolta e, por conseqüência, a violência.
Se essa possível epifania se concretizar, adivinhem quem vai pagar o pato?

09 setembro 2008

Constituição para quê, mesmo?
Bem, enquanto a Justiça, meio que tardiamente e com uma mão bem leve, tenta reduzir o nepotismo nos Três Poderes, o Ministério Público, através de um representante da Procuradoria Geral Eleitoral, dá nova interpretação à letra da Carta Magna.
É, estamos fedidos, mal pagos e cada vez mais assaltados...
Deu na Tribuna on line de hoje, com grifo do Velhinho:
MP libera candidatura do filho de Lula
SÃO PAULO - A Procuradoria Geral Eleitoral emitiu parecer favorável ao recurso apresentado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por Marcos Cláudio Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Marcos tenta obter o direito de se candidatar a vereador em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Por ser filho do presidente, o registro dele foi negado pelo juiz eleitoral e pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).
Segundo o TSE, o vice-procurador geral eleitoral, Francisco Xavier Pinheiro, concordou com o recurso e disse que "a questão deve ser analisada com temperamento". Conforme prevê a Constituição Federal (artigo 14, parágrafo 7), são inelegíveis os parentes até o segundo grau no território de jurisdição do titular. "Mas daí entender-se, para efeito de inelegibilidade nas eleições municipais, que o município está na circunscrição do país é um passo demasiadamente largo", afirmou o vice-procurador.
Para Pinheiro, "ocorreu uma interpretação demasiadamente extensiva do preceito constitucional". Ele citou no parecer que o presidente nunca ocupou cargo eletivo em São Bernardo do Campo. Além disso, a seu ver, por comandar o Poder Executivo, Luiz Inácio pouco ou nada pode influir na eleição do vereador na esfera municipal.
O ministro Felix Fischer é o relator do recurso ajuizado no TSE. Nele, Marcos alega que o artigo 14 conflita com o artigo 3º que diz que não poderá haver preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Argumenta, ainda, que a posição da Justiça Eleitoral viola essa garantia, pois "distingue o recorrente por ter laços de parentesco com o chefe do Executivo", e o direito de igualdade e liberdade política garantidos pela Constituição.
Agora todo mundo entenderá!
Não seja um eleitor Pocotó! (É, está cada vez mais difícil escolher, né?)


08 setembro 2008

Era o que faltava...
Será que o presidente da República tem intenções de administrar o Poder Judiciário? Ou seria uma forma de censura, pura, simples, mas velada?
Ou ainda, só vale a crítica ao governo se for para falar bem?
Pois é. Democracia nem todos aceitam...
A matéria vem da Tribuna da Imprensa on line:
Presidente não gosta das transmissões ao vivo das sessões de julgamento do STF
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está incomodado com a transmissão ao vivo das sessões de julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele sugeriu ao presidente do STF, Gilmar Mendes, que os julgamentos sejam editados e veiculados apenas os trechos considerados mais importantes. No ar desde 11 de agosto de 2002, a TV Justiça transmite às quartas e quintas-feiras, ao vivo, a íntegra dos julgamentos realizados no plenário do Supremo.
No início da TV, havia uma certa resistência de alguns ministros às transmissões. Mas esses ministros já se aposentaram. A atual composição do STF não levanta obstáculos à veiculação dos julgamentos, nem mesmo quando são flagrados bate-bocas entre ministros, o que vem se tornando freqüente no tribunal.
Para Lula, o fato de os julgamentos serem televisionados estimula os ministros do Supremo a falar mais sobre os processos e a fazer mais críticas ao governo. O presidente acha mesmo que os ministros aproveitam a transmissão ao vivo para fazer "discursos inflamados". Na conversa com interlocutores do Planalto, Lula avalia que a TV virou "um elemento a mais" nos julgamentos do Supremo.
Na visão dele, o julgamento se transforma em um espetáculo, influenciando o comportamento dos ministros. O presidente observa com freqüência que em nenhum outro País há esse tipo de transmissão de julgamento ao vivo. "Nem nos Estados Unidos", costuma frisar.
Apesar das críticas de Lula, não há sinais de que o Supremo modificará a grade de programação da TV Justiça. O atual presidente do tribunal, Gilmar Mendes, é a favor da transmissão dos julgamentos ao vivo e sem edições. A emissora está sediada no edifício-sede do Supremo, em Brasília. O sinal da TV Justiça pode ser captado por cabo, satélite e antena parabólica. Além de julgamentos, a TV veicula telejornais e programas com notícias sobre todo o Poder Judiciário.
Falou e disse!

