Vamos moralizar o Congresso?

Vamos moralizar o Congresso?

Você pode denunciar crimes de PRECONCEITO RELIGIOSO no Rio de Janeiro

Você sofre agressão, perseguição, coação ou qualquer ameaça por motivo religioso?

Denuncie através do site http://www.policiacivil.rj.gov.br na aba "DENÚNCIA"

Você não precisa se identificar!

A Constituição da República Federativa do Brasil determina, em seu Art. 5º, inciso VI:

"É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias"

Seja Cidadão, defendendo seus direitos!

Denuncie crimes de preconceito religioso!

11 Julho 2009

E tem gente que se vende fácil, fácil..., até por uma bolsa-qualquer-coisa...
E "o cara" ainda leva prêmio...
Depois, ainda se queixa da imprensa que, por não ser crítica, acaba sendo a maior porta-voz do adesismo do "cara".
Claro que o Velhinho pode estar equivocado em sua leitura, contudo parece que recebemos três ou quatro bobagens na mesma matéria da Reuters, publicada pelo Yahoo notícias. Vejamos a matéria em itálico, entremeada com os comentários do Velhinho em fonte normal.
Lula defende uso de energia nuclear pelo Irã com fins pacíficos
Sex, 10 Jul, 07h18
BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu na sexta-feira o uso de energia nuclear com fins pacíficos pelo Irã, segundo informações veiculadas no site da Presidência na Internet.
Estados Unidos, Israel e outros países acusam o Irã de tentar obter armas nucleares, o que os iranianos negam. Segundo Teerã, o país tem como objetivo o uso da tecnologia para a geração de energia.
"O que eu quero, na verdade, é que o Irã pense sobre armamento nuclear aquilo que pensa o Brasil e aquilo que faz o Brasil. Ou seja: você pode manusear energia nuclear, desde que seja para fins pacíficos", disse Lula a jornalistas na cidade italiana de L'Aquila, onde o presidente se reuniu com líderes de países desenvolvidos e em desenvolvimento.
O presidente disse que gostaria de viajar a Teerã e espera uma visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, a fim de aprofundar as relações bilaterais.
Comentário do Velhinho: O presidente Lula pode querer e não querer muita coisa, é um direito dele. Isso não quer dizer que seus desejos venham a ser satisfeitos por outros que têm seus próprios desejos, ainda mais se os outros forem presidentes de outras nações. Afinal de contas, como representantes máximos de nações, os presidentes costumam fazer valer a soberania nacional de seus países. O presidente Lula pode querer que o presidente nem tão democrático do Irã, ou o ditador da Coréia do Norte utilizem a energia atômica para fins pacíficos. Já esses presidentes não titubeiam em alardear seus interesses no uso bélico da energia atômica. E eles alardeiam! Então, em que acreditar? No desejo do presidente Lula, ou na intenção declarada daqueles outros portentosos defensores pacifistas da "democracia"?

Lula elogiou a ideia italiana de aumentar o número de países que se reúnem periodicamente para debater os rumos da economia mundial, fazendo com que o G14 substitua o G8. No entanto, destacou que o G20 tem maior representatividade.
"Eu acho que quanto mais países participarem, mais a gente tem chance de evitar erros nas nossas decisões. Eu acho que o G20 é uma boa pedida para resolver o problema da crise econômica e acho que nós precisamos mantê-lo reforçado", argumentou.
Segundo ele, os líderes que se reuniram na Itália estão relativamente otimistas quanto à conjuntura econômica global.
"Acho que o pior já passou na maioria dos países", disse. "Os países emergentes estão em uma situação mais confortável."
Lula ressaltou que há divergências nas negociações de um acordo para combater o aquecimento global. Para ele, é preciso combinar mecanismos de sequestro de carbono com medidas de redução de emissão de gases que causam o efeito estufa.
"Se ficar apenas o pagamento pelo sequestro de carbono, o que vai acontecer? Os países ricos, como têm dinheiro, vão continuar emitindo gases de efeito estufa e vão pagar para os outros sequestrarem", afirmou, ponderando que existe vontade política para a construção de um entendimento.
Comentário do Velhinho: O presidente Lula também pode achar muita coisa sobre a estabilidade ou não da economia. O Velhinho se habituou a achar o contrário do que diz o presidente: quando ele disse que a Saúde Pública estava quase perfeitinha, o Velhinho tinha certeza de que estava - e está! - sofrível, muito aquém do que os brasileiros pagam por ela em tributos; quando ele disse que o Brasil não seria atingido pela crise econômica, o Velhinho teve certeza que a crise estava chegando; quando ele exortou o povo a consumir mais - e se endividar! - o Velhinho pensou em comprar somente o essencial e evitar o supérfluo e as dívidas; quando ele defende a "democracia" do orangotango Chávez, o Velhinho percebe um totalitário em ascensão; logo, quando ele acha que o pior da crise econômica já passou, o Velhinho acredita que ainda sentiremos os efeitos por muito tempo.
Já na "análise" presidencial do efeito estufa, o que dizer? Dá a impressão que os emissores de Carbono são apenas os países ricos, quando se sabe que todos os países contribuem para a emissão de Carbono, apenas que, quanto mais industrializados, maior a emissão. O que dizer do seqüestro do Carbono? "Ô, mano! Vamos ali na esquina providenciar um seqüestro do Carbono, porque seus pais pagarão o resgate"? Quase ninguém no mundo sabe, não é?, que os processos do chamado seqüestro do Carbono (conceito colado na Conferência de Kyoto,em 1997) podem ocorrer de forma natural e artificial; e que a artificial ainda está em fase de pesquisa e análise por conta de efeitos colaterais indesejados. O processo mais em voga está centrado no plantio de novas florestas ou no replantio de manutenção das florestas existentes, além de se reforçar que na agricultura deveria se utilizar mais a velha estratégia de "rotation" dos latifúndios. Logo, essa tese de "pagar pelo seqüestro, mano!" é meia verdade. Ou meia mentira.

Lula evitou falar sobre a crise do Senado, e sinalizou que a recondução do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, ao cargo pode demorar.
"Essas coisas, às vezes, levam dias, levam meses. Se fosse fácil, já tinham resolvido. Aliás, se fosse fácil não tinha nem acontecido. Essas coisas são complicadas mesmo", comentou.
Comentário do Velhinho: Realmente, são complicadas. Seriam mais fáceis caso o adesismo e a conveniência de certos governantes não quisessem prevalecer sobre as Constituições ou leis de cada país. O que complica é o oportunismo, não é verdade?

10 Julho 2009

Um pouco de humor para explicar a política da Conveniência (e às vezes, Conivência)...

09 Julho 2009

A lei contra os fumantes (chamada de Antifumo) pende para o totalitarismo...
O Velhinho já estava imaginando que estava sozinho nessa lida. Ledo engano, não está só. Antes, está muito bem acompanhado.
O artigo abaixo está no Estadão on line, seção Opinião:

