Você pode denunciar crimes de PRECONCEITO RELIGIOSO no Rio de Janeiro

Você sofre agressão, perseguição, coação ou qualquer ameaça por motivo religioso?

Denuncie através do site http://www.policiacivil.rj.gov.br na aba "DENÚNCIA"

Não é preciso se identificar!

A Constituição da República Federativa do Brasil determina, em seu Art. 5º, inciso VI: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias"

Seja Cidadão, defendendo seus direitos! Denuncie crimes de preconceito religioso!

Você também é uma vítima da CORRUPÇÃO!
Lembre-se disso nas próximas eleições...

26 abril 2008

Terra sem lei (ou, como fazer um negócio contra a lei, para depois modificar a lei; ou, sinal dos tempos do "nunca antes") - Parte II
A matéria vem do Estadão on line.
Oi fecha acordo para compra da BrT por R$ 5,86 bilhões
Demora na concretização do acerto aumentou o valor do negócio, inicialmente estimado em R$ 4,8 bilhões
RIO - A Oi anunciou nesta sexta-feira, 25, que fechou acordo para compra do controle indireto da Brasil Telecom por R$ 5,86 bilhões, o que significa R$ 72,3058 por ação. A operação vem sendo costurada desde dezembro do ano passado e vai criar uma megacompanhia dominante em todos os Estados do País, com exceção de São Paulo.
Em janeiro, o valor estimado para o negócio girava em torno dos R$ 4,8 bilhões. O valor acabou aumentando, segundo uma fonte que acompanha as negociações, por conta da própria demora para a concretização do acerto e de ajustes finais no cálculo.
A Telemar informou em fato relevante que fechou a compra da fatia da Brasil Telecom Participações (BrT) por R$ 5,863 bilhões, o que significa R$ 72,3058 por ação. Do total a ser pago, R$ 4,982 bilhões equivalem a fatia da Invitel. Outros R$ 881,107 milhões vão para os demais vendedores.
Para a conclusão do negócio serão assinados cerca 23 acordos, envolvendo a reestruturação acionária da TmarPart (controladora da Oi) e a própria compra da BrT.
A aquisição envolve a futura transferência, de forma direta e indireta, para a Telemar, de 81.092.986 ações ordinárias de emissão da BrT Participações representativas de 60,5% do capital votante, e de 22,28% do capital total da BrT Part ("Ações BrT Part").
A BrT Participações, por sua vez, é titular de 247.317.180 ações ordinárias de emissão da BrT Operadora, representativas de 99,09% do capital votante e de 120.911.021 ações preferenciais da empresa, representativas de 38,83% da totalidade das ações preferenciais de emissão da BrT, tais ações ordinárias e preferenciais representando, em conjunto, 65,64% do capital total da BrT ("Ações BrT").
O atual presidente da Oi (ex-Telemar), Luiz Eduardo Falco, será o presidente da nova companhia resultante da operação entre a Telemar e a Brasil Telecom (BrT). Pedro Jereissati será o presidente da holding que irá controlar a empresa. Pedro é filho de Carlos Jereissati, um dos principais acionistas da Telemar.
Otávio Azevedo, da Andrade Gutierrez, será o presidente do Conselho da holding. Azevedo ocupa a presidência da holding Andrade Gutierrez, grupo que está no bloco de controle da Telemar.
Negociações
Desde dezembro, os sócios das duas companhias vêm trabalhando para aparar as arestas e colocar um ponto final nos litígios jurídicos envolvendo os acionistas da Brasil Telecom e do Grupo Oi, especialmente o Citigroup e o Opportunity. Estão na mesa contratos suspendendo ações judiciais no Brasil, Estados Unidos e Inglaterra. Além disso, segundo fontes, a documentação preparada precisa cobrir pelo menos 11 diferentes operações de compra e venda de participações acionárias nas duas operadoras.
Os sócios das companhias começaram em dezembro a trabalhar no desenho da chamada "supertele", empresa que nascerá da reestruturação da Oi e simultânea aquisição da BrT. O negócio é tratado pelo mercado financeiro como o mais importante do ano por criar uma empresa que já sai do papel com 29,6% do faturamento total das operadoras de telefonia fixa, celular, banda larga e TV por assinatura no Brasil.
Legislação
Mesmo depois do anúncio oficial, o negócio depende ainda de mudanças na legislação do setor de telefonia e de aprovação pelos órgãos reguladores para ser concretizado. No fato relevante, a empresa observa que está em curso iniciativa do Ministério das Comunicações de um novo Plano Geral de Outorgas (PGO) que elimine as restrições existentes hoje para fusões e operações de compra e venda entre concessionárias de telefonia fixa.
Segundo o texto, a compra de fatia da BrT Participações pela Telemar deve ser fechada 10 dias úteis após a aprovação, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Conforme a empresa, enquanto não se tornam efetivas as modificações no PGO, e de forma a permitir a imediata a compra do controle acionário da BrT Part e da BrT - ainda que sujeito à modificação do PGO e sob condição da aprovação da Anatel - a Telemar ajustou com o Credit Suisse um contrato de comissão, nos termos previstos nos artigos 693 e seguintes do Código Civil.
Pelo contrato, o Credit, observados os termos e condições ali previstos, contratou a aquisição, em seu próprio nome, mas por conta e ordem da Telemar, do controle acionário da BrT Part e, por conseqüência, da BrT.
Uma vez superada as restrições regulatórias hoje existentes, o Credit Suisse cede imediatamente sua posição contratual para a Telemar (ou sociedade por ela controlada), que assumirá a compra, tornando-se, por conseqüência, cessionária de todos os direitos e obrigações originalmente assegurados ao Credit Suisse, o que lhe garantirá o direito de submeter e pleitear a anuência prévia da Anatel para tornar-se controladora da BrT Part e da BrT.
A Anatel terá 240 dias, a contar desta sexta, para aprovar a operação. Caso o negócio não seja validado nesse prazo, a Telemar será responsável pelo pagamento de um prêmio de rescisão contratual no valor de R$ 490,149 milhões atualizados pelo CDI da data de assinatura do contrato até a data do pagamento, extinguindo-se o Contrato de Compra e Venda.
A Anatel informou nesta tarde que ainda não foi comunicada do fechamento da operação de compra da Brasil Telecom (BrT) pela Telemar (Oi).
Terra sem lei (ou, como fazer um negócio contra a lei, para depois modificar a lei; ou, sinal dos tempos do "nunca antes")
Adivinha para quem vai sobrar?
Não mexo em uma vírgula. Não tiro um ponto final.
Brilhante texto, que merece ser lido e refletido.
Vem da seção Opinião, do Estadão on line de 26/04/08:

