Não à Reeleição!

Não à Reeleição!
Nas próximas eleições, haverá renovação de 2/3 do Congresso. Façamos uma faxina. Nem esses, nem indicados por esses. Não vote sem conhecer a história dos candidatos. Não vote porque alguém pediu. Não anule o voto, mas use o voto para mudar!

Vamos moralizar o Congresso?

Vamos moralizar o Congresso?

Você pode denunciar crimes de PRECONCEITO RELIGIOSO no Rio de Janeiro

Você sofre agressão, perseguição, coação ou qualquer ameaça por motivo religioso?

Denuncie através do site http://www.policiacivil.rj.gov.br na aba "DENÚNCIA"

Você não precisa se identificar!

A Constituição da República Federativa do Brasil determina, em seu Art. 5º, inciso VI:

"É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias"

Seja Cidadão, defendendo seus direitos!

Denuncie crimes de preconceito religioso!

31 Julho 2007

E enquanto isso, uma vaia sempre é recomendável...
Sem cansaço, por favor! O lema pode ser este: Lula, assuma e suma!

30 Julho 2007

Um dia sem voar...
Por indicação de Nariz Gelado, o Velhinho colabora na divulgação, embora faça muitos anos que não põe os pés a bordo de um avião. É uma forma de mostrar para empresas aéreas e responsáveis pelo governo a indignação perante tragédias, caos aéreos e descaso dado para a população. Para acessar o site, clique na figura.
Pois é, né...
O comissariado do prof. Lulamundo...
Velhinho´s Believe it or not...(27)
Parodiando a marca registrada de Robert Rypley, o Velhinho começará a destacar frases, senão fantásticas, ao menos um tanto surreais.
Marco Aurélio Garcia (aquele do top-top-top), assessor especial da Presidência da República durante entrevista no “Canal Livre” da TV Bandeirantes: "Foi uma reação de desabafo, de indignação contra essa tentativa de instrumentalizar a tragédia contra quem não tem culpa. Nego peremptoriamente que estivesse festejando seja lá o que for, mas me manifestando em caráter privado contra o que vinha se fazendo". "Foi uma reação grosseira que nunca teria feito em público. Se alguém se sensibilizou entendendo esse gesto de outro modo, peço desculpas. Peço perdão".
Comentário do Velhinho: Eis um mestre da dialética petista. Nega, justifica, não assume a responsabilidade, preferindo transferir a outros e desculpa-se com um condicional "SE".
Esse senhor acredita que estão imputando culpa ao governo, quando se atribui responsabilidade. Fica a impressão que a especialidade da casa seja lidar com culpas. Apontar o dedo acusatório, como sempre o PT fez com seus adversários, para atribuir culpa real ou fictícia. Ao virar vidraça, não admite nem que se insinue responsabilidade. Belo assessor esse. A apoteose do desempenho está na relutância em que tenta se desculpar por um ato feito em público, uma vez que no Palácio do Planalto e não no recôndito de seu lar ou de sua privada. Aplica um condicional. "Se alguém...". Como se todos que viram a cena devessem saber o que se passa por sua cabeça privilegiada e concordar em uníssono. Ato falho, pois não?
Marco Aurélio Garcia (aquele do top-top-top), assessor especial da Presidência da República durante entrevista no “Canal Livre” da TV Bandeirantes: "Não posso aceitar a tese de que a responsabilidade dos dois acidentes, a menos que venham elementos de comprovação, e até agora não há nenhum elemento, esteja concretamente ligada àquilo que se chamou de caos aéreo. O caos aéreo existia, evidentemente, mas ele foi em vários momentos de responsabilidade das companhias".
Comentário do Velhinho: De novo, a responsabilidade não tem nada a ver com o governo, mas sim, "em vários momentos", das companhias. Como se ANAC, Infraero, Ministério da Defesa e o Executivo nada tivessem a ver com essa estória. A questão não é o que esse assessor aceita ou não, mas o que a população percebe. Só ele não se dá conta disso.
Marco Aurélio Garcia (aquele do top-top-top), assessor especial da Presidência da República durante entrevista no “Canal Livre” da TV Bandeirantes: "O acidente da Gol catalisou toda uma série de outros problemas que estavam ocorrendo, não com intensidade, mas que passaram a ocorrer com intensidade".
Comentário do Velhinho: Pois é. A responsabilidade foi do acidente, um "catalizador". E se não houvesse um acidente, os "outros problemas" seriam saneados ou continuariam ocorrendo? E quais seriam esses "outros problemas" e o que se estava fazendo para saneá-los? Nenhuma palavra a respeito. A responsabilidade é apenas do "catalizador".
Marco Aurélio Garcia (aquele do top-top-top), assessor especial da Presidência da República durante entrevista no “Canal Livre” da TV Bandeirantes: "Havia mais de uma cabeça operando porque nós tínhamos a Infraero se ocupando dos aeroportos, o Ministério da Defesa mais ligado com as questões de segurança de vôos e a Anac dedicada mais à questão da regulação".
Comentário do Velhinho: Ué? Mas essas não são as atribuições desses órgãos? Ou se acaba com a ANAC e a Infraero e se centraliza apenas no Ministério da Defesa, ou se acaba com o Ministério da Defesa e retorna ao que era antes. Essa fala apenas reforça a fuga de responsabilidade. Podem haver várias cabeças pensando e operando de forma harmônica ou não. Questão de competência. Competência que escasseia nesse governo, já em seu SEGUNDO mandato.
Por outra, esse assessor informou haver colocado o cargo à disposição. Se quisesse assumir sua responsabilidade, faria uma carta entregando o cargo, em caráter irrevogável.
Mas eles sabem o que é ser responsável? Sabem, não...

29 Julho 2007

Bric-a-brac palaciano...(2)
Bric-a-brac palaciano...(1)
Cadê o fósforo?
Velhinho´s Believe it or not...(26)
Parodiando a marca registrada de Robert Rypley, o Velhinho começará a destacar frases, senão fantásticas, ao menos um tanto surreais.
Milton Zuanazzi, presidente da ANAC, em entrevista ao jornal O Globo de 29/07/07: "Renunciar nesta hora é um ato de covardia. Covardia com o povo brasileiro porque nós, mais do que ninguém, somos sabedores das soluções que podemos ter para o problema aéreo e também por estarmos entregando a alguém que não tenha essas soluções. É um ato de covardia com a gente mesmo. Eu não sou covarde comigo e não serei com o povo brasileiro. Não sou apegado a cargos, e o que me mantém na Anac não é esse apego, mas a responsabilidade. Seria irresponsabilidade eu simplesmente virar as costas e ir embora, na hora em que o país mais precisa de mim e do nosso trabalho".
Comentário do Velhinho: Caro senhor, por acaso estaria parodiando o senado Renan Calheiros, aquele em cujo dicionário não existe a palavra renúncia? Sua atitude em não renunciar é covarde. Se o senhor e sua equipe são sabedores das soluções, por que não as colocaram em prática? Falta de tempo ou competência? Não é irresponsabilidade o senhor virar as costas e ir embora, por que o País não precisa mais do senhor. O País precisa de pessoas competentes e de caráter, que façam a diferença. Nessa sua gestão, caro senhor, pode-se apontar as grandiosas colaborações e soluções dadas pela ANAC e seus dirigentes para os problemas que afligem o setor? Ao menos as que justificariam as medalhas equivocadas que receberam? Qual é a sua especialidade mesmo? Vender passagens aéreas? Tenha dó...
Para quem tiver estômago, a íntegra dessa entrevista está aqui.

28 Julho 2007

Lembrando Dali para não esquecer aqui...Salvador Dali, A persistência da memória - 1931



27 Julho 2007

Ô da boiada! Não pense que esquecemos...(6)
Missão impossível... (ou, comigo não, violão!)
Velhinho´s Believe it or not...(25)
Parodiando a marca registrada de Robert Rypley, o Velhinho começará a destacar frases, senão fantásticas, ao menos um tanto surreais.
Dilma Roussef, ministra-chefe da Casa Civil, sobre as vaias ao presidente Lula em Aracaju (SE), João Pessoa (PB) e Natal (RN): "Não vejo mistério nenhum na vaia ou no aplauso. Toda a unanimidade é burra - e é bom que as pessoas possam se expressar"(...)"Mas é bom que se diga que fomos vaiados por pequenos grupos, enquanto milhares nos aplaudiam".
Fonte: Estadão online.
Foto: Radiobras.
Comentário do Velhinho: Mas não é nada burra a tentativa de manter a unanimidade, impedindo potenciais manifestantes de participar dos eventos do presidente. Depois do Maracanã, pelo jeito, as aparições agora se darão sempre com convites especiais para a claque. Uma maneira de diminuir as vaias é seguir o conselho do novo ministro da Defesa: Aja ou Saia. Ou o do Velhinho: Assuma e Suma. Bem... considerando que se está num SEGUNDO mandato...

26 Julho 2007

Ô da boiada! Não pense que esquecemos...(5)
Feliz Ano Novo, para quem mesmo?
Com todo respeito ao Rio Grande do Sul e ao deputado Mendes Ribeiro Junior, esse projeto de Lei é uma piada de mau gosto.
Temos um sistema de judiciário atravancado de processos que se arrastam por anos, às vezes décadas, sem que sejam transitado em julgado. Falta a esse sistema juízes, técnicos judiciários e infra-estrutura.
Os magistrados já tem, para seu devido descanso 164 dias num ano de 365.
Precisam de mais? Só pode ser brincadeira, um deputado perde tempo e dinheiro público para aprovar um projeto de Lei que não colabora para a agilização dos processos em juízo.
Não existem cvoisas mais importantes PARA O POVO a se pleitear? Ou será que ao povo basta a aprovação dos tributos?
E durma-se com um zurro desse...
Feliz ano novo
Projeto de lei cria feriado forense de fim de ano
por Maria Fernanda Erdelyi
Aguarda votação no plenário do Senado Federal um projeto de lei que aumentará ainda mais os dias de descanso dos juízes brasileiros. A proposta, de iniciativa do advogado Marco Antonio Birnfeld juntamente com o deputado Mendes Ribeiro Júnior (PMDB-RS) e apoiada pela Ordem dos Advogados do Brasil, prevê o chamado “feriado forense”, compreendido entre o dia 20 de dezembro e 6 de janeiro para a Justiça Estadual. Aprovado no Senado, o projeto vai para sanção.
Neste ano, a legislação brasileira assegura aos magistrados brasileiros 164 dias de folga, considerando férias, finais de semana, além dos feriados e suas emendas. Se o projeto vira lei, os dias de descanso sobem para 178. Com isso serão 187 dias trabalhados, 42 a menos que o Poder Executivo, por exemplo, que tem 30 dias de férias ao ano, goza dos mesmos feriados que o cidadão comum, além do descanso semanal remunerado de lei.
Leia mais aqui.
Não é bem assim, não é, Bira?
Culpa, ou é atribuída pela Justiça, ou é aquele sentimento inerente à consciência cristã. No caso de Lula, acerca do acidente lá nos EUA, nem há culpa, nem responsabilidade.
Já no caso do caos aéreo e dos aeroportos, da fiscalização das empresas aéreas e de outras cositas mais relativos à governança, pode - ainda - não haver culpa.
Porém, não se pode dizer que não há responsabilidade.
A mesma responsabilidade que o atual presidente da República costuma atribuir para a tal "elite", sem cara e sem nome.

