Não à Reeleição!

Não à Reeleição!
Nas próximas eleições, haverá renovação de 2/3 do Congresso. Façamos uma faxina. Nem esses, nem indicados por esses. Não vote sem conhecer a história dos candidatos. Não vote porque alguém pediu. Não anule o voto, mas use o voto para mudar!

Vamos moralizar o Congresso?

Vamos moralizar o Congresso?

Você pode denunciar crimes de PRECONCEITO RELIGIOSO no Rio de Janeiro

Você sofre agressão, perseguição, coação ou qualquer ameaça por motivo religioso?

Denuncie através do site http://www.policiacivil.rj.gov.br na aba "DENÚNCIA"

Você não precisa se identificar!

A Constituição da República Federativa do Brasil determina, em seu Art. 5º, inciso VI:

"É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias"

Seja Cidadão, defendendo seus direitos!

Denuncie crimes de preconceito religioso!

30 Novembro 2007

FARC, Reféns, Narco-tráfico, Revolução, Poder. Existe algum valor moral nesse imbróglio?
A matéria está no Globo online:
Prova de vida
Exército colombiano encontra prova de que reféns das Farc estão vivos
A irmã de Betancourt dissee que, além da emoção, o vídeo deixou a família preocupada porque não é um vídeo em que ela fala muito animada, é mais uma foto, em que ela aparece triste, olhando para o chão
BOGOTÁ - O governo colombiano informou na madrugada desta sexta-feira a detenção de três membros das redes urbanas das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em Bogotá, que tinham em seu poder provas de vida, como vídeos e fotos, de um grupo de reféns da guerrilha, entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, seqüestrada em fevereiro de 2002, e três americanos.
Leia a íntegra, veja as fotos e vídeo, clicando aqui.
Comentário do Velhinho: As Farc, Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia, surgiram em 1964. Para quem quiser conhecer sua história, contada por seus representantes, as Farc mantém um site (meio pesado, mas detalhado e cheio de ideologia) na web.
Um dos links do site é "solidaridad con los presos políticos".
Note-se que seus reféns, não são presos políticos. A estes não cabe solidariedade, nem menção no site como presos políticos.
O que são os reféns para as Farc? Mera moeda de troca, para a liberdade dos "verdadeiros" presos políticos, ou seja outros revolucionários.
São 40 anos de luta armada, sem que, nem o governo da Colombia, nem as Farc tenham posto um término na disputa, ou ganhando a guerra intestina ou acordando uma paz definitiva. Não haverá acordo satisfatório porque as Farc não irão depor armas, mesmo que um dia, eventualmente, cheguem ao poder.
Uma revolução que persiste por 40 anos, se tranformou em uma guerrilha alimentada pelo narco-tráfico, com milhares de vítimas inocentes na população da Colombia.
Narco-trafico este que tem intimidade com traficantes brasileiros, como Fernandinho Beira-Mar, e que causa milhares, se não milhões, de outras vítimas seja pelo consumo da droga (que muitos querem descriminalizar), seja por balas perdidas nos confrontos de traficantes entre si ou com a polícia.
Para um processo revolucionário, está bem claro, os fins justificam os meios. Esse aforismo não vale para o inimigo, só para os revolucionários.
O crime existe para quem detêm revolucionários, que em suas origens e pelas leis de seus países, se tornaram criminosos. Mas a Farc fazem reféns pessoas que não infrigiram as leis, não é crime.
Hoje se joga com o sentimento humanitário tanto de familiares dos reféns, como de colombianos, que devem estar fartos de tanta violência, e também para a população mundial. Serve até para dar ares "democráticos" a ditadores como Chávez e Fidel e para a guerrilha do narco-tráfico das Farc.
Mas onde está o sentimento humanitário das Farc, que não dão liberdade aos seus reféns?
Estão tentando colocar outro prócere da "democracia" na jogada, nada menos que o presidente Lula.
Ora, as Farc tem cadeira cativa no Foro de São Paulo. Se existe sentimento humanitário em tal Foro, bastaria um pedido para que libertasse os reféns. Mas como libertar a moeda de troca, sem mais valia, sem ganho político ou lucro financeiro? As Farc agem, e quem os aplaudem, de maneira criminosa, seja pela leis da Colombia, seja pela violação de tratados internacionais como a Declaração dos Direitos do Homem da ONU. E nem pensar de alguma organização que defenda os direitos humanos ir em socorro dos reféns das Farc. Refém das Farc é moeda de troca, não é ser humano.
A cobrança não vale para as Farc, só para aqueles que não são "revolucionários".
Quem defende o crime, aplaude o criminoso, favorece e enaltece a criminalidade, não faz apologia ao crime? E se isso ocorrer dentro do Brasil, não caberia ação da Justiça? E se quem o faz, exerce cargo público, eletivo ou de confiança, o Ministério Público não deveria se manifestar? E se tais ações afrontam nossa Constituição, nossos parlamentares não deveriam repudiar?
O tempora, O mores...
E viva o peleguismo!!!Paulinho da Força e Paim comemoram veto
O Velhinho entende que na foto, se comemora o peleguismo.
Com a devida contribuição do Senado, mais um tributo se perpetua: A contribuição sindical.
Durante anos, CUT e PT se dizia contrários a essa contribuição, conhecida por imposto sindical.
Agora, curiosamente, são à favor de sua manutenção.
Ora, esse tributo é recolhido pelo governo e repassado para as Confederações, Federações e Centrais Sindicais.
Sindicatos deveriam ter autonomia do Governo, inclusive financeira.
Será que o exercício do sindicalismo não tem história o suficiente para garantir o convencimento de associação e contribuição de uma classe trabalhadora? Parece que não, que falta essa competência.
Então, já que se trata de um financiamento público pela arrecadação compulsória dos trabalhadores e distribuído pelo Governo, que a aplicação dessa verba sofra fiscalização do Tribunal de Contas.
Não pode?
Bem, se não pode, realmente trata-se de peleguismo!
A matéria vem do Estadão online:
Senado derruba fim do imposto sindical e legaliza centrais
Emenda que foi vetada pretendia tornar o imposto facultativo; projeto segue novamente para a Câmara
BRASÍLIA - Pressionados pelos sindicalistas, os senadores mantiveram a cobrança do imposto sindical. Em votação simbólica, o Senado aprovou o projeto de lei que legaliza as centrais sindicais, determina a manutenção do imposto sindical e prevê que as entidades sejam fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Graças ao lobby das centrais sindicais, a matéria foi aprovada em plenário sem que antes passasse pelas comissões em que tramitava: a de Assuntos Econômicos (CAE), a de Assuntos Sociais (CAS) e a de Constituição e Justiça (CCJ). O texto aprovado derrubou a emenda do deputado Augusto Carvalho (PPS-DF) que pretendia tornar facultativo o imposto, correspondente a um dia de trabalho.
Leia a íntegra aqui.
Nunca antes neztepaíz!!! (Vai ver, é culpa dos governos anteriores...)Ou pelo menos é a desculpa mais provável que se dará ao problema.
Em parte, não se deixa de ter razão em responsabilizar governos anteriores. Mas, fizeram algo para melhorar? Não!
A matéria vem do G1:
Brasil cai no ranking de educação da Unesco
País está na 76ª posição no índice que mede progressos na conquista de metas.
À frente estão, por exemplo, a Bolívia, o Paraguai e o Equador.
O Brasil caiu quatro posições no ranking de educação da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
De acordo com relatório "Educação para Todos em 2015: Alcançaremos a meta?", divulgado nesta quinta-feira (29), em Santiago, no Chile, o país estava na 72ª posição, com índice de 0,905, na edição anterior e passou para a 76ª posição, com taxa de 0,902.

Leia a íntegra aqui.

29 Novembro 2007

E a Venezuela continua fervendo... O Velhinho andou acompanhando as manifestações pelo "NO", através do link de vídeo livre da Globovision. É. Quantidade e qualidade.
Resta saber como se portará o gorila. Se seguir exemplos de gorilas do passado, as notícias dos próximos dias podem ser trágicas para o povo venezuela. Acompanhemos...

Do site da Globovision:
Freddy Guevara, dirigente de la Ucab, comenzó su discurso desde la tarima de la avenida Bolívar diciendo "¡Y la llenamos!" cumpliendo su lema de "¡A que la llenamos, vamos!". Expresó que esto fue una victoria de todo el pueblo venezolano, no sólo de la oposición. Recordó el llamado "a votar NO el próximo domingo". Acotó Guevara que "no es responsabilidad exclusiva de los estudiantes, sino de todos el ir a votar".
“Este pueblo le está diciendo ‘No’ al totalitarismo. Esto que está aquí es una reconquista para el pueblo, no para la oposición. Es una reconquista para la democracia”, afirmó Guevara.
Le recordó a las personas que siguen al presidente Chávez que “si votan ‘No’, no es en contra del presidente, es votar por Venezuela, por el futuro y por la democracia”.
Leia a íntegra aqui.
E a Venezuela ferve com o "NO", para desgosto de Chávez!
Simon Bolívar puxaria a orelha do gorila e diria:
-
"Huid del país donde uno solo ejerce todos los poderes: es un país de esclavos."
- "Más cuesta mantener el equilibrio de la libertad que soportar el peso de la tiranía."
O bom(?) e velho sindicalista...
Um cidadão ao ocupar o cargo de presidente da República, não pode se desvincular da condição de estar presidente enquanto durar seu mandato.
Não é o que o presidente Lula acredita, pois muitas vezes justificou sua fala, ora no exercício da presidência, ou como sindicalista, ora..., ora...
Para se aceitar essa condição, haveria de existir a dupla mão de direção. Ou seja, eventuais críticas recebidas deveriam ser encaradas como sendo, ora ao ocupante da Presidência da República, ora ao sindicalista de palanque, ora..., ora...
E nem sempre é assim, pois não?
As várias persona de uma figura pública se confundem.
E as falas dessas persona, podem confundir o público.
Como estas abaixo, da matéria do Estadão online:
Lula acusa: 'Quem tem medo da CPMF é quem sonega imposto'
Presidente faz discurso duro de defesa da prorrogação do imposto no Espírito Santo
COLATINA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira, 29, que "quem quer acabar com a CPMF, na verdade, além do PFL e do DEM, que torce todo santo dia para as coisas não darem certo neste País, por eles governado durante 500 anos, e não conseguiram fazer o que o País queria que fosse feito". E acusou: "Ora, eles agora ficam com discurso de que é muito imposto, na verdade, quem tem medo da CPMF é quem sonega imposto, eles são os que tem medo da CPMF. A CPMF é um imposto que vai detectar quem está sonegando".
Comentário do Velhinho: Não é preciso pertencer ao extinto PFL, ao DEM, para se saber que o Brasil tem uma carga tributária dentre as maiores do mundo. Também não é preciso ser muito letrado para perceber que o Estado não retribui em benefícios para a Sociedade tanto quanto, proporcionalmente, arrecada através de tributos. São tantos tributos, que sim, senhor presidente, quem puder os sonegará. Tributos e burocracia em excesso, sem que haja o proporcional retorno para TODA a Sociedade, são um convite à sonegação.
Que se defenda a CPMF como um CONTRIBUIÇÃO (não é imposto ainda, senhor presidente) para auxiliar os mecanismos de combate à sonegação, é aceitável. Desde que a alíquota seja simbólica, digamos de 0,02%, ao invés de 0,38%. Afinal, esse seria o objetivo, pois não? Detectar quem sonega. Se essa fosse a proposta do Executivo, a CPMF ja estaria aprovada faz tempo e sem tanto "Baazar" no Congresso Nacional, através de cargos e liberação de verbas. Todos eles pagos, diga-se de passagem, com o resultado da tributação que se abate sobre o otário, digo, eleitor e contribuinte.
Ele inaugurou uma ponte e um contorno rodoviário na manhã desta quinta em Colatina, a 130 quilômetros de Vitória, no Espírito Santo. Lula conclamou o Senado a aprovar a CPMF: "O Senado vai tomar uma decisão. Eu tenho a convicção que eles vão votar, e que a aprovação da CPMF vai permitir a gente voltar a este Estado, inaugurar as escolas, ou inaugurar hospitais, melhorar a saúde, melhorar a educação e a gente vai poder devolver ao povo brasileiro, o orgulho que nós nunca deveríamos ter perdido e sermos brasileiros com 'B' maiúsculo".
Comentário do Velhinho: O que seria, exatamente, esse "a gente"? "A gente" quem? Se a resposta for igual a "presidente Lula", então podemos ler da seguinte forma: O Senado vai tomar a decisão. Eu tenho a convicção que eles (os senadores) vão votar e que a aprovação da CPMF vai permitir o presidente Lula voltar a este Estado, inaugurar as escolas, ou inaugurar hospitais, melhorar a saúde, melhorar a educação e o presidente Lula vai poder devolver ao povo brasileiro, o orgulho que nós nunca deveríamos ter perdido e sermos brasileiros com "B" maiúsculo".
Então, a aprovação da CPMF é palanque para o presidente Lula e suas obras? Em seu segundo mandato? Por isso que se pretende a extinão da CPMF a partir de 2011, quando o presidente Lula, que assim seja, não será mais o presidente, talvez alguém do PSBD? Sei, sei...
Já incomodam faz tempo!!!
Democracia x totalitarismo - Quem quer um Duce, um Führer, um Chávez? Quem quer alguma ditadura?
Muito interessante o artigo de Demétrio Magnoli, no Estadão on line, seção Opinião. Nossos governantes, parlamentares, políticos, todos, deveriam lê-lo.
Segue abaixo um pequeno excerto:
O título Duce, que significa "líder", em italiano, foi usado pela primeira vez pelo rei Vittorio Emanuelle III em 1915, em seguida pelo intelectual e mentor de Mussolini, Gabriele D?Annunzio, durante sua efêmera regência autoproclamada de Carnaro, no Fiume, em 1920, e depois pelo próprio Mussolini, a partir da instalação da ditadura, em 1925. A reforma constitucional venezuelana representa a entrega do título de Duce a Hugo Chávez, que como Mussolini fala num "novo socialismo".
Clique para ler a íntegra.
Haja saco!!! E adivinhem quem vai pagar a conta???Do site de Lúcia Hipólito:
Agora é voto a voto
Encerrada a reunião entre senadores do DEM, do PSDB e alguns dissidentes da base aliada, chegou-se ao seguinte resultado.
A oposição aposta que tem voto suficiente para derrubar a CMPF, pois conta com os 14 senadores do DEM, os 13 do PSDB e sete da base aliada. Total: 34 votos, dois a mais que o suficiente para derrotar a emenda.
São os seguintes os senadores do DEM:
Adelmir Santana DF
Antonio Carlos Júnior BA
Demóstenes Torres GO
Efraim Morais PB
Eliseu Resende MG
Heráclito Fortes PI
Jayme Campos MT
José Agripino RN
Jonas Pinheiro MT
Kátia Abreu TO
Marco Maciel PE
Maria do Carmo Alves SE
Raimundo Colombo SC
Rosalba Ciarlini RN
Senadores do PSDB:
Álvaro Dias PR
Arthur Virgílio AM
Cícero Lucena PB
Eduardo Azeredo MG
Flexa Ribeiro PA
João Tenório AL
Lúcia Vania GO
Mario Couto PA
Marconi Perillo GO
Marisa Serrano MS
Papaléo Paes AP
Sérgio Guerra PE
Tasso Jereissati CE
Quanto aos senadores da base aliada que vão votar contra a CPMF, segundo as contas da oposição, são eles:
PMDB Jarbas Vasconcelos PE
Mão Santa PI
Pedro Simon RS
PR Expedito Júnior RO
Romeu Tuma SP
PTB Mozarildo Cavalcanti RR
PSOL José Nery PA
Mas... Sempre tem um mas. O governo guarda algumas cartas na manga.
Esta tarde, já conquistou o voto do senador Cristóvam Buarque, que declarou na tribuna do Senado que vota a favor da prorrogação da CPMF.
Além de Cristóvam, o governo tem como certo que quatro senadores do PSDB vão trair seus companheiros e votar a favor da CPMF. São eles:
Eduardo Azeredo MG
João Tenório AL
Cícero Lucena CE
Lúcia Vania GO
Também no DEM o governo conta com traições (três senadores):
Jaime Campos MT
Jonas Pinheiro MT
Adelmir Santana DF
Esses nomes deverão ser checados e rechecados diariamente, até a votação da CPMF em primeiro turno, o que, segundo cálculos otimistas, deverá acontecer lá para 10 de dezembro.
Vamos acompanhar, até porque o voto em plenário é aberto, pois se trata de proposta de emenda constitucional.
E o que acontece se a PEC for derrotada? A CMPF é extinta.
Nova PEC deve ser encaminhada ao Congresso, propondo a recriação da CPMF -- não se pode prorrogar um imposto que não existe mais.
Segundo a Constituição, a nova PEC só poderá ser apresentada em 2008, no início da nova sessão legislativa.
E mesmo que seja aprovada a toque de caixa, só poderá começar a ser cobrada 90 dias depois de aprovada (a famosa noventena).
Não surpreende, portanto, a agonia do governo federal.