O direito ao absurdo

Mauro Chaves

Ainda mais chocante, enojante e revoltante do que o fato de acusados de crime monstruoso alegarem inocência ante as evidências mais acachapantes que os incriminam é o fingimento, o cinismo, a representação (mesmo que de canastrões) em que se mostra o "como se fosse" como o que é. No entanto, na esfera do Direito Penal isso não é novidade alguma. Como os acusados exercem o pleno direito de mentir, para não se incriminarem - e esse é um nó ético que ordenamento jurídico algum já conseguiu desatar -, e como a dúvida sobre a culpa sempre pode favorecer aos mais abjetos facínoras, dentro do princípio in dubio pro reo, a prática advocatícia de defesa não encontra limites na ilogicidade de certas "inocências".

A estratégia preferida da defesa é produzir dúvidas. É negar a autoria sempre, jamais confessar, porque, permanecendo alguma dúvida (por menor que seja) quanto à culpa do réu, ele terá chances melhores de recursos ou de diminuição de penas, mesmo se condenado. E até correrão menos riscos de linchamento - fora ou dentro das prisões - os acusados de crimes horripilantes, como o que vitimou a menina Isabella, se restar alguma dúvida sobre a sua autoria.

Em lugares de penas mais severas, como nos 38 (entre os 50) Estados norte-americanos que adotam a pena capital, muitas vezes a confissão é obtida mediante negociação - em que o criminoso, por exemplo, ao admitir a culpa, troca uma pena de morte por 40 anos de reclusão. Mas num país como o nosso, em que o sujeito condenado a 30 anos (coisa raríssima) é libertado (se primário) depois de cumprir apenas 5, em razão da aberração legal que reduz a um sexto a punição, até das mais terrificantes maldades que pode praticar um ser humano, o que pode ser oferecido, de substancial, em troca da confissão de um réu, para dele se obter a verdade? Quanto vale a redução de uma pena automaticamente redutível?

É claro, então, que, em termos de custo-benefício, mentir deslavadamente, contra todas as evidências de culpa, é sempre o melhor negócio nestes tristes trópicos - pelo menos no âmbito criminal. E nisso muitos advogados criminalistas revelam um talento dramatúrgico extraordinário, ao montarem para seus clientes, com absoluto sucesso absolutório, enredos mirabolantes - como no caso da Rua Cuba e em tantos outros semelhantes.