Depois dizem que a imprensa é reacionária e vendida...
Existe os dois lados da moeda.
O Velhinho pergunta: Estão rindo de que ou de quem?
As fotos são da posse do novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e estão na 1ª Página do jornal O Globo de hoje (26/07). Não fosse a substituição tardia, nem os acidentes da GOL e da TAM com suas vítimas e a dor de familiares, nem as panes do CINDACTA, nem o caos que impera no sistema aéreo da aviação civil e aeroportos, não fosse tudo isso, talvez houvesse algum motivo para comemorações e frouxos de riso.
Pouco mais de uma semana de uma tragédia que abalou não só São Paulo, mas o País, essas risadas chocam pelo surrealismo, como se nada de grave estivesse acontecendo.
É preciso saber do que ou de quem essas pessoas se riem.
Qual a grande piada?







25 Julho 2007

Ô da boiada! Não pense que esquecemos...(4)
Motivo da saída de Pires: Teflon com data vencida...
Velhinho´s Believe it or not...(24) Combo "nunca antes neztepaiz"
Parodiando a marca registrada de Robert Rypley, o Velhinho começará a destacar frases, senão fantásticas, ao menos um tanto surreais.

Presidente Lula, durante a posse do novo ministro da Defesa, Nelson Jobim: "Digo categoricamente que é preciso repensar neste país o Ministério da Defesa. Porque o Ministério da Defesa, tal como está, está aquém daquilo que é a exigência da sociedade brasileira".
Comentário do Velhinho: Ué? Senhor presidente, mas o Ministério da Defesa foi criado em 1999 e desde o seu PRIMEIRO mandato ainda não tratou de estar desempenhando o papel esperado pela sociedade brasileira? O senhor só constata isso agora?
Presidente Lula, durante a posse do novo ministro da Defesa, Nelson Jobim: "Certamente ‘haverão’ [sic] aqueles que vão dizer que o companheiro Waldir está saindo por causa da crise aérea, da tragédia do avião da TAM, mas esse fato permitiu que você tomasse a decisão de pedir o afastamento".
Comentário do Velhinho: Ué? Mas, senhor presidente, se ele não está saindo por causa de uma crise mau administrada a mais de 10 meses, agravada por problemas na Infraero e ANAC, ambas subordinadas ao Ministério da Defesa, o senhor Waldir Pires deixa o cargo por que?
Presidente Lula, durante a posse do novo ministro da Defesa, Nelson Jobim: "Quando a gente troca um ministro, é como se a gente estivesse se despedindo de um filho e recebendo outro que volta de viagem".
Comentário do Velhinho: Se isso foi uma tentativa de fazer humor, o senhor presidente escolheu a oportunidade errada. Com todo o respeito senhor presidente, o senhor está no comando do BRASIL, governando para brasileiros e brasileiras, cidadãos e cidadãs, e Ministros de Estado não são exatamente seus filhos, muito menos nós, o Povo. Tenha dó, né?
Presidente Lula, durante a posse do novo ministro da Defesa, Nelson Jobim: "Precisamos não transformar tragédias como essa em disputas menores, condenar pessoas à pena de morte antes do julgamento, [antes] de saber concretamente o que aconteceu. Isso é da cultura brasileira: primeiro condena-se, depois, analisa-se".
Comentário do Velhinho: Cultura essa que o senhor presidente exercitou muito quando estava apenas na oposição e que, agora no governo, vira e mexe exercita contra aqueles que não o aplaudem, em especial com a imprensa.
Presidente Lula, durante a posse do novo ministro da Defesa, Nelson Jobim: "[Nelson Jobim] estava sem fazer nada, atrapalhando a esposa. Falei: está na hora de Waldir, que é um pouco mais velho, descansar e o Jobim trabalhar".
Comentário do Velhinho: Santa falta de oportunidade, senhor presidente. Uma semana se passou da tragédia da TAM e o senhor tenta fazer graça numa solenidade desse porte e, queira ou não, diretamente influênciada pelas consequências do acidente? Não é de admirar a prepotência de seus subordinados como a ministra Marta e o aspone, digo assessor Marco Aurélio e seu acólito Bruno.
Presidente Lula, durante a posse do novo ministro da Defesa, Nelson Jobim: "O Jobim terá a oportunidade que o Waldir, o Alencar e o Viegas, e possivelmente outros ministros, não tiveram. Nós precisamos de momentos de crise, precisamos sofrer internamente para tirar lições e fazer as coisas que precisam ser feitas".
Comentário do Velhinho: Os familiares das vítimas dos acidentes da GOL e da TAM viveram e vivem momentos de crise. Quais são as coisas que eles precisam fazer? O que a população precisa fazer? Votar melhor nas próximas eleições será um bom começo.
Presidente Lula, durante a posse do novo ministro da Defesa, Nelson Jobim: "A partir de agora, é fazer o que é preciso fazer, gastando o que precisar gastar, para dar tranqüilidade às famílias brasileiras. A única coisa que não podemos prometer é que não haverá mais acidentes. Mas haverá tranqüilidade".
Comentário do Velhinho: Profundo. Posso ficar tranquilo que acidentes continuarão a acontecer. É isso? Quem será que redige a fala do senhor presidente da República? Deveria ser dispensado por incompetência. Ou será que isso não foi redigido por ninguém e é da lavra do próprio presidente? Nesse caso...
Fonte das palavras presidenciais: G1.
Ô da boiada! Não pense que esquecemos...(3)
Ô da boiada! Não pense que esquecemos...(2)
Ô da boiada! Não pense que esquecemos...
Arnaldo Jabor em dois tempos...
O Velhinho posta dois tempos de Jabor. Um do jornal O Globo e outro da CBN.
Leiam, ouçam, reflitam.

1º Tempo:
O Globo - Segundo Caderno - 24/07/07 - Página 8
A síndrome da incompetência generalizada
Não há remédios para a doença administrativa que assola o país.
A sordidez do que acontece no Brasil é tal que até criticar o governo só serve para legitimá-lo. Este governo não merece nem uma critica à “luz da razão”. Tem de ser analisado como um exame de patologia clínica.
Estamos sendo infectados por uma doença histórica. Chama-se a “síndrome da incompetência generalizada”. Ou então, “falência múltipla dos órgãos públicos”.

Essa doença se espalha a partir do centro do Executivo, do topo da pirâmide de poder. Lula foi a bandeira de bolchevistas e intelectuais durante décadas. Era a esperança do velho populismo e dava um rosto operário concreto aos ideólogos. Controlado pelos comandados de Dirceu, acabou eleito pela habilidade realista de um publicitário.
Com a intervenção salvadora de Jefferson, Lula criou sua própria doutrina, que hoje se derrama sobre todos os aparelhos do Estado e se infiltra, pelas alianças, nos outros poderes. As características dessa doença que infecta o país são oriundas de uma vasta cepa de germes históricos e ideológicos.

Há uma cepa herdada (resistente a antibióticos) de um autoritarismo com ecos stalinistas, que se cruzou com o germe do sindicalismo oportunista, com o estafilococos do populismo pós-getulista, formando um novo tipo de micróbio que, com a baixa imunidade da democracia representativa, se espalha de forma profusa e letal.
Leia mais aqui.