Pastor das almas
Demétrio Magnoli
Logo mais, em São Paulo, será proibido fumar em qualquer local fechado de uso coletivo, público ou privado. A lei paulista, patrocinada por José Serra, bane fumódromos em restaurantes, bares, edifícios públicos e empresas privadas. Ela também confere compulsoriamente aos proprietários de estabelecimentos comerciais um poder de polícia, obrigando-os a fiscalizar a proibição. Entre os deveres dos empresários se inclui a oferta aos clientes de formulários de denúncia de episódios de violação da lei.
Nas democracias, o poder público administra as coisas. Mas a lei de Serra ambiciona administrar as almas, impondo a virtude e punindo o vício. Na sua intrusividade extremada, representa a culminância provisória de uma tendência perigosa. Há dois anos o governo federal tentou moldar os conteúdos da programação de TV por meio da chamada classificação indicativa, que daria ao Ministério da Justiça um poder de censura. Em maio, também em São Paulo, entrou em vigor uma lei proibindo o consumo de bebidas alcoólicas nas faculdades técnicas e escolas públicas e privadas do Estado, até mesmo por maiores de idade e em eventos alheios ao ano letivo, o que baniu o quentão e o vinho quente das festas juninas.
Serra ocupa um posto de vanguarda, mas não está só. Claudia Costin, a secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro, determinou em junho o recolhimento de um livro didático de História que contém uma gravura quinhentista de Theodor de Bry. Costin julgou "inadequada" para alunos do quarto ano a figuração do empalamento ritual executado por índios tupis contra inimigos. O seu diagnóstico pessoal cancelou tanto a avaliação formal do MEC, que havia aprovado o livro, quanto a escolha dos professores que o selecionaram. A gravura condenada está exposta em museus visitados por crianças em atividades extracurriculares promovidas pelas escolas.
Leis e atos do poder público têm a função de proteger direitos. Mas Serra e Costin parecem enxergar o Estado como um pastor de almas: o pedagogo dos espíritos devotado a esculpir comportamentos culturais. Sob essa perspectiva, os cidadãos ocupam o lugar de pupilos ainda irresponsáveis, expostos à sedução do vício e carentes de uma autoridade virtuosa capaz de protegê-los de si mesmos.
Não há direito legítimo protegido pelas leis de Serra ou pelo ato de Costin. Numa sociedade que preza a liberdade, o direito dos não-fumantes ficaria preservado pela simples informação de que determinado bar ou restaurante se destina a fumantes. Uma solução mais restritiva é exigir a implantação de fumódromos confinados nos estabelecimentos que desejarem atrair o público fumante. Mas a proibição absoluta de Serra tem uma finalidade distinta: usar o poder de repressão para dissuadir os fumantes de fumar.
Já existem leis que proíbem a venda de bebidas alcoólicas para menores. O veto absoluto imposto por Serra atinge especificamente os direitos dos adultos nas festas juninas. Como Serra, Costin invoca o pretexto de proteger as crianças para ocultar a sua vontade de educar os educadores. O governador e a secretária imaginam-se missionários da virtude. Deviam abrir igrejas e disputar a conquista de almas num mercado competitivo, mas preferem fazer sua pregação com a persuasiva ajuda da polícia.
Há um impulso higienizador atrás dos atos normativos das duas autoridades. Segundo Serra, adultos que fumam e bebem socialmente não podem reivindicar seus próprios direitos, pois são mensageiros do mal. Se o governador pretende despoluir os corpos, a secretária almeja limpar as mentes, despojando-as de imagens impuras. A natureza territorial das normas que patrocinam tem um significado: eles traçam um círculo de giz em torno de espaços geográficos libertados do vício.
A busca do "homem novo", o indivíduo virtuoso que encarna as qualidades de uma nação renascida, é um traço crucial dos totalitarismos do século 20. O "homem novo" de Benito Mussolini, um guerreiro infatigável sempre em uniforme militar, tinha como inimigo primordial não o judeu ou o estrangeiro, mas o espectro envolvente da degeneração física e mental. Mens sana in corpore sano - o princípio fundador da educação física e também do eugenismo foi invocado pelos mais diversos regimes totalitários em campanhas de reforma dos hábitos e comportamentos individuais. Serra não impôs exercícios físicos compulsórios antes do trabalho e Costin não mandou imprimir um livro oficial com imagens "adequadas". Os atropelos às liberdades que promovem são insignificantes diante dos crimes monstruosos já cometidos em nome da virtude. Mas estão impregnados pelo mesmo conceito fulcral, que subordina a liberdade das pessoas a um projeto de eugenia coletiva.
O debate sobre a lei antitabagista é esclarecedor. Inicialmente, os defensores da interdição absoluta alegaram a proteção dos direitos dos não-fumantes, mas para sustentar a proibição de fumódromos confinados convocaram os argumentos que desvendam seu verdadeiro programa. O cigarro deve ser proibido por oferecer um mau exemplo. Os fumantes devem ser socialmente estigmatizados. O tabagismo deve ser coibido legalmente, pois as doenças que provoca geram custos para o sistema público de saúde. Friedrich Schallmayer, o fundador do movimento de higiene racial alemão, explicou em 1903 que "os insanos constituem uma enorme carga para o Estado". Ele queria dizer que a "eficiência" da nação era reduzida pela existência daqueles doentes. O arcabouço ideológica da lei de Serra pode ser expresso como uma paráfrase do dístico de Schallmayer.
Serra e Costin talvez não ambicionem de fato criar o "homem novo" exemplar. Imagino que sejam movidos apenas por um cálculo político oportunista, amparado em sondagens de opinião pública. Mas isso não altera a mensagem contida nos seus atos. Distraídos, estão formulando uma tese sobre o Estado e o indivíduo.
Demétrio Magnoli é sociólogo e doutor em Geografia Humana pela USP.
E-mail: demetrio.magnoli@terra.com.br

08 Julho 2009

Fala o "coroné" bolivariano..
Mediação para quê, não é mesmo?
Com esse espírito intransigente, não dá para acreditar que mesmo prometendo de pés juntos que respeitará a Constituição, caso receba anistia e volte para Honduras.
Essa estória ainda vai feder muito, ainda mais com o lance dos 10 milhões de dólares desviados para o plebiscito inconstitucional.
A informação vem do Último Segundo:
Zelaya diz que Micheletti pagará por 'traição' em Honduras
08/07 - 18:03 - AFP
O líder deposto de Honduras, Manuel Zelaya, chamou o presidente interino, Roberto Micheletti, de "gorila" e prometeu que ele pagará por sua "traição", em declarações a TV estatal chilena.
"São crimes que não prescrevem e responderá por eles (...). A história não vai perdoá-lo", afirmou Zelaya em entrevista à Televisión Nacional de Chile.
Micheletti "é um gorila" que cometeu "assassinatos, violações dos direitos humanos e, especialmente, traição", denunciou Zelaya.
Apesar da dura posição, Zelaya confirmou que irá à reunião desta quinta-feira, na Costa Rica, patrocinada pelo presidente Oscar Arias para resolver a crise hondurenha, e que terá a presença de Micheletti.
"Nos reuniremos com o mediador (Arias), que é alguém por quem temos um enorme respeito (...) mas não vamos negociar" com os que assumiram o poder em Honduras", assinalou.
Já pensou se a CPMF fosse mantida?
Acorda, Zé Povinho!!!
Nas próximas eleições, não reeleja ninguém!
Não vote em quem apóia outro político por conveniência ou conivência!

E agora, libertários?
A matéria é da Folha on line:
Governo chinês diz que executará culpados por 156 mortes em protestos

O chefe do Partido Comunista chinês de Urumqi, Li Zhi, afirmou nesta quarta-feira que todos os responsáveis pela morte de 156 pessoas nos confrontos entre manifestantes uigures e a polícia no domingo passado (5), na capital da Província de Xinjiang (noroeste), serão condenados a morte.
"Aqueles que mataram brutalmente nos incidentes serão sentenciados à morte", disse Li, em entrevista coletiva na cidade, que vive hoje sob clima de tensão e intenso policiamento para evitar novos confrontos.
Li afirmou que muitas pessoas acusadas de assassinato já foram presas e que a maioria são estudantes.
Leia cronologia dos conflitos com uigures no oeste da China
Saiba mais sobre os conflitos com muçulmanos na China
Ele não detalhou, contudo, quem exatamente são estas 156 vítimas dos protestos --número que a população chinesa diz ser muito maior. Não afirmou também se todas vítimas foram mortas por manifestantes ou se a polícia, na tentativa de repressão aos distúrbios, teve participação.
(Leia mais...)
Comentário do Velhinho:
Agora é esperar os clamores mundiais contra o governo "democrático" chinês, contra as mortes ocorridas na manifestação que podem ter sido provocadas pela reação policial e, claro, contra a execução de pessoas - mesmo que consideradas culpadas.
Vamos lá!
Podem se revoltar, senhores presidentes bolivarianos ou não da América Latina; pode ser revoltar, Obama; podem se revoltar, reis e rainhas mundo afora; pode se revoltar, Comunidade Européia, podem se revoltar Ongs de direitos humanos e de direitos animais também.

Ou será que agora vai se ouvir aquele discurso sobre soberania nacional e que cada país tem sua Constituição e suas leis e elas devem ser respeitadas?
Ou, pior ainda, todos ficarão em silêncio?
Essas são as "democracias" e as conveniências ideológicas, pois não?