Há alguns anos, numa mesa de bar, uma advogada criminal me contava, entusiasmada, a absolvição que tinha conseguido para um cidadão que matara a mulher com nove facadas. Essa advogada era filha de quem tinha sido um dos mais brilhantes promotores de Justiça de São Paulo, com atuações memoráveis no Tribunal do Júri. Quando lhe perguntei se seu cliente lhe tinha confessado a autoria, ela respondeu que sim, mas não deu importância alguma a isso. O importante, para a advogada, fora a tremenda historinha que ela inventou e com a qual, contra todas as evidências, "colocou sérias dúvidas no bestunto dos jurados", como me disse. Perguntei-lhe, então, se aquilo não era mais um trabalho de ficcionista, de dramaturga, do que de advogada, ao que ela, num arfar inflado de doutrinas politicamente corretas, pontificou sobre o "sagrado direito de defesa" da pessoa, no que o advogado defensor deveria mergulhar por inteiro, pois não lhe cabia considerar o que era ou o que não era a verdade. Não se tratava, assim, de buscar atenuantes para o criminoso confesso, mas sim de impedir que ele virasse réu confesso - e para isso valia utilizar a estratégia da pura, simples e descarada mentira.

É verdade que, se um certo direito ao fingimento, à mentira, ao absurdo sempre permaneceu como uma inevitável excrescência ética de nossa práxis processual penal, de algum modo isso se continha dentro de certos limites. Acontece que a quebra geral de valores que tem acometido a sociedade brasileira, nos últimos tempos, pela influência exemplar dos que, nas esferas mais altas do poder, mentem descarada e impunemente, inventam eufemismos (do tipo "recursos não-contabilizados", "erros administrativos", "banco de dados") para "substituir" crimes, mesmo sabendo que isso não convence ninguém (com o que pouco se estão lixando), tudo isso parece quebrar, no organismo social, a resistência à indecência. A partir daí, todas as explicações inverossímeis, as justificativas absurdas, as defesas sem nexo, as afirmações notoriamente contra os fatos passam a ser usadas sem a menor cerimônia, sem qualquer laivo de vergonha.

É claro que perante as câmeras da televisão, nestes tempos de Big Brother, em que a vida real e a representação se misturam num amálgama de exibicionismo compulsivo, indigência mental e desvalorização absoluta da dignidade humana, o "direito" ao fingimento, à mentira, ao cinismo e ao absurdo apenas se potencializa, dentro do jornalismo-espetáculo. Aliás, aqueles que lançam as maiores diatribes contra o comportamento da mídia, acusando-a (não sem razão) de explorar as emoções resultantes das desgraças humanas, para segurar boa audiência, são os maiores cativos dessa audiência, procurando sempre, no controle remoto, o canal que está conseguindo exibir o que é mais chocante. Mas isso também faz parte do "direito" vigente ao fingimento e à hipocrisia.

Apesar de tudo, sejamos otimistas e consideremos que o fundo do poço é o melhor lugar para se obter impulso para sair dele. O sacrifício de uma linda menina de 5 anos, da maneira mais escabrosa que jamais alguém poderia imaginar, simboliza o fundo do poço moral a que chegou a sociedade brasileira. Então, que a imagem da pequena Isabella, com seu sorriso de doce inocência, seja para nós uma inspiração, na penosa reconstrução de nossos valores.

Mauro Chaves é jornalista, advogado, escritor, administrador de empresas e pintor. E-mail: mauro.chaves@attglobal.net

23 abril 2008

Bem vindo ao Circo do Ajeitadinho...Ajoelhou, tem de rezar. Quem paga a penitência é o eleitor e contribuinte. Tudo bem, o Brasil já está ajeitadinho mesmo, né?

21 abril 2008

Dizem do crime no quintal de minha casa. E eu, não sabia de nada...
Os dias passavam quase que de forma modorrenta, tal qual dias de Verão, onde a soalheira impera desde o alvorecer, até o cair da tarde.

Nada parecia indicar que, na aparente azáfama diária de minha casa, algo de reprovável estivesse ocorrendo. A rotina de serviços, os horários agendados, o entra-e-sai dos convidados, dos pedintes, dos amigos e companheiros, dos parentes, a hora do cafezinho, a leitura dos diários, relatórios e banco de dados, as reuniões, enfim, o cotidiano de atividades em minha casa estava normal.
Claro que, vez por outra, algum vizinho aparecia com reclamos, ora de forma sarcástica, ora tronitoante, ora desafiadora, ora acusatória.
Compreensível, ainda mais sabendo o quanto desejavam - e desejam! - ocupar minha casa.
Mas na apuração do lances, venci eu. Eles perderam e não se conformam. Daí que, por interesses talvez inconfessáveis, vivem a tripudiar de minha pessoa, de minha casa, de meus amigos e companheiros de longa data, de minhas atividades, de minhas falas, daquilo que entra e sai de meus domínios.

Afinal de contas, o que eles têm contra mim?
Nada! Absolutamente, nada!
Apenas o ódio raivoso que se reflete até na porcaria do jornal do bairro.
Pudera! Jornaleco de pocilga, submisso a interesses mesquinhos e, sempre, contra minha casa, ora vejam!