07 setembro 2008

Lula e o mito do herói...
Não é a primeira que o senhor presidente do Brasil faz referência a heróis.
Que o Velhinho recorde, da última vez os heróis eram os Ministros (que ganhavam tão pouco, coitadinhos, mas tão pouco, que logo após a fala do presidente, seus subsídios foram aumentados.
E, claro, heróis eram os usineiros. Era uma época pré-etanol para o mundo.
Será que com o pré-sal os heróis serão os acionistas da Petrobrás? Não, creio que estes serão os vilões, ainda mais se criarem outra Estatal para o pré-sal (PreSalBras, mais uma empresa do grupo brasileiro "O Cabide Companheiro").
O presidente Lula sente falta de heróis, como se pode ver nesta matéria publicada na Tribuna on line:

Lula afirma que brasileiro precisa de novos heróis
RECIFE - Durante sua participação da reunião plenária do Conselho Nacional de Nutrição e Segurança Alimentar, ontem, em Recife, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva traçou um paralelo entre o combate à fome e a luta pela democracia e afirmou que o Brasil precisa de novos heróis. O evento marcou o centenário do escritor Josué de Castro, que ficou nacionalmente conhecido por sua luta contra a fome a subnutrição.
Para Lula, "os brasileiros deveriam falar menos de quem praticou agressões durante o período da ditadura e se preocupar mais em dar visibilidade a quem foi agredido. Assim, como no caso de Josué de Castro, que sempre lutou para combater a fome e sofreu com a repressão, teríamos muito mais chances de ter novos heróis brasileiros. Essa é a melhor vingança contra a ditadura, dar novos heróis ao nosso povo", sentenciou.

Já há muito no Brasil, que os partidos políticos que se identificam como "esquerda" cultuam heróis como os terroristas Lamarca e Marighela. Para eles, seriam heróis. Mas para a totalidade do povo brasileiro, com certeza não são, não.
Infeliz o povo que precisa de heróis.
Bertolt Brecht
(CASTRO, Ruy, O Melhor do Mau Humor, Companhia da Letras Ed., São Paulo, 1990)
O senhor presidente não sabe, mas o Brasil está cheio de heróis e heroinas.
Falemos dos mais conhecidos: os componentes de qualquer Corpo de Bombeiros são heróis; médicos(as), enfermeiros(as) dos atendimentos de emergência, são heróis e heroinas; muitos (mas não todos!) professores(as) comprometidos com a Educação, também são heróis e heroinas.
Mas o grande herói, a grande heroina, são anônimos e desconhecidos, senhor presidente.
Os verdadeiros heróis constituem o Povo brasileiro!
Cidadãos e cidadãs que labutam no dia-a-dia para encher a burra da viúva de patacões.
Epa! Melhor traduzir...
Cidadãos e cidadãs que trabalham como podem no dia-a-dia para pagar altos tributos ao erário público e sem receber a retribuição adequada em serviços públicos.
São heróis porque sobrevivem a um péssimo sistema de Saúde Pública e Seguridade Social, um sofrível sistema de Educação Pública, um pavoroso sistema de (IN)Segurança Pública, um lamentável sistema de incentivo ao Trabalho e Moradia; sem contar que se dependerem da Justiça para receber o que o Estado lhes deve, sabem que tomarão um precatório pelas fuças que talvez apenas seus netos ou bisnetos recebam.
E sem contar que esse povo tem de aguentar também os "grandes" heróis das maracutaias políticas que a cada ano eleitoral sobem em palanques com suas capas imundas e fedorentas de tanto meterem a mão na merda.
O Brasil não precisa de mais heróis de faz-de-conta, senhor presidente. O Brasil já tem seus heróis e heroinas, mas faz pouco caso deles.

02 setembro 2008

O Velhinho é Rabugento, mas tem um pouco (só um pouco) de senso de humor...