Do blog de Nariz Gelado:
Hora do disque-monstro
Vocês já sabem: disque-monstro é como eu chamo a Central de Relacionamento com o Cidadão do Senado Federal - uma das vias pelas quais a opinião pública, que JK chamava de "monstro", pode avisar os senadores sobre os seus ânimos e preferências.
Pois li, há pouco, uma nota do Noblat dizendo que Romero Jucá, líder do governo no Senado, tem como certo que sete senadores da oposição trairão suas bancadas e votarão pela prorrogação da CPMF.
Hora, então, de ligar 0800 61 22 11 e deixar um recado pelo fim da CPMF. A ligação é gratuíta e você precisa escolher para qual senador quer deixar o seu recado.
Segue, no final deste post, a lista de senadores que, segundo a nota do Noblat, estariam dispostos a trair suas bancadas. Clicando sobre cada nome, você será direcionado também para o endereço de e-mail da criatura em questão - não custa nada reforçar pelo correio.
Pressão neles. O bolso do contribuinte agradece.
PSDB:
Eduardo Azeredo (MG)
João Tenório (AL)
Cícero Lucena (CE)
Lúcia Vânia (GO).
DEMOCRATAS:
Jayme Campos (MT)
Jonas Pinheiro (MT)
Adelmir Santana (DF)
(Atualização, às 22:13: a Carla, do Enfim, fez um copy-paste para quem quer colar todos os endereços em um único e-mail. Clique aqui para copiar)
O Velhinho já mandou seus e-mails, para que se vote pelo FIM DA CPMF. E você?
E viva o novo IDH do Brasil!!! - 2
Como "governar melhor" - 2

28 Novembro 2007

E existe tropa de choque da "democracia" bolivariana...
"Democrática", não permitiu a entrada de parlamentares da oposição no Congresso boliviano.
Isso lembra aquela ação do MLST que invadiu a Câmara do Deputados em Brasília. Aliás, como anda o processo daqueles valentes? Alguém cumprirá cana dura ou ressarcirá os estragos causados?
Está no O Globo online:
Bolívia: camponeses e indígenas barram parlamentares da oposição e governo aprova leis
Indígenas e camponeses cercam o prédio do Congresso boliviano, em La Paz, para impedir a entrada da oposição - EFE
LA PAZ - Congressistas partidários do presidente da Bolívia, Evo Morales, aprovaram na madrugada desta quarta-feira duas leis enquanto camponeses seguidores do governo impediam que parlamentares opositores entrassem no Congresso, segundo mostraram canais de TV locais. Em outra frente, o governo enfrenta a greve em seis estados onde a oposição ter grande poder.
Leia mais aqui.
Chamem o pronto-socorro da tropa de choque "democrática" bolivariana...
Outra "democracia" totalitária em fase de implantação...E adivinhem quem irá defender o Sr. Evo (I)Morales, aplaudir suas atitudes "democráticas" e dar todo o apoio?
Matéria do Estadão online:
Oposição convoca greve geral na Bolívia
Grupo critica aprovação da nova Constituição por deputados aliados ao governo de Evo Morales
LA PAZ - A oposição boliviana convocou uma greve geral para a quarta-feira em seis dos nove Estados bolivianos, em protesto contra o projeto de Constituição proposto pelo governo do presidente Evo Morales.
A Carta Magna foi aprovada pela Assembléia Constituinte - que tem sede em Sucre e é dominada pelos partidos aliados ao governo - no sábado passado, sem a presença da oposição. A violência explodiu na cidade, logo após a aprovação, deixando quatro mortos e centenas de feridos.
Leia mais aqui.
Como "governar melhor"...
Palmas para o exemplo de "democracia"!!!
O Velhinho não pode dizer o que mais convém para a Venezuela, mas pode lamentar pelo povo venezuelano o momento histórico que está vivendo.
Nem sempre sabemos o que é melhor para nossas vidas, mas certemente sabemos o que não é. O Velhinho não quer nem para si, nem para o povo venezuelano, muito menos para o povo brasileiro, qualquer tipo de ditadura travestida de democracia.
Pois é, para este Rabugento, o que ocorre na Venezuela, na Bolívia e tende - se os brasileiros deixarem - a ocorrer no Brasil.
Por que tende a ocorrer por estas bandas? Porque temos aqueles que aplaudem a "democracia" totalitária de Chávez!
Lá, se não é a favor do ditador, não é tratado como opositor, mas como traidor, inimigo.
Um método, muito adotado no Brasil, pela militância petista, sempre tentando demonizar seus antagonistas.
A matéria é do Estadão online.
Chávez mira empresários contrários a reforma constitucional
Presidente reagiu com ameaça de confisco a pedidos de resistência à população venezuelana pela Fedecaramas
CARACAS - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, ameaçou confiscar os bens dos empresários que incitarem manifestações contra sua proposta de reforma constitucional.
As declarações foram feitas na noite de segunda-feira, 26, e têm como alvo os membros do principal sindicato patronal do país, a Fedecamaras.
Em meados de novembro, a entidade - que conta com milhares de pequenas e grandes empresas entre seus membros - classificou a proposta de reforma constitucional impulsionada por Chávez como um "ato ilegal" e incitou os venezuelanos a se oporem ao referendo para a aprovação das mudanças por "todos os meios possíveis".
"Quando eu vi e ouvi o presidente da Fedecamaras praticamente nos ameaçando, (dizendo) que irão fazer tudo o que puderem para evitar a aprovação da reforma - bem, caros, se vocês querem isso, vão em frente, porque eu irei levar todos os negócios que vocês têm", disse Chávez em um discurso transmitido na noite de segundo.
Leia mais aqui.
Aqui ainda ecoa grande e ululante vaia do Maracanã...
Um texto para se entender melhor a fala de presidente, ex-presidentes e políticos
Ajuda a deixar claro que a conta das mazelas praticadas por eles e paga pelos otários, digo, eleitores e contribuintes, é muita cara, diante do que se devolve em serviços e benefícios para a população.
Também ajuda a entender melhor falas como "para governar é preciso gastar mais", "sem a CPMF não há governabilidade", "as coisas mudam na política: o imposto sindical que significava peleguismo, hoje significa autonomia", e outras tantas de pseudos semideuses que existem no Planalto desde a formação da última Assembléia Constituinte.
Por último, permite refletir se alguns equívocos em nossa atual Constituição não foram, na realidade, propositais; como aquele fato, solenemente ignorado, de um célebre constituinte incluir letras que não haviam sido discutidas e aprovadas na redação final da Carta Magna.
O texto está no Estadão online, seção Opinião, de hoje.
A lógica dos abutres é continuísta
José Nêumanne
"É proibido gastar", decretou Tancredo Neves no discurso preparado para a posse na Presidência, que não houve por causa de sua internação no Hospital de Base, em Brasília, e posterior morte no Incor, em São Paulo. Ele foi pranteado pelas multidões que acompanharam seu corpo pelas ruas de São Paulo e Brasília, onde foi velado, e São João del Rey, onde foi sepultado. O povo chorou a perda de um líder que parecia insubstituível naquela hora dura da transição da ditadura militar para a democracia civil e também a despedida da esperança despertada por um homem público comprometido com os princípios básicos da democracia liberal da Constituição de 1946 em quem sonhava com um Estado de Direito depois dos anos de treva política e prosperidade econômica do regime autoritário. E com seu corpo foi enterrada em Minas também qualquer perspectiva de os maiorais da República terem alguma consideração quanto às míseras condições de seu bolso roto, achacado pelo Estado, voraz e estróina.
Talvez de forma involuntária, o próprio Tancredo semeou as condições para a gastança desenfreada que se seguiria à posse de seu vice, José Sarney, egresso da dissidência do partido civil de apoio à ditadura. Composto para atender à miríade de grupos políticos sem cujo apoio o prócer oposicionista não teria como derrotar o candidato governista, Paulo Maluf, o primeiro escalão que o presidente eleito pelo Colégio Eleitoral nomeou antes de morrer e que, a princípio, o substituto manteve foi o primeiro de uma série de Gabinetes multipartidários que viriam depois. Dos presidentes eleitos diretamente, nenhum teve maioria parlamentar por culpa da fragmentação partidária do quadro institucional da democracia iniciada sob a égide da Nova República, legitimada pela Constituição "cidadã" do multipresidente todo-poderoso Ulysses Guimarães e agora exercida pelo compadrio sindical, que cerca e afaga o companheiro presidente. O primeiro presidente eleito, Fernando Collor de Melo, não teve apoio nem para ficar no poder. O mandato-tampão de Itamar Franco foi controlado pelos colegas de Senado que o guindaram ao posto. E Fernando Henrique teve de dividir o mando com os cupins de sempre, acostumados a roer a roupa do rei e o bolso do povo.
O poder monárquico atribuído à Presidência e a imensa popularidade de seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, não o isentaram de ter de recorrer a idêntico expediente para obter o que se chama de "governabilidade", palavrão que, nas miudezas da política nacional, significa comprar apoio dos partidos com cargos no governo. Esse tipo de barganha custa caro, mas quem paga não é o presidente nem o grupo que o cerca - é o cidadão contribuinte. A máquina do Estado brasileiro é pesada e onerosa desde Tomé de Souza, mas tem sido particularmente dolosa à economia popular desde a Constituição de 1988, com um período sério de agravamento desde a consagração do dirigente sindical que veio do nada para subir ao topo. Sem nunca ter administrado um carrinho de pipoca que fosse, como disse seu ex-desafeto e hoje companheiro Orestes Quércia, Sua Excelência dispõe dos recursos arrecadados com a mesma liberalidade com que o fazia quando lidava com os recursos sem controle do sindicato de metalúrgicos que presidiu, há 30 anos.
Com sensatez, adotou a política de austeridade fiscal de seus antecessores e adversários tucanos, credenciando-se, assim, para navegar no mar de almirante da economia internacional. Os índices econômicos, de que se orgulham ele e seus ministros, são magníficos, se comparados com o passado do Brasil, mas pífios, se cotejados com o desempenho do resto do mundo. Mas quem é capacitado para comparar não tem interesse em fazê-lo, pois se beneficia com a situação. Com muita sorte, o presidente enfrenta (à falta de termo melhor) uma oposição que, de tão incompetente, chega a ser digna de pena. Basta ver o lamentável espetáculo da vergonhosa adesão dos governadores tucanos à prorrogação da CPMF, que levou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a cantar vitória antes da hora.
Embalado pelo engenho com que fala à alma e ao coração do povo, sem descuidar dos interesses da elite financeira, Lula criou um estilo de gestão sui generis, que, ao contrário do tornado célebre por seu amigo Delfim Netto na ditadura que ele ajudou a derrubar, segundo o qual é preciso assar o bolo antes de dividi-lo, parte do pressuposto de que importante é distribuir, e não produzir. É isso que justifica sua declaração recente de que choque de gestão é nomear mais companheiros do PT na máquina pública, e não enxugá-la para diminuir o peso que ela tem sobre as costas de quem trabalha e paga impostos.
Gastar é preciso, título dado pelo jornal O Globo à entrevista exclusiva do presidente publicada domingo, é a conseqüência natural de quem acredita que fazer a máquina funcionar não é prestar melhores serviços à cidadania, fornecendo hospitais, escolas e segurança pública, regiamente pagos pela sociedade e negados pelo Estado, mas gastar sempre mais para garantir a "governabilidade". "Se fosse possível fazer a máquina funcionar diminuindo dinheiro, seria ótimo", disse o profeta da gastança. E o disse com a boca cheia de quem sabe que conta com a cumplicidade dos governadores dos partidos ditos de oposição para continuar escorchando o cidadão com um imposto injusto como a CPMF em nome da "convicção" e da "responsabilidade". Incapaz de entender outra lógica que não seja a dos abutres (de esperar o próprio dia de se fartar da carniça), a zelite oposicionista termina por fazer o jogo do poder dos adversários que mandam, na esperança de que logo chegará sua vez de gastar. O problema desse raciocínio é que esse dia vai custar a chegar, pois a lógica dos abutres é continuísta.
José Nêumanne, jornalista e escritor, é editorialista do Jornal da Tarde

27 Novembro 2007

E viva o novo IDH do Brasil!!!
Recomendo a leitura dos comentários de Reinaldo Azevedo.
Um "protesto" edulcorado...
Não deixa de ter simbolismo o bolo em "homenagem" à 300ª Medida Provisória assinada pelo atual presidente da República. Trata-se de um recorde, daqueles "nunca antes neztepaíz".
A M.P. é um dos casos permitidos pela Constituição que merece revisão; e, de preferência, extinção!
Diz a Constituição:
"Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional".
Para que uma M.P. se torne válida, é requerida a aprovação nas duas Casas do Congresso Nacional.
Ora, a Constituição não estabelece limites para o número de promulgação de Medidas Provisórias.
Porém, dado o estrondoso número delas promulgados, caberia aos nossos parlamentares, em especial os que dizem ou consideram Oposição, se perguntarem da real justificativa de cada uma delas, nos quesitos relevância e urgência.
Uma boa manobra política seria de cara a proposição de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que extingua, ou ao menos limite o número permitido de M.Ps.; outro, seria de somente aprovarem o que for incontestavelmente relevante e urgente.
Caso ações mais firmes não sejam adotadas, ficaremos nesses jogos de cena, contudo, submissos e complacentes à enxurrada de M.Ps. produzidas pela presidência da República.
Pode-se até aplaudir a iniciativa do protesto, mas a fatia do bolo mais doce, caberá adivinhem para quem?
A depender da decisão do Senado, que viver, poderá ver esta cena...
A bazófia que confunde sublime com soberba...
Outro dia, no site do Consultor Jurídico, foi apresentada uma pérola, através de sentença judicial proferida pela juíza de Direito Adriana Sette da Rocha Raposo.
Na sentença, a juíza assim expôs seu pensamento: “A liberdade de decisão e a consciência interior situam o juiz dentro do mundo, em um lugar especial que o converte em um ser absoluto e incomparavelmente superior a qualquer outro ser material” .
Lindo, não?
Agora, a juíza vem a público com um pedido de desculpas. Porém, mantém suas convicções naquilo que entende por sublime, em especial por estar "em mãos humanas, como as minhas, as dos meus pares".
Ainda não se questionou acerca da lisura de sua sentença. E nem o Velhinho o fará por mera ignorância do Direito e, em especial, do processo no qual a sentença foi prolatada. Mas, acaba por restar um dúvida acerca da Justiça, ao se colocar em mãos tão sublimes o destino dos mortais.
Mesmo aos deuses e deusas, nem tudo é permitido, pois não?
O pedido de desculpas da juíza, publicado no Consultor Jurídico, segue abaixo:
"AOS MEUS COLEGAS, AMIGOS E AO PÚBLICO EM GERAL
A propósito de matérias sobre mim publicadas na semana em curso, em vários órgãos da imprensa nacional: confesso que fui infeliz nos exórdios de algumas sentenças proferidas na Vara da Justiça do Trabalho de Santa Rita-PB, da qual sou titular.
Neles, repeti conceitos errôneos, despropositados sobre a natureza da magistratura, de que desejo aqui me retratar.