Como não obtém nada que me atinja, tentam todos atingir o que me cercam.
Esquecem, esses tolinhos, que meus amigos e companheiros formamos juntos um time e que, embora alguns possam aparentemente se afastar de minha casa e até se juntar a coro dos insatifeitos, tudo não passa de mis-en-scene, estória para boi fantasma dormir, coisas para inglês, americano, venezuelano, boliviano, argentino e africano verem.
A verdade é que nos protegemos uns aos outros.
Sabemos de onde viemos e sabemos que, entre nós, a mesma mão que bate (e bate de leve), faz em seguida terno acalento.
E assim, a casa continua minha.

Até tentaram me implicar com um crime que teria ocorrido no quintal de minha casa. Se ocorreu, não sei. Nem é de minha responsabilidade saber. Meu quintal é grande. É certo que faz parte de minha casa, mas quando estamos na suite principal, nem sempre sabemos o que ocorre na lavandeira, no quintal ou no porão.
Se houve crime, um dia a Justiça é que vai determinar. Inclusive se houver culpados.
Eu, bem..., eu não sabia de nada e continuo não sabendo.

Faço questão de não saber, principalmente se posso trocar de jardineiro, de copeira, de cozinheira, de governanta, de mordomo, de secretário. Porque a eles atribuo responsabilidades, cada um na sua área de atuação. Se eles sabem de algo ou não, isso são outros quinhentos.
Eu não sei de nada.
Nem quero saber, entendem?
No caso do crime no quintal, troquei o jardineiro. Simples.
Tive também um probleminha com um secretário que cuidava de passagens aéreas, junto a uma agência de viagens. Mudei o secretário e de agência. Simples, por que eu também não sabia de nada.
Outro dia, aconteceu um incidente na secretaria de minha governanta. Não sei, ainda, se troco de governanta.
Acho que estou fazendo escola. Minha governanta também diz que não sabia de nada e já está se mexendo para mudanças na sua secretaria.
Ora, se minha governanta não sabe o que acontece na sala ao lado, como querem que eu saiba o que acontece no meu quintal?
A casa é minha. Tudo o que acontece em minha casa é de minha responsabilidade. Desde de que eu saiba o que ocorre. Como não sei, a reponsabilidade é de alguém que cuida da área.
Se existe crime, só a Justiça pode condenar.
Desde que tomei posse de minha casa, em 2002, aprendi muito e estamos, eu e meus amigos e companheiros, aperfeiçoando nosso sistema de lidar com os vizinhos invejosos e raivosos, além do jornaleco de pocilga.
Agora, subdividimos as responsabilidades em cada cômodo da casa, em cada metro quadrado do quintal, da garagem, do porão e até do sistema de contabilidade.
E ficou mais fácil afirmar, categoricamente: Eu não sei de nada!
Desejo em vão...

18 abril 2008

Ah, se eu pudesse falar com os nossos representantes em Ato Público!

O Velhinho estava segurando a publicação deste texto, até saber se seria utilizado ou não utilizado numa Audiência Pública da Comissão de Combate às Discriminações e Preconceitos de Raça Cor Etnia Religião e Procedência Nacional, da ALERJ, presidida pela Deputada Beatriz Santos (PRB), que seria realizada no dia 14/04/2008, com a convocação de representante do Ministério Público e do Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Parece que a Audiência foi encerrada devido a não presença do representante do Ministério Público e do Secretário de Segurança Pública.

O assunto a ser tratado dizia respeito à ação de narco-traficantes de morros da cidade do Rio de Janeiro que, dizendo-se pertencer a uma igreja evangélica, estão a intimidar e expulsar de áreas dos morros que dominam, sob força de ameaças e armas, sacerdotes e sacerdotisas de Candomblé e Umbanda.

Pena que tal Audiência foi encerrada.

Houvesse a oportunidade de discursar num evento em qualquer Casa do Povo, de qualquer Estado brasileiro, o discurso seria este:

Senhor Presidente da República, Senhores e Senhoras Ministros de Estado, Senhores e senhores membros do Congresso Nacional, Membros do Ministério Público, Senhores e Senhoras Governadores, Senhores e Senhoras membros das Assembléias Legislativas, Senhores Secretários de Segurança Pública, Senhores e Senhoras Prefeito, Senhores e Senhoras que representam a Vereação, demais autoridades, Senhoras e Senhores:

Estamos presentes neste ato, não como uma minoria que reclama direitos excepcionais, mas sim como CIDADÃOS da República Federativa do Brasil, CONTRIBUINTES E ELEITORES, cônscios de nossos DEVERES E DIREITOS regidos pela atual Carta Magna de nosso País.