01 setembro 2008

Nunca antes "neztepaiz"...
O Velhinho não teve a paciência de pesquisar, mas tem a intuição de que nunca antes "neztepaiz" houveram tanto descalabro e denúncias como nos dois mandatos consecutivos do presidente Lula.
Alguém irá dizer "Mas no governo FHC também houveram escândalos e foram denunciados pelo PT!" Pois é. O que houve, e não só no governo FHC, foi uma onda de "denuncismo" ou "denuncinismo" do PT cujas denúncias nem sempre resultaram verdadeiras. Mas foram feitas sim por gente do PT. O que liga aqueles com os escândalos atuais é que, em sua maioria, lá estão também figuras do petismo.
Não como denunciantes, mas como denunciados!
Como o Velhinho está para homenagens, mais uma vez recorda de Enrique Santos Discepolo e seu Cambalache. Desta feita com um vídeo onde canta Julio Sosa.
A mão que balança o berço de um aloprado revolucionário...
Diante de tanta celeuma sobre a Lei de Anistia, que se propôs a encerrar o episódio da luta armada no Brasil, o Velhinho foi buscar em seus alfarrábios uma leitura que pode ser importante para entender o quão equivocado é o enaltecimento de assaltantes, assassinos, seqüestradores e terroristas para o status de heróis.
Está se atribuindo à essa corja, a formação de nossa democracia, com a mesma cara de pau com que se tenta dar razão ao assaltantes, assassinos, seqüestradores, terroristas e narcotraficantes das FARC, ainda insurgentes hoje contra um Estado Democrático na Colômbia.
São os eternos aloprados revolucionários que tentam, seja pela radicalização das armas, seja pela desmoralização das Instituições Democráticas, implantar a própria versão de pseudodemocracia totalitária.
Creiam. Muitos desses aloprados defendem a mordaça das idéias e pensamentos, o controle da religião pelo Estado, a restrição de direitos e liberdade, quando não o paredão ao estilo cubano, as defenestrações da antiga U.R.S.S., os camisas pardas do nazismo. Eles não querem democracia, mas sim o totalitarismo.
Sinais desse método são denunciados todos os meses. A última denúncia parece remeter aos porões de Cuba ou da Rússia socialista.
A leitura que o Velhinho quer referenciar é o "Minimanual do Guerrilheiro Urbano", de autoria de Carlos Marighela, 1969.
Aos que se interessarem em ler a íntegra, basta clicar aqui ou aqui, ou ainda usar o google, usando o título do panfleto.
Antes de apresentar alguns trechos, cabe lembrar que o chamado "golpe de 64", com a tomada do poder pelos militares, foi, na realidade um contra-golpe ou uma contra-revolução para se evitar a implantação de comunismo pela armas.
Como estão lamentando que uma escultura homenageando o terrorista em São Paulo anda "invisível", vamos dar a visibilidade adequada ao indivíduo.
Prestem atenção nas instruções humanitárias do "professor" de terrorismo Marighella.
Logo no preâmbulo o delinqüente enaltece a violência do terrorismo (todos os grifos abaixo são nossos):

A acusação de "violência" ou "terrorismo" sem demora tem um significado negativo. Ele tem adquirido uma nova roupagem, uma nova cor. Ele não divide, ele não desacredita, pelo contrário, ele representa o centro da atração. Hoje, ser "violento" ou um "terrorista" é uma qualidade que enobrece qualquer pessoa honrada, porque é um ato digno de um revolucionário engajado na luta armada contra a vergonhosa ditadura militar e suas atrocidades.


Declara que os objetivos essenciais do guerrilheiro urbano são:


a. A exterminação física dos chefes e assistentes das forças armadas e da polícia.

b. A expropriação dos recursos do governo e daqueles que pertencem aos grandes capitalistas, latifundiários, e imperialistas, com pequenas expropriações usadas para o mantimento do guerrilheiro urbano individual e grandes expropriações para o sustento da mesma revolução.

Entenda-se por expropiação o roubo, em especial, a bancos. Mas isso é deixado claro no parágrafo seguinte:


É claro que o conflito armado do guerrilheiro urbano também tem outro objetivo. Mas aqui nos referimos aos objetivos básicos, sobre tudo às expropriações. É necessário que todo guerrilheiro urbano tenha em mente que somente poderá sobreviver se está disposto a matar os policiais e todos aqueles dedicados à repressão, e se está verdadeiramente dedicado a expropriar a riqueza dos grandes capitalistas, dos latifundiários, e dos imperialistas.


Bem, matar é o negócio do terrorismo,não é? Logo, um terrorista que pega em armas é potencialmente um assassino e ladrão de cara.

No Brasil, o número de ações violentas realizadas pelos guerrilheiros urbanos, incluindo mortes, explosões, capturas de armas, munições, e explosivos, assaltos a bancos e prisões, etc., é o suficientemente significativo como para não deixar dúvida em relação as verdadeiras intenções dos revolucionários. A execução do espião da CIA Charles Chandler, um membro do Exército dos EUA que veio da guerra do Vietnã para se infiltrar no movimento estudantil brasileiro, os lacaios dos militares mortos em encontros sangrentos com os guerrilheiros urbanos, todos são testemunhas do fato que estamos em uma guerra revolucionária completa e que a guerra somente pode ser livrada por meios violentos.

Tem um ditado popular antigo que diz "Quem semeia ventos, colhe tempestade". Outro, que "Violência gera violência".
Contudo, há de se convir que o terrorista Marighella guardava a máxima do porco fedorento Che Guevara: "Hay que endurecer, sin perder la ternura". É o que se nota nas seguintes passagens:


Já que nossa luta toma lugar entre as massas e depende de sua simpatia - enquanto que o governo tem uma má reputação devido a sua brutalidade, corrupção e incompetência - os informantes, espiões, traidores, e a polícia vem a serem os inimigos da população sem apoiadores, denunciados aos guerrilheiro urbanos, e em muitos casos, devidamente castigados.