2º Tempo:
A situação é tão grave que temos que ter pena do Brasil
Amarelando...
Vai ver a responsabilidade é do passageiro, do cidadão e do contribuinte...
Dispensa qualquer outro comentário. Quando serão as próximas eleições? Está na hora da faxina do fio ao pavio, de cabo a rabo.
O globo - 25/07/07 - Página 15
O jogo de empurra-empurra
Os dois piores acidentes da história da aviação civil brasileira, greve de controladores, panes no sistema de controle do tráfego aéreo, atrasos e cancelamentos de vôo, longas filas, desespero e muita irritação. Esse é o resultado do apagão aéreo brasileiro que começou a se evidenciar há cerca de dez meses, quando um jato Legacy colidiu com um Boeing da Gol. No acidente morreram 154 pessoas. Desde então, o que se seguiu foi um jogo de empurra-empurra das autoridades brasileiras, na tentativa de se isentarem de qualquer responsabilidade pelo caos instalado nos aeroportos, que afeta a economia brasileira e põe em risco a segurança de mais de cem milhões de passageiros que cruzam por ano o céu do país
PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, responsável por garantir a segurança a todos os brasileiros e chefe de todos os responsáveis pelas políticas do setor aéreo: "Não se pode condenar ou absolver quem quer que seja com base em opiniões apressadas. Não se deve abandonar nenhuma linha de investigação por antecipação" (20 julho, três dias depois do acidente da TAM)
WALDIR PIRES, MINISTRO DA DEFESA, chefe das Forças Armadas, inclusive da Aeronáutica, e presidente do Conselho de Aviação Civil (Conac), responsável pela formulação da política nacional de aviação civil: "O ministro da Defesa não é um administrador do transporte aéreo" (20 de julho de 2007)
BRIGADEIRO JUNITI SAITO, COMANDANTE DA AERONÁUTICA, que tem entre suas atribuições prover a segurança da navegação aérea: "A solução é técnica. Nós precisamos formar mais controladores para abrir outros setores quando o tráfego estiver congestionado, pois nós temos bons equipamentos, mas existe uma absoluta falta de controladores" (11 de abril de 2007)
MILTON ZUANAZZI, PRESIDENTE DA AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL (ANAC), que tem como atribuição regular e fiscalizar os serviços aéreos, expedir regras sobre segurança aeroportuária e fiscalizar aeronaves civis com o objetivo de assegurar o cumprimenro de normas de segurança de vôo: "A lei que criou a Anac não atribuiu a nós a fiscalização do espaço aéreo" (12 de dezembro de 2006)
DENISE ABREU, DIRETORA DA ANAC: "O acidente é o acidente, o sistema aéreo é o sistema aéreo" (22 de julho de 2007)
BRIGADEIRO JOSÉ CARLOS PEREIRA, PRESIDENTE DA INFRAERO, que tem a missão de garantir segurança à infra-estrutura aeroportuária: "Garanto que a Infraero não teve nada a ver com o acidente (com o avião da TAM). Nada a ver. A investigação vai dizer. Eu assisti à fita e vi o que aconteceu" (19 de julho de 2007)
JOSÉ ALENCAR, VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA E EX-MINISTRO DA DEFESA "A Anac não é responsável pela manutenção de um avião. Ela não fiscaliza a mecânica do avião. A companhia tem o departamento técnico que cuida da manutenção do avião" (20 de julho de 2007)
CORONEL EDUARDO ANTONIO CARCAVALLO, DIRETOR DO CINDACTA 4, responsável pelo controle do tráfego aéreo de toda a Região Amazônica: "O que houve foi casual e a chance de voltar a acontecer é remotíssima, mas a Lei de Murphy existe. O que estamos fazendo é aperfeiçoar os sistemas de segurança" (23 de julho de 2007, ao comentar a pane elétrica no sistema do Cindacta 4)
Assuma, comandante! E suma! (3)
Q.E.D.
Em postagem abaixo, o Velhinho conclui com a seguinte frase: "Os comandados se miram no exemplo do líder. Será o caso?"
Parece que sim. Leiam o comentário abaixo.
O Globo - 25/07/07 - Página 7
A micromegalomania de Lula é contagiosa
ELIO GASPARI
O festival de besteiras com que o governo de Nosso Guia tem assolado o país é algo sem precedente, mas seria uma pobreza condená-lo apenas por dizer bobagens. O problema é bem outro, pior. Houve o “relaxa e goza” de Marta Suplicy, mas, antes dele, Lula anunciou, do alto da sua micromegalomania (caso raro de mania de pequena grandeza): “Quero prazo, dia e hora para anunciar o fim da crise dos aeroportos.” Na segunda-feira, o presidente da Infraero produziu uma nova marca, difícil de ser superada. A Federação Internacional dos Controladores de Vôo condenou a gestão da crise e sugeriu uma interferência externa.
Leia mais aqui.
Assuma, comandante! E suma! (2)
Mais uma "grande" realização do governo Lula...
Como que se veta a possibilidade de demissão de um presidente de um órgão regulador do governo? Ora, pergunta ao presidente da República, Lula.
E depois tente dormir com um zurro desse...
O Globo - 25/07/07 - Página 4
Autonomia em questão
Merval Pereira
A demissão do presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, a esta altura já estaria consumada se não fosse a impossibilidade legal de demiti-lo. O Palácio do Planalto e a oposição estão às voltas com a mesma questão: a mudança na Anac só poderá ser realizada se Zuanazzi e a sua diretoria pedirem demissão.
O senador Demóstenes Torres, do DEM, relator da CPI do Apagão, mandou fazer um estudo e descobriu que juridicamente é impossível destituir o presidente de qualquer agência reguladora e sua diretoria, que têm mandatos de três anos. Na lei que criava a Anac, Lula vetou a previsão de demissão do presidente, alegando estranhamente que a agência não tinha suas atribuições suficientemente claras, e portanto não havia como definir os casos em que cabia a destituição.
Havia quatro possibilidades previstas: renúncia, uma decisão judicial, e através de um processo disciplinar. A quarta era a demissão por uma decisão do Senado, que é quem sabatina e aprova os presidentes e diretores das agências reguladoras. O presidente não quis dar condições ao Senado de, no caso de omissão grave ou de ação criminosa, poder demitir. Somente o Presidente da República pode abrir um processo disciplinar, mas não por incapacidade ou má gestão.
Leia mais aqui.
O Mutley da ANAC: "medalha, medalha, medalha"...
Velhinho´s Believe it or not...(23)
Parodiando a marca registrada de Robert Rypley, o Velhinho começará a destacar frases, senão fantásticas, ao menos um tanto surreais.
Milton Zuanazzi, presidente da ANAC, em depoimento à CPI do Apagão Aéreo na Câmara: "Essa culpa não é da Anac. Estão culpando quem não tem culpa. Recebo todas as críticas com humildade, mas aquelas que não são justas, me sinto no direito de não aceitá-las"
Fonte: G1.
Foto: Radiobras/Pozzebom
Comentário do Velhinho
: Caro Mutley (*), não se trata de "culpa" da ANAC, mas de parcela da responsabilidade desse órgão, do qual o senhor está presidente. Siga o exemplo do ex-ministro Waldir Pires e também entregue o cargo, ou ao menos venha a público dizer as ações em pról da aviação civil que a ANAC realizou em sua gestão para justificar a "medalha, medalha, medalha" recebida.
(*) Mutley - personagem de desenho animado; cão aviador de Dick Vigarista que sempre buscava como recompensa por qualquer ato, receber medalhas; seu mote: "medalha, medalha, medalha".
Assuma, comandante! E suma!
Já vai tarde, mas é outro que "entregou o cargo"...
Vem do site do G1.
O ministro da Defesa, Waldir Pires, entregou o cargo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (25) em reunião no Palácio do Planalto, informou uma fonte da Presidência. O cargo será ocupado pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim.
O presidente acertou a entrada de Nelson Jobim na terça-feira (24). A opção pelo ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) vem sendo aventada desde meados do primeiro semestre deste ano. Lula considerava que Pires já estava desgastado e inoperante na condução da crise aérea.
Comentário do Velhinho: Nunca antes "neztepaiz" um presidente da República deixou de usar sua prerrogativa de destituir Ministros de Estado. Alguém se lembra de algum exonerado pela Presidência desde o primeiro mandato? Pois é. Líderes assumem as missões boas e as não tão boas. Será que as coisas não estariam diferentes, se a Presidência da República tivesse exonerado Waldir Pires há dez meses atrás?
Mas ainda falta "entregar o cargo", a ministra Marta, o assessor Marco Aurélio e seu acólito Bruno, e também o presidente da ANAC, Milton Zuanazzi. O Velhinho não acredita que o ocupante da Presidência da República tenha coragem para destituí-los. O que, em tese, indica concordância com o que disseram e fizeram.
Costuma também ser assim. Os comandados se miram no exemplo do líder.
Será o caso?

23 Julho 2007

Para os familiares enlutados e aos que se importam, realmente está muito difícil esquecer...
Do site de Claudio Humberto...
Leiam o comentário e assistam ao vídeo. E não deixem a indignação fenecer...
Um governo top-top de linha
A montagem de um vídeo no Youtube é capaz de revoltar até o mais empedernido eleitor de Lula. Com a imagens do discurso dele, na sexta-feira (mais uma sexta-feira, toc, toc), o editor mostra a capacidade de um governo inerte, insensível e esquizofrênico. Dá para concluir o inevitável: o que o presidente Bush, ou o presidente francês Nicolas Sarcozy, ou até o porralouca venezuelano Hugo Chávez fariam, se seus assessores tripudiassem com uma colossal tragédia humana nos seus países, em público e sorridentes? Falta alma brasileira a esses debochados e, principamente, coragem a quem os comanda.
O Laurel e o Labéu...
1928: "Pouca saúde, muita saúva, os males do Brasil são". (Macunaíma, Mario de Andrade)
2007: Faltam responsáveis, sobra incompetência... é de admirar?
Velhinho´s Believe it or not...(22)
Parodiando a marca registrada de Robert Rypley, o Velhinho começará a destacar frases, senão fantásticas, ao menos um tanto surreais.
Denise Abreu, da Anac, mostrando que o pacote anunciado por Lula não vai adiantar nada: "O acidente não foi no ar. Então o acidente não tem nada a ver com o número de vôos em Congonhas. Vocês (jornalistas) estão confundindo. O acidente é o acidente. O sistema aéreo é o sistema aéreo".
Fonte e foto: Site da Revista Época.
Comentário do Velhinho: Pois é. A culpa é da imprensa. Essa senhora deve ter a competência equivalente a de aeronautas e, quem sabe até, de astronautas. É outra que o presidente da República deveria mandar para o Espaço...
O Velhinho avisou...
Ainda vão culpar a imprensa, querem apostar?
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na sua fala de hoje, diz acreditar que todo julgamento prematuro é quase que irresponsável, se referindo à tragédia do vôo 3054. Faltam informações, dados mais precisos que podem estar nas caixas-pretas do avião.
Por óbvio que não será irresponsável e nem prematuro se julgar, politicamente, tanto a ministra Marta Suplicy com seu "relaxem e gozem", nem o ministro Guido Mantega com sua "parte do preço do sucesso da economia" e, mais recentemente, o assessor Marco Aurélio e o acólito Bruno, por seus gestos inadequados para o local onde se encontravam e para o momento traumático que imperava no País.
Assim sendo, resta perguntar ao senhor presidente: Quando essas pessoas serão exoneradas de seus cargos?
Um triste pódio...
Velhinho´s Believe it or not...(21)
Parodiando a marca registrada de Robert Rypley, o Velhinho começará a destacar frases, senão fantásticas, ao menos um tanto surreais.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hoje, sobre o que espera do povo brasileiro no caso da tragédia com o acidente do vôo 3054 da TAM: "A melhor coisa que nós temos de ter é a prudência para investigar corretamente ao invés de ficarmos fazendo ilações, culpando alguém ou absolvendo alguém. É preciso que a gente tenha apenas a prudência de investigar corretamente com uma seriedade que uma investigação desse porte merece".
Comentário do Velhinho: A melhor coisa que o governo pode e deve fazer, senhor presidente, é investigar e dar transparência para a investigação, através de seus órgãos competentes e especializados. Toda investigação deve ser séria, caso contrário deixa de ser investigação para se transformar em qualquer coisa fantasiosa. Falar em investigação séria ou é redundância ou é admitir que o conhecimento da existência investigações que não são ou foram sérias. Já a população tem de se mostrar solidária com os familiares das vítimas e questionar nossos governantes e empresas aéreas sobre todas as dúvidas que houverem acerca as causas desse acidente. Isso, senhor presidente, se chama CIDADANIA.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hoje, sobre o que espera dos familiares das vítimas do acidente com o vôo 3054 da TAM: "Eu queria pedir para as famílias apenas isso: muita força, muita fé em Deus porque eu sei o que vocês estão passando e eu sei o sofrimento".
Comentário do Velhinho: Correndo o risco de estar enganado, senhor presidente, creio que o senhor não sabe o que os familiares das vítimas dessa tragédia estão passando, pelo simples motivo de que nem a senhora sua mãe, nem a senhora sua esposa e nem os seus filhos ou os seus irmãos estavam na lista de passageiros do vôo 3054. Simples assim. Só saberemos o sofrimento do outro, se passamos exatamente pela mesma experiência que o outro, o que não é o caso. Concordo com suas palavras de que os familiares das vítimas devem encontrar força na Fé, quaisquer que forem suas religiões. Resta confiar na competência divina, porque do lado de cá faltam responsáveis e sobra incompetência.

22 Julho 2007

E assim serão lembrados...
O poder muda as pessoas...
Nunca, na história deste País, um governo foi tão reativo...
Reciprocidade...
É uma condição de soberania interessante.
A Venezuela e seu ditador, ãhn, presidente, ãhn, caudilho, enfim, o Chávez aquele, tem o direito de expulsar estrangeiros que falem mal do país.
O Brasil deveria agir com reciprocidade e não só expulsar, mas impedir a entrada de estrangeiros que falem mal de nossa Pátria ou de nossas Instituições, como o Congresso Nacional.
Seria muito bom se o senhor Chávez nunca mais puser os seus pés e língua suja por estas bandas. Vai que a doença seja contagiosa...

Hugo Chávez ameaça expulsar estrangeiros que falem mal do país
CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que vai expulsar do país todos os estrangeiros que falem mal do governo. A declaração foi dada ontem, durante o seu programa dominical, "Alô, Presidente", transmitido por cadeia de rádio e televisão. "Estrangeiro que venha ao nosso país denegrir a imagem de um governo livre, democrático e legítimo, deve, com todo o respeito, ser levado ao aeroporto, com suas malas, e ser convidado a ir embora da Venezuela", disse Chávez, sem esclarecer, porém, se a sua ameaça incluía os correspondentes estrangeiros que trabalham no país.
Senhor presidente Lula, quando serão destituídos o senhor Marco Aurélio Garcia e seu acólito?