Nossos reclamos não devem ser encarados apenas como restritos a segmentos religiosos das Nações de Candomblé ou das várias doutrinas de Umbanda, senhoras e senhores; antes, ao denunciarmos práticas insidiosas de crime de liberdade de consciência e crença, do crime de restrição ao livre exercício de culto, do crime de vilipêndio a locais de culto e liturgias, não o fazemos meramente para a preservação, tão somente, de nossos interesses.

Neste momento, senhoras e senhores, estamos representando o direito de todo e qualquer cidadão brasileiro de crer e praticar, livremente, a religião que escolhe para sua vida; direito este consubstanciado no Título II, Capítulo I, Art.º 5º, em especial nos incisos de I a VI, VIII, X, XI e XLI 41, da Constituição da República Federativa do Brasil.

Reza o Art. 5º:

"Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
(...)
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
(...)
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;
(...)
XLI 41 - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;
(...)"

Como cidadãos, temos esses direitos assegurados, independente da religião, independente de estatística que quantifique a maior ou menor representação de religiosidade. Portanto, senhoras e senhores, não se tratam de uma minoria. Somos maioria. Estamos defendendo o direito da totalidade dos cidadãos brasileiros.

E a quem, dentro dos princípios democráticos e da legalidade, o cidadão deve recorrer?

Aos Poderes Constituídos do Executivo, Legislativo e Judiciário, seja nas esferas Federal, Estadual ou Municipal, cujos DIREITOS E DEVERES dos órgãos que os representam, também constam da Carta Magna Brasileira.

Senhoras e senhores, exatamente isto é o que ora fazemos.

Os cidadãos, contribuintes e eleitores estão a instar os Poderes Constituídos para que façam cumprir o que determina a Constituição Brasileira, oferecendo a contrapartida justa e inequívoca que garanta nossos direitos, tanto quanto o fazem com relação aos nossos deveres.

O caso em questão vai além de párias da sociedade que se aliaram e/ou militam no narcotráfico almejando subjugar, pela força de armas e ameaças à integridade física, o cidadão comum.

Por óbvio que, de per si, tal fato já constitui crime.

Contudo, senhoras e senhores, há de se convir que tal situação é resultado da inconseqüência e descaso de governantes e representantes do povo que se sucederam, uns atrás de outros por anos a fio, quiçá desde a aurora da República.

O Estado Brasileiro em suas várias instâncias, não foi capaz e eficaz, por mais que viesse a tributar e legislar, de oferecer a infraestrutura necessária aos menos favorecidos, que lhes garantisse Saúde, Educação, Emprego, Segurança e Transporte, com qualidade, de forma a resultar em melhoria das condições de vida dos cidadãos; e, com isso, da dignidade necessária à preservação de valores que são caros à multifacetada cultura que viceja no Brasil.

Por incapaz e ineficaz, o Estado Brasileiro, do qual os senhores e senhoras são ilustres representantes, permitiu o surgimento de nichos onde ele, Estado, não atuava e tampouco atua, permitindo o florescimento da cultura da impunidade, do avanço da criminalidade, da corrupção deslavada, criando novos feudos onde supostos "senhores da droga" tratam o cidadão como seus escravos e servos.

Mais que tentar viver como cidadãos, a população abandonada pelo Estado tenta sobreviver em meio à "lei do dono do morro", que segue avante à revelia da própria Lei que rege a Nação.

Senhoras e Senhores. É, portanto, imprescindível que sejamos vistos, sim, como candomblecistas e umbandistas, mas acima de tudo como CIDADÃOS.

Neste caso insólito, onde narcotraficantes estão a impedir a manifestação da religiosidade de cidadãos brasileiros, não se pode relativizar os fatos meramente a um crime contra determinadas religiões. O que está em jogo hoje, terá maior abrangência amanhã.

O teólogo protestante alemão Martin Niemöller (1892-1984), após cortejar com o nazismo, acabou sendo processado e enviado para o campo de concentração de Dachau, onde permaneceu até o fim da guerra. Num grande momento de lucidez, escreveu:

"Um dia, vieram e levaram meu vizinho, que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho, que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia, vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram. Já não havia mais ninguém para reclamar."

Senhoras e senhores. Embora possa parecer "politicamente incorreto", o que se pretende não é tolerância, mas respeito aos nossos direitos constitucionais.

Toleramos coisas com as quais não concordamos, mas do alto de nossa arrogância de pretendermo-nos superiores a outrem.

Toleramos coisas que, em nosso íntimo, consideramos erradas nos outros.

Senhoras e senhores. Não podemos ser tolerantes com a falta de respeito à nossa Constituição.

Não podemos ser tolerantes com a incapacidade e ineficácia de nossos governantes e representantes.

Não podemos ser tolerantes com a falta de respeito ao cidadão comum.

Não podemos ser tolerantes com a criminalidade e com quem a ela se alia, nem com a impunidade.