07 Julho 2009

Argumento estranho...
A ministra da Casa Civil entende que a imprensa compara o Brasil com a Suiça. Antes fosse.
Segundo reportagem do G1, a ministra declarou:
"Se considerar o Brasil como a Suíça, (o PAC) está lento. Como não somos a Suíça, acho que conseguimos em várias obras, as principais, acelerar (o programa)".
Então, pode-se comparar também a CargaTributária, não é mesmo?
Segundo dados em estudo de Roberto Name Ribeiro, da Fazenda, encontrado no site do Governo, dentre os países membros da OCDE o Brasil ocupa o 17º lugar dentre as maiores cargas tributárias, com o índice de 35,91%; já a Suíça, com o índice de 29,82%, ocupa o 27º lugar.A Suíça é a 23º maior economia do mundo, com cerca de 7.581.520 habitantes. O Brasil, com cerca de 189.612.814 habitentes, é a 8ª maior economia do mundo.
Que raio de comparação é essa, ministra?

O que se quer saber é: considerando a Carga Tributária brasileira, como se explica que as obras do PAC estejam empacadas?
Mais: Onde está indo parar essa grana?

Será que a ministra sabe responder?
Enquanto isso, em uma aula de Conveniência...
Um dos ralos do tributo nosso de cada dia...A matéria é do Globo on line:
De janeiro a junho, gasto do Senado com passagens aéreas para o exterior triplicou em relação a 2008
BRASÍLIA - Enfrentando uma crise desde março, o Senado gastou no primeiro semestre com passagens aéreas internacionais três vezes mais do que as despesas realizadas para essa finalidade no mesmo período de 2008. Segundo informações do site Contas Abertas, com base em dados do Siafi (sistema que mostra receitas e despesas da União), foi gasto R$ 1,8 milhão para custear viagens internacionais entre janeiro e junho deste ano, contra R$ 549,9 mil em 2008. A conta inclui não só as passagens da cota de senadores como os bilhetes de missões oficiais da Casa e usados por servidores. (Relembre os escândalos no Congresso e as providências tomadas)
O levantamento, que compara gastos entre o primeiro semestre deste ano e o do ano passado, também mostra aumento de 53% nos gastos com viagens nacionais: R$ 7,8 milhões em 2009 contra R$ 5,1 milhões em 2008, sempre no mesmo período. O consultor de economia do site Contas Abertas, Gil Castelo Branco, esclarece que são despesas feitas pelo Senado com passagens tanto da cota dos senadores quanto de missões oficiais e de viagens de servidores da Casa. No Siafi não há como distinguir os três tipos de gasto.
Ele critica o aumento dessas despesas no momento em que a Casa enfrentou críticas em relação ao uso da cota aérea:

- O natural é que tivesse diminuído. Mas, principalmente no que diz respeito às passagens internacionais, o aumento foi significativo, justamente num momento em que os senadores estavam sendo observados.
O 1º secretário da Mesa, Heráclito Fortes (DEM-PI), mostrou surpresa e até desconfiou da veracidade dos números. Mas pediu que sejam analisados pela área técnica da Casa:
- Não acredito nesses dados. Até porque estamos em período de crise. Mesmo assim, encaminhei pedido para analisar esses gastos. Mas, pela lógica, não tem como esse número ser verdadeiro.
Despesa com diárias foi reduzida
Acuados pelas denúncias da farra das passagens, Câmara e Senado mudaram as regras. No Senado, houve anúncio de corte de 25% na cota mensal paga a cada um dos 81 senadores. Segundo a assessoria divulgou à época, em abril, o corte permitira reduzir de R$ 15,6 milhões para R$ 11,7 milhões os gastos com as passagens da cota anual dos senadores.
As novas regras proíbem o uso de passagens para custear viagens de parentes. Apenas o senador pode usar a cota para o exercício do mandato, sem pedir autorização, dentro e fora do país. É permitido o uso por assessores, mas com autorização prévia.
Dados do Siafi mostram que, apesar do aumento nos gastos com bilhetes aéreos, houve redução no pagamento de diárias para hospedagem de senadores, servidores e colaboradores neste primeiro semestre, se comparado ao mesmo período de 2008. Para o pagamento de diárias no exterior, o Senado desembolsou R$ 263,4 mil este ano - quase R$ 30 mil a menos do que no mesmo período em 2008. E no caso das diárias no país, a redução chegou a R$ 100 mil. Neste primeiro semestre os gastos somaram R$ 143 mil contra R$ 240 mil em 2008.
Procurado pelo O GLOBO, o senador João Vicente Claudino (PTB-PI), que comanda a 2ª secretaria, responsável pela cota de bilhetes, não retornou a ligação. Seus assessores informaram que ele estava no interior do estado e que só nesta terça falaria sobre o assunto. Ao site Conta Abertas, a assessoria de comunicação do Senado justificou que foram pagos bilhetes para atividades administrativas, entre elas viagens de integrantes e convidados de CPIs, viagens aos países do Mercosul e ida de senadores à assembléia da ONU, nos EUA.
Tributos de Primeiro Mundo, Serviços Públicos Imundos...Aonde vai parar essa dinheirama? O sistema de Saúde Pública está longe de ser "perfeitinha" pretendia o presidente da Republica; os postos do trabalho formal não aumentam na proporção das necessidades do povo; a Segurança Pública perde feio para traficantes de drogas, ladrões de cargas, quadrilhas organizadas na planície e no planalto; O sistema habitacional continua como o PAC: empacado em promessas que não se cumprem. Mas os tributos, viscejam...
Brasil, por enquanto um país de tolos... até as próximas eleições...
A matéria édo Estadão on line:
Carga tributária no Brasil bate recorde e chega a 35,8% do PIB
Receita mostra que, mesmo com o fim da CPMF e desonerações do governo, carga subiu 1,08 ponto em 2008
BRASÍLIA - Mesmo com o fim da CPMF e medidas de cortes de tributos, a carga tributária do Brasil aumentou em 2008. Dados divulgados nesta terça-feira, 7, pela Receita Federal, mostram que a carga tributária (conjunto de tributos recolhidos pela União, Estados e municípios) bateu recorde histórico e atingiu 35,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008, uma alta de 1,08 ponto porcentual em relação à carga de 2007, de 34,72% do PIB. O patamar da carga tributária do País é comparável ao de países desenvolvidos.
Enquanto o PIB em 2008 foi de R$ 2,88 trilhões, a arrecadação tributária bruta do País atingiu R$ 1,034 trilhão. A arrecadação cresceu numa velocidade maior do que a do crescimento da economia brasileira. Enquanto o PIB cresceu 5,1% em 2008, a arrecadação tributária nos três níveis de governo subiu 8,3%.
"As mudanças legislativas de natureza tributária ocorreram no sentido de alívio da pressão fiscal, em especial no que se refere aos tributos de competência do governo federal. Portanto, o incremento deve ser explicado como resposta a um cenário econômico favorável, que alavancou o resultado das empresas e a renda das famílias", afirmou a Receita em nota.
No ano passado, a carga tributária da União cresceu num ritmo maior do que a dos Estados e municípios em 2008. A carga do governo federal subiu de 24,3% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2007, para 24,9% do PIB, em 2008, uma alta de 0,60 ponto porcentual. A carga tributária dos Estados subiu de 8,8% do PIB para 9,2% do PIB no mesmo período de comparação, e a dos municípios manteve-se estável, em 1,6% do PIB.
De acordo com os dados divulgados pela Receita, contribuiu para o crescimento da arrecadação, além da expansão do PIB de 5,1% do PIB no ano passado, o aumento do mercado de trabalho formal, com reflexo positivo na massa salarial do setor privado. Também contribuiu o aumento das alíquotas do IOF e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras.
Por outro lado, pesou negativamente a extinção da CPMF e a correção de 4,5% da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) e a redução da Cide combustível para absorver o impacto do aumento dos combustíveis.
De 2004 para 2008, a carga tributária do Brasil cresceu 3,6 pontos porcentuais, saltando de 32,2% para 35,8% do PIB. O maior responsável pelo aumento do peso dos tributos foi o governo federal.