Tem coisas que a gente não esquece...
A responsabilidade de cada um...
Desde o início do primeiro mandato do governo do presidente Lula vem se agravando a insidiosa distinção entre o que seria a "boa" mídia (a que defende o governo, ou ao menos não o critica) e a "má" mídia (a que expõe erros e questiona responsabilidade, ou aquela que o critica em maior ou menor grau).
A última costuma levar adjetivos de "oportunista", "golpista" ou subserviente da "zelite".

Graças aos deuses e deusas, o Velhinho não é jornalista e nem é pago por qualquer tipo de mídia.
Ainda assim, os que pensam como o Velhinho e ousam criticar o atual governo e seus representantes são chamados, carinhosamente, de reacionários, direitistas, ignorantes e alguns outros termos menos publicáveis.
Aos que não aceitam a liberdade de expressão, uma recomendação do Velhinho: Vão plantar batatas!
Diante da crise no sistema aéreo brasileiro, alguns jornalistas estão tentando atribuir as responsabilidades para os que governaram o país antes (e apenas antes) do ano de 2000.
Talvez, como costumam dizer, desde o tempo de Cabral.

É o que tentam fazer agora, por conta da tragédia com o acidente do avião 3054 da TAM. Daqui a pouco, loas serão ouvidas e lidas ao único presidente decente que o País teve, nunca antes "neztepaiz", com coragem de dar solução para tal crise.
Sejamos francos, ao menos com relação ao Aeroporto de Congonhas. Ele foi inaugurado em 1936, porém operava desde 1934. Naquela época a pista era de terra batida, acolhia aviões como o Junker-52 e nada havia no entorno do aeroporto.









O governo até foi criticado por construí-lo distante do que era a região central de São Paulo.
Aviões a jato vieram após a II Guerra Mundial, mas se continuou a utilizar os turbo-hélices.A tecnologia da aviação progrediu, assim como a qualidade da pista, que passou a ser asfáltica. E a cidade de São Paulo cresceu no entorno daquele aeroporto.
Existia risco? Sem dúvida. Porém, em função da capacidade e peso dos aviões, adequados para aquela pista de 1.939 metros, os riscos eram menores. Bem menores. Os principais vôos foram da ponte-aérea SP-RIO-SP.
Quando passou a operar como hub, centralizando escalas de vôos nacionais e internacionais, o risco mudou. Os aviões eram maiores em capacidade e peso, a pista continuava do mesmo tamanho e a área de escape do entorno cada vez menor.
Já denominaram, faz tempo, o Aeroporto de Congonhas como um porta-aviões num mar de prédios. É fato.
Os governos anteriores ao atual podem ser tidos como responsáveis por uma tragédia anunciada. Sim, podem. Mas não se pode esquecer que o atual governo está em seu SEGUNDO mandato e as dificuldades do Aeroporto de Congonhas, bem como do tráfego aéreo, eram conhecidos desde o início do PRIMEIRO mandato.
Então, talvez, as questões a serem respondidas digam respeito à ANAC e seus resultados(?) nesse período.
Ou do porque as verbas destinadas para a segurança foram reduzidas, conforme consta de reportagem do jornal O Globo - 22/07/07 - Página 4: "As verbas liberadas nos últimos quatro anos foram reduzidas quase à metade. Em 2002, o país investiu R$ 823 milhões no sistema de segurança aérea. A partir de 2003, o orçamento caiu para a média de R$ 458 milhões anuais".
Ou ainda do porque, desde o PRIMEIRO mandato, nada foi feito para reduzir o tráfego aéreo de Congonhas, com a ampliação de pistas do Aeroporto de Cumbica/Guarulhos e de Viracopos/Campinas.

Pode-se e deve-se responsabilizar governos passados.
O que não se pode é deixar de responsabilizar o atual governo.

21 Julho 2007

Como no episódio do "relaxem e gozem", fica a pergunta: o presidente não vai destituir os responsáveis por palavras e atos absurdos?
É tudo questão de caráter...
Uns tem e outros não, pode ser um bom ou mau caráter. Resta saber qual atitude o presidente da República adotará. O que também pode indicar não só a existência do caráter como a sua qualidade.
Top top e o espírito republicano
Marcos Guterman

Em setembro de 1994, o então ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, foi flagrado dizendo a um jornalista, no intervalo de um programa de TV: “Eu não tenho escrúpulos. O que é bom a gente fatura, o que é ruim, esconde”. Era uma referência ao impacto da divulgação dos índices econômicos na campanha do candidato do PSDB à Presidência, Fernando Henrique Cardoso. As imagens e o áudio foram captados sem que o ministro e o jornalista soubessem. A fita com a gravação foi divulgada pelo PT, que explorou o fato o quanto pôde. Três dias depois, Ricupero renunciou.
Agora, por essas ironias da política, o flagrado é um petista de primeiro time, Marco Aurélio Garcia. Ele fez um gesto obsceno para comemorar ao saber que o desastre com o avião da TAM que chocou o Brasil teria ocorrido por defeito técnico – essa versão livraria o governo de responsabilidade.
Leia mais aqui.
Qual é a atitude, comandante?
Uma questão de exemplo...
O Velhinho está caminhando para os 53 anos de idade e consegue recordar passagens de sua infância que marcaram, ou de alguma forma influenciaram, na formação de seu caráter.
Uma delas deve ter ocorrido entre os 8 ou 9 anos de idade. Papai era subinspetor da gloriosa Guarda Civil de São Paulo e estava alocado em função administrativa em uma unidade denominada Divisão de Reserva (D.R.), localizada, se não me falha a memória, na Rua Alegria, no Brás.
Ele me levou àquela unidade algumas vezes. Em uma ocasião, no meio da manhã, vi a tropa de guardas-civis em formação solene.
O oficial comandante da unidade dircursava sobre os valores da corporação e lamentava que um de seus componentes havia incorrido em erro grave.
Ali, na frente da tropa reunida, o oficial deu voz de comando a esse subordinado para que desse um passo à frente, saindo da formação.
Em voz alta, leu para o subordinado e para a tropa os motivos que estavam dando azo para aquela solenidade. Tratava-se de uma expulsão.
Após a leitura, formalmente o oficial retirou o quepe do subordinado, suas divisas, insígnia, os botões de seu fardamento e tudo o que ligava aquele indivíduo à corporação.
Ato contínuo, por ordem do oficial, todos os demais componentes da tropa deram as costas ao ex-subordinado que saiu escoltado do páteo para a prisão.
Era uma punição exemplar para demonstrar inequivocamente que determinados valores não poderiam ser conspurcados ou traídos.
A execução dessa punição coube ao oficial comandante, gostasse ele ou não da atribuição, era seu dever não só para aquela unidade, como para toda a corporação, fazê-lo. Era sua responsabilidade.
Líderes, chefias, comandantes, não importa de organizações civis ou militares, tem essa responsabilidade de destituir comandados pelo bem maior da organização. É uma tarefa nada agradável, mas necessária porquanto moralizante. Faz parte das responsabilidades dessas pessoas.
Uma das características que o Velhinho tem notado, desde o primeiro mandato do senhor presidente Lula, é a relutância de assumir para si tal responsabilidade.
Aqueles que cercam o Executivo podem errar? Podem, mas não devem. Se erram por atos e palavras e o resultado é desfavorável aos objetivos do governo, deveriam ser destituídos politicamente de seus cargos e funções por aquele que os indicou, em última instância, o presidente da República. Claro que, por uma questão de coerência, deve ser ofertada a possibilidade do subordinado renunciar ao cargo. Imediatamente.
Não o fazendo, o lider, o chefe, o comandante, o presidente da República, deveria assumir para si tal responsabilidade e, sem delongas, destituir o subordinado. O julgamento na esfera da justiça civil ou criminal nada tem a ver com a atitude política. Irá correr de forma independente.
Quanto tempo será dado para a ministra do Turismo Marta Suplicy, o assessor Marcos Aurélio e seu acólito, o senador Renan Calheiros e o ministro Waldir Pires renunciarem a seus cargos ou serem exonerados pelo presidente? O ministro Waldir Pires foi mantido nestes últimos dez meses porque?
Aonde está a incompetência e a falta de responsabilidade? Nos comandados ou no comandante?
Homenagem aos responsáveis(?) pela Aviação Civil e administração de aeroportos brasileiros. Ah, sim. E também ao ministro (até quando?) Waldir Pires, que acredita não ter responsabilidade nesses assuntos.
Velhinho´s Believe it or not...(20)
Parodiando a marca registrada de Robert Rypley, o Velhinho começará a destacar frases, senão fantásticas, ao menos um tanto surreais.

Waldir Pires, ministro da Defesa do governo Lula: "O ministro da Defesa não é administrador do tráfego aéreo. Faça o favor de ler a lei."
Fonte: Folha online.
Foto: Radiobras.
Comentário do Velhinho: Vejamos o que diz o site do Ministério da Defesa.
"A política de aviação civil também ocupa a agenda de atribuições do MD. Atualmente, o Ministério gerencia a transição do Departamento de Aviação Civil (DAC), órgão que regula a aviação civil brasileira, para a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que será vinculada ao Ministério. Na administração dos aeroportos está a Infraero - Empresa de Infra-estrutura Aeroportuária, estatal brasileira também vinculada ao MD."
Pois bem, senhor ministro, se a política da aviação civil é parte das atribuições do Ministério da Defesa, se o Ministério da Defesa gerencia a transição do DAC para a ANAC, se a Infraero - que é responsável pela administração dos aeroportos - está vinculada ao Ministério da Defesa e o senhor diz que o ministro da Defesa não é administrador de tráfego aéreo, deve ser entendido o que? Que o ministro da Defesa deveria ser um profissional de administração de tráfego aéreo? Que o ministro da Defesa não tem responsabilidade ou ingerência sobre a administração do tráfego aéreo?
Se nem o Ministério da Defesa e nem o ministro da Defesa tem essas responsabilidades, quem é que as tem? O Bispo?

20 Julho 2007

Resta saber se o guru vai mantê-lo ou dispensá-lo...(2)
Uma hora acaba até a competência em saltar obstáculos...
Do site de Claudio Humberto...
Aleluia: 'Não adianta mexer. Lula é a crise'
"Há um clamor nacional contra os desmandos de Lula e seus companheiros", diz o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), em relação à cobrança da demissão de Waldir Pires (Defesa), de Marco Aurélio Garcia, de Marta Suplicy (Turismo), de José Carlos Pereira (Infraero). O
parlamentar pergunta quantos assessores já foram demitidos, desde o início do governo Lula, por corrupção e incompetência. Para Aleluia, o problema não é a equipe, é o técnico. "A crise é Lula. A incompetência começa e termina em Lula", diz Aleluia.
Comentário do Velhinho: Os atos e palavras dizem tudo, não?
Procuradoria vê organização criminosa e denuncia Dirceu e mais 39 pelo mensalão.
Nós estamos assumindo, e eu estou assumindo, como o ex-tesoureiro do PT, essa questão perante a nação. Que nós fizemos nesse período de 2003, 2004, dinheiro não contabilizado.
Gedimar e Valdebran foram presos, em São Paulo, com R$ 1,7 milhão. Eles estavam no hotel Ibis, e aguardavam por um emissário do empresário, que levaria o dossiê contra o tucano. O PT nega que o dinheiro seja do partido.