A missão entregue ao juiz é, de fato, sublime.
Tanto que o próprio Mestre aconselhou: "não julgueis", como se quisesse advertir que do julgar ninguém seria digno o bastante. No entanto, os homens precisam de Justiça e pedem por Justiça. E assim, a tarefa sublime acaba em mãos humanas, como as minhas, as dos meus pares. E homens, quando julgam homens, não estão livres das limitações de saber e de entendimento, dos defeitos de linguagem e dos vícios de sentimento inerentes à condição humana.
Daí o risco sempre iminente do erro. Este é o drama do julgador (e o presente episódio constitui dentro dele um capítulo pessoal particularmente doloroso). E isso, o que eu decerto teria escrito, num momento de maior felicidade.

De coração, peço desculpas àqueles a quem eu ofendi com minhas palavras.
Conforta-me apenas o fato de que, em nenhuma das matérias do meu conhecimento, tenha sido questionada a lisura das sentenças que dei.

Santa Rita-PB, 22 de novembro de 2007.
Adriana Sette da Rocha Raposo"
João Pessoa, 24 de novembro de 2007.

Associação dos Magistrados do Trabalho da 13ª Região
Por via das dúvidas, o Velhinho foi consultar o Houaiss e encontrou para o verbete 'sublime' a seguinte definição:
adjetivo de dois gêneros - que apresenta inexcedível perfeição material, moral ou intelectual; elevado, augusto
1. superlativamente belo, esteticamente perfeito; grandioso, soberbo, extraordinário Ex.: a s. arquitetura do Partenon de Atenas
2. moralmente irrepreensível; digno de admiração Ex.: vida s.
3. intelectualmente irretocável, perfeito Ex.: obra s.
4. cujos méritos ultrapassam o normal Ex.:
5. que em relação a outros está em posição superior ou distinta; insigne, perfeito, preexcelente
Ex.: a s. poesia de Petrarca
6. de uma beleza radiosa; esplendente, esplêndido, magnífico Ex.: o dia abriu puro e s.
7. digno do reino celestial; que se eleva acima do humano, do material; celeste, divino Ex.:
8. que desperta pensamentos e sentimentos nobres; elevado, magnífico, excelso
Ex.: estilo s.
substantivo masculino
9. o que há de mais elevado nas ações ou nos sentimentos
10. o máximo de perfeição ou beleza
11. grandiosidade, poder, força incomparável
E na Etimiologia, temos: lat. sublímis,e 'que vai elevando-se, que se mantém no ar; elevado, alto, sublime; ilustre, nobre, afamado, distinto, glorioso, célebre; altivo, soberbo, presunçoso'. Dada à condição humana dos juízes, o Velhinho é levado a acreditar não tratar-se de um caso como de algo esteticamente perfeito, moralmente irrepreensível, intelectualmente irretocável, com méritos que ultrapassam o normal, perfeito, esplêndido, divino,que desperta pensamentos e sentimentos nobres. Está mais para presunçoso, imodesto...
Tempos de bandalheiras que ninguém sabia?
Tempos funestos de "endurecer sin perder la ternura"?
Tempos de guerra civil?
Mas alguém acreditava na promessa???
O Velhinho já afirmou aqui, que muitos políticos são pródigos em fazer promessa de palanque, mas incapazes, na maioria dos casos, de cumpri-las; e quando as cumprem, nem sem o fazem da maneira plena como o prometido indicava. Pelo jeito, ainda há os que acreditam em promessas de palanque.
Aí, alguém dirá: mas o presidente Lula não está em palanque.
Ledo engano. O presidente Lula nunca deixou o palanque...
Lula esquece palavra empenhada e adia reforma tributária para 2008 Ele prometera enviar proposta até dia 30, mas mudou de idéia, com receio de tema contaminar votação da CPMF O cenário para a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) piorou tanto que o governo decidiu ontem adiar o envio ao Congresso Nacional do projeto de reforma tributária e descumprir a palavra empenhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com o temor de piorar as negociações, a proposta só será enviada depois de resolvida a votação da CPMF. Como a emenda que prorroga o imposto do cheque só deverá ser votada no fim de dezembro, é certo que o tema ficará para o próximo ano. A reforma tributária já foi adiada várias vezes desde o primeiro mandato de Lula.
Fonte: Estadão Online

26 Novembro 2007

Mais uma ditadura se instalando na América Latina...E não é de hoje que isso se insinua. Mas pode-se perceber que o princípio maquiavélico de dividir para governar vem sendo bem aplicado pelos candidatos a ditadores.
Divide-se o povo em minorias para conseguir apoio para a "causa". Se coopta as chamadas "lideranças de minorias" com verbas da própria sociedade e, na medida do possível, se aparelha o Estado com apaniguados. Concomitantemente, se processa a destabilização de Instituições democráticas "de dentro para fora", mesmo à custa de aliados, uma vez que estes poderão sair de cena, mas não serão desamparados (ao menos até que se conquiste o poder totalitário; aí, salve-se quem puder, pois as primeiras defenestrações em geral ocorrem com... os prórpios aliados). Com isso se acirram as desconfianças nas bases da democracia existente, na pretensão de se instalar outra "democracia", mais totalitária.
Alguém já viu esse filme antes? É época de tristes reprises...
Líderes pedem fim de protestos contra Constituição na Bolívia
Constituição foi aprovada durante reunião no sábado
LA PAZ - As televisões locais mostraram imagens da cidade sem policiais, mas com sinais da onda de violência, com dezenas de instalações e veículos oficiais queimados e saqueados no início desta segunda-feira, 26. Líderes cívicos de Sucre, capital oficial porém não efetiva da Bolívia, e o bispo da cidade, o espanhol Jesús Pérez, pediram que os manifestantes que interrompessem os incidentes.
A polícia deixou a cidade após três dias de distúrbios e que provocaram a morte de quatro pessoas e deixaram mais de 130 feridos. A população protestava contra a aprovação de uma nova Constituição para o país.
Fonte: Estadão on line
Não acabou. Tem mais gás fétido surgindo...
Esse caminho já está dando merda! E mortes! Até quando?
Chávez já pode ser incluído no rol de ditadores
Vale a leitura da matéria de Denis Lerrer Rosenfield, na seção Opinião do Estadão online. É justamente o que pretende Chávez e seus defensores: a instituição de um totalitarismo (como se já não estivéssemos fartos disso!) na América Latina que, ao fim e ao cabo se resultar sucesso do troglodita, acabará por se tornar Latrina...
SS
Deveriam causar estupefação, se não indignação, o apoio e os elogios do presidente Lula, do PT e dos movimentos sociais ao ditador Hugo Chávez. A forma demagógica dessa defesa se configura como sendo a da democracia, como se esse regime pudesse ser simplesmente identificado ao da servidão socialista, cujos malfeitos desfiguraram completamente um pretenso discurso de salvação da humanidade. Parece, no entanto, que alguns não querem aprender nada com a História, apresentando o irremediavelmente velho como se novo fosse. E no nível da repetição o ditador venezuelano é inigualável.
No processo em curso, um fato tem sido pouco apreciado na torrente de novidades que jorram do projeto liberticida daquele país: o desencadear de uma corrida armamentista tem um alto significado político, inserindo-se no projeto dito de "socialismo do século 21". O uso de uma retórica "antiimperialista", de corte leninista, amplamente utilizada depois por Stalin, não pode encobrir uma outra afinidade, a deste projeto com o nazismo, que, relembremos, significa "nacional-socialismo".
Leia a íntegra aqui.
Cuidado para não contrariar...
Aplausos para a diplomacia democrática do gorila...
As frases abaixo foram selecionadas de uma matéria do O globo online e expressão a sutileza de um rinoceronte em uma loja de cristais. Essa é a postura do ditador Chávez, cuja cabeça megalômana funciona mais ou menos assim: "Ou é como eu quero, ou é como eu quero. Quem estiver contrário, comete traição, mesmo que não seja meu subalterno. Sou rei! Tudo posso!"
Vamos aos excertos, com grifos nossos:
"As relações entre Bogotá e Caracas começaram a se deteriorar na quarta-feira, com a decisão do governo colombiano encerrar a missão encomendada ao presidente Chávez para buscar um acordo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que permitisse a libertação dos seqüestrados. Chávez então afirmou que Uribe mentiu reiteradamente para justificar a decisão de pôr fim à mediação e disse que o país vizinho não quer a paz".
"No sábado, Chávez disse sentir-se 'traído' por Uribe e advertiu que as relações comerciais e bilaterais seriam comprometidas. Nesse mesmo dia, Uribe reiterou, em tom conciliador, sua 'disposição de manter um diálogo construtivo' com Chávez, e acrescentou que as Farc tinham o interesse de 'criar fissuras e antagonismos entre Colômbia e Venezuela'".
"No domingo, Chávez anunciou que a reconciliação entre os dois governos seria impossível e que colocaria em um 'congelador' a relação com a Colômbia, chegando a dizer que o presidente Uribe "cuspiu" em seu rosto. 'Nós teremos que esperar por um novo governo na Colômbia para que possamos negociar', disse".
"Ao afastar Chávez, Uribe alegou que o presidente venezuelano desrespeitou um acordo entre os dois segundo o qual ele não poderia se comunicar diretamente com o alto comando militar. Chávez nega que o acordo existisse e, por sua vez, atribuiu o seu afastamento à pressão americana e da elite colombiana sobre o presidente Uribe".
É... e tem até presidente da República, partidos políticos e parte do Legislativo aplaudindo e afagando o novo caudilho das Américas. Desejos incontidos?

25 Novembro 2007

E vai espirrar prá todo lado... mierda!
E quando ele mandar que se limpe as botas, como vai ser?
Por falar em "democracias" que escondem ditaduras...
... o outro exemplo "democrático" está vindo do subalterno de Chávez, o Sr. Evo (I)Morales. Um exemplo de COMO NÃO FAZER!
A matéria está no Estadão online.
Assembléia da Bolívia aprova Constituição em meio a protestos
Oposição boicotou sessão; texto ainda será votado em detalhe e em referendo.
De La Paz - A Assembléia Constituinte da Bolívia aprovou neste sábado, em primeira instância, uma nova Constituição para o país, em meio a protestos violentos na cidade de Sucre que deixaram como saldo ao menos uma pessoa morta e mais de cem feridos.
Quando os manifestantes estavam a ponto de cercar o local onde os constituintes estavam reunidos, os representantes da base do governo de Evo Morales se apressaram para votar, sem nem mesmo haverem terminado de ler todo o texto.
As mobilizações começaram na sexta-feira, em rechaço à decisão da base do governo de instalar a Assembléia Constituinte em um colégio militar e aprovar a nova Carta Magna sem a presença da oposição.
Clique aqui para ler a íntegra.
Por falar em palcos e holofotes...
Ninguém se dá conta? É um método! A Assembléia Legislativa de São Paulo se transforma em proscênio, ribalta por excelência, onde os atores, muito bem pagos pelos contribuintes, ao invés de se debruçarem a legislar em benefício de toda a população do Estado promovem espetáculos polêmicos.
E o objetivo maior, creiam, não é defender "minorias". Esse é o mote, apenas.
Trata-se de um método para desacreditar a Instituição. Em geral, nesses espetáculos o contribuinte é levado a fazer papel de palhaço.

O último "show" está rendendo atenção da mídia. Notem que, ao fim e ao cabo, se pretende valorizar o maniqueísmo da "esquerda" e "direita", do "opressor" e "oprimido", onde as regras estão aí para serem quebradas. Desde que por um partido de esquerda que, óbvio, não as respeita.
Existe um método e objetivo por trás dessas ações e, aparentemente, ninguém se dá conta, muito menos denuncia.

A matéria vem do site do G1.
Show de transformista coloca governo e oposição em choque
Para líder do PT, pedido de cassação contra deputado do PSOL é um exagero.
Deputado tucano afirma que quem defende o movimento deve fazer parte dele.
PT e PSDB - principais partidos de oposição e situação da Assembléia Legislativa paulista - vão ficar em lados opostos também na discussão sobre cassar ou não o mandato do deputado Carlos Gianazzi (PSOL), promotor do evento em que um transformista se exibiu para os deputados da frente parlamentar contra a discriminação.
O pedido foi apresentado por Waldir Agnello (PTB), que integra a bancada evangélica.
O presidente da Assembléia, Vaz de Lima (PSDB), que também é ministro da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, analisará as imagens neste fim de semana para decidir se aceita ou não o pedido de cassação.
Clique aqui para ler a íntegra.

24 Novembro 2007

As cagadas de Chaves aprovadas, por tabela, pela Câmara do Deputados. E o Senado? Vai reconhecer essa ditadura que, infelizmente, é aplaudida por alguns brasileiros?
Hugo Chávez, o ditador, mostra os dentes.
Da Folha online:
Hugo Chávez insulta e ameaça com prisão religiosos na Venezuela
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, insultou e ameaçou na noite desta sexta-feira enviar para a prisão os principais religiosos do país, caso se envolvam em ações que desestabilizem seu governo, em mais uma polêmica.
"Reitor [Luis] Ugalde, uma vez o perdoei, mas se o fizer outra vez vai parar em [na prisão] Yare, com batina e tudo. E você também cardeal", disse Chávez, a respeito de declarações do reitor da Universidade Católica Andrés Bello e do cardeal Jorge Urosa Sabino contra a reforma constitucional.
Do Estadão online:
Chávez ataca religiosos e ameaça enviá-los à prisão Líder venezuelano manda para o 'inferno' líderes evangélicos e católicos que criticam reforma constitucional
CARACAS - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, mandou para o "inferno" um grupo evangélico que chamou sua reforma constitucional de "herética", além de criticar a Igreja Católica por ter dito que este projeto é "moralmente inaceitável". Além disso, ameaçou mandar para a prisão os principais religiosos do país, caso se envolvam em ações desestabilizadoras contra o seu governo, segundo informações da agência AFP.
(...) Em um ato da campanha pelo "sim" à reforma, que será submetida a plebiscito no dia 2 de dezembro, Chávez chamou de "farsante" o representante do Fórum Evangélico da Venezuela, que afirmou que sua proposta para uma nova Constituição é uma heresia. Ele também reprovou a Conferência Episcopal Venezuelana, que em um recente documento se opôs à moralidade do projeto de reforma.
Para o presidente venezuelano, que deu vivas a Jesus Cristo "pai, líder e revolucionário", sua reforma responde à "proposta divina de Cristo, o redentor dos pobres", o que, segundo ele, fará os cristãos votarem pelo "sim" em 2 de dezembro.