Nossas casas, nossos templos, esta Casa Legislativa, não são casas de tolerância, termo que outrora designavam lupanares. E nem devemos permitir que o sejam.

Exigimos respeito, porque, como CIDADÃOS, CONTRIBUINTES E ELEITORES nos damos o respeito.

Muito obrigado.

12 abril 2008

Aos irmãos e irmãs de todas as religiões: Somos todos filhos das estrelas!

Saravá! Motumbá! Makuiú! Kofolé! As-salaam-alaykum! Deus esteja convosco! Namastê! Salve!

Em junho de 2001, escrevi um texto intitulado "Lembranças de um Aprendiz", onde dizia em certo trecho:

"E lamento isso, em especial quando vejo disputas entre aqueles que, pela posição que ocupam, teoricamente deveriam promover a união em Umbanda, a despeito de conceitos ou práticas rituais diferenciadas.
Quero crer que a Luz Divina continua refletida e é a mesma para todos iluminar.
Então, peço perdão aos irmãos, aos pais e mães no santo, aos iniciados e magos, aos Orixás, aos Caboclos, aos Preto-Velhos e às Crianças, pois sei que ainda tenho muito que aprender e apreender.
Peço perdão, pois ainda não aprendi a aceitar silente, embora impotente, determinadas posturas, assim como disputas pelo poder dentro da religião, a soberba enfática daqueles que supõe deter conhecimentos herméticos e a ganância dos vendilhões de milagres.
E creio, pelo andar da carruagem, que ainda [estas posturas] estão longe de serem depuradas.
Cismas ocorreram e ocorrem em quaisquer religiões; não seria diferente em Umbanda."
Acho que é hora e vez de outro texto...

Dúvidas de um Aprendiz de Aprendiz

Estou na encruzilhada...
Será que errei meus caminhos? Será que devo começar tudo de novo? E por onde? Por qual caminho?
Será que devo escolher o caminho de Deus? Pior. Saberei escolher esse caminho?
Espere. Mas qual Deus?
O Deus antigo Marduc dos Sumerianos, juntamente com Istar? O Deus dos Egípcios, Re ou Ra, ou ainda Osíris? Brahma, Vishnu e Shiva, dos Hindus? Izanagi e Izanami, dos Japoneses? Addu, do Hititas? A Deusa-Mãe dos Egeus? Zeus, dos Gregos? Júpiter, dos Romanos? Iavé, dos Hebraicos? Olodumaré, Olórun, Zambi, ou Mawu-Lisa, dos Africanos?
Ou então, quem sabe?, Itzamná, dos Maias? Ou Tezcatlipoca, dos Astecas? Ou ainda Viracocha, dos Incas? Talvez, Nhanderu Ete, dos Guaranis?
São tantos deuses...
Será que devo seguir, como é mesmo?, as palavras do divino mestre, do médium dos médiuns, Jesus?
Mas as palavras interpretadas por quais de seus seguidores?
Pelos cristãos? Católicos? Protestantes? Evangélicos? Batistas? Pentecostais e Neo-Pentecostais? Mórmons? Seicho-no-ie? Pelos Messiânicos que surgem em cada esquina ou no mais distante rincão?
Quem sabe, segundo a visão do Kardecismo? Mas o segmento europeu ou o que dele restou em terras brasileiras?
São tantas interpretações...
São tantas verdades, quanto os povos que seguiram ou seguem seus deuses, de acordo com a cultura de cada um.
E quando começo a estudar que esses povos e culturas não estiveram e nem estão estanques, isolados no tempo e espaço, percebo que suas culturas influenciaram e influenciam outras culturas, que suas religiões compartilharam e compartilham conceitos, dogmas e até deuses entre si, talvez apenas com nomes e formas diferentes.
E criaram e criam, no transcurso desses relacionamentos, novas verdades, novas interpretações, novas visões.