“Relaxa e goza porque você vai esquecer dos transtornos”
"Aos que possam ainda assim sentir-se atingidos pela minha atitude, apresento minhas desculpas".

"E manteve a posição de que não sabia de nada, criticando o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares: 'Não poderia imaginar que o PT e o Delúbio iriam terceirizar as finanças do partido.' Lula repetiu que o caixa 2 'é uma prática intolerável' e insistiu que até agora não se provou a existência do mensalão".
Enquanto isso, a tragédia do aumento do crescimento... dos impostos!!!
Vale conferir o site da Associação Comercial de São Paulo e conhecer o Impostômetro.
Enquanto isso, alguém resolve, afinal, se manifestar...
Reação(?) tardia...
Nunca antes "neztepaiz" se trabalhou tanto... para apagar incêndios!
Segue abaixo comentário do site de Joelmir Beting.
EFEITO TRAGÉDIA
É pena que as medidas anunciadas nesta sexta, 20, pelo Conselho Nacional de Aviação Civil só tenham sido decididas pelo segundo efeito tragédia. Sem esta segunda tragédia, dez meses depois da primeira, será que as autoridades continuariam de braços cruzados, aguardando sabe-se lá o quê?
Com o pacote anti-apagão, finalmente anunciado pelo governo, não se pensa em desativar Congonhas no presente nem no futuro. Até porque o que se quer não é um Congonhas máximo nem um Congonhas mínimo. O que se quer é um Congonhas ótimo.
Hoje ele opera com 20 milhões de passageiros/ano para uma capacidade recentemente ampliadas de 12 milhões, no teto do ótimo. Ou seja, o problema não está no uso de Congonhas, mas no abuso de sua utilização.
A Região Metropolitana de São Paulo precisa mesmo de mais um aeroporto. A demanda de tráfego aéreo na região ensaia dobrar de tamanho até 2012. A Infraero tem agora 90 dias para mapear o local, cuidando de abortar movimentos antecipados de especulação imobiliária.

Resta saber se o guru vai mantê-lo ou dispensá-lo...
Velhinho´s Believe it or not...(19)
Parodiando a marca registrada de Robert Rypley, o Velhinho começará a destacar frases, senão fantásticas, ao menos um tanto surreais.

Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência da República, em nota para explicar seu gesto obsceno flagrado pela "mídia sórdida": Assim, o sentimento que extravasei, em privado, foi e é de repúdio àqueles que trataram sordidamente de aproveitar a comoção que o país vive, para insistir na postura partidária de oposição sistemática a um Governo duas vezes eleito pela imensa maioria do povo brasileiro.
fonte: site do O Globo.
foto: site do O Globo.
Comentário do Velhinho: Se não fosse essa mídia, tão atacada pelo atual governo federal e seus partidários, ninguém saberia de mensalões, "recursos financeiros não contabilizados", propinas, dossiês, e tantas outras trapalhadas em que se metem aloprados, como essa do top-top do assessor Marco.
O gesto, bem explicado na nota, é de indignação contra a mídia que não segue a cartilha desejada, no entendimento de que com a divulgação do defeito do sistema de reversão de uma das turbinas do avião da TAM, toda e qualquer responsabilidade do Governo Federal estaria descartada.
Era bom alguém explicar ao senhor Marco duas coisas:

1. É o Executivo que controla a Infraero, a Anac e o Ministério da Aeronática. A situação da aviação e dos aeroportos no Brasil NÃO está em céu de brigadeiro e é responsabiloidade do Governo Federal. Deste, em seu segundo mandato, e dos anteriores também, diga-se de passagem.
2. Por mais que queira expressar sua indignação, nunca o faça num prédio público, próximo a janelas ou em locais onde qualquer pessoa de posse de um celular possa filmar imagens ou gravar vozes. Vá ao local mais privado possível, a privada, e alí despeje toda a sua indignação. Ninguém se sentirá ofendido, exceto se o cheiro denunciar a ação.
Dando idéias (e ideais) ao Supremo...
Homenageando a incompetência?
Três dias depois do acidente com o avião da TAM em Congonhas (SP), considerada a maior tragédia na história da aviação brasileira, foram homenageados, em Brasília, dois diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Leia a matéria do G1, clicando aqui.
Comentário do Velhinho: São estes atos, sem o menor senso de oportunidade, que levam a população a desacreditar que existam pessoas responsáveis no Executivo. Homenagem por 10 meses de caos aéreo depois daquele acidente ainda não totalmente esclarecido da GOL? E logo após ao acidente da TAM? É jogar o nosso dinheiro no lixo. É homenagear lixo e incompetência.
E durma-se com um zurro desses!!!
Depois de dias em silêncio, será que sai algo que preste?

19 Julho 2007

Alguns aeroportos internacionais do mundo, pelo Google Earth Houston - EUA Vancouver - Canadá Haneda - Tóquio/Japão Lisboa, Portugal Charles De Gaulle, Paris/França Frankfurt, Alemanha Leonardo da Vinci, Fuimicino/Itália Aeroporto Internacional de Congonhas - São Paulo/SP/Brasil
(E ninguém, nenhum governante, nenhum responsável pela Aeronática ou ANAC, nos últimos 10, 15 anos, sentiu vergonha das condições desse aeroporto encravado no meio da cidade de São Paulo? Nem remorso? Nem nada???)

Alguns aeroportos internacionais do Brasil, pelo Google Earth
Prestem atenção nas fotos. Vejam as áreas livres além da extensão das pistas de pouso e decolagem e a proximidade de construções residenciais ou comerciais.

Aeroporto Internacional Salgado Filho - Porto Alegre/RS
Cabeceiras
Comprimento
Superfície

11 / 29
2 280 m (7 480 ft)
Asfalto

11L / 29R (taxiway 'D')
Podendo ser usada em casos extremos em coordenação com a TWR Palegre.

1 500 m (4 921 ft)
Asfalto



Aeroporto Internacional Tancredo Neves - Confins/BeloHorizonte/MG
Cabeceiras Comprimento Superfície
m ft
16/34 3000 x 45
Asfalto


Aeroporto da Pampulha (no site da Infraero, embora não seja considerado Internacional, pela localização, vale como referência) -Belo Horizonte/MG
Pistas
Cabeceiras
Comprimento
Superfície

13/31
2 540 m (8 333 ft)
Asfalto


Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim - RJ

Cabeceiras
Comprimento
Superfície

10/28
4 000 m (13 123 ft)
Concreto

15/33
3 180 m (10 433 ft)
Asfalto



Aeroporto Internacional de Viracopos - Campinas/SP

Cabeceiras
Comprimento
Superfície

15 / 33
3 240 m (10 630 ft)
Asfalto



Aeroporto Internacional de Guarulhos - Cumbica/SP

Cabeceiras
Comprimento
Superfície

09L/27R
3 700 m (12 139 ft)
Asfalto

09R/27L
3 000 m (9 843 ft)
Asfalto



Aeroporto Internacional de Congonhas - São Paulo/SP

Cabeceiras
Comprimento
Superfície

17R/35L
1 939 m (6 362 ft)
Asfalto

17L/35R
1 436 m (4 711 ft)
Asfalto


Reparem.
Dos aeroportos mostrados, é o que tem a menor pista, além de estar cercado por prédios residenciais e comerciais. Ainda assim, sua categoria é Internacional.
O Velhinho é leigo no assunto. Mas o bom senso diz que este aeroporto deveria se destinar a aviões de pequeno porte, pelo risco potencial do entorno habitado.
Será algo tão absurdo assim? Se não, a responsabilidade do Governo Federal, da Aeronáutica, da Anac não se prende apenas ao governo Lula. É também de governos anteriores e de quem ocupava os cargos de decisão. O que não isenta o governo atual, cujo presidente se encontra em seu SEGUNDO mandato.
Se esse aeroporto continuar a receber aeronaves de grande porte para pouso e decolagem, na opinião do Velhinho, será uma atitude criminosa.
Quantos haverão de morrer ainda até que alguém tome para si a responsabilidade de decidir?
Reprodução do Blog do Reinaldo Azevedo
O Velhinho reproduz postagem do Blog do Reinaldo Azevedo. Quem puder e quiser, encaminhe a amigos por e-mail ou reproduza, com os devidos créditos, em seus próprios blogs ou outras ferramentas da WEB.

E Lula queria que nós, os paulistas, fôssemos gratos a ele por Congonhas...




Aqui, há dois vídeos em que o Aeroporto de Congonhas é tema do debate entre Lula e Geraldo Alckmin, nas eleições do ano passado. No vídeo acima, em debate na TV Bandeirantes, o Apedeuta diz que o candidato tucano deveria ser grato pela reforma feita no Aeroporto de Congonhas. Reparem na arrogância.
Se você clicar aqui, terá acesso a um outro, este do debate na TV Record, em que se fala do superfaturamento de R$ 100 milhões havido na reforma de Congonhas. Com o apreço de sempre pela verdade, Lula diz que as obras ainda nem tinham sido pagas. Tinham. Tanto é que ele afirma que seria preciso aguardar parecer do TCU. O tribunal só dá parecer depois de efetivado o pagamento. Ah claro: também o resultado da apuração do TCU veio à luz. E apontou... superfaturamento!!!
As emissoras de TV deveriam liberar a imagem de Lula apenas depois das 23h. Para, como quer o Romãozinho da censura, “proteger as nossas crianças”. Lula é impróprio para consumo humano. Que ao menos se preservem os menores de 18 anos.
Reproduzam este post, passem adiante. Eles têm a Al Qaeda eletrônica. Temos a rede dos homens livres.
Incompetência demais...
Velhinho´s Believe it or not...(18)
Parodiando a marca registrada de Robert Rypley, o Velhinho começará a destacar frases, senão fantásticas, ao menos um tanto surreais.
Raimundo Eloi de Carvalho, coordenador-geral de Previsão e Análise do Fisco: "A arrecadação do semestre foi centrada em alguns pontos que não dá para dizer que vão se repetir. Não dá para abrir mão da CPMF".
Fonte: O Globo - 19/07/07 - Página 34
Comentário do Velhinho: Vejamos por outro ângulo, o do contribuinte. Não se ganha o que baste para pagar tributos e sobreviver, em especial sem que o Estado ofereça adequada contrapartida em serviços para a população nas áreas de Saúde, Educação, Segurança, Transporte, Emprego e Moradia. Não dá para se pagar a CPMF. E aí, senhor Carvalho, como fica?
Pois é...
fonte: jornal O Globo - 19/07/07 - 1ª Página
Sobreviventes: ZERO!
O Velhinho continua chocado. Já começou a retirada de rabos da reta. É provável que, findas as investigações, a responsabilidade fique apenas com os mortos.
Enquanto isso, o País segue sem rumo, com pessoas que não sabem de nada, com corruptos cara-de-paus impunes, com pessoas eleitas pelo povo como seus representantes, mas que representam interesses pessoais, partidários ou ideológicos alegando sempre estar a serviço da democracia e do interesse do povo.
Somente o povo, a população indignada, pode mudar algo. Sem pressão popular seremos eternamente vítimas.
Presidentes da República, Juízes e Ministério Público, Senadores, Deputados, Governadores, Prefeitos, Vereadores, partidos políticos, imprensa, iniciativa privada, nenhuma dessas figuras são ou representam heróis.
Herói é o povo, que suporta tanta incompetência e paga tributos caros, quase sangrentos, para sustentar incompetentes.
O Velhinho indica dois links que refletem sinais de alerta para se sair da imobilidade, da anestesia coletiva, da impotência.
O primeiro é de Arnaldo Jabor e seu comentário no site da CBN.
O segundo é do site da Charge.com, que mais uma vez sai de seu humor crítico para protestar contra essa realidade insólita.

