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04 agosto 2007

Democracia na China? Ah!
Nada como exemplos de diferentes "democracias" para entendermos o que queremos para a nossa democracia.
O Globo - 04/08/07 - Página 40
Revolta e prisões em ato pró-Tibete
China detém centenas de pessoas que pediam volta do Dalai Lama e isola cidade no oeste
Gilberto Scofield Jr.
Uma manifestação pública pela volta do Dalai Lama, o líder espiritual do povo tibetano, resultou num choque entre a polícia da cidade de Lithang, no oeste da província de Sichuan — um reduto de maioria tibetana —, e centenas de pessoas que participavam de um festival de folclore local na tarde de quarta-feira, informaram a ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF), o grupo de direitos humanos International Campaign for Tibet e a Radio Free Asia.
Pelo menos 200 pessoas continuam presas e incomunicáveis e a cidade está isolada por forte policiamento, afirmou a RSF. O incidente começou quando autoridades chinesas elogiavam o Exército de Libertação do Povo (ELP), cujo 80oaniversário foi comemorado quarta-feira. Num determinado momento, o ativista Rungye Adak, de 51 anos, subiu ao palco e gritou: — Se nós não podemos convidar o Dalai Lama para voltar para casa, não teremos liberdade de religião e felicidade para os tibetanos! Vocês querem que o Dalai Lama volte? A multidão respondeu com um sonoro “sim”. As autoridades imediatamente prenderam Adak e o levaram para a delegacia de polícia da cidade. O que a polícia não esperava é que centenas de pessoas que assistiram ao discurso rumassem para a delegacia pedindo a liberdade do ativista e a volta do Dalai. A polícia reagiu com cassetetes e tiros.
Não há registro de feridos, mas cerca de 200 pessoas continuam detidas até agora para investigação.
Governo: escolha de lamas reencarnados
Reforço policial de outras cidades foi imediatamente enviado para a região, que permanece isolada da imprensa. A agência de notícias Associated Press conseguiu falar com uma funcionária da delegacia de Lithang, que confirmou o incidente mas se recusou a dar qualquer detalhe, dizendo apenas que “tudo voltou ao normal”.
Na sexta-feira, a agência de notícias estatal Xinhua publicou uma reportagem com a Administração Estatal de Assuntos Religiosos — a agência à qual estão subordinadas todas as religiões na China — afirmando que os lamas, as futuras encarnações dos budas vivos, serão escolhidos com o aval do governo e não apenas pelos monges, como manda a tradição do budismo tibetano.
O mesmo já acontece com a Igreja Católica Patriótica da China, que não obedece ao Vaticano e cujos bispos também são escolhidos com a supervisão da Administração Estatal de Assuntos Religiosos.
Isso já ocorreu no caso do Panchen Lama, a segunda maior autoridade religiosa do Tibete. Em 1995, o menino Gendun Choekyi Nyima foi escolhido pelo Dalai Lama em seu exílio em Dharamsala, na Índia, como a reencarnação do 11oPanchen Lama, mas desapareceu logo após a indicação e acredita-se que ele hoje, aos 18 anos, seja o mais jovem preso político do mundo.
No mesmo ano, outro rapaz, Gyaencaen Norbu, foi escolhido pelo governo da China como o novo Panchen Lama, uma figura controversa, mas constante na mídia da China, que não perde a chance de afirmar a liberdade religiosa do país e recomendar aos budistas do Tibete que “preservem o amor pela pátriamãe”.
A China assumiu o controle do Tibete em 1951. Em 1959, o Dalai Lama fugiu para a Índia, estabelecendo um governo no exílio em Dharamsala.

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