05 Julho 2009

Diz o dito popular: "Se cobrir, vira circo; se cercar, vira hospício". Tudo a ver, não?
Pena que todos nós pagamos as contas dos palhaços e malucos. Pior! Elegemos eles!
Será que o ScratchNey vai fincar a semente de carvalho no Congresso e provocar a rachadura cataclísmica?
O protoditador bufão quer sangue. O dos outros...
Na já conhecida ladainha de ameaças, Chávez de cadenas canta a bola:
Ou se espera que agridam os acompanhantes de Zelaya ou esperam que os acompanhantes finjam de agredidos.
O bufão, que não é trouxa, manda os títeres em seu lugar.
Se ele embarcar no mesmo avião com Zelaya e acompanhantes, caso ocorra algum acidente aéreo, será que não vão dizer que foi um atentado "terrorista" de Honduras?
Aí tem...
A matéria é do periódico venzuelano El Nacional:
El presidente Hugo Chávez afirmó este martes que una "agresión" contra Manuel Zelaya por parte del "Gobierno de facto" que lo sacó de la Presidencia de Honduras obligaría a una "intervención militar de Naciones Unidas" en ese país.
El depuesto gobernante hondureño, expulsado el domingo del país por los militares y trasladado a Costa Rica, anunció este lunes que regresará a Tegucigalpa el próximo jueves para cumplir su mandato, que concluye el 27 de enero de 2010.
El mandatario nombrado por el Congreso hondureño tras la destitución de Zelaya, Roberto Micheletti, ha advertido que en caso de que éste regrese al país, será detenido porque los tribunales de justicia "tienen una orden de captura contra él".
"La comunidad ALBA estará atenta en las próximas horas, porque un escenario de agresión contra la delegación que va a Honduras abriría otro tipo de puerta. Entonces, habría que plantear, por ejemplo, la intervención militar de Naciones Unidas", dijo Chávez, según un comunicado la Presidencia venezolana.
"Ante una agresión contra Manuel Zelaya y contra los que le acompañarán, no podemos quedarnos con los brazos cruzados", añadió.
Zelaya regresará a su país acompañado por una delegación integrada por el secretario general de la Organización de Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, y otros mandatarios de la región, entre ellos la presidenta de Argentina, Cristina Fernández.
O outro lado de Honduras... (3)
O outro lado de Honduras... (2)
Cardenal Rodríguez insta al diálogo entre los hondureños
Nacionales4 Julio, 2009
TEGUCIGALPA.- El Cardenal Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, instó al “dialogo a todos los sectores hondureños” a fin de alcanzar acuerdos, y solicitó al mandatario sustituido, Manuel Zelaya Rosales, a que reflexione sobre si su regreso constituiría un “baño de sangre” para el pueblo.
El comunicado de la conferencia episcopal de Honduras leído por el Cardenal dice que “Hace apenas tres semanas en la Asamblea plenaria, se expresó claramente que la justicia social, el diálogo y las consultas dentro del marco de la ley son necesidades que debían ser reconocidas y respetadas a nuestro pueblo”.
Cardenal Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga
Por lo que el religioso indicó que “Ante la situación de los últimos días nos remitimos a la internación que hemos buscado en las instancias competentes del Estado, la Corte Suprema de Justicia (CSJ), el Congreso Nacional, el Ministerio Público, el Poder Ejecutivo, el Tribunal Supremo Electoral (TSE) y muchas organizaciones de la Sociedad Civil”.
Explicó que “Todos y cada uno de los documentos que han llegado a sus manos ilustran que las instituciones del Estado democrático hondureño, están vigentes desde sus depositarios en materia jurídica y legal “y que “han sido apoyados en derecho, los tres poderes del Estado Ejecutivo, Legislativo y Judicial están de acuerdo a la Constitución de la República”.
“La Constitución de la República le otorga a los administradores de justicia del país, conforme a lo contemplado en el artículo 239” que una vez violentada “Cesa de inmediato en el desempeño de su cargo, y queda inhabilitado por diez años, para el ejercicio de toda función pública, por lo tanto la persona que fue requerida cuando fue capturado ya no se desempeñaba como presidente de la República”.
“En fecha 26 de junio del 2009 la CSJ, por unanimidad nombró un juez titular que giró la orden definitiva, contra el señor presidente de la República de Honduras a quien se le supone responsable de los delitos contra la forma de gobierno, traición a la patria, abuso de autoridad, y usurpación de funciones en perjuicio de la administración pública y del Estado de Honduras, lo anterior a raíz del requerimiento presentado en esta Corte por parte del Ministerio Público”
Además exhortó a los hondureños a que es el momento en que “actuemos decididamente, para escuchar las opiniones de los demás, de tal manera que se pueda establecer un verdadero diálogo entre todos los sectores de la sociedad, para que se pueda llegar a soluciones constructivas”
Agregó que “Es fundamental respetar el calendario del Tribunal Supremo Electoral (TSE) a fin de garantizar las elecciones, del próximo mes de noviembre”.
“Es necesario globalizar la solidaridad, como un caminos que pueda ayudarnos a superar la injusticia y la inequidad, la comunidad internacional con la información adecuada sobre la situación en nuestro país puede contribuir a este propósito” puntualizó.
Así mismo hizo un “llamado especial a los quienes tienen o han tenido en sus manos la conducción del país” invitándoles a “no dejarse llevar por egoísmos, la venganza, la persecución, la violencia, o la corrupción” y que “Siempre se tienen que buscar caminos de entendimiento, más allá de los intereses oportunistas o de grupo”
“Exhortamos a los grupos sociales y políticos a superar las acciones emotivas para buscar la verdad” “Los invitamos a continuar en el espacio de participación, entendiendo que todos podemos ayudar a construir una Honduras más justa, con trabajo y respeto” dijo.
Además pidió a la Organización de Estados Americanos (OEA), que ponga atención a todo lo que ha estado sucediendo, fuera de la legalidad de Honduras y no solo lo ocurrido en el 29 de junio reciente”.
Del mismo modo pidió a la comunidad internacional que no se “deje llevar por impresiones unilaterales, buscando soluciones que promuevan en bien de todos, sin llegar a las amenazas de fuerza o exclusión de cualquier tipo”.
En un paréntesis y al cierre de la lectura del comunicado, Rodríguez hizo “un llamado al amigo José Manuel Zelaya”, a quien le recordó que “el día de su toma de posesión usted citó claramente tres mandamientos de la santa ley de Dios, no mentir, no robar, no matar”.
Instó a Zelaya a que reflexione sobre si “una acción precipitada, un regreso, podría desatar un baño de sangre”
“Sé que usted ama la vida, se que usted respeta la vida, hasta el día de hoy no ha muerto ni un tan solo hondureño, por favor medite, porque después sería demasiado tarde” dijo en relación a Zelaya, a través de una cadena nacional esta mañana.
O outro lado de Honduras...
Olanchanos también marchan por la paz y democracia
Portada, Portada Nacionales4 Julio, 2009
JUTICALPA, Olancho. Esta cabecera departamental tampoco quiso quedarse atrás y la mañana de hoy, los habitantes desfilaron exigiendo el respeto a la Constitución y a la libertad con democracia que debe permanecer y mantenerse en toda la República.
El pueblo de Juticalpa, Catacamas y otras comunidades participaron en la marcha.
El punto de inicio de la marcha de los olanchanos fue la entrada a la ciudad con un recorrido en todo el bulevar Los Poetas, la cual se caracterizó por el orden y el respeto que demostraron los participantes de la caravana.
La mayoría de los que asistieron a la marcha en pro de la paz y la democracia portaba pancartas como: “Gracias Fuerzas Armadas por garantizarnos el respeto a la Constitución”, “Qué lástima que no nos salió como habíamos planeado”.
Unos mostrando un dibujo que simboliza al depuesto mandatario junto a Hugo Chávez, pidieron “CNN muestren la verdad al mundo”, “Olancho por la paz, paz para nuestra ciudad”.
Una manta con el letrero Catacamas “Apoya a la Paz y la Democracia” era exhibida por un grupo de ciudadanos que llegó a Juticalpa desde la ciudad natal del depuesto mandatario, donde en los últimos días ha sido más notorio el respaldo al ex presidente.
Los discursantes en todo momento gritaron que el país necesita el respeto a la ley y que nadie debe desafiarla para no perder el equilibrio entre la libertad y la opresión.
En todo momento los que participaron en el desfile mostraron mucho respeto a la familia del ex presidente que radica en esta ciudad y contrario a las manifestaciones que se han realizado en otras partes del país la de Juticalpa se caracterizó por no llevar insignias o mensajes ofensivos a la familia o la misma persona de Manuel Zelaya.Erick Sarmiento, quien habló en nombre de la juventud olanchana, manifestó que en defensa de la paz no puede haber distinciones políticas, sociales ni familiares, “ya que todos debemos levantar la bandera del trabajo y el derecho de actuar de acuerdo a la ley pero sin opresión”.
Otro de los que subió al estrado gritó en tono de alegría que los olanchanos y hondureños deben hacerse eco del mensaje del papa Juan Pablo II que en una de sus encíclicas reiteró que no había por qué tener miedo a defender lo que nos pertenece y este sistema de gobierno que vivimos aunque con defectos nos ha costado muchos años a todos.
El evento concluyó un poco después de las 11 de la mañana cuando las diferentes instituciones que participaron y personas particulares que acudieron tanto de Juticalpa como de otros municipios se fueron retirando del estrado, el cual se ubicó a una cuadra de la casa de doña Hortensia de Zelaya, madre del depuesto mandatario Manuel Zelaya.
Questões para o Governador de São Paulo sobre a lei anti-fumo...Em que pese a aludida preocupação com a saúde dos cidadãos paulistas não fumantes, o Velhinho se pergunta por que essa lei tem de ser tão restritiva de direitos, seja dos fumantes, seja dos proprietários de estabelecimentos comerciais abertos ao público.
O Velhinho quer deixar claro que não é contra a restrição, mas quanto a forma draconiana da mesma.
A lei anti-fumo é restritiva aos direitos fundamentais dos cidadãos, que por adicção ou por opção, também são fumantes (mas não deixam de ser, em primeiro lugar cidadãos!), por que induz ao seu constrangimento público.
Esse constrangimento é induzido e autorizado pela lei, ao tornar qualquer outro cidadão não fumante um fiscal não remunerado - tal qual os "fiscais do Sarney" - que poderá agir como denunciante dos cidadãos fumantes em estabelecimentos particulares e abertos ao público; basta dispor de um celular para acionar a polícia e, havendo o recurso, tirar fotos para configurar a infração.
O fumante passa a ser tratado como se fosse criminoso, embora fumar derivados de tabaco não seja crime.
Esses mesmos fiscais não remunerados, cidadãos não fumantes, que não tem coragem de chamar a polícia para denunciar (muito menos fotografar) a venda de drogas ilícitas, como a maconha, crack, heroína, cocaína e ectasy (a tal bala da boa!), comercializadas, em geral, nas ruas, proximidades de favelas, clubes e boates, raves e, às vezes, até na boca do fumo da feira-livre.
Sem contar os 500 fiscais, representando a Vigilância Sanitária e o Procon, também autorizados a constranger, quiçá humilhar, o cidadão fumante. Esses fiscais irão também agir para a redução e apreensão das drogas ilícitas já citadas? DU-VI-DE-Ó-DÓ!
Ninguém quer trombar com um traficante pela frente, não é mesmo?
Essa lei também é restritiva aos direitos do cidadão que mantém seu comércio legalizado.
O comerciante é instado pela lei a expulsar de seu estabelecimento, sob pena de multa pesada e outras sanções, o fumante, podendo recorrer ao uso da força policial.
É exorbitância do poder do Estado, assumindo uma formade totalitarismo que não se coaduna com o regime Democrático e de Direito vigente no País.
A polícia deve ser chamada sempre que um crime está sendo praticado ou na suspeição de crime em andamento.
Qual a tipificação do crime do cidadão fumante que justifique o uso da força policial, que poderia estar sendo utilizada para assuntos mais urgentes de Segurança Pública?
Que o Velhinho saiba, não existe essa tipificação. Fumar derivado de tabaco não é crime.
Mas constranger um cidadão publicamente pode ser.