"Há alguns farsantes manipulando. Alguns são bispos católicos. Agora surgiram alguns supostos líderes evangélicos, mas tenho certeza de que a grande maioria dos verdadeiros cristãos evangélicos e dos verdadeiros católicos está com a reforma e vão votar pelo "sim", disse o governante em um ato em Caracas.
O Fórum Evangélico da Venezuela argumentou que a reforma é uma "heresia", pois ameaça a propriedade privada, o que considera se de origem divina, e por não limitar o número de reeleições do presidente, o que seria contra a vontade de Deus.
Do Globovision on line:
Insultos y amenazas a prelados venezolanos a la cárcel
Chávez insultó y amenazó el viernes por la noche con enviar a la cárcel a los principales prelados venezolanos si se involucran en acciones desestabilizadoras contra su gobierno.
"Rector (Luis) Ugalde, una vez lo perdoné, pero si lo hace otra vez directico va a parar a (la cárcel de) Yare, con sotana y todo (...) Y usted también cardenal", dijo Chávez, por unas declaraciones del rector de la Universidad Católica Andrés Bello y del cardenal Jorge Urosa Sabino en contra de la reforma constitucional.
El mandatario venezolano llamó "vagabundos", "maleantes", "jala mecates" (aduladores), "estúpidos", y "retardados mentales", entre otras cosas, a la jerarquía de la Iglesia, que criticó en un documento público la propuesta para modificar la Constitución, que será sometida a un referendo el 2 de diciembre.
"Son el demonio, defensores de los más podridos intereses, son unos verdaderos vagabundos del cardenal para abajo", dijo Chávez.
La Iglesia venezolana presentó el 19 de octubre un documento en el que critica la propuesta constitucional porque "limita la libertad de los venezolanos, incrementa excesivamente el poder del Estado, elimina la descentralización, y el gobierno controla muchísimos espacios de la vida ciudadana".
"Que se vayan a rezar 100 padrenuestros y 100 avemarías de rodillas", subrayó Chávez, en referencia al documento.
Qual o valor do "michê"?
Recado para o Senado brasileiro: "Viva de democrácia bolivariana del Venezuela!"
Estudiantes de la Monteávila fueron reprimidos por la PM al intentar entregar panfletos Estudiantes de la Universidad Monte Ávila fueron fuertemente reprimidos por contingentes de la Policía Metropolitana, al intentar repartir panfletos contra el proyecto de reforma constitucional en la entrada de la Cota Mil adyacente a este centro de estudios. Uno de los estudiantes señaló que al momento de repartir los panfletos “los efectivos de la Policía Metropolitana rompieron una reja que da hacia la Cota Mil e intentaron entrar al recinto universitario”.
Fonte: Globovision
Comentário do Velhinho: É este exemplar regime democrático que foi aprovado pela Câmara do Deputados, para validar a inclusão da Venezuela no Mercosul. Não se sabe ao certo o valor do "michê" pago por essa aprovação. Não que a Venezuela, enquanto país da América Latina, desmereça um lugar no Mercosul; quem não merece é o ditador megalômano Hugo Chávez, embora constantemente aplaudido por pessoas que dizem levar a bandeira da Democracia.
Mas que raio de Democracia é esta que tenta calar pela força, ora de milicias encapuzadas, ora dos aparatos policiais do Estado, a voz dos estudantes, a voz das ruas, a voz do povo?
Será essa a "democracia" que se pretende para o Brasil?
O Velhinho espera que nossos senadores não tenham prejuízos éticos e morais, que impeçam dizer um sonoro NÃO ao totalitarismo de Hugo Chávez.
Imaginem, caso o ditador venha a fazer parte do Mercosul, o que deve ocorrer quando, pelo rodízio, esse semi-deus narcisista estiver presidindo o Mercosul.
Vale também a recomendação para se ouvir o
comentário de Arnaldo Jabor no site da CBN.

23 Novembro 2007

O apoio a essa cagada ainda vai causar muito arrependimento por aqui...

21 Novembro 2007

Nota 10, com louvor...
CPMF, a imoral, digo, imortal...
Do site de Joelmir Beting:
RESERVA É DÍVIDA
As reservas internacionais do Brasil acabam de ultrapassar a marca gloriosa dos US$ 175.370 milhões - praticamente o dobro da dívida externa do governo.
O lado bom: as reservas, por definição, vacinam o Brasil contra ao retro vírus de crises globais intermitentes.
O lado cinza: são reservas formadas menos por saldos da balança comercial no azul e mais pelas compras quase diárias no mercado cambial flutuante - compras feitas com títulos da dívida pública. Aí é que mora o problema.
O governo compra dólares com títulos pagando 13% ao ano. E aplica esses dólares lá fora, ganhando 2% ao ano. Ora, pagar 13 para faturar 2 é um suicídio financeiro.
Pois nessa operação sem opção, o Banco Central vai perder, este ano, nada menos de R$ 38 bilhões.
Ou toda a CPMF, a imortal.
Comentário do Velhinho: Comentar o que? Que a máxima do Governo para o eleitor e contribuinte é: paga e não bufa?
"Toda ajuda pra pobre dá ciumeira. Não querem que ajude. Ser pobre e negro é pior ainda, é cultural, está impregnado no nosso cérebro. Tem gente que da boca pra fora é democrático e igualitário, mas na hora da partilha do pão, tem cara que quer mais pão que o outro, não quer dividir. Tem pessoas que parecem de esquerda, mas que são mais conservadoras do que o conservador" (Presidente Lula, na comemoração do Dia da Consciência Negra)

19 Novembro 2007

Eu quero saber quem vai explicar para os prefeitos do Brasil, para os governadores do Brasil e para os pacientes do SUS a hora que não tiver o dinheiro para fazer essa quantidade de atendimentos. (Presidente Lula)
Amor maldito
"Congresso não pode julgar os outros países"
Esse é o pensamento do Sr. Flávio Dino, deputado pelo PC do B do Maranhão. Para ele, a entrada da Venezuela no Mercosul vai fortalecer o bloco, o que interessaria à economia brasileira.
O Velhinho tem a impressão que o recado passado ao Congresso Nacional pelo Sr. Dino, que não é o "da Silva Sauro", é de que "os fins justificam os meios". Uma variante da afirmação do Sr. Betti, que dizia: para se fazer política tem de por a mão na merda.
A informação está no site do Estadão online, seção Opinião.
O Velhinho tece alguns comentários:
Favorável à entrada da Venezuela no Mercosul, o deputado Flávio Dino (PC do B-MA) afirmou que o Congresso brasileiro não pode se transformar em uma espécie de tribunal internacional para julgar os demais países nem definir se neles há ou não democracia.
Comentário do Velhinho: Não só pode como deve. É claro que não nos termos distorcidos colocados pelo Sr. Dino, ou seja, como um tribunal internacional. Para isso ocorrer, haveria de ser dado ao nosso Congresso tal legitimidade. Mas o Congresso brasileiro pode e deve discutir a existência ou não de democracia em países que tem a pretensão ou mantém relações comerciais e diplomáticas com o Brasil. Assim como pode e deve, se assim for a decisão votada, emitir notas de apoio ou repúdio a tais países. E isso, Sr. Dino, faz parte de nossa autonomia e auto-determinação.
Estadão: Há parâmetros básicos para a existência de uma democracia?
Flávio Dino: Concordo que há parâmetros e eles estão previstos na Constituição brasileira e no Protocolo de Ushuaia. A Constituição diz que o Brasil deve observar o princípio da autodeterminação dos povos. Vale dizer que não podemos emitir juízos unilaterais sobre o funcionamento das instituições de outros países. O Protocolo de Ushuaia, que instituiu a cláusula democrática, é claro sobre o órgão competente para punir um país que supostamente viole a cláusula. No caso, está dito que a retaliação a um país-membro do bloco por ruptura da ordem democrática depende do consenso dos demais. Nós não podemos definir unilateralmente se há ou não democracia na Venezuela. Seria um ato prepotente, inconstitucional e descumpriria o próprio protocolo internacional que tem sido usado contra a Venezuela.
Comentário do Velhinho: Como se percebe, o Sr. Dino confunde alhos com bugalhos e tenta confundir a opinião pública. O Sr. Dino pretende atribuir ao Congresso uma função de algum tribunal internacional que, em tese, deveria ser composto por várias nações.
Por que não é a mesma coisa de um tribunal internacional, como maliciosamente foi sugerido? Porque o Congresso do Brasil não está propondo sanções comerciais ou ações militares contra o regime de governo da Venezuela, apenas avaliando se o caráter do regime político daquele país é democrático o suficiente dentro do preconizado para compor o Mercosul. O Brasil, representado pela voz do Congresso, tem direito a opinião e voto. Simples assim.
A Constituição do Brasil indica sim, em seu Art. 4º o princípio de autodeterminação dos povos. E mais ainda! Está escrito:
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
I - independência nacional;
II - prevalência dos direitos humanos;
III - autodeterminação dos povos;
IV - não-intervenção;
V - igualdade entre os Estados;
VI - defesa da paz;
VII - solução pacífica dos conflitos;
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X - concessão de asilo político.
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.
É se pautando na Contituição que o Congresso Nacional está agindo, de forma correta e democrática, ao discutir o voto pela admissão ou não da Venezuela no Mercosul. Regido pela Constituição E pelos parâmetros do próprio Mercosul.
Note-se que o Sr. Dino cita O Protocolo de Ushuaia, de 24 de julho de 1998, onde os Estados Partes (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Chile), reafirmaram os princípios e objetivos do Tratado de Assunção e seus Protocolos, assim como os dos Acordos de Integração celebrados entre o MERCOSUL e a República da Bolívia e entre o MERCOSUL e a República do Chile,reiteraram o que expressa a Declaração Presidencial de Las Leñas, de 27 de junho de 1992, no sentido de que a plena vigência das instituições democráticas é condição indispensável para a existência e o desenvolvimento do MERCOSUL,ratificaram a Declaração Presidencial sobre Compromisso Democrático no MERCOSUL e o Protocolo de Adesão àquela Declaração por parte da República da Bolívia e da República do Chile e acordaram que "A plena vigência das instituições democráticas é condição essencial para o desenvolvimento dos processos de integração entre os Estados Partes do presente Protocolo" (grifo nosso).
Os Estados Partes determinaram, ainda, medidas a ser adotadas ao Estado Parte onde houver ruptura da ordem democrática. "Tais medidas compreenderão desde a suspensão do direito de participar nos diferentes órgãos dos respectivos processos de integração até a suspensão dos direitos e obrigações resultantes destes processos".
Ocorre, Sr. Dino, que a Venezuela AINDA NÃO É UM ESTADO PARTE; que, dada as circunstâncias em que o presidente da Venezuela se mantém no poder, com evidentes sinais de manipulação das casas legislativa e judiciária, de cerceamento a imprensa, aos estudantes e com a estimulação de milícias armadas, NÃO SE CONFIGURA A PLENA VIGÊNCIA DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS.
Ora, Sr. Dino, se essa é a condição de um candidato a Estado Parte do Mercosul, por que não se discutir ANTES a conveniência de admissão, ao invés de discutir DEPOIS as medidas a se adotar por ruptura na ordem democrática? Não é melhor prevenir, do que remediar?
Cabe ainda lembrar que CONSENSO, não quer dizer maioria relativa ou absoluta e nem a mesma linha de pensamento. CONSENSO É CONSENTIMENTO! Os Estados Partes podem até divergir em suas considerações e opiniões acerca de uma dada ruptura da democracia de um de seus componentes ou Estados Partes (o que não é o caso ainda da Venezuela), mas haver CONSENSO, CONSENTIMENTO para a adoção das medidas previstas para tais casos.
Estadão:A tentativa do presidente Hugo Chávez de se perpetuar no poder, a repressão à livre manifestação e a falta de liberdade de imprensa na Venezuela ferem a democracia?
Sr. Dino: Esses fatos devem ser avaliados na instância própria, que não é o Congresso brasileiro. Existe uma instância multilateral onde isso pode e deve ser discutido. Eu não tenho compromisso de defender todas as atitudes do presidente Chávez, apenas sustento que ele e o povo da Venezuela têm o direito de fazer esse debate nas instâncias próprias. Em relação à mera possibilidade de reeleição, me parece insuficiente, porque vários países adotam mecanismos de reeleição indefinida. A mera permanência de um personagem no poder não define se um país é democrático ou não. Temos de observar se essas investiduras sucessivas obedecem a regras legitimamente estabelecidas.
Comentário do Velhinho: O Sr. Dino fugiu à resposta. Bastava dizer "sim" ou "não" e, se quisesse, justificar sua escolha. Ora, Sr. Dino, se a admissão de um novo membro para o Mercosul deve passar pela discussão das casas legislativas de cada Estado Parte, por qual motivo justamente o Congresso Nacional não teria essa competência? Se a regra é a plena vigência das instituições democráticas, é justamente isso que o Congresso Nacional tem de avaliar e votar. Depois, os Estados Partes discutirão os votos e chegarão a um CONSENSO. O voto do Brasil não é o único que determina a admissão ou não de um país ao Mercosul. E que raios seria uma "instância multilateral"??? E quanto à repressão à livre manifestação? E quanto à liberdade de imprensa? Ou será que isso é a "democracia" sonhada pelo Sr. Dino? Saudades do regime militar, talvez?
Estadão:No caso da Venezuela, obedecem?
Sr. Dino:Apenas o fato de Hugo Chávez estar no poder há dez anos e haver sucessivos processos de reeleição é insuficiente. Admito a razoabilidade do debate, mas não neste momento nem perante o Congresso. Devemos colocar à frente o interesse nacional. O que nós temos de analisar é se a entrada da Venezuela no Mercosul atende ou não aos interesses do Brasil.
Comentário do Velhinho: Se a discussão não for agora, enquanto a Venezuela é mera candidata ao Mercosul, será quando? Se em Venezuela não existe ampla vigência das instituições democráticas, para que admití-la ao Mercosul, se em seguida os demais Estados Partes deverão discutir medidas de suspensão, ou talvez sua exclusão? Que modo de pensar estranho, Sr. Dino!
Seria interessante ver como o Sr. Dino colocou os interesses nacionais do Brasil à frente, quando as instalações da Petrobrás foram seqüestradas pelo governo da Bolívia. Como reagiu o Sr. Dino? Em defesa da Petrobrás ou da Bolívia? Como reage o Sr. Dino agora? Em defesa de nosso Congresso Nacional ou do governo, ditatorial - diga-se de passagem, do Sr. Chávez?
E durma-se com um barulho desse...

