Você pode denunciar crimes de PRECONCEITO RELIGIOSO no Rio de Janeiro

Você sofre agressão, perseguição, coação ou qualquer ameaça por motivo religioso?

Denuncie através do site http://www.policiacivil.rj.gov.br na aba "DENÚNCIA"

Não é preciso se identificar!

A Constituição da República Federativa do Brasil determina, em seu Art. 5º, inciso VI: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias"

Seja Cidadão, defendendo seus direitos! Denuncie crimes de preconceito religioso!

Você também é uma vítima da CORRUPÇÃO!
Lembre-se disso nas próximas eleições...

14 dezembro 2007

O autor da comédia! O autor! O autor!
O Velhinho vai postar na íntegra, mas grifando partes, a Análise do Dia - traduzindo o economês, da newsletter de Joelmir Beting.
Tenham certeza que haverá quem o venha a tachar de "pig", tucano, direita reacionária, "zelite", et coetera...
Quem? Oras, os mesmos aloprados de sempre et caterva...

COMÉDIA DE ERROS


No parto de montanha da CPMF, mais uma vez o governo Lula pariu um rato. Parece que o governo, mal escoltado pelo partido, não tem vocação para a chamada gestão de crise. Ele se deixa vencer por crises de ordem técnica e mais ainda por crises de caráter político.

Nesta desastrada e desastrosa costura política sobre matéria técnica, a salvação ou não da CPMF, o governo Lula acabou abatido, não pela oposição, que é do ramo, mas pela própria base aliada - que se revelou frágil de base e bem pouco aliada.

A verdade é que, sem entrar no mérito da própria CPMF, o governo Lula errou na largada, na chegada e no meio da caminhada. Apostou todas as fichas no já ganhou.

E perdeu.

Começou com muito atraso o processo político da negociação. Certamente, apostando tudo na base do já ganhou, do salto alto, da cooptação de padrão mensalinho.

A meio caminho, já enrascado no caso Renan,apelou para a intransigência, vestida de arrogância: prorrogação da CPMF com casca e tudo, sem qualquer partilha com os Estados, sem redução a alíquota, sem vinculação plena com a Saúde.

O ministro Mantega, politicamente destreinado, preferiu queimar pontes nos contatos com a base aliada, além de hostilizar a oposição pela mídia.

E olhe que a oposição, é bom lembrar, estava rachada a favor do governo, nas hostes do PSDB. Os governadores presidenciáveis, José Serra e Aécio Neves, fizeram de tudo para arrancar a unanimidade do partido na aprovação da CPMF. Mas a adesão marginal d PSDB acabou expurgada pela defecção lateral do PMDB e derivados.

E agora?

Agora, o mundo não vai acabar.

O governo não pode, simplesmente, retaliar. Retaliar a base aliada? Nem pensar. Vem aí o 2008 eleitoral, rampa de lançamento do eleitoral 2010. Caberá ao governo juntar os próprios cacos políticos, adoçando e não espancando os insurretos da base aliada, com seus caciques agora de saia justa.

Afinal, o que não falta é cobertura técnica para o vácuo da CPMF.

O desfalque é de apenas 6% do Orçamento geral da União. Será que não haveria nenhuma gordura na coluna da despesa e nenhuma cintura na coluna da receita? Será que não daria na margem para remanejar a despesa nem redirecionar a receita?

Ora, o Orçamento Geral da União 2008 ainda está em gestação, nas comissões mistas do Congresso. Ele pode ser rearranjado até fevereiro ou março, como tem sido de praxe em nossa velha carpintaria orçamentária.

Pelo lado da receita, a alternativa escapista estaria na tributação maior do capital no Imposto de Renda, no Imposto sobre Operações Financeiras e na Contribuição Social sobre os Lucros. Nesse tripé, ela poderia resgatar metade da CPMF perdida.

A outra metade viria da redução do superávit primário, montado em overdose para o pagamento dos juros em overdose de uma dívida pública em overdose, que financia a gastança pública em overdose.

Aqui em 2007, a receita federal cresceu 11% e a despesa federal nada menos de 16%.

E mais: manter os juros nas nuvens, pelo triplo da média mundial, faz algo mais que encarecer, insensatamente, os curso financeiros da dívida federal. Afunda o dólar, que obriga o Banco Central a fazer reservas cambiais, não com a poupança fiscal, mas com mais dívida federal.

Este ano, reservas já de US$ 180 bilhões, compradas, aqui, em real, a um custo de 13% ao ano, estão aplicadas lá fora, em dólar, a um ganho de 3%. Que tal?

Pois nessa arbitragem dos juros pelo reverso cambial, o Banco Central vai fechar o ano com prejuízo de R$ 74 bilhões. Ou duas CPMFs. E preciso dizer mais alguma coisa?

Em resumo: um ajuste orçamentário a menor, da ordem de 6% do bolo, é um exercício rotineiro das empresas e das famílias. Mas não, infelizmente, dos governos ou dos partidos. Todos eles, sempre com a mão bem maior que o bolso: a mão deles no bolso da gente.

Ah! Se o saco sem fundo da União deixa de arrancar da sociedade a CPMF de R$ 40 bilhões, pra onde vai essa dinheirama toda?

Vai ficar em poder da própria sociedade, recirculando diretamente na economia, gerando mais consumo, mais produção, mais emprego. Do tamanho de um 14º salário para as decisões de 6 milhões de agentes econômicos e para as escolhas de 184 milhões de brasileiros esfolados.

Os pobres, que pagam 2,6% de CPMF amoitada nos preços finais dos remédios da farmácia, eles sabem bem melhor do que todo e qualquer governo o que fazer com esses mesmos 2,6% de desconto e não mais de confisco.

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