Três sugestões de bom senso ao Governador do Estado de São Paulo, para revisão dessa malfada lei:
1- Permitir que os estabelecimentos comerciais mantenham os chamados fumódromos, dentro de critérios rígidos;
2- Permitir que os proprietários de estabelecimentos comerciais que assim o desejarem, especifiquem na entrada destes que dispõem de fumódromos.
3- Permitir a quem se interessar, a abertura de estabelecimentos comerciais para fumantes, devidamente identificados na entrada dos mesmos, de maneira que os não fumantes possam escolher onde querem ou não freqüentar.

O Velhinho também pergunta para o Governador do Estado:
Qual o valor da verba que está sendo destinada para a propaganda (como esse painel aí da foto) dessa lei, para a formação desses fiscais anti-fumo, para os veículos que serão necessários e toda a burocracia?
Essa verba não seria melhor empregada no pagamento dos precatórios alimentares, cujo pagamento o Governo protela, ano após ano, alegando falta de verba?
Esses custos podem ser abertos para os cidadãos contribuintes, fumantes e não fumantes, senhor Governador?
Se é para realmente proibir o uso de derivados do tabaco para resguardar a saúde dos não fumantes, por que, senhor Governador, não criar uma lei que proíba no Estado de São Paulo o plantio de tabaco, sua industrialização e comercialização?
Algum direito seria ferido?
Ou a onda é grande demais para surfar?

03 Julho 2009

Vamos moralizar o Congresso! Não reeleja ninguém!
Vamos moralizar o Governo! Em 2010 não eleja quem apóia falcatruas!
O outro lado de Honduras. Aquele que ninguém quer ver...