18 Julho 2007

Xô, Censura!
O Velhinho recomenda que o acesso ao site para ver os filmes promocionais contra a censura. Aproveite para participar do abaixo assinado. Clique na imagem.
Quantas mortes serão necessárias?
O Velhinho está com dificuldade de tentar entender. O Velhinho está estupefacto.

Algumas perguntas que precisam ser respondidas pela Aeronáutica, Infraero e pela Presidência da República.
Quais são as normas de segurança para se aprovar a liberação da pista de um aeroporto do porte de Congonhas para a aviação comercial?
As ranhuras na pista, para promoverem melhor escoamento de água das chuvas e, por consequência, oferecer maior condições de atrito em pousos e decolagens, representam fator essencial, primordial de segurança para operações da aviação civil em um aeroporto do porte de Congonhas?
Quais os riscos de acidentes em se autorizando pousos e decolagens numa pista que não tenha tais ranhuras?
Qual o parecer técnico do responsáveis pelas obras de recuperação das pistas de pouso e decolagem do Aeroporto de Congonhas, com relação a liberação das mesmas SEM a execução dessas ranhuras? O que dizem os laudos?
Quem são os técnicos que assinam esses laudos?
Quem assinou e autorizou a liberação das pistas do Aeroporto de Congonhas para uso da aviação comercial, sem as obras que implantariam as tais ranhuras?
Se a pista tivesse as ranhuras, qual a possibilidade de ocorrência deste último acidente envolvendo o avião da TAM?
O que justificou a liberação daquelas pistas para a aviação comercial sem que as condições de segurança estivessem plenamente atendidas?
E por último, é possível se confiar nas medidas de segurança em aeroportos para uso da aviação civil, sob os auspícios da Infraero, da Aeronática e, em última instância, da Presidência da República?
O que resta agora, além de guardar luto?
Com certeza, não vale nem pensar no conselho da ainda ministra do Turismo que deveria há tempos ter sido exonerada, nem qualquer fala do ministro da Defesa, que também não se sabe a que veio.

Até onde vai a incompetência de um governo?
Até onde vai a inércia de um povo anestesiado?

15 Julho 2007

Ulular. Faz todo o sentido. UUUUUUUUUUUUUUU (5)
Ulular. Faz todo o sentido. UUUUUUUUUUUUUUU (4)
Ulular. Faz todo o sentido. UUUUUUUUUUUUUUU (3)
Ulular. Faz todo o sentido. UUUUUUUUUUUUUUU (2)
Ulular. Faz todo o sentido. UUUUUUUUUUUUUUU (1)

13 Julho 2007

Nunca antes "neztepaiz" (e nem em outros)
"Quebrando o protocolo por causa de algum problema inesperado, Nuzman deu como aberto os XV Jogos Pan-Americanos, ao ser avisado que o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou a esboçar o anúncio ao lado de um microfone, não teria condições de fazer seu discurso.
Até o presente momento, não existe uma explicação oficial do Comitê Organizador sobre o que realmente aconteceu. Anteriormente, o público havia vaiado Lula por duas vezes.

Esta foi a primeira vez que o presidente do país-sede não conseguiu realizar o discurso de abertura dos Jogos".
Fonte: Estadão online
Foto: Folha online/Jamil Bittar/Reuters
Leia a matéria completa aqui.
Comentário do Velhinho
: E como ficam as pesquisas de opinião sobre a imagem do presidente da República? Ou cerca de 90 mil pessoas que lotavam o Maracanã pertencem à tal "zelite" que persegue o senhor presidente Lula, ou as pesquisas tem algo mais a explicar...
Resultado da Pesquisa Relâmpago no Maracanã, sobre o presidente Lula
Pergunta para mexer com os brios (de quem os tem, é claro)...
´Tá na cara!!!
Adianta dizer que roubando não vale?
Velhinho´s Believe it or not...(17)
Parodiando a marca registrada de Robert Rypley, o Velhinho começará a destacar frases, senão fantásticas, ao menos um tanto surreais.
Senador e corregedor do Senado Romeu Tuma: "Ontem, com todo o respeito que tenho ao espiritismo, eu disse que, se trouxermos dez chefes de terreiro, sendo três da Bahia, ainda assim não se faz o descarrego desta Casa hoje, pelo peso da espiritualidade negativa que está tomando conta da Casa".
Fonte: O Globo online.
Comentário do Velhinho: Com todo o respeito, senador Tuma, não há necessidade de recorrer aos Orixás, ou guias, ou entidades, ou mentores espirituais. Basta que cada senador e senadora assumam incondicionalmente a responsabilidade concedida pelos eleitores que os elegeram e ponham ordem na Casa. Como disse o senador Renan, é a maioria do plenário que pode tirá-lo da presidência. Por todas as interferências que o presidência do senado praticou, sem contar essa última protelação de ontem, o Velhinho estranha que nenhum senador ou senadora tenha entrado com representação no Conselho de Ética por quebra de decoro. Afinal, manobrar componentes do Conselho de Ética em causa própria ou de outrem, não quebra o decoro?
Mesmo porque, senador Tuma, se alguma sessão de descarrego viesse a ser realizada, correr-se-ia o risco de algum espírito falar que está faltando vergonha na cara dos senhores(as) senadores(as). Espírito zombeteiro, com certeza não apareceria. Ele já está presente e zombando da Casa e dos eleitores faz tempo.
E durma-se com um barulho desse...
Senhores políticos, não é festa do caqui, não!
Senador Renan, tenha um gesto ao menos de grandeza e abandone a presidência do Senado.
Há duas coisas que se pode evitar vida: políticos corruptos e governantes que abusam dos tributos.
A frase acima é do Velhinho Rabugento.
Para ambas, vale a GRITA DO POVO.
Aos políticos corruptos pode-se gritar aos Senado, à Câmara dos Deputados, para as Assembléias Legislativas e Câmaras de Vereadores, sem esquecer das urnas nos dias de eleições.
Quanto aos tributos, pode-se, de imediato, aderir ao movimento XÔ CPMF. Setembro é a data limite.
No site do movimento existe dois recursos interessantes.
Um deles é o Abaixo Assinado XÔ CPMF.
O outro é o envio de uma mensagem padrão para Senadores e Deputados Federais por unidade da Federação. Confira aqui.
Clique na imagem para saber mais e aderir ao movimento.
Só há duas coisas inevitáveis na vida: morte e impostos.
A frase acima é de Benjamin Franklin.
Existem outras frases conhecidas:
. É preciso apertar o cinto.
. Temos de esperar o bolo crescer para depois repartir.
. Se não tivermos os recursos ou demorarmos a aprovar a lei, teremos que reduzir investimentos e gastos importantes.
Esta última é do senhor Guido Mantega, ministro da Fazenda, ao defender a manutenção da CPMF.
Ou seja, investimentos foram previstos e, possivelmente, gastos já foram autorizados - senão realizados - na certeza da prorrogação da CPMF ou na criação de nova contribuição, taxa ou imposto.
Não é de admirar que o Brasil tenha uma das maiores cargas tributárias do mundo, assim como um dos Congressos mais dispensdiosos, porém sem a equivalente contrapartida em qualidade e quantidade de serviços devolvidos para a população pagante.
O Estado não está preocupado em apertado outro cinto que não seja o da população.
Pelo que o brasileiro paga de tributos (impostos, taxas e contribuições) os problemas de moradia, saúde, educação e segurança, se existissem, deveriam afetar um número reduzidos da população, o que não é o caso.
A alforria existe para poucos e o cidadão continua a ser refém do Estado, quando não escravo.
E durma-se com um barulho desse...
O Globo - 13/07/07 - Página 30
Carga tributária subiu para 34,5% em 2006
Ministro reconhece que parcela é muito alta no Brasil, mas pede prorrogação da CPMF
Martha Beck
BRASÍLIA. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que a carga tributária brasileira subiu quase um ponto percentual no ano passado, de 33,7% para 34,5% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país).
...

Ministro defende expansão moderada, sem gargalos Mesmo com o caixa abarrotado, durante audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara Mantega pediu a aprovação do projeto de lei que prorroga a cobrança da CPMF e da Desvinculação de Receita das União (DRU) até o fim de 2011. Segundo ele, caso o Congresso não aprove a proposta, o equilíbrio fiscal ficará comprometido.
Leia a matéria completa aqui.

11 Julho 2007

A estatura de um presidente do Senado Brasileiro...(2)
A estatura de um presidente do Senado Brasileiro...(1)
Análise do dia - traduzindo o economês
O comentário abaixo é do site do Joelmir Beting.
RESERVAS DE BOM TAMANHO
As reservas cambiais ultrapassaram, nesta quarta-feira, o patamar de 150 bilhões de dólares, exatamente o dobro da dívida externa do governo.
Quem diria...
O Banco Central teve de comprar cerca de 1 bilhão de dólares no mercado flutuante, para evitar queda ainda maior do dólar, que fechou a quarta-feira repetindo a cotação da véspera, R$ 1,89.
O BC também divulgou os números do fluxo cambial em junho: as entradas líquidas de dólares no país somaram 16,561 bilhões de dólares, 138% mais que em maio. E em junho de 2006, houve saída líquida de 2,676 bilhões de dóalres.
Reservas robustas, como estes 150 bilhões a caminho de 200 bilhões, acabam com a vulnerabilidade externa do Brasil e rebaixam o risco país para menos de 150 pontos, já abaixo da média dos emergentes, que flutua acima de 160 pontos.
Ou metade do risco argentina, de 280 pontos.
Em tempo: na posse do primeiro LulaLá, em janeiro de 2003, nossas reservas não passavam de 16 bilhões de dólares.
Um traque.
Mas o Velhinho pergunta duas coisas:
1. E quanto a nossa dívida interna?
2. Ainda pagamos juros ao FMI? Se sim, quanto se paga por mês?
3. Se a impressão que se tem é tão alvissareira, por que raios que a carga tributária continua nos píncaros?
Afinal de contas, quando a situação vai mal, o contribuinte aperta o cinto e paga a conta. E quando vai bem, também?
E as pesquisas do bolsa-família vão bem, obrigado... (5)
Políticos (nem todos, porém muitos) aos olhos do povo...(2)
Políticos (nem todos, porém muitos) aos olhos do povo...(1)
Questão de Exemplo
E-mail encaminhado ao Senado pelo Velhinho-Rabugento.
Senhores(as) Senadores(as),