18 Novembro 2007

Pouco tempo atrás, defendiam que, para se fazer política, tinha-se que meter a mão na merda. Agora, querem que aplaudamos, também, a "obra" dos fanfarrões...
O Velhinho recomenda...
Coronel, um dos bons comentaristas que conheci no Blog do Noblat, montou sua barraca de campanha da blogosfera. Vale incluir em seu "Favoritos"!
Clique na imagem para acessar.
Se colhe hoje o que se plantou ontem...
Neste sábado, Lúcia Hipólito lançou em seu Blog uma proposta de debate entre presidencialismo e parlamentarismo. Assim postou Lúcia:
17/11/2007
Porque hoje é sábado
Um debate promissor
Estimulada pela desorientação (será que foi mesmo?) do presidente Lula, proponho um debate no blog.
Presidencialismo X parlamentarismo.
Apresentem seus argumentos, pró e contra os dois sistemas de governo.
Vamos contribuir para o debate.
E dá-lhe comentários de seus leitores. O Velhinho também opinou, porém sem discutir o mérito entre os dois sistemas de governo.
Antes de se tentar discutir qual dos sistemas poderia produzir bons resultados para uma nação deve-se, no entendimento do Velhinho, discutir a "alma" desses sistemas; aquela que poderíamos, alegoricamente, chamar de "Senhora do Destino": A Carta Magna.
E no caso do Brasil, este é um assunto espinhoso.
O Velhinho sempre teve reparos com relação ao resultado do trabalho de nossa Assembléia Constituinte, mas ressalta que é melhor a existência da Constituição como a temos, e que deve ser melhorada no espírito da democracia, do que uma Constituição de "faz-de-conta" que enalteça algum regime totalitário.
Nossa Constituição foi criada ao fim de um regime militar de exceção e, obviamente, sofreu influência para que se ampliasse a noção dos Direitos do Cidadão.
Contudo, produziu na origem e através de Emendas Constitucionais algumas distorções nada salutares para o aprimoramento da democracia.
O que deveria ser uma enxuta Linha Mestra de Direito do Cidadão, resultou num compêndio de Leis que deveria ser desenvolvido na instância do Poder Legislativo, de modo a propiciar as tão sonhadas reformas das estruturas política, tributária e judiciária.
Como conseqüência, nestes 19 anos de existência de nossa atual Constituição, pelo que o Velhinho apurou no banco de dados do Senado foram gerados cerca de 1.654 Propostas de Emenda à Constituição (PEC) e editadas 55 Emendas Constitucionais. Um número de alterações e tentativas de alterações que podemos considerar alto para o que deveria ser uma Constituição sólida.
A despeito dessas mudanças, se mantiveram aberrações como o foro especial (conhecido como "privilegiado") amplo para parlamentares e ocupantes de cargos eletivos, bem como o malfadado instrumento da Medida Provisória.
O clima de "Baazar" na neo Meca em que se transformou Brasília não causa estranheza, embora deva ser sempre questionado.
Colhe-se hoje, nas relações entre os Três Poderes, os frutos (muitos deles podres e amargos!) da tímida aplicação do que na teoria jurídica chamam de "freios e contrapesos" (para manter uma relação de equilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário), frutos estes que propiciam condições ao nepotismo, fisiologismo, impunidade, malversação do dinheiro público, aparelhamento do Estado e, de quebra, espaço para idéias de um continuísmo totalitário.
Justamente o que não deveria ser a idéia original de nossos Constituintes. Ou será que era?
O Estadão online, em sua seção Opinião, traz um artigo de Gaudêncio Torquato (jornalista, é professor titular da USP e consultor político) que merece leitura. Segue abaixo um pequeno trecho:
Não há dúvidas, o governo Lula tem sido mais competente na esfera da política que antecessores. Não fosse esta explicação, teria sucumbido ante a farta listagem de casos escabrosos ao longo dos últimos cinco anos. Luiz Inácio conhece bem o estômago político. Sabe que ele se alimenta de cargos e verbas. E não tem escrúpulos em saciar sua fome. Se há muitos partidos - 11 na base -, aumenta para 37 as Pastas na Esplanada dos Ministérios. Se parlamentares querem grana, precisam, antes, aprovar a montanha da carga tributária. Depois terão direito a um pedacinho do Orçamento para fazer política nas suas regiões. Quem se lembra do mensalão? Eram recursos para "compra" (cooptação) de votos de parlamentares. Será que há muita diferença entre o mensalão e o "emendão" orçamentário para atender à cobiça parlamentar? A corrupção é um desvio institucional, ilegalidade praticada sob o abrigo da imoralidade. Isso ocorre quando as autoridades públicas deixam à margem seu dever e passam a subordinar seus papéis a demandas exógenas, como as de políticos em época de eleição. Maquiavelicamente, é o que faz e continuará a fazer o governo Lula. Sob essa cultura, a semente do status quo da política nunca deu tantos frutos. Há alguma tentativa do governo para modernizar o Estado? Ao contrário, a aposta é a de que, se a extinção do imposto sindical vingar no Senado, conforme foi aprovado na Câmara, o Executivo vetará a medida, recompondo a ferramenta de perpetuação do peleguismo. Há esforço do Executivo para reformar a política? Não.
Leia a íntegra aqui.

17 Novembro 2007

"Por qué no te callas?" (2)
Recomendo a leitura do artigo de João Pereira Coutinho, no Pensata, da folha online. Segue um trecho, para aguçar o apetite:
E Juan Carlos, rei de Espanha, não foi gentil com Hugo Chávez. Mas por que motivo deveria ter sido? Na 17ª Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo, em Santiago do Chile, o primitivo Chávez entendeu ser seu dever acusar José Maria Aznar, ex-premiê eleito pelos espanhóis, de ser um "fascista". Vindo de Chávez, um herdeiro espiritual de Fidel, a coisa até poderia soar a elogio. Não soou. E depois de Zapatero, atual premiê, ter tentado defender a honra do convento com punhos de renda, o rei disparou um "por que você não se cala?" que gelou a cimeira mas aqueceu meu coração. A grosseria de Chávez só pode ser tratada a tapas e pontapés. Juan Carlos fez um favor a Espanha e, tragicamente, um favor aos venezuelanos.
Leia a íntegra aqui.
Democracia? Pois sim!
"Por qué no se callas?"
O método: desqualificar o "inimigo".
É assim que age a chamada "esquerda" e é assim que deveria ser tratada. Em termos de igualdade. Ou seja, como 'inimigo".
Talvez, seja por este motivo que não vemos uma oposição ao atual Governo petista.
Os partidos que se consideram de oposição, ou são, na realidade, "tigres de papel", ou são condescendentes com seus antagonistas.
O PT desde sempre se deu bem na oposição, por que considerava - e considera - todos os que não seguem sua cartilha como "inimigos".
É provável que a maior oposição ao Governo petista venha do próprio PT. As várias tendências que compõe o PT mantém suas lutas intestinas. Lá, internamente, se olham como "inimigo". Para o exterior, contudo, tentam demonstrar união de propósitos ao menos em uma meta: tomar o poder e nele se manter. E na primeira oportunidade que surgir, defenestrar o "inimigo" interno ou externo.
O Globo online apresenta uma matéria onde o secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar, do alto de sua moral e ética, critica o rei da Espanha Juan Carlos:
"Que autoridade moral tem um monarca para mandar calar a boca de alguém que foi eleito pelo povo?", perguntou o dirigente do PT em conversa por telefone com a Reuters nesta sexta-feira.
Seria de se argumentar: Que autoridade moral tem o dirigente de uma nação de atacar políticos e instituições de outro país? Chávez é especialista nesse expediente e, aparentemente, Pomar não fica atrás, embora este último não esteja na condição do primeiro.
O Velhinho não gosta do Bush - nem do pai e nem do filho; Chávez não precisa gostar também, mas a este é dado o direito de tachar os Bush e, por tabela, os americanos, como demônios.
O Velhinho não gosta de muita coisa em nosso Congresso e em nossos políticos; Chávez não precisa gostar, mas lhe é dado o direito de tachar os parlamentares que compõe a Instituição brasileira de "papagaios" dos E.U.A..
Que autoridade moral e que direito é esse que se supõe teria Chavez?
Somente aquela moral e direito reconhecidos por quem o apóia, oras.
Mas, porque aqueles que não apóiam Chavéz não podem ter moral e direito de opinar sobre as presepadas bolivarianas?
Simples: porque são o "inimigo" e ao "inimigo" não se dá espaço. Podendo, se sufoca, se amordaça ou se fuzila.
Não bastasse tentar a desqualificação do rei de Espanha, Juan Carlos, Pomar aproveita para dar continuidade ao método:
"Toda a direita, os reacionários do mundo, querem calar Chávez e se agarraram à frase do rei, um monarca que teve uma relação muito específica com o fascismo", acrescentou Pomar.
Traduzindo: Todos aqueles que não pensam e agem como a "esquerda" são nossos inimigos. Reais ou imaginários, não importa, são inimigos, reacionários, fascistas.
É essa a "democracia" subjacente de Pomar, que representa o PT.
Chávez é um tiranete, fanfarrão e falastrão que segue o mesmo raciocínio de Pomar. Não haveria de ser diferente.
A autocrítica nesse método não encontra eco por falta de espaço para as críticas ao "inimigo".
Se prestarmos atenção para a História, iremos perceber que essa é uma característica dos ditadores e dos governos totalitários. E nesse tipo de governo, "esquerda" e "direita" continua sendo o que sempre foi: alegoria fantasiosa para justificar uma ditadura.
Houvesse autocrítica, tanto o PT, quanto nosso atual presidente da República, já teriam assestado um "por qué no te callas?" não só a Chávez, mas a Evo Morales e Fidel. Mas eles não são o inimigo... ainda.

16 Novembro 2007

Está chegando a hora? Se for, já vai tarde!!!
Eles se merecem! Mas quem acredita na democracia, não merece ouvir tantas bobagens!
Uma no cravo e outra na ferradura...
O Velhinho lê diariamente o Blog do Reinaldo Azevedo. No dia 14/11, Reinaldo fez a seguinte postagem:
O desconhecimento geográfico do brasileiro
Diogo Mainardi conversa com Reinaldo Azevedo sobre o desconhecimento geográfico dos brasileiros, revelado na reportagem de VEJA.
Reinaldo Azevedo: É o triunfo da chamada geografia humana sobre a geografia física. Professor de geografia entra em sala de aula hoje para fazer proselitismo ideológico. O que mapa o quê? O que nós precisamos é fazer arranca-rabo de classe. É os oprimido. E os oprimido não precisam saber onde fica o Brasil. Eles só precisam ter algumas noções de justiça social. Não tem nada mais reacionário e boçal do que isso.
Diogo Mainardi: Quem não sabe localizar o o Brasil no mapa-múndi deve ser mais facilmente manobrável por esta deliqüência acadêmica.
Para ouvir a conversa, clique aqui.
O Velhinho foi conferir e, como de hábito, redistribuíu por e-mail para o seu rol de amizades e pessoas queridas. E teve uma resposta de alguém que atua na área da Educação, lecionando por muitos anos.
Pela pertinência da opinião, o Velhinho resolveu postar na íntegra, resguardando a autoria por conta de eventuais ações de militantes da patrulha ideológica. É para se refletir.

Pedagogia e Geografia à parte, o fato é que alguns personagens desses grupos pautados pela ideologia "tudo pelo social", demonstram inteligência (queiramos ou não) quando aplicam as noções de "justiça social" recebidas pelos "educadores sociais" em proveito próprio ou coletivo. Não sei se saiu nos jornais de grande porte, mas está nos jornais daqui (PR):
"ATUAÇÃO DE MILÍCIAS É LEVADA À ONU
Movimentos ligados à questão agrária no Paraná pediram ajuda da ONU para pressionar a polícia a identificar os contratantes e financiadores das milícias armadas que estariam agindo no estado... uma série de documentos sobre a violência no Paraná foi entregue ao relator especial sobre execuções sumárias da ONU... segundo o coordenador da Terra de Direitos, além da denúncia de execução de um sem-terra durante confronto com seguranças na re-invasão da fazenda da Syngenta Seeds, os documentos contém outros casos de violência registrados nas regiões Norte, Noroeste e Oeste do Paraná".
Já não se pode dizer o mesmo da outra parte. O "segurança" que praticou o crime está pagando sozinho. Ainda ontem (14/11/07), o jornal divulgou o andamento do processo. Pergunte se o(s) contratante(s) aparece(m) em algum momento? Pergunte se o rapaz tem advogado dos bons ou está à mercê de defensor dativo? Pergunte se os seus pares estão articulando medidas semelhantes junto aos órgão superiores?
Isso sem contar que, em outro episódio na mesma fazenda, um empregado (ou "segurança") foi morto por invasores de forma bárbara e cruel. Na verdade, foi executado, posto que morreu amarrado e de joelhos. Alguém levou o caso para as Cortes Supremas da ONU?
Veja que os tais movimentos ligados à questão agrária foram para ONU e não ficaram aguardando a boa vontade dos poderes internos do País. Já a Syngeta (e tantos outros fazendeiros) ficam aguardando, ad aeternum, que Sua Alteza, o Príncipe (referência a como é popularmente conhecido Requião no Paraná), cumpra as determinações judiciais para reintegração de posse (que ele manipula a seu bel prazer). Por que não buscam a imprensa e órgãos internacionais assim como o "inimigo"? Os direitos e caminhos de acesso são iguais e, em tese, é mais fácil para quem tem recursos. O caso da Syngenta é emblemático. Ilustra muito bem a porcaria dos bastidores do poder em todas as instâncias.
Esse pensamento me diz que as classes "não populares" ainda não aprenderam a fazer uso dos direitos que são de todos. Elas próprias estão se deixando enredar pela "culpa social" que lhes é atribuída desde sempre e abrindo espaço para os acontecimentos dessa ordem.
Não tenha simpatia pelo MST ou coisa que o valha, mas não posso deixar de admitir que eles aprendem a matéria jurídica eficientemente, pois o que é aprendizado senão generalizar e aplicar conhecimentos a situações diversificadas?
Já o senso de realidade me diz que, se a pesquisa tivesse sido feita junto aos assentados, invasores ou sei lá o que, saberiam muito bem localizar o país no mapa que foi utilizado. As pessoas aprendem o que querem ou o que lhes é necessário. O povo e a juventude, de modo geral e incluindo eu, você nossos filhos, saberiam identificar outras coisas...para que saber localizar um pedaço de terra, se já temos o nosso mundinho conquistado?
Não temos ideologia que nos alimente. Penso que nos tornamos mão-de-obra, consumistas e isso basta.

Onde foi parar o grupo que se manifestou quando do último acidente da TAM? Bastou que a mídia e o povão o ridicularizasse por conta dos hábitos e do dinheiro para que desaparecessem do mapa.
As famílias das vítimas que se organizem (como se organizaram) porque o "Cansei" cansou rapidinho e voltou aos seus afazeres.
Os detestáveis injustiçados agrários mantém para os seus, a sensação que estão unidos na luta; que os dirigentes estão junto, companheiros, enquanto a sensação de acolhimento, identidade e segurança perdurar, os "hómi" vão continuar a conduzir a boiada na boa. Não precisa nem berrante para reunir as reses.

Estava esquecendo de dizer que, com relação ao ensino, eles (Reinaldo e Diogo) têm razão quanto à pobreza estrutural, moral técnica e intelectual. Mas tem que lembrar que o caos não foi instaurado pelas esquerdas raivosas, pois quando em 1996 a L.D.B. instituiu os "novos rumos" da educação, não era a camarilha esquerdosa que governava. Os novos rumos incluíam (e incluem) a superação do analfabetismo e evasão escolar a qualquer custo, pois a cada "alfabetizado" correspondia um "x" em dinheiro do Banco Mundial. Então, a quantidade se sobrepôs à qualidade.
De novo, tenho que admitir que os "cumpanhêros" souberam muito bem aproveitar o fato de todas as crianças estarem dentro da escola (o que é mais do que justo) para se infiltrarem e ao seu ideário.
E aí, sabe o que aconteceu? Os pais e responsáveis acharam ótimo que os filhos fossem aprovados por decreto. Por que a lei garante que, mesmo sem aprender o currículo, o aluno seja elevado à próxima série!

Então, a própria classe "mérdia" cavou seu túmulo, pois a lei de Gerson prevaleceu. E é isso que está aí.
Somente agora é que os pensadores estão se dando conta que é preciso reverter esse quadro. Começam a aparecer pessoas peitudas defendendo a volta da qualidade, já que o problema do acesso e permanência está resolvido. A geração que passou pela escola durante esses últimos anos foi a maior prejudicada.
Isso vai mudar? Huummm...não sei se gostaria de viver para ver. Sabe por que? Ao negar oportunidade de acesso de qualquer um ao curso superior de sua preferência, a conjuntura acaba levando a pessoa a fazer curso noturno na área de Humanas, onde o investimento é pequeno. Basta a sala, o professor e o cópia xerox dos capítulos indicados pelos mestres.
E aí, de novo, queiramos ou não, vão parar as pessoas de baixa renda, cansadas do trabalho diário, da vida dura e alvo fácil, fácil dos "mestres" das utopias sociais.