Enquanto isso, na "democrática" Venezuela, onde a OEA não mete o bedelho...A matéria é do Estadão on line:
Venezuela revogará concessão de 240 emissoras de rádio
Ministro afirma que veículos privados não atualizaram dados exigidos pelo governo do presidente Chávez
CARACAS - O ministro de Obras Públicas e Habitação venezuelano, Diosdado Cabello, anunciou nesta sexta-feira, 3, que o governo retirará a concessão de 240 emissoras de rádio no país. Cabello disse à imprensa que a medida prevê a "recuperação por parte do Estado de todas concessões" mediante as que operam 86 rádios de frequência AM e 154 de frequência FM porque não entregaram documentos e atualizaram seus dados ante a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel). "Quem não tem e não está atualizando (seus dados), e não passou para a Conatel, agora assumirá sua responsabilidade", afirmou o ministro ao justificar a medida.
O governo iniciou no mês passado um processo de atualização de dados das emissoras de rádio e TV baseado em uma lei que regulamenta o setor, e exigiu que todos os meios locais entregassem a documentação referida ao governo. O prazo terminou em 23 de junho. A medida contra as 240 emissoras de rádio ocorre em meio às tensões provocadas pelos processos administrativos da Conatel contra o canal de notícias Globovisión, forte opositor do governo chavista, e que pode levar ao fechamento da emissora.
O governo do presidente Hugo Chávez manteve relações tensas com os veículos críticos à sua gestão e tem sido criticado por organismos internacionais que o acusam de restringir a liberdade de imprensa. Há dois anos, as autoridades retiraram a licença de uma importante emissora de televisão, a RCTV.
Atualmente, os meios e comunicação privados enfrentam a resistência do Estado, que mantém seis canais de televisão, incluindo a rede de alcance continental Telesur; circuitos de rádio de alcance nacional e um grupo de "meios alternativos" que inclui cerca de 600 emissoras de rádio comunitária e 72 de televisão, segundo Marcelino Bisbal, professor de pós-graduação de Comunicação Social da Universidade Católica Andrés Bello.
A fraude da Medida Provisória.Criada pelo constituinte original para ser um instrumento emergencial e de exceção para o Executivo melhor atender necessidades da sociedade brasileira, ao longo dos anos a prática cada vez maior dessa ferramenta constitucional transformou-a numa espécie de noiva de Frankstein.
Onde a relevância e urgência de uma Medida Provisória visavam claramente beneficiar a sociedade como um todo, percebe-se que na sua edição que prevalece a relevância para o governante (e seu partido político, bem como base aliada) de acordo com seu interesse político a curto e médio prazo; a urgência acaba sendo estabelecida pelo ganho do Estado (Federal, Estadual e Municipal), em detrimento dos interesses da sociedade.
O artigo abaixo, extraído do Estadão on line, seção Opinião, é mais um desses exemplos nefastos, ainda mais por tratar de precatórios, dívidas eternizadas por Estados e Municípios, acumuladas por décadas pela falta de responsabilidade social de governantes oportunistas (existe outro tipo de governante atualmente?).
Não bastasse a alta carga tributária vigente no País, aos precatórios - dívidas reconhecidas por tribunais - já se colou o leilão desses títulos, onde se oferece merreca ao credor. Agora, através de uma malfadada e fétida Medida Provisória, se reduz o fator de correção, pretendendo-se que retroaja ao início da dívida.
Os senhores governantes e legisladores não entendem que a Constituição impõem Direitos e Deveres a todos os cidadãos, mas também às Instituições da República.
Um desses deveres é respeitar as dívidas, já cobradas eletrônicamente quando o credor é o Estado e proteladas ao infinito se o credor é o contribuinte.
Não é a toa que a PEC dos precatórios, ainda em trâmite, é carinhosamente chamada de PEC do Calote.
Definitivamente, somos - os contribuintes - reféns do Estado.Outra fraude por meio de MP
Ao sancionar a Lei nº 11.960, que resultou da Medida Provisória (MP) nº 457, o presidente Lula perdeu excelente oportunidade de vetar um dispositivo sorrateiramente introduzido pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), durante a votação no Congresso, alterando o índice de correção dos precatórios e causando, com isso, mais um vultoso prejuízo para os credores do poder público.
Baixada há cinco meses, a MP nº 457 beneficia 1,2 mil prefeituras, autorizando-as a parcelar em até 240 meses as dívidas com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vencidas até 31 de janeiro de 2009, estimadas em cerca de R$ 20 bilhões pelas autoridades previdenciárias e fazendárias. A iniciativa foi justificada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, como uma estratégia do governo federal para receber os débitos previdenciários de responsabilidade dos municípios a que o INSS tem direito, mediante "parcelamento concedido sob condições especiais". Até a MP nº 457, o parcelamento só podia ser feito em 60 meses.
Mas, assim que essa MP chegou ao Legislativo, alguns parlamentares recorreram ao conhecido expediente de enxertar "contrabandos" no texto original enviado pelo Palácio do Planalto. Um deles foi o senador Jucá, que aproveitou a votação no Senado para incluir na MP nº 457 uma antiga reivindicação de prefeitos e governadores, acabando com os juros de mora na correção das dívidas judiciais dos Estados e municípios.
Desde 2001, a legislação estabelecia juros de 6% ao ano para os precatórios, mais atualização monetária pela inflação. Agora, graças ao "contrabando" introduzido por Jucá numa MP que deveria tratar exclusivamente de questões previdenciárias, as dívidas judiciais dos governos municipais e estaduais serão corrigidas pelo índice da caderneta de poupança. Na prática, isso representa mais um golpe nos cidadãos e empresas que têm direito a receber algum crédito dos Estados e municípios. Por ironia, a MP nº 457 foi aprovada no mesmo dia em que, na Câmara, o deputado Michel Temer (PMDB-SP) prometeu adotar providências para acabar com os "contrabandos" - ou seja, emendas estranhas ao objeto principal das MPs.
Ao justificar sua iniciativa, Jucá alegou que ela é "benéfica para o contribuinte", uma vez que, quanto menor for o montante dos precatórios devidos pelos governos municipais e estaduais, "mais recursos sobrarão para investimentos". O argumento é cínico e oportunista, do ponto de vista político, pois os prefeitos e governadores querem aproveitar o dinheiro propiciado pelo calote em cidadãos e empresas para financiar obras que alimentem seus projetos políticos no pleito de 2010.
O argumento de Jucá também é absurdo do ponto de vista jurídico, pois viola um dos princípios basilares da Constituição de 88, que define o Estado como uma instituição com personalidade jurídica e com deveres e obrigações legais que precisam ser rigorosamente cumpridos, sob pena de crime de responsabilidade de seus dirigentes.
Prefeitos e governadores, cuja grande maioria há muito tempo não cumpre nem mesmo o cronograma de pagamentos de dívidas judiciais, optaram espertamente por pegar "carona" numa MP que tratava de débitos previdenciários porque temem que a PEC dos Precatórios, aprovada no Senado, não passe na Câmara. As entidades de advogados de defesa de credores de Estados e municípios classificaram a esperteza como "fraude" e "afronta à moralidade pública" e prometeram recorrer ao Supremo Tribunal federal (STF), sob a alegação de que a mudança no índice de correção dos precatórios não pode ter efeito retroativo, afetando dívidas que já foram objeto de sentença judicial.
Esse é mais um exemplo de desvirtuamento do artigo 62 da Constituição, pelo qual uma MP só pode ser baixada "em caso de relevância e urgência". A "relevância" a que se refere o legislador constitucional é para o interesse de toda sociedade - e não para autoridades que descumprem ordens judiciais. Além disso, a matéria tratada pela MP nº 457 não tinha a menor urgência. Não fosse o interesse do presidente Lula em cortejar prefeitos para obter apoio à candidatura da ministra Dilma Rousseff, sua candidata à sucessão, em 2010, o parcelamento de débitos previdenciários de 1,2 mil prefeituras poderia ter sido encaminhado por projeto de lei.
A coerência não se chama lealdade. Seu nome é Conveniência...

02 Julho 2009

Não importa quem discursa ao plenário, as loas amigas perdem tempo... Seja oposição, seja situação, os parlamentares perdem um tempo enorme em apartes de apoio que acabam, ou desviando o rumo da prosa, ou repetindo o mesmo discurso ad eternum.
Esse tempo perdido seria melhor empregado, uma vez que muito bem pago, nas reformas legislativas, nas apurações de CPIs, em votações de propostas que melhorem a transparência do Senado ou da Câmara.

Outro tempo perdido, de forma irremediável, são as "honrarias" para figuras históricas e outras nem tanto, saudações para amigos e aliados, moções para destacar isso ou aquilo como firulas de blá-blá-blás ou nhé-nhé-nhéns.
Como se perde tempo!
Um tempo caro aos contribuinte.
Função de todos os subsídios com os quais são aquinhoados nossos parlamentares, alguém saberia informar quanto custa por hora o trabalho parlamentar? Depois vem o "técnico" falar futeboliticamente sobre fla-flu ou algo do gênero.
Cazuza tinha razão.
"Transformam o país inteiro num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro"
O Velhinho pede licença para copiar a NarizGelado...
Cazuza - O Tempo Não Para - by Pescador

