Você pode denunciar crimes de PRECONCEITO RELIGIOSO no Rio de Janeiro

Você sofre agressão, perseguição, coação ou qualquer ameaça por motivo religioso?

Denuncie através do site http://www.policiacivil.rj.gov.br na aba "DENÚNCIA"

Não é preciso se identificar!

A Constituição da República Federativa do Brasil determina, em seu Art. 5º, inciso VI: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias"

Seja Cidadão, defendendo seus direitos! Denuncie crimes de preconceito religioso!

Você também é uma vítima da CORRUPÇÃO!
Lembre-se disso nas próximas eleições...

21 agosto 2007

O que diria Émile Zola? J'accuse?
Em homenagem aos nossos legisladores, ao Judiciário, Juízes e Juízas, Ministério Público, OAB, Advogados e estudantes de Direito.
O Globo - 21/08/07 - Página 7 LUIZ GARCIA Lá, não como cá
Não faz muito sentido ter inveja de outros países. Não adianta coisa alguma e é o que o pessoal chama de comportamento colonizado — coisa de quem não sabe dar valor a tudo que nossa orgulhosa nação tem de belo e pujante, salve & salve.
Feita a ressalva, invejemos apenas um episódio isolado. Semana passada, na Flórida, o juiz Frederico Moreno condenou o casal brasileiro Estevam e Sônia Hernandez a 140 dias numa penitenciária somados a cinco meses de prisão domiciliar e seguidos de 14 meses de liberdade condicional.
Para completar, multa de 30 mil dólares por cabeça e confisco de 50 e tantos mil dólares que a dupla tentara levar escondido do Brasil para os EUA. Estevam e Sônia — a propósito, são os proprietários (o rebanho que me desculpe, mas é o nome mais adequado) da Igreja Renascer em Cristo — foram presos com o dinheiro escondido em 9 de janeiro, no aeroporto de Miami. Serão deportados depois de cumprida a pena.
É óbvia a razão da inveja. Quando é que no Brasil um caso do gênero — crime de colarinho branco, cometido por pessoas com recursos para pagar advogados competentes — chega ao fim em apenas oito meses? E com condenação aparentemente adequada ao delito? Nossos tribunais são tão honestos quanto os melhores do mundo.
Nossos advogados não são mais competentes do que os que podem ser contratados por réus endinheirados em qualquer país. Mas as perguntas aí em cima continuam valendo.
E sua pertinência pode ser testada. A dupla da Renascer está sendo processada também no Brasil, pelo mesmo episódio. É acusada de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal.
Até o ponto já atingido pelo processo, tudo parece correr como deveria ser. Mas, daqui em diante, com os códigos e leis que regulamentam nossos procedimentos jurídicos, quanta diferença! Em qualquer país de qualquer planeta, criminosos ricos têm a seu alcance meios de adiar ou evitar condenações por algum tempo. É do jogo: melhores advogados advogam melhor. Mas não há exagero em se reconhecer que raros países comparáveis ao Brasil oferecem como nós uma quantidade extraordinária de recursos legais para adiar sentenças quase indefinidamente.
E o número de situações privilegiadas — a começar pela prisão especial — parece infindável.
E o pior é que não pára de crescer.
Como mostra a generosa ampliação do foro privilegiado, outro dia aprovada em Minas.
Quem sabe, estou pessimista demais. Proponho adiar o veredicto.
Vamos ver quanto tempo levará o processo no Brasil contra os Hernandez, e qual resultado terá, depois de terminada a temporada da dupla sob o sol inclemente da Justiça da Flórida.
Dependendo, a gente pede desculpas ou bota de novo a boca no trombone.

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