É essa geração de novos professores contaminados que estão adentrando aos quadros funcionais das escolas. Faltam professores nas áreas Exatas e Biológicas. Sobram os de Humanas. É real, não é tese acadêmica.
Bom, chega que isso tá virando papo de intelectual que bebe cachaça mineira (R$$$) no boteco da moda.
Agora vou emprestar as suas palavras e dizer que não é pessoal. Foram as palavras que me vieram à mente a partir da leitura e do podcast.
Chávez fala...
Para corroborar...

15 Novembro 2007

Até que enfim!
Porém que não seja mera demagogia de ocasião! A democracia brasileira pode não ser a melhor do mundo, mas não se pode permitir o flerte com ditaduras como a de Chávez, muito menos o elogio ao totalitarismo, como pretendeu o presidente Lula. Foi um bom, "por qué no te callas"...
DEMOCRATAS REPUDIAM ALIANÇA LULA-CHÁVEZ
Por entender que, ao defender a continuidade de Hugo Chávez no poder com base em plebiscitos, o presidente Lula da Silva fez a mais grave ameaça à democracia brasileira desde que assumiu o mandato, o Democratas vem a público para:
1) repudiar a sociedade do presidente da República e do governo com o ditador da Venezuela Hugo Chávez por considerar que esta aliança ameaça a democracia e o Estado de Direito, além de ser contrária e nociva aos interesses do povo brasileiro;
2)denunciar ao país que, ao avalizar e tentar conferir legitimidade ao governo ditatorial de Hugo Chávez, o presidente Lula emite sinal verde a golpistas que estão urdindo emenda à Constituição para impedir a alternância de poder no Brasil, a exemplo do que foi feito na Venezuela;
3)reafirmar que o prazo do mandato do presidente Lula está definido na Constituição da República e que propostas espúrias para mexer neste prazo serão tratadas pelo Democratas como aquilo que realmente são: tentativas de golpe de Estado para extinguir a Democracia e o Estado de Direito com o objetivo de instalar uma ditadura no Brasil;
4) antecipar que as bancadas Democratas na Câmara e no Senado rejeitarão toda e qualquer manobra para enfraquecer o Congresso Nacional e conduzir o país à margem da Lei e do Estado de Direito;
5) reafirmar que o Democratas vota contra o ingresso da Venezuela no Mercosul porque o Mercado Comum exige a credencial democrática dos países membros, requisito que o ditador Hugo Chávez subtraiu do seu País e do seu povo;
6) e, por fim, manifestar total solidariedade aos valentes venezuelanos que enfrentam o governo antidemocrático de Hugo Chávez na Venezuela.
Brasília, 15 de novembro de 2007
Rodrigo Maia
Presidente
(fonte: Site do Democratas)
Oposição no Baazar...
Mas a oposição precisa se organizar ou se recriar?
Essa é a dúvida do Velhinho. Oposição mesmo fazia o PT, lembram? Sem tréguas, sem dar mole para quem estivesse no Governo. Uma vez instalado como Situação, como Governo, acabou-se a oposição.
Se gerou um Baazar em Brasília, neo Meca de um fisiologismo nunca antes visto "neztepaíz".
Mas Arnaldo Jabor, em seu comentário no site da CBN, não deixa de ter lá suas razões. Porém, primeiro, há que se ter oposição? Ela existe?
Clique aqui para ouvir.
Proclamação da República, na visão de vários chargistas (que, possivelmente, serão chamados de reacionários e golpistas!)
Pronto! Olha mais uma invenção contra a "democracia" de Chávez...
Desta vez, de Eliane Cantanhêde, na Folha online. Talvez o presidente Lula também deva seguir o conselho para Chávez no final do texto...
"Por que não te calas?"
É a velha história: quem fala o que quer ouve o que não quer. O nosso peculiar Hugo Chávez desandou a chamar de "fascista" o ex-premiê da Espanha José María Aznar, quando o sucessor de Aznar, José Luiz Zapatero, e o rei Juan Carlos tomaram as dores. Pronto, foi um fuzuê!
"Por que não te calas?", rosnou o rei, apesar de ter sido sempre tão afável, numa imagem e numa fala que rodaram o mundo e dividiram opiniões. Não sem muitas gargalhadas, cá entre nós.
A primeira reação foi contra Chávez, que fala demais e não tem papas na língua. Chama George W. Bush de "Diabo" em plena Nova York, classifica Aznar de "fascista" diante do rei e agora acusa o próprio rei de "prepotente e desrespeitoso". Sem contar os impropérios que já despejou contra o Congresso brasileiro, que está votando justamente se apóia ou não a entrada da Venezuela no Mercosul. Ousado, esse Chávez.
A reação seguinte, que começa a surgir agora, dias depois do episódio, é a de analisar o bate-boca sob o ângulo do opressor (o rei, a Espanha...) e do oprimido (a Venezuela, a América Latina), com o detalhe, real, de que Aznar não chega a ser um anjo e de fato estimulou o fracassado golpe de 2002 contra Chávez. Isso, porém, não dá a Chávez o direito de inverter a velha história e inventar uma nova: "Eu falo o que quero e você ouve aí calado". Não pode. E não tem o direito de irritar os convidados em casa alheia - a confusão foi no Chile.
Chávez é ousado, mas também incauto, porque ele está evoluindo no cenário internacional de bufão para autoritário, de autoritário para ditador pura e simplesmente e de ditador para desafiador do mundo - e não mais apenas do primeiríssimo mundo representado pelos EUA e por Bush.
Chávez foi eleito pela primeira vez em 1999 e respeitou rigorosamente todos os preceitos constitucionais e democráticos para fazer uma limpa numa Venezuela corrupta, antiquada e espoliada (aliás, três adjetivos que sempre andam juntos). Desde então, perde importantes aliados, tanto na área política quanto na militar e na acadêmica. E, se há essa sangria interna, há o consequente desgaste externo.
Chávez está convencido de que bastam o petróleo caro, massas aguerridas, bilhões em armamento e seu carisma pessoal para se perpetuar no poder. Está errado. Ninguém briga com tudo e todos ao mesmo tempo, impunemente. Num mundo global, todos estão de olho em todos. E os investimentos dependem muitíssimo desse olhar.
O cala-boca do rei da Espanha pode não ter sido lá muito diplomático, nem adequado à solenidade intrínseca à realeza, mas traduz uma advertência que vem de dentro da Venezuela para fora, no mundo. Chávez deveria refletir sobre ela, se é que ele é mesmo capaz de refletir além do seu próprio umbigo.
Sem cara, só coroa...
Ah!, se a "democracia" da Venezuela não fosse uma ditadura...
Que exista quem defenda o golpismo de Chávez, vá lá. É assim num regime democrático, onde as pessoas podem expressar suas opiniões. Mas que se defenda pelo que é: uma ditadura. E não como democracia. Mais uma vez, o método se apresenta na fala do presidente Lula, publicado no Estadão online:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender o ingresso da Venezuela no Mercosul, nesta quarta-feira, 14, e afirmou que no País não falta democracia. "Podem criticar o Chávez por qualquer outra coisa. Inventam uma coisa para criticar. Agora, por falta de democracia na Venezuela, não é."
Se inventam, é por que não é verdade. Se não é verdade, é por que quem inventa é mentiroso. Se eu falo que é assim, então quem diz ao contrário, mente. Simples, não?
Mirian Leitão dá sua opinião sobre essa fala:
Defesa que Lula faz de Chavez não tem pé nem cabeça
Ninguém precisa inventar nada para criticar Hugo Chavez. Basta seus próprios atos. Eles são eloquentes o suficiente para que ele seja criticado exatamente por romper, ameaçar e desrespeitar a democracia. Vamos aos fatos que aparentemente o presidente Lula esqueceu ao dizer o que disse hoje sobre Chavez.
1-Ele entrou na vida pública tentando um golpe de estado.
2-Ao ser eleito anos depois aproveitou o momento em que estava ainda forte, destituiu o Congresso, fez eleições para uma Constituinte, mudou a Constituinte em seu favor, dando-se mais um mandato.
3-Aproveitando o momento de popularidade se elegeu de novo e considerou que esse era o primeiro mandato da nova Constituição.
4-Mudou a composição do Supremo, aposentando os adversários e nomeando os amigos.
5-Mudou a composição do Conselho Nacional Eleitoral para ter apenas ministros que o apóiam lá.
6-Formou, incentivou e armou grupos de militantes que intimidam qualquer oposição ao seu governo, que atacam jornais e emissoras de televisão.
7-Fechou uma TV por não estar alinhada ao seu governo
8-Ameaça jornais e jornalistas, instigando seus grupos armados contra eles.
9-Mesmo depois de reeleito para um novo mandato, que fará com que fique 13 anos ao todo no poder, ele quer o direito a reeleição perpétua e propôs isso a um Congresso subserviente e para uma população manipulada pelo controle da imprensa e pela distribuição do dinheiro do petróleo.
Essa declaração do presidente Lula é tão despropositada quando a que ele comparou Chavez com Margaret Thatcher e Helmut Kohn, ignorando, pelo visto, a diferença entre regime presidencialista e parlamentarista.
Reinaldo Azevedo, também dá uma desancada na fala presidencial:
Alguns tontos daqui e do Departamento de Estado dos EUA gostam de imaginar que existe alguma contradição importante entre Lula e Chávez. Não há. O Brasil é hoje o país mais importante a dar apoio incondicional à ditadura chavista.
Lula insistiu na sua comparação delinqüente entre os regimes parlamentarista e presidencialista. Lembrado por jornalistas de que se trata de modelos diferentes, ele contestou com a habitual lógica petista. Leiam lá: na prática, ele disse que, descartadas as diferenças, é tudo a mesma coisa. O mesmo se diria de bananas e laranjas. Dessemelhanças à parte, são iguais.
Leia a íntegra aqui.
Cara e coroa...
Eis o método: Desqualificar o antagonista, confundir o interlocutor.
A prática é antiga na política. Pode ser encontrada desde a antiguidade, seja nas camarinhas das cortes ou das centúrias, coortes, legiões e manípulos, seja no senado grego ou romano.
A elite política aperfeiçoou a prática indo do sofisma à mentira deslavada.
E nas bocas e dedos de socialistas. comunistas e afins, virou método a tal ponto de ser encontrado não só em campanhas eleitorais, como nas "lideranças" de trabalhadores, de "sem-teto", de "sem-terra", de "movimentos estudantis", na classe artística, jornalística e, mais recentemente, em tropas de choque cibernéticas.
O exemplo que segue é mera constatação que o Executivo não fica isento do método. Vem do portal do Estadão online.
PSDB cai em contradição, diz Lula
Para presidente, governadores tucanos querem imposto, e senadores não
O presidente Lula disse que há “grande contradição” no PSDB no debate sobre a emenda que prorroga a CPMF e sugeriu que os senadores tucanos contrários ao imposto do cheque são inimigos dos governadores. “Pode ser que algum senador, que em algum Estado seja inimigo do governador, queira trabalhar contra”, afirmou Lula. “Agora, se ele for pelo menos um brasileiro de bom senso, certamente votará a favor.”
Um dia após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovar a emenda, Lula rejeitou novas concessões para aprovar a proposta. Ele observou que os governadores tucanos Yeda Crusius (Rio Grande do Sul), Cássio Cunha Lima (Paraíba), José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (Minas) defendem a vigência da cobrança. “Acho que há contradição enorme no PSDB, porque a governadora do Rio Grande do Sul quer que aprove, o governador da Paraíba quer, o Serra quer que aprove, o Aécio quer que aprove”.

14 Novembro 2007

Ah! As delícias do proprietário de um veículo automotor...
Afinal de contas, abster-se é estar à favor, contra, ou muito pelo contrário?
Da Folha Online, a votação dos senadores da CCJ
A base governista conseguiu hoje aprovar na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado a prorrogação da cobrança da CPMF até 2011. Veja abaixo como votaram os senadores que integram a comissão:
A favor da prorrogação da CPMF
1. Almeida Lima (PMDB-SE)
2. Aloizio Mercadante (PT-SP)
3. Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)
4. Eduardo Suplicy (PT-SP)
5. Epitácio Cafeteira (PTB-MA)
6. Ideli Salvatti (PT-SC)
7. Romero Jucá (PMDB-RR)
8. Serys Slhessarenko (PT-MT)
9. Sibá Machado (PT-AC)
10. Valdir Raupp (PMDB-RO)
11. Valter Pereira (PMDB-MS)
12. Wellington Salgado (PMDB-MG)
Contra a prorrogação da CPMF
1. Adelmir Santana (DEM-DF)
2. Álvaro Dias (PSDB-PR)
3. Antonio Carlos Júnior (DEM-BA)
4. Arthur Virgílio (PSDB-AM)
5. Demóstenes Torres (DEM-GO)
6. Kátia Abreu (DEM-TO)
7. Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
8. Lúcia Vânia (PSDB-GO)
9. Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Abstenção
1. Jefferson Péres (PDT-AM)
Não vota
1. Marco Maciel (DEM-PE) (*)
(*) presidente da CCJ, só vota em caso de empate
Comentário do Velhinho: É assim na Democracia. Voto da maioria (e não apupos em assembléias "cumpanheiras"). O resultado que permite identificar a maioria, bem como permite identificar a tendência contrária. Em se mantendo a proporção na votação do Plenário e se considerando a representação popular, vence a maioria da população brasileira que é favorável ao tributo? Aliás, a população realmente concorda com esse tributo? Nessas horas, não se vê uma mísera voz dos partidos de tendências socialistas e/ou comunistas a clamar por um plebiscito popular.
Dizem que não é necessário, uma vez que o procedimento já está configurado na Constituição.
Já no assunto terceiro mandato, que também consta da Constituição...
Faz parte do jogo, gostemos ou não...(2)
O medo de perder a mamata do "imposto sindical"
No Estadão online de hoje, seção Opinião, mais uma matéria para se questionar os interesses daqueles que são contrários ao fim da contribuição sindical.
Poder sindical vitalício
Se os líderes das centrais sindicais fazem, mais que um lobby, uma pressão meio adoidada junto aos senadores da República, para ressuscitar a Contribuição Sindical obrigatória - derrubada pela emenda do deputado Augusto Carvalho (PPS-DF), no bojo do Projeto de Lei 1.990/07 que regulamenta as centrais sindicais -, é porque o poder sindical vitalício que alguns têm desfrutado, há décadas, é dependente total, absoluto, da dinheirama compulsoriamente arrecadada dos trabalhadores - correspondente a um dia de trabalho por ano de todos, sejam ou não sindicalizados. E vice-versa: o usufruto da dinheirama é o que torna desejável o poder vitalício. Essa prebenda fabulosa é filha dileta do Estado Novo getulista (1937-1945) e se sobrepõe a quaisquer tentativas de modernização trabalhista, mesmo que a eliminação do espúrio imposto tenha sido um dos grandes cavalos de batalha, tanto do Partido dos Trabalhadores quanto de seu principal braço sindical, a Central Única dos Trabalhadores (CUT). É uma questão de perspectiva. A que se tem na oposição é diferente da que se tem no governo.
Leia mais aqui.
Faz parte do jogo, gostemos ou não...