Quem sabe o caminho esteja no Candomblé, bem brasileiro, criado entre o trabalho movido à açoite, o tronco, a resistência dos quilombos e que se utilizou do sincretismo para sobrevivência cultural de um povo escravizado?
Mas qual Nação? Alaketu? Angola? Gêge? Ewé-Efon?
Ah. Mas tem também outras formas culturais que se mesclaram entre os africanos, os europeus e os silvícolas brasileiros. Quem sabe o caminho está no Tambor de Mina? Na Jurema? No Candomblé de Caboclo? Ainda tem Macumba por aí? Jongo? Omolokô?
Opa! Epa! Tem a Umbanda! Outra religião brasileira que reuniu as culturas africana, européia e silvícola.
Mas a Umbanda também tem várias interpretações, várias doutrinas, várias ritualísticas...
Sabe o que é? Desta vez, quero escolher o melhor caminho. O que será que dizem os umbandistas?
Epa! Opa! Dizem que há uma Umbanda verdadeira, única, incontestável!
Afinal de contas, tem de haver apenas UMA verdade, não é mesmo? Não importam influências culturais, diversidade de interpretações, origens e tradições, inúmeras ritualísticas.
Segundo dizem, Umbanda é uma só e não permite imitações, aculturação ou a sugestão de que possa unir, sob o mesmo teto, pessoas com visões diferentes!
Por isso, a Umbanda é verdadeira e é somente uma. O resto... é resto. Não é Umbanda e nem pode falar em nome da Umbanda.
Ora vejam, a Umbanda inova!
Porque de acordo com o que dizem, a Umbanda verdadeira e única faz uma coisa que nenhuma outra religião que já tenha existido na história da Humanidade, jamais fez.
Nunca antes neste mundinho dos deuses, houve uma religião tão pura como essa Umbanda, única e verdadeira!
As outras religiões, seja lá o nome que tenham, bem..., estavam e estão todas erradas.
Deve existir uma lógica humana nisso.
Afinal de contas, a Umbanda fala em caridade. E mostrando-se a Umbanda como a verdadeira, a única possível, fica patente até onde vai essa caridade.
Não se pode esquecer que a Umbanda prega a humildade. Nada mais humilde que apregoar a única Umbanda verdadeira e a única verdade existente.
A Umbanda advoga a compreensão; nada mais compreensivo do que a única e verdadeira Umbanda, onde todos podem se compreender melhor dentro daquela absoluta verdade; e quem não quiser compreender, bem... não pertence à Umbanda, nem está preparado para ela.
A Umbanda proclama a união mas, veja bem, apenas a união na verdadeira e única Umbanda, de acordo com a única verdade por ela apregoada.
Até que enfim, surgiu no mundo dos encarnados uma religião, única e verdadeira, cujos adeptos seguem, verdadeiramente, os conceitos de caridade, humildade, compreensão e união. A Umbanda verdadeira e única inova!
...
Pena que eu pense diferente.
Não posso ser da Umbanda única e verdadeira.
Não posso ser, uma vez que não sigo uma cartilha e nem conheço a verdade, quanto mais a verdade única, por óbvio que por absoluta falta de capacidade e boa vontade de minha parte.
E, mais uma vez, me pergunto:
Será que errei meus caminhos? Será que devo começar tudo de novo? E por onde? Por qual caminho?
Será que devo escolher o caminho de Deus? Pior. Saberei escolher esse caminho?
Acho que vou para as Highlands.
Ouvi dizer que lá existe um Clã, o dos Mac Umba, que também ainda não encontrou a verdade absoluta.
Ao menos, não me sentirei perdido sozinho, pelos caminhos do aprendizado...