Por sua parte os guerrilheiros urbanos não devem de evitar sua responsabilidade - uma vez que sabem quem é o espião ou informante - de liquidá-lo. Este é o método correto, aprovado pela população, e minimiza consideravelmente a incidência de infiltração ou espionagem inimiga.
...
As emboscadas são ataques tipificados por surpresa quando o inimigo é apanhado em uma estrada ou quando faz que uma rede de policiais rodeie uma casa ou propriedade. Uma mensagem falsa pode trazer o inimigo a um lugar onde caia em uma armadilha.

O objeto principal da tática de emboscada é de capturar as armas e castigá-los com a morte.
As emboscadas para deter trens de passageiros são para propósitos de propaganda, e quando são trens de tropas, o objetivo é de eliminar o inimigo e tomar suas armas.

Quanto a escrúpulos para usar movimentos populares para atingir seus objetivos, fazendo a população de escudo ou massa de manobra, os dizeres de Marighella também são claros:


As táticas de rua têm revelado um novo tipo de guerrilheiro urbano, o guerrilheiro urbano que participa dos protestos em massa. Este é o tipo que designaremos como o guerrilheiro urbano manifestante, que se une à multidão e participa das marchas populares com fins específicos e definitivos.
Estes fins consistem em atirar pedras e projéteis de todo tipo, utilizando gasolina para começar incêndios, utilizando a polícia como alvo para suas armas de fogo, capturando as armas dos policiais, seqüestrando agentes do inimigo e provocadores, disparar cuidadosamente aos chefes de polícia que vem em carros especiais com placas falsas para não atrair a atenção.

Já a idéia mais angelical que um monumento ao terrorista Marighella deveria inspirar não está refletida em placas ou dizeres lavrados na rocha. Basta a leitura deste trecho do Minimanualque trata da Execução:

Execução é matar um espião norte-americano, um agente da ditadura, um torturador da policia, ou uma personalidade fascista no governo que está envolvido em crimes e perseguições contra os patriotas, ou de um “dedo duro”, informante, agente policial, um provocador da policia.

Aqueles que vão à polícia por sua própria vontade fazer denúncias e acusações, aqueles que suprem a polícia com pistas e informações e apontam a gente, também devem ser executados quando são pegos pela guerrilha.
A execução é uma ação secreta na qual um número pequeno de pessoas da guerrilha se encontram envolvidos. Em muitos casos, a execução pode ser realizada por um franco-atirador, paciente, sozinho e desconhecido, e operando absolutamente secreto e a sangue-frio.
...
O espião apreendido dentro de nossa organização será castigado com a morte. O mesmo vai para o que deserta e informa a polícia.


Ah. Não se pode esquecer que esse terrorista humanitário enaltecia o conceito de democracia. A dele, é claro:


Quando vêem que os militares e a ditadura estão a ponto do abismo, e temendo as conseqüências de uma guerra civil que já esta a caminho, os pacificadores (que sempre se encontram dentro de as classes governantes), e os oportunistas de ala direita, amigos da luta sem violência, se unem e começam a circular rumores detrás “das cortinas", pedindo ao carrasco eleições, "redemocratização", reformas constitucionais, e outras bobagens desenhadas para confundir as massas e fazê-las parar a rebelião revolucionária nas cidades e nas áreas rurais do país.

Atacando de coração esta falsa eleição e a chamada "solução política" tão apeladora aos oportunistas, o guerrilheiro urbano tem que se fazer mais agressivo e violento, girando em torno da sabotagem, do terrorismo, das expropriações, dos assaltos, dos seqüestros, das execuções, etc.

Será que dá para entender do porque o regime militar ter tido a duração que teve?
E ainda temos que PAGAR COM NOSSOS TRIBUTOS, reparações para ex-terroristas que não perguntaram para o povo se era correto ou não tomar em armas para implantar a revolução deles.
Está bem, agora vigora a Lei da Anistia e aqueles que pegaram em armas, embora terroristas, muitos assassinos e ladrões de fato, outros potencialmente, nada mais devem para a Sociedade brasileira. Mas a Sociedade, dizem, deve e paga em dinheiro de nossos tributos.
Que seja. Mas tornar em santos homens e mulheres esses aloprados de antanho com direito a homenagens como se heróis fossem, é muita esculhambação.
Não houvessem pego em armas para implantar uma revolução através de terrorismo, roubos e assassinatos (que eles chamavam justiçamento) e os militares - é o mais provável - teriam saido do poder mais cedo.
Nos dias atuais, na democracia em que vivemos, esses "valentes" terroristas humanitários não têm vez. Mas ainda há os que pretendem transformá-los em heróis e buscam o revanchismo.
Como se não bastasse os descalabros de mensalões, dólares na cueca, quebra de sigilo bancário de caseiro, máfias de ônibus, de lixo, e agora a bisbilhotice do grampo telefônico que não atende os critérios da Justiça.
É mole ou quer mais?