13 Novembro 2007

Isso tem de mudar!!!
Imposto Sindical, um tributo necessário?
O Imposto Sindical é, na realidade, uma contribuição que remonta a 1940, criado por Getúlio Vargas como uma maneira para, de um lado, manter atrelados os sindicatos incipientes, e de outro, ter à disposição do Governo recursos de todos os trabalhadores, sindicalizados ou não.
É dessa época que vem os termos "pelego" (com referência à manta de pele de carneiro colocada entre o cavalo e a sela) e "peleguismo" (para retratar os dirigentes sindicais considerados subalternos ao Governo).Essa contribuição está prevista na CLT, em seus arts:
"Art. 579 - A contribuição sindical é devida por todos aqueles que participam de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, em favor do Sindicato representativo da mesma categoria ou profissão, ou inexistindo este, na conformidade do disposto no artigo 591."
"Art. 580 - A contribuição sindical será recolhida de uma só vez, anualmente e consistirá: I - Na importância correspondente à remuneração de um dia de trabalho, para os empregados, qualquer que seja a forma da referida remuneração."
"Art. 589 - Da importância da arrecadação da contribuição sindical serão feitos os seguintes créditos pela Caixa Econômica Federal, na forma das instruções que forem expedidas pelo Ministério do Trabalho:
I - 5% para a confederação correspondente;
II - 15% para a federação;
III - 60% para o sindicado respectivo;
IV - 20% para a conta Conta Especial Emprego e Salário."
Desde que a CUT principiou a ocupar espaço no sindicalismo brasileiro, defende a extinção do "imposto sindical". Aliás, usava de um bom artifício para conseguir um maior número de trabalhadores sindicalizados. Muito sindicatos ligados à CUT, em especial os metálúrgicos, devolviam aos trabalhadores sindicalizados de 75% a 100% do imposto sindical.
Explica-se: Caso o "imposto" fosse recolhido diretamente ao Sindicato, a devolução seria de 100%; caso as empresas efetuassem o desconto (a maioria efetuava), a devolução seria de 75%, porque os 25% eram automaticamente distribuídos para Confederações e Federações.

Uma estratégia interessante, pois buscava maior adesão aos sindicatos da CUT e, ao mesmo tempo, evitava o "peleguismo" das Confederações, federações e sindicatos concorrentes e distintos da CUT.
Porém, note-se bem, tal devolução só valia para quem fosse sindicalizado, como bem explica a matéria do
Sindicato Mercosul, de 13/07/2006.
Não é de estranhar que até exista modelo de petição de Ação Declaratória - Imposto Sindical, por inconstitucionalidade da CLT.
O que causa estranheza é a atual polêmica das centrais sindicais, dentre elas a CUT, e a aparente "sensibilidade" do PT, contrários ao fim de tal contribuição obrigatória.
Por que será, heim?
A matéria vem do jornal O Globo online, de onde pinçamos trechos:
Pressão sobre senadores contra fim de imposto sindical
Maria Lima - O Globo
BRASILIA - Os representantes das centrais sindicais voltaram a fazer marcação cerrada nesta segunda-feira em cima dos relatores do projeto que prevê novas regras para o movimento sindical e acaba com a contribuição obrigatória. Eles passaram duas horas trancados com o relator da matéria na Comissão de Assuntos Sociais, Paulo Paim (PT-RS), que saiu sensibilizado com os apelos para que derrube as emendas aprovadas na Câmara, e jogue a decisão sobre o fim da contribuição para daqui a três meses. Eles entregaram a Paim o protocolo da criação do grupo de trabalho que irá estudar essas alternativas e Paim anunciou que irá incluí-lo em seu parecer.
(...)
- Sou favorável á contribuição negocial decidida em assembléia. Na redação final do meu relatório vou incluir a proposta de daqui a 90 dias os sindicalistas apresentarem uma proposta alternativa. Vou conversar com os outros relatores para buscar um entendimento que contemplaria o protocolo dos sindicalistas - disse Paim.
(...)
- Essa discussão sobre o fim do imposto sindical é muito complexa. Não podemos botar para votar antes de chegar a um entendimento. Não adianta fazer isso antes de buscar um grande entendimento - disse Dorneles, anunciando que encaminhará para o grupo de trabalho dos sindicalistas, uma proposta sua de tranformar a contribuição obrigatória em facultativa, de forma gradual.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique dos Santos, negou que haja um receio em relação á possibilidade de os sindicatos serem fiscalizados pelo TCU, como prevê a emenda do líder do PSDB, deputado Antônio Carlos Pannunzio(SP).
- Não há temor algum. Uma coisa é o dinheiro público ser fiscalizado. Mas isso náo pode ser confundido com recursos oriundos dos trabalhadores, que cabe ao Ministério Público investigar - disse o presidente da CUT.
Dúvida...
O Velhinho não entendeu esse ponto citado pelo Sr. Artur. Se a Contribuição sindical é um tributo instituído pelo Governo, retido pelas empresas por força de Lei (CLT), e redistribuído pelo Governo, se não me engano através da Caixa Econômica Federal, para Confederações, Federações, Sindicato e a tal "Conta Especial Emprego e Salário", trata-se, sim, de dinheiro público, oriundo de contribuintes. Por qual razão o TCU não poderia fiscalizar?
Algum problema com a fiscalização do TCU? Ela não é confiável?
Ou será que o livro-caixa dos sindicatos não é confiável?
Distinto público!
Lúcia Hipólito fez, em seu Blog, uma postagem dia 12/11 com o título "Pau que nasce torto - custa mais caro", acerca do imbroglio envolvendo a querença do Governo em prorrogar a CPMF e as, ahram, "negociações" envolvendo Câmara dos Deputados, Senado e partidos políticos. Vale a leitura. O Velhinho adianta o comentário que lá deixou...
Resumo da ópera bufa:
A CPMF será aprovada porque os partidos políticos (TODOS!) não querem perder esse tributo que se perpetua.
Aprovada a PEC, sobrará para 2011 a mudança do "P". Ou a criação do tributo que substituirá a CPMF (acredite, será criado).
O que está em jogo no momento? O que se pode ganhar! Cargos, verbas, poder, votos.
Não nos iludamos. Ninguém, à sério, desses que dizem representar o povo brasileiro, quer acabar com tal tributo.
Existe arremedo de ilusionismo de circo mambembe para ver quem faz as honras de apresentar no picadeiro o grande palhaço. E os distintos, muitos humildes, espectadores, nem se dão conta que são a atração principal.
"Senhoraaaas e Senhoreeesss, o Circo Brasil tem o privilégio de apresentar o fabuloso, hilariante, nunca antes tão gozado neste País, seu palhaço principal: O Povo, Eleitor e Contribuinte! Palmas para o palhaço!"
Pano rápido...

12 Novembro 2007

Vocês vão ter me engolir!!! (Será?)
Para quem já tinha autonomia em Petróleo e agora está prestes a ir para a OPEP, por que não?

11 Novembro 2007

Um "cala a bôca" de fazer inveja aos nossos parlamentares...
Enquanto isso, os estudantes da Venezuela têm lutas realmente importantes...
... ao invés de invadirem reitorias, ocupam as ruas.
Onde andarão nossos "cara-pintadas"?
Fonte: Globovision
Estudiantes marcharán de nuevo al TSJ
El representante del movimiento estudiantil, Freddy Guevara, anunció la realización de una nueva marcha hacia el Tribunal Supremo de Justicia, para el próximo lunes o martes.
Guevara dijo que cree que el TSJ, tras no admitir un recurso interpuesto por Podemos, está buscando excusas, pero que mientras más presión exista en la calle tal vez cambie de opinión.
El estudiante de la UCAB llamó a la sociedad a rechazar la violencia al llegar a la concentración convocada para este sábado en la avenida México y añadió que desea que otros se sumen al rechazo a la reforma constitucional.
Guevara señaló que se ha demostrado que el movimiento estudiantil tiene capacidad de respuesta.

10 Novembro 2007

O pior é que a digestão de tantos tributos resulta em merda, que nem serve como adubo...
Como o Direito, a Democracia e a História podem ser manipulados...
Esta madrugada, a Polícia Militar cumpriu a determinação judicial de reintegração de posse, retirando da reitoria da PUC aqueles que a tinham invadido.
Algo de errado no processo, aos olhos de um Estado Democrático de Direito? Não!
Contudo, no Blog mantido pelo invasores (sim, são estudantes, mas isso não os torna "ocupantes", apenas invasores), lançaram um libelo viciado por comparações equivocadas.
Alguns trechos devem ser comentados, não pelo mérito, mas para dar azo ao contraditório.

Como se a nossa casa fosse arrombada
Dia 10 de novembro de 2007 às 2h30 da manhã a PUC-SP perde o último resquício de liberdade e democracia ali existente. Após 30 anos, 1 mês e 18 dias a tropa de choque pisou novamente no território puquiano, mas dessa vez não foi a mando do Estado de Exceção e sim da nossa atual reitora, a profa. Maura Pardini Bicudo Véras.
Comentário do Velhinho: A primeira distorção da realidade. A reitora nada fez além do que lhe competia em suas funções. Com a recusa dos invasores de abandonar a reitoria "ocupada" por alunos que optaram por palavras e ações de força, a reitora PEDIU à Justiça para que determinasse a reintegração de posse das instalações da reitoria que havia sido esbulhada pelos invasores. Na análise do mérito, a Justiça não viu legalidade na ação dos invasores, emitindo o competente mandado judicial, sem o qual a Polícia Militar não poderia agir.
Como os invasores, já na sua ação inicial de invadir, demonstram que não reconhecem o Estado Democrático de Direito, é natural que tentem comparar as ações policiais de um período de regime de exceção, com as ações legitimadas pela Justiça no atual Estado Democrático de Direito. Querem acreditar que a reitora manda na Justiça e na Polícia Militar e, pior, pretendem que todos que os lerem venha a acreditar nessa sandice.

A reitoria da PUC estava ocupada há 4 dias em protesto contra o processo de Redesenho Institucional tocado por esta gestão e o Conselho Universitário (Consun), durante toda a ocupação os estudantes se colocaram dispostos desde o começo a sentar e dialogar com a Reitoria da Universidade para assim poder encaminhar um processo de reestruturação universitária democrático e que reafirmasse a história de autonomia universitária e qualidade de ensino sempre norteadores dos rumos desta instituição há 61 anos.
Comentário do Velhinho: Invasão é invasão, não é protesto. Existem muitos mecanismos para se protestar, alguns até sadios como festivais de música e arte. A tradução para o que vai acima é outra. Como dentro das regras estabelecidas pela PUC, alguns estudantes que acreditam representar a maioria do corpo discente não conseguiram que seus propósitos fossem atendidos, partiram para o caminho da negociação condicional, através do esbulho da reitoria. Grosso modo e guardadas as proporções, esse processo não difere muito, em sua estrutura, da negociação condicional envolvida num seqüestro. Enquanto neste se tira o direito de ir e vir, bem como a liberdade de uma pessoa o condicionando ao atendimento de exigências, naquele se toma de assalto uma instalação, de forma ilegal, tirando a liberdade de acesso de seus proprietários, de pessoas que lá eventualmente trabalhem e da imprensa (reacionária e golpista, como querem alguns). Tem-se a impressão que existe uma "guerra santa" contra o Estado Democrático de Direito.

Essa Reitoria desde o começo de sua gestão se posicionou contrária a qualquer tentativa de diálogo com a comunidade, percebe-se isso nas movimentações do final de 2005 e começo de 2006 quando a profa. Maura Véras e toda a sua Tropa de Elite instauraram a sua política de demissões, fizeram acordos com bancos e aprofundaram os cortes de bolsas-doação da universidade. Durante todo o processo do ano passado professores, estudantes e funcionários pediram transparência e participação nas decisões referentes aos rumos da PUC-SP.
Comentário do Velhinho: Nem chega a ser surpresa o maniqueísmo e a tentativa de desqualificação dos desafetos eleitos pelos invasores. Na falta de bons argumentos que se sustentem, o caminho é o da desqualificação de uns e enaltecimento de outros, sempre nos termos de quem faz o juízo de valor. É praxe totalitária e nem merece muita atenção.

2007 não começou diferente, desde a primeira vez que a Reitoria mencionou em uma sessão do Consun o projeto de haver um Redesenho Institucional na Universidade o movimento estudantil colocou a importância de se fazer o debate junto a comunidade para aí poder realmente saber quais os rumos que esta instituição deveria seguir. Novamente a Reitoria se negou ao diálogo.
Durante anos após a ditadura militar tivemos a nossa autonomia garantida, com a distância da polícia e da Igreja dos assuntos internos e da vida de nossa universidade, mas nós, estudantes da PUC-SP, tivemos nossa autonomia ceifada em 2006, quando a gestão Maura Véras colocou a intervenção da Igreja Católica para calar internamente a oposição que surgia contra o projeto antidemocrático de Redesenho que esta reitoria pretende implantar. Agora, no trigésimo ano sem invasão da polícia em nosso campus, depois do desastre de 1977, quando a polícia militar invadiu e espancou estudantes e professores. A Reitoria recorre aos mesmos métodos da Ditadura, para reprimir e espancar a nós estudantes, para nos retirar à força da nossa universidade pela qual tanto lutamos para ter um regime democrático e não elitista.
Comentário do Velhinho: Será que no meio desses bravos estudantes não exista um que faça o curso de Direito? Ou algum professor de Direito que os apóie? Caso o "movimento estudantil", através de suas representações legítimas se sentisse tolhido em seus direitos poderia recorrer à Justiça. Recorreram? O Velhinho crê que não, por que o método talvez não seja, digamos, progressista. E, novamente, se recorre à comparação equivocada e mentirosa entre a ação da Polícia Militar em 1977 (existe algum estudante daquela época entre os valentes?) e agora, em 2007.

O movimento estudantil da PUC-SP segue trilhando o mesmo caminho de tantas outras universidades brasileiras que encampam a luta contra o desmantelamento e privatização da educação instituídos no Brasil durante o último período. A ocupação da reitoria da PUC-SP está sim ligada às mobilizações acontecidas nos quatro cantos do país este ano. Unicamp, USP, Unesp, FSA, UFPR, UFBA, UFRJ e UNIR são alguns exemplos de como os estudantes de norte a sul do país vem se mobilizando para salvaguardar a autonomia de nossas Universidades, sejam públicas ou privadas. Esta perda que vem sendo impetrada no ensino superior brasileiro não pode ser tolerada por nenhum de nós, pois não se produz conhecimento sob repressão e autoritarismo.
Comentário do Velhinho: Se dúvida que esse "movimento estudantil" da PUC segue a mesma linha de ação de outros "movimentos estudantis". Mas o alvo é equivocado. Por que esses valentes estudantes, que querem mudar a Educação não somente em suas faculdades e universidades, mas também no Brasil, não vão invadir - como "forma de protesto" - o Ministério da Educação, lá em Brasília? Afinal de contas, é de lá que saem TODAS AS DIRETRIZES QUE ORDENAM O SISTEMA EDUCACIONAL BRASILEIRO!
Qual o quê! E como fica a UNE na parada? Como ficam os recursos que o Governo cede para os "movimentos estudantis"? Querem mudar a educação no Brasil? Vão protestar, nesse mesmo modus operandi, lá em Brasília!
O resto é blá-blá-blá ideológico costumeiro.
Enquanto na Venezuela os estudantes saem às ruas para protestar os rumos da Educação e da Liberdade questionando o Governo, aqui no Brasil se pretende mudar a Educação invadindo, ao arrepio da Lei, reitorias.
E ainda pretendem os invasores se comparar aos estudantes de 1977! Tenham dó!!!