Mais uma vez ouso escrever, movido por um sentimento de dever com a Pátria e de indignação, que todo cidadão deveria ter e manter.
Como cidadão, busco tanto quanto possível assistir a TV Senado e a TV Câmara dos Deputados, além de buscar o que a imprensa, tão criticada como nunca antes neste País, venha a publicar.
Hoje, deparei-me com a seguinte matéria:
Rivais ameaçam Argello com dossiê
Caso o suplente decida assumir a vaga deixada por Roriz, papéis serão entregues ao corregedor do Senado
Fonte: Estadão online.
Ontem, já havia lido a declaração destemperada do senador Renan Calheiros:
RENAN DIZ QUE PARA TIRÁ-LO DO CARGO "VÃO TER QUE SUJAR AS MÃOS"
Fonte: G1.
Li, também, o comentário de Lúcia Hipólito do dia 10/07/07, com o qual concordo inteiramente:
Será que o senador Renan prevaricou?
Segundo o Aurélio, prevaricação é crime perpetrado por funcionário público, que consiste em retardar ou deixar de praticar, indebitamente, ato de ofício, ou em praticá-lo contra disposição legal expressa, para satisfação de interesse ou sentimento pessoal.
Fonte: Blog de Lúcia Hipólito.
Será que se configura prevaricação o fato de ocupantes de cargos públicos, eleitos pelo povo, demonstrarem ter conhecimento de fatos que configurem acusações sérias de ilícitos e utilizarem desse conhecimento para ameaças, veladas ou não? Isso é política? Ou crime?
Quais interesses movem eventuais ocupantes de cargos públicos que assim procedem? Interesses pessoais ou interesses para o bem-estar da Pátria, do Povo e das Instituições democráticas?
Se eu, um cidadão, eleitor e contribuinte, não puder acreditar nem nos representantes eleitos, nem nas Instituições democráticas, nem no exemplo que pessoas que deveriam ter moral ilibada, probos, acima de quaisquer suspeitas e sem nada temer, devo acreditar em que, senhores(as) senadores(as)?
Às vezes, lamento dizer, tenho a sensação de que toda a corrupção denunciada, todo recurso ao foro especial, toda a impunidade, tem como alvo não a figura deste ou daquele político. O alvo, senhores(as) senadores(as) são as Instituições, maiores que as pessoas, que dão sustentação ao Estado Democrático de Direito.
Um processo destinado ao Conselho de Ética é, de fato, um julgamento político, moral e ético.
Não se trata de ação do Judiciário, onde se julgam efetivamente os crimes contra a pessoa, contra o patrimônio, contra o Estado.
Então, o cidadão pergunta: Por que tamanha dificuldade em se emitir um parecer político? Um parlamentar não pode, ou não poderia, ter máculas em sua vida pública que venham a sugerir o uso de seu cargo e função em benefício próprio. Se as tiver e forem aceitas por seus pares, algo vai muito errado na Instituição.
O tratamento entre parlamentares é dado, formalmente, por "Vossa Excelência".
Excelência é qualidade daquilo ou de quem é excelente, de qualidade superior, muito bom, perfeito, bem acabado, exímio, distinto, notável.
É uma qualidade que gostaríamos de ver estendida ao Brasil, ao Povo, ao Cidadão, ao Contribuinte.
Contudo, vejo-me obrigado a fazer nova pergunta: O que os senhores(as) senadores(as) entendem por "Excelência", diante dos rumos que se está dando ao nosso País e às nossas Instituições?
Reitero o que escrevi em e-mail anterior. Os senhores(as) senadores(as) devem ser EXEMPLO, aos olhos da Nação.
Quero acreditar no País, em nossos representantes eleitos, nas Instituições. Quero que aquele voto - de confiança - depositado na urna se faça valer.
Depende, principalmente, do exemplo dos(as) senhores(as) senadores(as).
O último a sair desliga o ventilador...
E as pesquisas do bolsa-família vão bem, obrigado... (4)
E as pesquisas do bolsa-família vão bem, obrigado... (3)
E as pesquisas do bolsa-família vão bem, obrigado... (2)
E as pesquisas do bolsa-família vão bem, obrigado... (1)
Parlamentares com massa ignara e putrefata entre as orelhas pensam assim...
Velhinho´s Believe it or not...(16)
Parodiando a marca registrada de Robert Rypley, o Velhinho começará a destacar frases, senão fantásticas, ao menos um tanto surreais.

Senador Almeida Lima: "Não participarei de linchamento moral contra quem quer que seja sem a prova da culpa e, apenas, para satisfação da imprensa ou da massa ignara que, aos berros, vozeia 'Crucifica-o!' como no poema de Fagundes Varela".
fonte: jornal O Globo, coluna de Merval Pereira
foto: Roosevelt Pinheiro
Comentário do Velhinho: Senador, massa ignara, além de putrefata, é o que determinados políticos tem entre as orelhas. Oportunistas, demagogos, sofistas, pensam mais em seus próprios ganhos - pessoais e políticos - do que na responsabilidade de representar o eleitor, o contribuinte. São pessoas que deveriam ter vergonha de ocupar um cargo público e falar bobagem na tribuna. O povo e a imprensa, senador, são necessários em uma democracia. Os senadores também, no caso da democracia existente no Brasil. A vantagem é que não se elege nem imprensa e nem o povo. Já os senadores...
Para ser igual, só falta asas... Ah, não tem? Então...
fonte: O Globo - 11/07/07 - Primeira página
(I)moral da estória...
Velhinho´s Believe it or not...(15)
Parodiando a marca registrada de Robert Rypley, o Velhinho começará a destacar frases, senão fantásticas, ao menos um tanto surreais.
Senador Renan Calheiros: "Se quiserem minha cadeira, vão ter que sujar as mãos. Vão ter que dizer ao Brasil e ao mundo por que querem minha cadeira".
fonte: site do G1.
foto: Revista Época.
Comentário do Velhinho: Não é por nada não senador, mas para começo de conversa, a cadeira não é sua. Está sua. E o motivo para o senhor se afastar dessa cadeira é óbvio. O senhor já deixou bem claro que em sua pretensa defesa usará, despudoradamente, sua posição de presidente do Senado. Ou seja, a cadeira que está sua. Creio que se o senhor não tivesse já usado desse expediente, se houvesse deixado o Conselho de Ética(?) atuar de forma independente, nada disso que vemos pela TV Senado estaria ocorrendo. Parece que somente o senhor não se dá conta de que aqueles que pedem seu afastamento da presidência não são seus pares, mas o povo brasileiro. Aliás, senador, o senhor costuma ouvir o povo? Por acaso se lembra que o povo existe?

06 Julho 2007

Conselho de quem entende...
fonte: O Globo - 06/0707 - Página 1
Velhinho´s Believe it or not...(14)
Parodiando a marca registrada de Robert Rypley, o Velhinho começará a destacar frases, senão fantásticas, ao menos um tanto surreais.
Paulo Goyaz
, advogado, sobre seu cliente, Gim Argello, que é suplente do ex-senador Roriz: "Gim não fez nenhum ato como senador. É comum ações na Justiça contra ocupantes de cargos públicos. Se fosse assim, quase ninguém poderia assumir um mandato. Afinal, qual é o político que não tem processo"?
Fonte: Blog do Noblat
Foto: Carlos Eduardo/Correioweb
Comentário do Velhinho
: Processo, qualquer cidadão comum pode ter. O que se questiona é qual tipo de processo que envolve um candidato a ocupar um cargo público. Pode ser um processo de perda e danos ou de injúria, difamação ou calúnia.
Como também pode ser um processo de improbidade administrativa, ganho ilícito, assassinato, corrupção.
É a diferença entre o inviolabilidade e a impunidade.
A depender do processo, visando o bem maior do Brasil, do povo brasileiro e das Instituições, esse candidato a um cargo público não deveria ser vetado? Ao menos não deveria ter estrutura moral e ética para assumir apenas após seu processo transitar em julgado, para não gerar suposição de interferência devido a influência do cargo?
É isso, senho causídico, o que se questiona.
Que papelão...
Mais sobre impunidade e foro privilegiado.
É o caminho. Passou da hora de se fazer uma campanha para uma PEC que altere o foro privilegiado previsto na Constituição, de maneira que presenver a inviolabilidade, mas não gere a impunidade. Todos são iguais perante a Lei. Isso também reza a Constituição e, na prática, não está sendo cumprido. O que se tem hoje é que alguns são mais iguais que a maioria. Vamos mudar isso? Que tal encher as caixas postais de Senadores e Deputados (é preciso, no mínimo, aprovação de um terço dos senadores e dos deputados para uma emenda constitucional ser proposta)? Por que não, também dos deputados estaduais ( é preciso que mais da metade das assembléias legislativas das unidades da Federação aprovem a proposta)? E por que não, da presidência da República (para quem usa e abusa da caneta em Medidas Provisórias, não seria demais propor uma PEC nesse sentido, basta a vontade política do senhor presidente)? Fica aqui a proposta. Vamos nessa?
O Globo - 06/07/07 - Opinião - Página 6
Impunidade
Se alguma força política resolver assumir a luta contra a impunidade terá muito o que fazer, como se sabe. A renúncia que auto-inocenta de que lançou mão o senador Joaquim Roriz, um artifício sempre à disposição dos parlamentares, seria um dos primeiros itens de uma agenda de ações destinadas a fazer com que a atividade política de fato fosse vacinada contra a infiltração de criminosos de toda ordem.
Não serve como justificativa a idéia de que como o Congresso e as demais Casas legislativas são um reflexo da sociedade, neles deve existir de tudo. Não pode, nem deve, pois do Legislativo depende um elemento básico da democracia, a representatividade do eleitor.
Foi criado um sistema de proteção do político em exercício de cargos eletivos para preservá-lo de retaliações por crimes de opinião.
Muito sensato. O político não pode temer bater-se por idéias.
Essa blindagem passou, no entanto, a servir de escudo a criminosos comuns. Uma medida correta foi facilitar a instauração de inquérito e abertura de processo contra deputados e senadores. Basta o sinal verde das respectivas Mesas, sem que a decisão seja do plenário, onde o corporativismo e o compadrio agem com mais desenvoltura.
Mantém-se, porém, o foro privilegiado, o qual faz sentido, para evitar o risco de julgamentos tendenciosos nas instâncias inferiores. O problema do foro especial é o atulhamento de ações no STF, explicação para o fato de a Corte não ter punido qualquer autoridade em 40 anos. Portanto, é importante que alguns mecanismos criados na reforma judiciária (súmula vinculante, por exemplo) sejam acionados para aliviar o trabalho dos ministros e dar-lhes tempo para julgar os processos contra os beneficiados pelo foro especial.
Roriz se utilizou de uma falha na legislação, a mesma que ajudou mensaleiros do PT e de partidos aliados a escapar de qualquer punição e poder voltar na eleição mais próxima. Quem conta com voto de cabresto ideológico, fisiológico ou ambos pode recorrer a esse artifício. Quase sempre, esta renúncia — uma espécie de confissão enviesada do crime — é exercida enquanto o político alega fantasiosas conspirações da imprensa contra ele ou o que for. Reza a regra, político afunda atirando.
Além desse tipo de renúncia esperta a que recorreu Roriz para escapar da cassação, a regra de que apenas criminosos condenados em última instância podem ser impedidos de disputar eleições e a norma de se contar o prazo para a prescrição de delitos eleitorais a partir da apuração do fato, e não do julgamento do caso, são distorções a serem eliminadas, se e quando houver uma reforma política séria.
Por enquanto, merecem o achincalhe. Pelo jeito, até gostam...(6)
Para onde vai o dinheiro dos tributos que pagamos...
O Velhinho queria entender uma coisa. Se ONG que dizer "Organização Não Governamental", por que diabos ela deve receber subsídios do GOVERNO?
Se as propostas das ONGs são meritórias e apresentam um efetivo retorno para a sociedade ou um relevante serviço, com certeza poderia contar com o patrocínio da iniciativa privada que por sua vez, poderia efetuar abatimentos em seus impostos de renda.
Como pode uma ONG se considerar NÃO GOVERNAMENTAL de depende de verba do ESTADO, do GOVERNO para subsistir? Não ficaria tal ONG à mercê de aparelhamento ideológico e partidário, ao sabor do partido político que ocupa o Poder Executivo?
Já passou da hora de se fazer uma CPI séria e decente sobre ONGs, para dar respostas à população de onde vai nosso suado dinheirinho consumido pelos altos tributos existentes no Brasil.
A matéria que serve para exemplificar este comentário, vem do Estadão online.
Aulas atrasam 8 meses
Alvaro Magalhães e Josmar Jozino
A Agência de Desenvolvimento Solidário (ADS), braço educativo da Central Única dos Trabalhadores (CUT), é a ONG com sede na Capital (no mesmo prédio da CUT) que mais verba recebeu este ano para executar o Programa Brasil Alfabetizado. A quantia depositada em abril pelo Ministério da Educação na conta da organização ultrapassa os R$ 8 milhões - o que equivale a 40% dos repasses para entidades com sede na Capital. A ADS, no entanto, não cumpriu o calendário cadastrado no MEC. As aulas deveriam começar em 1º de dezembro de 2006 e terminar em 30 de julho deste ano.
O atraso no início das aulas é mais uma irregularidade envolvendo ONGs credenciadas no programa de alfabetização.
Leia mais aqui.
Por enquanto, merecem o achincalhe. Pelo jeito, até gostam...(5)
Ainda o foro privilegiado.
Seria bom se o Senado e a Câmara começassem a propor mudanças antes que a população as exija.
Ou o Presidente da República, que também pode propor uma PEC para modificar o critério do foro privilegiado.
Ou mais da metade das Assembléias Legislativas do País, que também podem fazer a proposta.
Ou o povo, cobrando fortemente seus representantes eleitos para que mude essa situação já indecente do foro privilegiado.
Que tal um plebiscito para saber o que o povo pensa? Ah... é verdade. Quem iria propor um
plebiscito desses?