01 Julho 2009

O Velhinho já sabe. Na democracia libertária do Irã, ninguém deve intervir....
A matéria está no YAHOO Notícias:
Irã pede que Interpol capture médico que ajudou jovem baleada
Qua, 01 Jul, 07h09
Teerã, 1 jul (EFE).- As autoridades iranianas enviaram à Interpol uma ordem de busca e captura contra o médico iraniano Arash Hejazi, que ajudou a jovem Neda Agha Sultan, após receber um tiro em uma das manifestações de protesto contra a reeleição do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.
"A Interpol e as forças do Ministério de Inteligência já estão perseguindo Hejazi", disse hoje o comandante de Polícia no Irã, general Ismail Ahmadi Moghadam, citado pela agência local de notícias "Fars".
"É procurado porque, como testemunha, criou confusão. O assassinato (de Neda) é algo organizado que não está relacionado com os distúrbios em Teerã", disse o oficial.
Neda Agha Sultan se transformou em ícone dos protestos após as eleições presidenciais no Irã depois que sua agonia nas ruas de Teerã foi gravada com um telefone celular e deu a volta ao mundo graças à internet.
A família da jovem e testemunhas denunciaram que ela foi atingida a sangue frio por forças de segurança iranianas ou por milicianos islâmicos Basij quando caminhava com o pai em direção a uma das manifestações pacíficas convocadas na capital.
Hejazi, que viajou a Londres após a morte de Neda, é o homem que aparece na imagem tentando ajudar jovem, após ela receber um tiro no peito.
Logo após chegar à capital britânica, disse que a jovem, de 26 anos, tinha sido assassinada pelas forças da ordem e que, após ver o vídeo na internet, decidiu retornar a Londres, porque temia pela própria vida.
Hejazi, que mora em Oxford, é o único tradutor para o persa das obras do escritor Paulo Coelho.
O regime iraniano, que acusa o Ocidente de promover os distúrbios pós-eleitorais, sugeriu que a morte de Neda foi "fabricada" por alguns meios de comunicação estrangeiros.
Ahmadinejad anunciou na segunda-feira que tinha pedido ao Poder Judiciário que investigasse a "misteriosa" morte da jovem estudante. EFE
Comentário do Velhinho: De que acusam mesmo o médico Arash Hejazi? De ser testemunha de um crime? De causar confusão? Ou estão sugerindo que ele é partícipe de um complô contra o Irã que envolveria um assassinato supostamente forjado para prejudicar o presidente eleito em uma eleição reconhecidamente adulterada e não cancelada? Acho que o amigo do Paulo Coelho deve pedir rapidinho asilo político, pois se voltar ao Irã, pode não suportar o tamanho da democracia de Ahmadinejad, esse libertário enaltecido pelo presidente Lula sem constrangimento algum.
Troque seu fígado por uma bolsa-família...
Continuam a gozar com a cara do contribuinte...
Problemas Insolúveis: de Saúde Pública, de Alta Tributação e de Pouca Ética...
Como se queria demonstrar...
Do Blog de Reinaldo Azevedo...

O GOLPISTA ENTREGA O SERVIÇO EM ENTREVISTA À TV DE CHÁVEZ

quarta-feira, 1 de julho de 2009 | 5:06

O vídeo acima é do dia 26, dois dias antes da deposição de Manuel Zelaya, que governava Honduras. Chega a ser assustador de tão claro. Acompanhado de “organizações sociais” e de um militar visivelmente constrangido — parece ser “o comandante da Força Aérea”, conforme se ouve —, ele vai “resgatar” urnas eleitorais que estavam em um quartel. Por que estavam com os militares? Porque ele havia dado ordens para que fossem eles a realizar o tal referendo, que havia sido declarado ilegal pela Justiça, pela Promotoria e pelo Congresso. Neste vídeo, Zelaya tenta, de modo escancarado, jogar os militares contra a Justiça. E, ao mesmo tempo, cobra destes lealdade absoluta. Vocês lerão, verão e ouvirão. Adiante.

Como os soldados se negassem, então, a fazer o que a Justiça dizia ser mesmo proibido, o demagogo foi pessoalmente “recuperar” as urnas, afirmando que buscaria “um modo” de fazer o referendo. Este vídeo é uma entrevista do palhação à Televisíon VTV, a emissora de Hugo Chávez. O Beiçola de Caracas chega agora ao requinte de documentar seus golpes de Estado em outros países. Vamos a alguns trechos:

LUTA DE CLASSES VAGABUNDA
0min34s – “Sinto que as Forças Armadas estão sendo muito pressionadas (…) pela imprensa, pelos meios de comunicação, por um temor infundado dos ricos de Honduras.”
Reparem como eles falam a mesma linguagem em todo o continente e como os culpados são sempre os mesmos — na Venezuela, no Equador, na Bolívia, na Nicarágua, em Honduras ou no… Brasil. E a imprensa é sempre um deles.

ACABOU A FESTA, BURGUESADA!
Omin54s –
“O Estado burguês e o Congresso Nacional querem governar Honduras, e acabou essa festa. Agora vamos a um processo de Assembléia Nacional Constituinte para o próximo ano. E vai haver deputados operários, camponeses… Também vai haver representantes dos ricos, eles que não se preocupem”.
O Congresso de Honduras, como o de qualquer sociedade democrática, já traz representantes de vários setores da sociedade. Mas Zelaya claramente se oferece para ser uma espécie de porta-voz dos “grupos sociais”, que seriam opostos aos “grupos de poder”. É rigorosamente o que Chávez, Morales e Correa fizeram em seus respectivos países. E observem a linguagem. O presidente que estava nas ruas afrontado uma ordem da Justiça, ao lado de um militar, também desautoriza o Congresso. Eis o governante que Obama e Lula querem que volte ao poder.

OS MILITARES
2min10s - “Os militares superaram os complexos do passado (…), a Guerra Fria, a política de Segurança Nacional (…) As Forças Armadas são hoje um organismo profissional (…) É claro que insistem, provocam (os militares), para criar um estado militar.“
Zelaya está preparando o terreno para defender a tese exótica de que, como os militares são profissionais e não devem fazer política (e isso está certo), então devem acatar qualquer ordem que lhes seja dada — e isso, evidentemente, está errado. Vocês vão ver a sutileza de seu, por assim dizer, pensamento… Um soldado não é obrigado a cumprir uma ordem superior se ela estiver em desacordo com a Constituição, as leis e o código de conduta de sua Força (código este que não pode afrontar aqueles outros textos). Mas vejam que forma a obediência devida tomou na mente perturbada do Zé Trindade de Honduras…

ESTIMULANDO O CONFRONTO ENTRE MILITARES E AUTORIDADES CIVIS
3min40s –
“Se eu cometei um delito como comandante-geral das Forças Armadas, [os adversários] devem agir contra mim, correto? Porque eu sou comandante-geral das Forças Armadas, e [os militares] devem disciplina a seu comandante-geral, senão eles são um outro poder do estado. [os adversários] Deverão proceder contra mim, deverão me prender, deverão me expulsar do país, como costumam, ou mandar me matar”
É de lascar! Ele se refere ao fato de a Justiça ter proibido os militares de participar do referendo. E estes, dada a proibição, fizeram o óbvio: seguiram a lei. Vejam como Zelaya está tentando pescar em águas turvas. Ao chamar para si a punição, tanta se colocar como o herói da tropa. Ao mesmo tempo, diz aos militares: “Sou o comandante; você têm de fazer o que eu mando, ou se trata de poder paralelo”. Vale dizer: usava os militares para chantagear os civis e os civis para provocar os militares. Um velhaco!

O GOLPE
7min05s –
“Há um golpe de estado em ação por parte do Congresso e especificamente da Corte de Justiça (…) A Corte anulou o processo de consulta popular (…) É por isso que urge aqui uma Constituinte, e por isso que urge um processo de consulta, para que ninguém usurpe o direito do povo”.
Bem, ele não poderia ser mais claro. Juntem com a fala anterior. Ele não reconhece a autoridade da Justiça, não reconhece a autoridade do Congresso e acredita que, como comandante-geral das Forças Armadas, os soldados lhe devem obediência. Acho que isso caracteriza um golpe de estado, não?

“REVOLUÇÃO EM CURSO”
7min40s –
“Há um revolução que foi desautorizada pela Corte de Justiça, de forma desleal, de forma arbitrária”.
Revolução? Sim, a revolução que joga no lixo Congresso e Justiça e põe as Forças Armadas a serviço de milícias de apoio a um ditador ou candidato a tanto, a exemplo do que ocorre na Venezuela, na Bolívia, no Equador, na Nicarágua… Obama e Lula lutam para pôr Honduras nesse grupo. E Honduras, como se vê abaixo, só quer democracia.

Divulguem este post, leitores. “De que adianta, Reinaldo? Vai mudar a coisa?” Não interessa. Divulguemos a verdade. Sempre! É um primado ético e moral.