09 Novembro 2007

Uns vão às ruas clamar por democracia, outros preferem invadir reitorias e mamar nas tetas do poder...
(fonte da charge: http://www.sponholz.arq.br/index.html)
Filhos da PUC? Bem, se valer a frase "quem pariu Matheus...", não faltará acalanto.
O Velhinho estudou na PUC-SP. Fez História, justo naquela época da invasão pelo Cel. Erasmo Dias. Os tempos eram outros, pois o regime instituído no País não era a democracia que hoje vivemos. E aquilo foi invasão.
Se durante o regime militar alguns pegaram em armas, mataram e morreram, e hoje buscam ressarcimento do Estado - e conseguem - por suas decisões de vida, o que levam uma parcela de estudantes a invadir uma reitoria? Falta diálogo? Falta democracia? Ou falta bom senso?
A matéria está no Estadão online:
SÃO PAULO - Alunos da PUC-SP decidem na noite desta quinta-feira, 8, em Assembléia, se mantém a ocupação da reitoria, que acontece desde a última segunda, informou a comissão de imprensa do movimento ao estadão.com.br. Na última quarta-feira, a reportagem teve acesso ao local e acompanhou a movimentação dos estudantes. "A ocupação não é um fim, é o meio para conseguirmos nossas reivindicações", disse um aluno do comitê. Assim como ele, nenhum dos alunos que participam da ocupação quiseram se identificar.
Comentário do Velhinho: Um "meio para conseguirmos nossas reivindicações" um tanto radical para tempos democráticos. Onde estão as discussões entre a maioria dos estudantes? Pelo que consta, a maioria continua assistindo aula. Essas reivindicações - sejam quais forem - representam, efetivamente, a decisão da maioria, ou foi determinada por uma minoria que não tem a força da palavra? Restou a palavra de força?

A noite da última quarta-feira era tranqüila na universidade. A presença da equipe de segurança não intimidava a manifestação dos estudantes. "Eles não entram aqui, mas ameaçam a gente, sim, parecem uma gangue", contou ao estadão.com.br outro aluno da ocupação. Procurados pela reportagem, os seguranças não quiseram se pronunciar.
Comentário do Velhinho: Uma "gangue" de funcionários, pagos pela PUC para prestar serviços de segurança? Será que a gangue não é o bando de invasores? Qual será o próximo passo? Invadir a sede da Cúria Metropolitana?

Na sala da reitora, Maura Bicudo Veras, cerca de 30 alunos, espalhados em grupos, tocavam música. De outro lado, havia discussões sobre os próximos passos da manifestação. Apesar do movimento, as aulas na universidade transcorriam normalmente.
Comentário do Velhinho: Pelo jeito, a maioria prefere ir à PUC para estudar, não é?

No local, havia colchões, cartazes e faixas, como as que pedem que o lixo seja reciclado. As estantes estavam protegidas com fitas isolantes. "Ficou decidido, em Assembléia, que os documentos da reitoria permanecerão intocados, assim como os outros objetos da sala." Segundo o estudante, a comissão de patrimônio é responsável por esta questão.
Comentário do Velhinho: Isso faz pensar que, se caso a "assembléia" (de quem mesmo? do invasores? da maioria dos alunos?) decidisse fazer uma bela fogueira com a documentação da Reitoria, assim seria feito? Será que os invasores se dão conta que TODOS são responsáveis perante a Lei, não só por documentos, mas por qualquer dano a equipamentos, móveis, instalações e não só a tal "comissão de patrimônio"? Lei? É. Nosso Estado Democrático de Direito têm leis...

Em uma sala no andar debaixo da reitoria, está organizada a comissão de imprensa da ocupação. Segundo eles, cerca de 150 estudantes dormiam no local. "Eu, por exemplo, acordo de manhã, vou trabalhar e volto somente à noite. Mas tem gente que fica o dia todo aqui", disse um aluno. A comissão de imprensa, dentre outras coisas, é responsável pela atualização do blog da ocupação.
Comentário do Velhinho: Baita trabalho, heim? Atualizar o "blog" da ocupação. E como a "comissão de informação" não quer papo com a imprensa, foi criada outra gangue, dentro da gangue...

Para se certificarem de que a imprensa não entre no local, foi criada uma comissão de segurança. Os alunos se revezam na entrada e nas principais saídas da reitoria.
Para a comissão, o ato de entrar na reitoria é um "direito legítimo dos estudantes"."Claro que é um processo polêmico, mas é democrático". Para eles, o debate do redesenho adiado para o fim do ano foi uma "manobra". " Nós (comissão) tentamos marcar reuniões para discutir o projeto desde maio, mas nosso pedido foi rejeitado. Agora, tudo depende do diálogo com a reitora".
Comentário do Velhinho: Claro. O direito "legítimo" dos estudantes suplanta o direito da... Reitoria! Essa é a "democracia" dos valentes invasores. O Velhinho gostaria de ver os votos da maioria dos estudantes da PUC que elegeram essa "comissão" como seus legítimos representantes. Só aí, o Velhinho consideraria o benefício da dúvida aos invasores.

Razões do protesto
O protesto dos estudantes começou após apresentação, em assembléia geral, do projeto de redesenho institucional, que, segundo eles, "fere a autonomia" da universidade."Queremos que a discussão do redesenho recomece do zero. Além do redesenho, os alunos pedem a matricula imediata dos inadimplentes, a não punição dos estudantes envolvidos na ocupação e nenhum corte do corpo docente.
Comentário do Velhinho: É isso. Não poderia deixar de ter um ode à impunidade. É essa a inversão de valores que se está submetendo não só a PUC, mas inúmeras universidades brasileiras que, desde o início do ano, sofreram invasões em suas reitorias. Quem será que está, realmente, comandando essa massa de manobra? E com quais objetivos?

Em nota oficial divulgada na terça, a reitoria negou as demissões. "Das reivindicações que chegaram informalmente à Reitoria, nenhuma delas procede. Não há previsão de demissões; a PUC-SP oferece 1.144 bolsas para estudantes de 1º ano em 2007 (incluindo as integrais do ProUni), e acabou de criar novas modalidades para os calouros (para os melhores colocados do Vestibular oriundos de escola pública); e houve redução de mensalidades em 15 cursos, uma reivindicação antiga da comunidade".
Comentário do Velhinho: Algum dia, os reitores das universidades públicas e privadas haverão de se dar conta de que, para os que optam por ações radicais e ilegais, resta apenas o caminho da legalidade. Diálogo sob pressão não é diálogo, é chantagem. E com chantagistas, assim como terroristas e sequestradores, a negociação deve ser feita através dos órgãos políciais. Basta acioná-los. Ou, se preferirem ceder à pressão, continuar a embalar o berço...

08 Novembro 2007

Deu no Cláudio Humberto:
Vexame
Enquanto a UNE da Venezuela luta por democracia, a UNE (União Nacional dos Estudantes) daqui luta por grana para construir sua sede. Que vexame.

E o Velhinho lembra Cícero: "O tempora, o mores!"
Está tudo em Casa, ou "vamos brincar de Congresso?"
Não faltou um "bem-vindo!" acolhedor, para o Sr. Renan. José Agripino (DEM), Tião Viana (PT), José Sarney (PMDB) e Arthur Virgílio (PSBD) saudaram, sem contrangimentos.
Pois é...
Fotos do Estadão online.
O gás que fede de Evo...
E há que diga que o "hombre" é confiável.
Sei. Nem para as candongas dele, se as tiver...
Está na seção Opinião, do Estadão online
O presidente Evo Morales é incorrigível. Sem poder produzir gás para cumprir os compromissos que assumiu - faltam-lhe recursos financeiros e capacidade técnica para isso -, mandou a Brasília emissários que fizeram ao governo brasileiro juras de bom comportamento, se a Petrobrás voltar a investir na Bolívia. Bastou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - que também é incorrigível - concordasse com o pleito e mandasse o presidente da Petrobrás a La Paz, para discutir em que termos a estatal voltará a pesquisar e produzir gás naquele país, para que Evo Morales roncasse grosso: "Se quiser investir, é bem-vindo", mas a Petrobrás terá de "respeitar as normas bolivianas." O tom é de quem atende a um pedido, mas sob condições.
Leia mais aqui.
Faz de conta que alguém acredita...
Estava esquecendo...
E a UNE? Vai se manifestar? A favor dos estudantes, ou segundo a orientação chavista? A ver...
Os "bate-paus" que defendem Chavez...
Essa é a democracia bolivariana. Há os que a aplaudam e em solo brasileiro.
O Velhinho tem conhecimento de armas de fogo e de técnicas de tiro. Os bandidos, pois em qualquer sociedade civilizada é assim que são chamados, sabem muito bem usar uma pistola.
E contra estudantes que de armas talvez tenham apenas pedras.
O banho de sangue já estava anunciado. E o Brasil, através de seus canais diplomáticos, do Congresso, da sociedade, vai ficar calado? Falar do Executivo, nesta hora, é perda de tempo.
O Velhinho não espera nem uma nota oficial, lamentado essa violência. Afinal de contas, Chávez é "cumpanhero" do Foro de São Paulo...
Está no Estadão on Line:
Caracas - Oito estudantes ficaram feridos após serem atacados por um grupo de homens armados não identificados no campus da Universidade Central da Venezuela (UCV), em Caracas, de acordo com o diretor nacional de Proteção Civil, general Antonio Rivero. Uma informação de que haveria um morto, divulgada logo após o incidente, foi desmentida por autoridades da universidade.
Fotos do Estadão, clique aqui.

07 Novembro 2007

E tem gente que aplaude esse tipo de "democracia"...
Enquanto isso, na sessão de exorcismo...
Fim da Contribuição Sindical? A Cut é contra...
O que ela defende é a manutenção de uma contribuição, taxa ou imposto que seja aprovado por uma assembléia. Democrático, não?
Será?
Seria se houvesse uma votação com todos os trabalhadores de uma dada categoria, sindicalizado ou não, uma vez que, se aprovado em assembléia, todos pagariam o valor espitulado por uma "maioria" fictícia.
Por que não algo mais simples e prático?
Aqueles que quiserem se sindicalizar pagam uma taxa mensal, bimestral, trimestral, semetral ou anual, aí sim decidido por votação dos sindicalizados. Ponto.
Por que, convenhamos, "assembléias" são manipuladas desde sempre.
O voto seria algo mais democrático. Mas esse povo quer mesmo democracia? o Velhinho acha que quer sim, mas uma "democracia" diferente, se é que me entendem...
O Velhinho já trabalhou em empresas metalúrgicas, cuja categoria era subordina ao um sindicato ligado à CUT. Realmente, o sindicato devolvia a contribuição sindical que havia sido descontada por força de lei... apenas para os sindicalizados! Legal, né?
É como essa estória do 3º mandato. Ninguém se diz claramente contra. Mas já defenderam um plebiscito sobre o tema e agora lançam uma PEC para tentar validar a manobra.
Só é tolo quem quer. A CUT nunca foi contra a contribuição sindical. Apenas contra a forma como ela é administrada, sem o seu efetivo controle.
Simples assim, a CUT quer mesmo é ter o poder de meter a mão no bolso dos trabalhadores, sindicalizados ou não. Basta uma "assembléia democrática" decidir.
Segue um pouco do proselitismo cutista, extraído do Jornal CUT São Paulo, Ano 4, edição 17, de Agosto de 2004:
Em nossa primeira edição, o tema principal de capa é a Reforma Sindical. Defendida pela CUT, essa proposta, debatida no Fórum Nacional do Trabalho, acabará com os sindicatos “fantasmas” – que hoje sobrevivem às custas da arrecadação de taxas obrigatórias e não representam os trabalhadores – e permitirá que os principais atores da relação capital e trabalho – que são todos nós trabalhadores – possam escolher e contribuir com as entidades sindicais que de fato representem seus interesses.
(...) Responsáveis pela movimentação de mais de R$ 600 milhões por ano somente em recursos da contribuição sindical (o chamado imposto sindical), os sindicatos se proliferam no país e atuam sem mecanismos de fiscalização por parte da sociedade. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que existem no país cerca de 18 mil sindicatos de trabalhadores e de patrões. A estimativa é de que são criadas uma entidade por dia. Isso acontece devido à atual legislação, oriunda de uma estrutura sindical criada em 1939 por Getúlio Vargas, que prevê a criação de sindicatos que não precisam comprovar representatividade, embora tenham Registro sindical, e vivem às custas das contribuições previstas na Consolidação das Leis de Trabalho (CLT).
Fim da Farra
De acordo com o Secretário de Organização da CUT Nacional, Artur Henrique da Silva Santos, a reforma sindical, debatida no Fórum Nacional do Trabalho (FNT), pretende acabar com esta “farra” no país. “Com a proposta, os sindicatos deverão comprovar o mínimo de 20% de associados. Além disso, os trabalhadores decidirão em assembléia sobre sua forma de organização a partir dos locais de trabalho e as formas de sustentação financeira. São avanços importantes que mostram uma transição do atual sistema para um modelo de liberdade sindical”.
O fim da cobrança de taxas obrigatórias (como: imposto sindical e as confederativa e assistencial) é outro ponto positivo. Haverá uma transição de três anos. Será criada uma taxa negocial, que estará vinculada às negociações coletivas, e só entrará em vigor se os trabalhadores concordarem em assembléia. É importante destacar que alguns sindicatos da CUT, como metalúrgicos do ABC, bancários de São Paulo, gazistas e eletricitários, não descontam o imposto sindical de seus associados. Da mesma forma, as entidades vinculadas ao setor público já nasceram, após a Constituição de 88, sem essa cobrança. “Nossa recomendação é que os trabalhadores associados aos sindicatos cutistas fiquem isentos da taxa negocial, se beneficiando das conquistas advindas das negociações”, frisa Artur.
(...) O Imposto Sindical é o desconto obrigatório de um dia de trabalho por ano, arrecadado de todos os empregados do regime CLT (sócio ou não do sindicato). Outra taxa cobrada é a confederativa (criada para manter o sistema Confederativo que equivale até 1% de desconto no salário mensal) e a assistencial (que cobre os custos de benefícios oferecidos pelos sindicatos aos associados. Essa cobrança é variável).
Todos acabam. Será criada uma taxa negociável, que só será cobrada se os trabalhadores aprovarem em assembléia.
Essa taxa deverá ser vinculada à negociação coletiva e não pode ultrapassar 1% da remuneração líquida do salário do trabalhador e será descontada uma vez por ano. O prazo de transição para o fim da cobrança (imposto e taxas) é de três anos, contados a partir da sanção da lei.
(fonte: http://www.cutsp.org.br/jornais_cutsp/agosto_2004/jornal_final.pdf)

Um pedido de desculpas...
Que se deve pela ausência do Velhinho. Coisas de rabugice que precisa do tempo certo, senão desanda do "ponto de liga". O Velhinho, como cada indivíduo, tem seu próprio tempo para tentar digerir algumas coisas. E são tantas! Tantas contradições, tantos sofismas, tanta farsa em falsete.
Vai desde uma Oposição que funciona como base aliada, passa pela ida e volta de mortos-vivos no Senado (não é que Renan estava de volta?), vai pelas "negociações" de Bazar por conta da CPMF e que os otários, digos, eleitores e contribuintes de sempre é que acabam bancando, e desagua na "coerência" da CUT e do PT defendendo, quem diria, a continuidade da contribuição sindical. Sem esquecer essa mixórdia de defenderem terceiros mandatos.
E olhem que se aprovarem a PEC, passa a ser Constitucional. Ou seja, hoje defendem algo inconstitucional. Bem, para muitos pensadores, militantes e oportunistas de plantão, nossa Constituição não é nada democrática. Boa mesmo, é a Constituição bolivariana de Chávez. Bleargh!