A matéria é do Estadão online.
STF não pune autoridades e condenação no STJ chega a 1,5%

Dados de 1988 até maio passado revelam o tamanho da impunidade e fazem parte de um estudo divulgado nesta quinta pela Associação dos Magistrados Brasileiros
Mariângela Gallucci
BRASÍLIA - Um estudo da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), divulgado em Brasília nesta quinta-feira, 5, revela que desde 1988, ano da aprovação da Constituição brasileira, até maio passado, nenhuma autoridade foi condenada no Supremo Tribunal Federal (STF) nas 130 ações protocoladas e apenas cinco de um total de 333 processos sofreram condenação no STF, o que equivale a apenas 1,5% de autoridades punidas.
Leia mais aqui.
Por enquanto, merecem o achincalhe. Pelo jeito, até gostam...(4)
De quebra, releiam a lição que o Velhinho recomenda, mas que é rejeitada. Por que será?
Uma PEC que faz falta...



















...e que nenhum legislador irá defender.
O foro
privilegiado concedido pela Constituição aos parlamentares, deveria se restringir à inviolabilidade do direito de defender idéias na atividade legislativa.
Nunca deveria ser tratada como impunidade para crimes.
Como o Velhinho escreveu aos senhores(as) senadores(as),trata-se de "uma impunidade galopante reservada a semi-deuses de um Olimpo tupiniquim".

Leiam o artigo abaixo, que defende a mesma tese.
Imunidade, uma afronta ao País
Pedro de Couto/Tribuna da Imprensa online/06/07/07
A imunidade parlamentar no Brasil, como é concebida e exercida, sem sombra de dúvida constitui uma blindagem a favor da corrupção e, como tal, representa uma afronta ao próprio País, atingindo o sentimento de nação que deve ser predominante.
Não se pode confundir, é importante frisar, inviolabilidade com impunidade.
A inviolabilidade, como acontece em qualquer país do mundo, e como a Constituição brasileira assinala, protege os deputados e senadores por suas palavras, conceitos e votos. Mas não é irrestrita.
Começa no edifício do Parlamento e acaba dentro de seus limites.
O texto da lei maior sempre foi muito claro. Suas interpretações é que são obscuras.
Um membro do Congresso Nacional não pode ser processado por seus discursos, evidente, mas isso nada tem a ver com suas atividades como cidadão.
Infelizmente no Brasil, inclusive desde a carta de 46 que marcou a redemocratização depois da ditadura de 37 a 45, Estado Novo de Vargas, o instituto da imunidade estende-se aos crimes comuns.
Leia mais aqui.

05 Julho 2007

Da turma do "Relaxem e Gozem"...
Por enquanto, merecem o achincalhe. Pelo jeito, até gostam...(3)
Por enquanto, merecem o achincalhe. Pelo jeito, até gostam...(2)
Por enquanto, merecem o achincalhe. Pelo jeito, até gostam...(1)
É uma atrás de outra! Depois a culpada é a imprensa, só por informar das lambanças de suas excelências...
Será que o Velhinho realmente está equivocado?
Será que Lula tinha razão acerca dos "300 picaretas"?
Será que apenas poucos, talvez que se conte nos dedos de uma mão, se salvem seja no Senado, seja na Câmara dos Deputados?

Nariz Gelado tem razão. É preciso Inseticida, água e desinfetante. O Velhinho recomenda também uma urgente desratização! Em ambas as Casas Legislativas!
Leiam a postagem do Blog do Noblat, que vai na íntegra:
Por pouco, o Senado não comete mais uma lambança
Vocês pensam que a maioria dos políticos aprende alguma coisa com toda essa barulheira promovida por nós, mídia fascista, que derrubou ontem Joaquim Roriz e ameaça derrubar Renan Calheiros?
Aprende nada. Mal você se distrai e parte deles volta a aprontar.
Vocês não acham um escândalo que um senador assuma a relatoria da indicação do seu suplente para um dos cargos mais cobiçados da República?
Pois foi o que fez Jayme Campos (DEM-MT) em favor do seu suplente Luiz Antonio Pagot, atual secretário de Educação do Mato Grosso.

Pagot foi indicado por Lula para Diretor-Geral do Departamento de Infra-Estrutura e Transporte (DINIT), onde administrará um orçamento anual de R$ 12 bilhões (mais do dobro do orçamento do Mato Grosso).
Jayme pediu a aprovação do nome dele na Comissão de Infra-estrutura do Senado.
Querem mais?
No seu relatório, Jayme omitiu o fato de Pagot ter sido servidor no Senado entre 1994 e 2002.
Foi esquecimento? Que nada.
Foi para que ninguém perguntasse como Pagot poderia ter servido ao Senado naquela época quando era acionista e Diretor-Superintendente de uma empresa do governador Blairo Maggi em Itacoatiara, no Amazonas, a mais de 3 mil quilômetros de Brasília.
Esqueça o fato de que Pagot não poderia estar em dois lugares ao mesmo tempo - para os padrões de moralidade dos nossos políticos, esse seria um fato, digamos assim, menor, sem importância.
O problema é que a lei, a lei com L maíusculo, a lei que regula o que um servidor público pode e não pode fazer; a LEI proibe o servidor público de ser acionista ou de trabalhar em empresa privada. E Pagot trabalhou, sim, desrespeitando a lei e omitindo tal informação do Senado.
E voltou a omitir novamente quando mandou a versão mais recente do seu curriculum que acompanha a mensagem assinada por Lula. A isso dá-se o nome de crime de falsidade ideológica. Pagot incindiu em crime de falsidade ideológica entre 1994 e 2002 e voltou a reincidir.
Os senadores não sabem disso? Que nada. Estão carecas de saber. Apenas estão pouco se lixando. Em troca, Pagot prometeu contemplar os Estados deles (e alguns em particular) com gordas fatias do orçamento do DINIT.
Vocês sabem como são essas coisas... Sabem como algumas acabam, não é mesmo?
Por pouco, muito pouco, pouco mesmo o nome de Pagot não foi aprovado ontem durante sessão da Comissão de Infra-estrutura do Senado presidida por Marcone Perillo (PSDB-GO). Uma vez aprovado ali, o nome dele teria de ser aprovado depois no plenário do Senado.
Mas o senador Mario Couto (PSDB-PA) pediu vistas do parecer do seu colega Jayme, adiando a aprovação do nome de Pagot. E por causa disso o mundo desabou na cabeça dele. Pelo menos sete senadores pressionaram Couto a desistir do pedido de vista - sem sucesso.
Querem saber quem integra o bando dos sete?
* Jayme Campos (DEM-MT) - recentemente foi multado pelo Ibama em R$ 5 milhões por desmatamento ilegal. Foi flagrado em escuta telefônica metido em negócios suspeitos envolvendo cartórios no município Barra do Garças (MT);
* João Ribeiro (PR-TO) - denunciado pelo Ministério Público por manter trabalhadores em condições análogas ao trabalho escravo;
* Expedito Júnior (PR-RO) - cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia sob a acusação de ter comprado votos para se eleger nas últimas eleições. Ele apelou da decisão;
* Wellington Salgado (PMDB-MG) - bem, esse vocês estão fartos de conhecer. Pagou metade das despesas da campanha de Hélio Costa, atual ministro das Comunicações, eleito senador pelo PMDB de Minas Gerais. Virou suplente de Costa e assumiu a vaga dele. Deve uma nota preta ao INSS;
* Serys Slhessarenko (PT-MT) - Foi citada no caso da Máfia dos Sanguessugas. Um genro dela levou grana com a venda superfaturada de ambulâncias. Ela disse ao Conselho de Ética que fora vítima da calúnia dos seus adversários - entre eles, quem? Pagot.
* Valdir Raupp (PMDB-RO) - responde a 15 processos na Justiça pelos mais variados motivos. Ao defender a aprovação do nome de Pagot, disse que o DINIT estava entregue às moscas e que nem os lobistas apareciam mais por lá (disse isso, eu juro!).
(Atenção, mídia fascista: quando é que vai começar a se interessar pelo caso de Pagot? Você perdeu muito tempo para descobrir Roriz.)
Do Saite do Millor. Nem precisa qualquer comentário...
EDITORIAL I - NOMÍNIMO

Réquiem alegre, enquanto dá.
NoMínimo apagou. Apagaram-no. Não lhe deram o gás. O oxigênio. O mínimo de patrocínio. Qué qué isso, companheiro, não acredito - gastaram tudo em latrocínio? Não digo que era o melhor Jornal da web, porque não conheço todos. Era o melhor dos muitos que eu vi. Com uma ou duas centenas de profissionais da comunicação, que iam dos NoMínimo competentes aos insuportavelmente brilhantes. Mas não chorem por eles, argentinos. Nenhum vai cair na sarjeta ou estender mão de pedinte. Todos têm espaço sólido no jornalismo de papel e tinta. Aqui, porém, foram deletados. Pelos deletérios. O Millôr.