30 Junho 2009

Mais uma vez: Xô, Sarney!
Estão de gozação, para variar, com a cara do contribuinte...
Pedágios ficam até 5,19% mais caros em SP
Nova tabela de preços começa a valer a partir de quarta-feira (1º).
Algumas tarifas seguirão o índice do IGP-M; outras, o do IPC-A.
As tarifas dos pedágios das rodovias concedidas do Estado de São Paulo terão os valores reajustados a partir desta quarta-feira (1º). O valor para descer para a Baixada Santista pelo Sistema Anchieta-Imigrantes vai subir de R$ 17,00 para R$ 17,80. O pedágio na Rodovia dos Bandeirantes passará dos atuais R$ 5,90 para R$ 6,10 e na Castelo Branco de R$ 10,80 para R$ 11,20.
Veja a tabela de aumentos.
Haja capim!
No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:
-Quantos rins nós temos?
-Quatro! - Responde o aluno.
-Quatro? - Replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer
em tripudiar sobre os erros dos alunos.
-Traga um feixe de capim, pois temos um asno na sala. - ordena o
professor a seu auxiliar.
-E para mim um cafezinho! - Replicou o aluno ao auxiliar do mestre.
O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala.
O aluno era, entretanto, o humorista (1895-1971), mais conhecido como o Aparício Torelly AporellyBarão de Itararé.
Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:
-O senhor me perguntou quantos rins "nós temos". "Nós" temos quatro:
dois meus e dois seus. "Nós" é uma expressão usada para o plural.
Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.

A vida exige muito mais compreensão do que apenas conhecimento!
Às vezes as pessoas, por terem um pouco a mais de conhecimento ou
acreditarem que o tem, se acham no direito de subestimar os outros...
Haja capim!!!
(O Velhinho desconhece a fonte ou autoria)
Por oportuno e motivo de reflexão...
O artigo é de Hélio Schwartsman, na Folha on line, seção Pensata.

25/06/2009
Entre o conselho e a ordem

Tenho uma boa notícia para você, leitor. Agora você já pode acreditar no que eu escrevo, porque, desde o último dia 17, não sou mais um charlatão. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu em caráter definitivo que o diploma de jornalismo não é necessário para o exercício regular da profissão.

Como sói acontecer, todos os ministros do chamado Pretório Excelso presentes à sessão menos o Marco Aurélio Mello concordaram que a exigência do canudo violava os princípios constitucionais da liberdade de imprensa e da livre manifestação do pensamento.

Partilho dessa opinião. Não que até o dia 17 o Brasil vivesse sob o signo de Ahmadinejad, num estado de absoluto arbítrio e misericordiosa censura. Mas é forçoso reconhecer um país no qual se dispensam controles para definir quem pode e quem não pode escrever em jornais está mais perto da plenitude liberal democrática. Nunca é demais recordar que o decreto-lei 972/1969, que estabelecia a exigência do diploma, foi baixado pelo governo militar durante os anos de chumbo.

Não é esse, porém, o aspecto do julgamento que eu gostaria de ressaltar. O que me parece ser o ponto central é a questão da liberdade de ofício. O inciso XIII do artigo 5º da Carta estabelece: "É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer". Um velho provérbio alemão assevera que o diabo se esconde nos detalhes. Em que casos convém que o legislador regulamente uma profissão?

A maioria das pessoas dotadas de justo quinhão de bom senso tende a concordar que o licenciamento só é necessário para ofícios que requeiram um saber técnico bastante preciso, como medicina e engenharia, ou exijam alguma perícia específica, a exemplo de piloto de avião, cuja ausência represente ponderável risco para a população.

Um jornalista até pode divulgar informações falsas que acabam provocando grandes estragos. Mas buscar um conjunto de matérias teóricas que capacitem um estudante a tornar-se um bom repórter ou editor é tarefa fadada ao fracasso. Trocando em miúdos, podemos afirmar que o engenheiro, para fazer com que a ponte fique em pé, precisa ter cursado cálculo I e II e conhecer certas noções de física que podem ser aprendidas nas escolas politécnicas. O médico, para receitar uma droga, precisa saber algo de bioquímica e farmacologia. Mas o que dizer do jornalista? O que ele precisa além de noções de português (em tese obtidas no processo de alfabetização) e de disposição para estudar um pouco o assunto de que vai falar? Talvez, se houvesse as disciplinas verdade I, II, III e IV, reconhecidas pelo MEC... Nunca é demais insistir, ninguém se torna ético só porque assistiu a aulas de ética na faculdade de filosofia. Afirmar, como se faz por aí, que escolas de jornalismo são garantia de bom comportamento moral no exercício da profissão faz tanto sentido quanto dizer que quem vai à missa não comete pecados.

Um dos grandes problemas do Brasil é que nos assombra um espírito ligeiramente fascista, que inspira as pessoas a verem-se, não como cidadãs de uma República, mas como representantes de um determinado segmento social que seria detentor de certos direitos naturais. Nesse esquema, a ação política consistiria em inscrever em lei as reivindicações decorrentes desses supostos direitos e esperar que o Estado as implemente. Tornamo-nos o país das corporações, onde cada grupo seja ele profissional, racial ou simplesmente unido por interesses comuns, procura encastelar-se numa capitania hereditária e, valendo-se da autoridade do poder público, impor seus interesses de classe ao restante da sociedade.

A dificuldade é que, como todo mundo tenta fazer o mesmo, o arcabouço legislativo nacional se torna uma barafunda de reivindicações sindicais promovidas a norma geral. Pior, elas são tantas que fatalmente se revelarão contraditórias. É nesse contexto que se inscrevem as guerras entre médicos e enfermeiros em torno das casas de parto ou entre psiquiatras e psicólogos, otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos, oftalmologistas e optometristas pelo direito de diagnosticar. Pior para os pacientes e, por conseguinte, para a sociedade.

Como lembrou o sempre sensato ministro Celso de Mello, a regra geral deveria ser a liberdade de ofício. Entretanto, ele contou pelo menos cinco projetos de lei que tramitam no Congresso e tratam da regulamentação das profissões de modelo de passarela, designer de interiores, detetives, babás e escritores. Acrescento, por minha conta, as de demonstrador de mercadorias (PL 5451/09), cerimonialista (PL 5425/09), educador social (PL 5346/09), fotógrafo (PL 5187/09), depilador (PL 4771/09). Já resvalando no reino da fantasia, busca-se também regulamentar a ocupação de astrólogo (PL 6748/02) e terapeuta naturista (PL 2916/92). Pergunto-me como nossos solertes parlamentares puderam se esquecer de regular os ofícios de Papai Noel e das indispensáveis fadas.

Em muitos casos, as propostas são oportunamente esquecidas nos escaninhos do Legislativo (há um lado bom na inoperância do Congresso), mas nem sempre. Categorias mais poderosas como a de médicos e advogados obtiveram o que seria impensável num Estado verdadeiramente republicano. Os discípulos de Esculápio, por exemplo, conseguiram transformar em lei geral o Código de Ética que eles mesmos elaboraram. Já nossos nobres causídicos deram um novo significado à noção de lobby ao inscrever não em lei ordinária mas na própria Constituição o direito de indicar juízes para praticamente todas as cortes do país e de propor ações diretas de inconstitucionalidade (privilégio reservado a poucos). Pior, cuidaram para que a Lei Maior do país trouxesse um dispositivo que atua como impedimento a que o cidadão represente a si mesmo em juízo --erro lógico que nega o próprio conceito de cidadania.

Gostaria que a extinção da exigência de diploma de jornalista fosse o primeiro passo num movimento mais geral de descorporativização do Estado, mas receio que seja apenas um caso isolado. A mentalidade cartorial-corporativista está bem arraigada na alma do brasileiro. É uma pena. Esse seria um bom momento para mudanças. As divisões clássicas entre as ciências estão ruindo. Faz cada vez menos sentido compartimentalizar o saber --e, consequentemente, o ensino-- em ramos pré-definidos como física, química, biologia. A pesquisa de ponta se faz hoje através de casamentos improváveis como aquele entre médicos e matemáticos (medicina baseada em evidências) ou entre economistas e neurocientistas (economia comportamental). A perseverar a inércia patrimonialista, enquanto o mundo estiver produzindo nova e boa ciência, nós por aqui estaremos paralisados: não teremos os especialistas necessários porque eles não saberão se devem contribuir para o conselho de biólogos ou a ordem dos estatísticos.

Hélio Schwartsman, 43, é articulista da Folha. Bacharel em filosofia, publicou "Aquilae Titicans - O Segredo de Avicena - Uma Aventura no Afeganistão" em 2001. Escreve para a Folha Online às quintas.
O que falta é vergonha na cara geral!