Abraços Fraternos
Abril/2008

06 abril 2008

Ou a Polícia Federal é Republicana ou não! Qual é, bé-bé?
Contradição é uma questão de tempo. Dê tempo a quem gosta de arrotar importância, que a contradição, mais cedo ou mais tarde aparece. Não é este o caso atual? Comparem as matérias abaixo.
Matéria do site da Agência Brasil, de 28/05/2007:
Lula diz que Polícia Federal deve ter independência para investigar quem quer que seja
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (28) que a Polícia Federal (PF) não tem sido arbitrária na Operação Navalha, que desarticulou organização criminosa acusada de desviar recursos de obras públicas. Segundo ele, a PF deve ter independência para investigar quem quer que seja.
“A Polícia Federal faz a investigação. Para ela poder obter uma escuta telefônica, tem um pedido para a Justiça. Muitas vezes, para prender, ela tem que prender com uma decisão judicial, ela não faz nada de forma arbitrária. Da mesma forma que nós queremos que o Ministério Público seja republicano e que seja independente, que seja autônomo, ou seja, a Polícia Federal tem que ser assim”, disse Lula, no programa semanal de rádio Café com o Presidente desta segunda-feira.
Matéria do Estadão online, de 05/04/2008:
Lula e ministra resistem a acionar Polícia Federal
Receio é de que os agentes transformem a apuração em espetáculo, ampliem o foco do trabalho e vazem dados sobre a montagem do dossiê
Vera Rosa
O Palácio do Planalto teme a entrada da Polícia Federal na investigação sobre o vazamento de informações sigilosas envolvendo gastos do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). O receio é de que os agentes da PF transformem a apuração num espetáculo, ampliem o foco do trabalho e vazem dados sobre a montagem do dossiê que comprometam a Casa Civil. Mais: o governo avalia que a apuração pode sair do roteiro original e ferir de morte a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, hoje a principal candidata do PT à sucessão. presidencial, em 2010.
Mais uma obra de nossos governantes... e como fede!
Falando daqueles que acham que o povo é rebanho de ovelhas...
Carlos Chagas, em seu comentário na Tribuna da Imprensa online, é outro que percebe o ridículo dessa trama do dossiê/banco de dados. Será que é para supormos também que o pai não sabia de nada e a mãe trabalha numa zona? Aí, ao menos, poderíamos dizer tratar-se a cria de um filho da p... ops... da situação ou da oposição. O PAC, ao menos, já tem mãe declarada, não é mesmo? Segue o texto de Carlos Chagas:
Pensam que somos crianças
BRASÍLIA - À beira do leito de um parente desenganado, a família precisa explicar a um netinho o que está acontecendo. Falam ser a febre a causa de tudo, já chegava aos 42 graus. A criança, dentro da lógica peculiar da idade, agarra o termômetro, joga no chão, pisa em cima e conclui: a febre acabou, meu avô está salvo...
Outro não parece o comportamento do governo ao reduzir a crise do dossiê FHC à busca desenfreada do funcionário que vazou para a revista "Veja" e para o senador Álvaro Dias detalhes de compras efetuadas em favor de Dona Ruth, com cartões corporativos. Como no caso do termômetro, estão atribuindo a um possível tucano infiltrado entre os companheiros toda a responsabilidade pela lambança.
Porventura identificado o servidor, pronto: acabou a crise.
Parece coisa de criança, mas é pior. Trata-se de desfaçatez pura. De uma pueril tentativa de abafar responsabilidades, porque no fundo da questão está a iniciativa da Casa Civil, de sua chefe e, quem sabe, do chefe dela, de vasculharem os gastos do antecessor e seus familiares com os famigerados cartões corporativos. Esse é o delito maior, perpetrado com a intenção de ameaçar tucanos e penduricalhos com a alternativa: se investigarem os gastos do presidente Lula, mulher e filhos, divulgaremos os gastos dos tempos do sociólogo.
É bem provável, até, que não tenha havido espião nenhum, mas que um indigitado funcionário palaciano recebeu a incumbência de fazer chegar ao PSDB detalhes da longa pesquisa feita nas contas do ex-presidente. A cocada azedou porque alguém da bancada tucana repassou o material para a revista semanal, e não foi o senador Álvaro Dias.
O importante no episódio não é sequer identificar o cérebro responsável pela ameaça feita às oposições. Identificada já está a ministra Dilma Rousseff e suas auxiliares na Casa Civil. Se o presidente Lula participou e autorizou, se simplesmente tomou conhecimento ou, no reverso da medalha, se não sabia de nada, é outra hitória.
O que positivamente não dá para aceitar é a farsa da procura do suposto criminoso. Para o governo, a crise estará encerrada com a identificação. Quanto à devassa nos negócios de FHC, a ameaça feita aos adversários e, acima de tudo, a necessidade de evitar a investigação de supostas irregularidades no uso dos cartões corporativos da família Lula - tudo isso precisa ir para debaixo do tapete. Convenhamos, pensam no Palácio do Planalto que somos todos crianças?
Quem indeniza o cidadão comum, o contribuinte?
Ninguém! Continuamos sendo otários que servem para pagar tributos e, via-de-regra, sermos usados como massa de manobra, seja na categoria de opinião pública, de sindicalistas, das ditas "minorias", dos chamados "movimentos sociais", et coetera.
Ao longo dos anos da República, entremeados de muitos golpes de Estado, resulta que a maioria da população brasileira é a maior vítima desses "pais da pátria" coloridos de ideologias totalitárias de direita e esquerda, que fazem suas mazelas, pegam em armas sempre em nome do povo e do Brasil, SEM QUE O POVO DECIDA REALMENTE O QUE QUER. Somos tratados com a fala politicamente correta da "tolerância", mas sem o mínimo RESPEITO.
E tome tributos no cangote!
Será que algum dia vão constituir uma Comissão de Anistia do Cidadão, para que sejamos reparados dos danos causados por toda essa corja de políticos e intelectuais que sempre estão dispostos a nos "salvar" de algo, desde que continuemos a bancar os tributos?
Ou será que nos bastaria que aqueles que representam o Estado tivessem vergonha na cara (DU-VI-DE-O-DÓ!) e realmente trabalhassem para oferecer a justa contrapartida em serviços de qualidade na Saúde, Educação, Emprego, Moradia e Transporte, pelo menos como manda a Constituição?
Ou será que apenas lembram da Constituição para requererem os Direitos (deles!), esquecendo das obrigações de seus cargos públicos, eletivos, concursado ou de confiança?
Esses dias de silêncio do Velhinho só serviram para constatação de que, cada vez mais no Brasil, o povo tenta ser iludido, inclusive por parte da imprensa a soldo de alguma politicalha ou política canalha.
Até quando iremos permitir que esse pretensos pastores nos tratem como ovelhas que só sabem balir (vide Revolução do Bichos, de Orwell)?